Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
Em dia de jogo do Brasil, dólar dispara a R$ 3,876 mesmo com ação do BC

Quinta, 28/6/2018 8:00.

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TÁSSIA KASTNER
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em um dia negativo para as principais moedas emergentes, o dólar disparou mais de 2% ante o real nesta quarta-feira (27).

Nem a atuação do BC (Banco Central) no mercado de câmbio foi suficiente para conter a valorização da moeda americana, que subiu 2,05%, a R$ 3,8760. O real foi a segunda divisa que mais perdeu valor de uma cesta de 24 moedas emergentes.

O desenrolar da disputa comercial entre Estados Unidos e China deixa investidores mais cautelosos, com impacto direto sobre países emergentes, considerados mais arriscados.

O dia foi de menor volume de negócios no mercado financeiro, reflexo do jogo do Brasil, que iniciou às 15h e terminou minutos antes do horário de fechamento do pregão. Nesses dias, as oscilações de preços dos ativos tendem a ser mais bruscas.

Para conter a volatilidade, o BC ofereceu os US$ 2,5 bilhões em leilão de linha (venda de dólares com o compromisso de recompra) anunciados na véspera. Segundo a agência de notícias Reuters, houve demanda para US$ 2,43 bilhões, bem mais do que os US$ 500 milhões vendidos na segunda-feira, mas a medida não surtiu efeito sobre a cotação.

Como resultado, o dólar fechou no maior patamar desde 7 de junho. Naquele dia, a moeda americana superou os R$ 3,90, e o BC iniciou a intervenção que vinha mantendo as cotações sob controle.

O Banco Central vinha utilizando os leilões de swap (que equivalem à venda de dólares no mercado futuro) para conter a moeda. Depois de colocar cerca de US$ 30 bilhões no mercado com essa operação, a autarquia passou a atuar com leilões de linha.

Já a Bolsa brasileira acompanhou os principais índices americanos e recuou após enfileirar três dias de alta.

O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, cedeu 1,11%, a 70.609 pontos.

O ambiente incerto para a economia brasileira e o cenário externo têm mantido a Bolsa ao redor dos 70 mil pontos e o pregão só deve deixar esse patamar com notícias político-econômicas que sinalizem mudanças positivas.


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Em dia de jogo do Brasil, dólar dispara a R$ 3,876 mesmo com ação do BC

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Quinta, 28/6/2018 8:00.

TÁSSIA KASTNER
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em um dia negativo para as principais moedas emergentes, o dólar disparou mais de 2% ante o real nesta quarta-feira (27).

Nem a atuação do BC (Banco Central) no mercado de câmbio foi suficiente para conter a valorização da moeda americana, que subiu 2,05%, a R$ 3,8760. O real foi a segunda divisa que mais perdeu valor de uma cesta de 24 moedas emergentes.

O desenrolar da disputa comercial entre Estados Unidos e China deixa investidores mais cautelosos, com impacto direto sobre países emergentes, considerados mais arriscados.

O dia foi de menor volume de negócios no mercado financeiro, reflexo do jogo do Brasil, que iniciou às 15h e terminou minutos antes do horário de fechamento do pregão. Nesses dias, as oscilações de preços dos ativos tendem a ser mais bruscas.

Para conter a volatilidade, o BC ofereceu os US$ 2,5 bilhões em leilão de linha (venda de dólares com o compromisso de recompra) anunciados na véspera. Segundo a agência de notícias Reuters, houve demanda para US$ 2,43 bilhões, bem mais do que os US$ 500 milhões vendidos na segunda-feira, mas a medida não surtiu efeito sobre a cotação.

Como resultado, o dólar fechou no maior patamar desde 7 de junho. Naquele dia, a moeda americana superou os R$ 3,90, e o BC iniciou a intervenção que vinha mantendo as cotações sob controle.

O Banco Central vinha utilizando os leilões de swap (que equivalem à venda de dólares no mercado futuro) para conter a moeda. Depois de colocar cerca de US$ 30 bilhões no mercado com essa operação, a autarquia passou a atuar com leilões de linha.

Já a Bolsa brasileira acompanhou os principais índices americanos e recuou após enfileirar três dias de alta.

O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, cedeu 1,11%, a 70.609 pontos.

O ambiente incerto para a economia brasileira e o cenário externo têm mantido a Bolsa ao redor dos 70 mil pontos e o pregão só deve deixar esse patamar com notícias político-econômicas que sinalizem mudanças positivas.


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