Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
Dólar cai a R$ 3,87 depois de fechar na máxima em 2 anos

Sábado, 7/7/2018 9:43.

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TÁSSIA KASTNER
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar caiu mais de 1,5% nesta sexta-feira (6) após fechar, na véspera, na cotação máxima desde março de 2016. Com isso, a moeda americana devolveu toda a valorização ante o real que acumulava na semana.

A Bolsa brasileira seguiu o exterior e terminou em alta.

A moeda americana recuou 1,65%, a R$ 3,87 nesta sexta. Após a gangorra dos últimos dias, o real foi a moeda que mais se valorizou ante o dólar nesta sexta e conseguiu zerar as perdas da semana.

O movimento ocorreu mesmo sem uma nova ação do Banco Central no mercado de câmbio. A última intervenção extra para conter os solavancos da moeda foi há mais de uma semana. O BC não coloca novos contratos de swap cambial (que equivalem à venda de dólares no mercado futuro) desde o dia 22 de junho.

Na quinta-feira à noite, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse em entrevista à GloboNews que não pautará a atuação no mercado por mudanças de preço, mas apenas para dar tranquilidade ao mercado quando avaliar que falta liquidez ou que há "sensação de pânico" entre investidores.

Nesta sexta, o volume de negócios foi reduzido pelo jogo do Brasil, iniciado às 15h. Nessas ocasiões, o mercado tende a ficar ainda mais volátil. Na máxima do dia, o dólar chegou a ultrapassar os R$ 3,95; na mínima, foi a R$ 3,8630.

A disparada durante a manhã ocorreu após a divulgação de dados do mercado de trabalho americano, mas o mesmo conjunto de informações foi lido por investidores de outra forma logo em seguida, e o dólar passou a cair ante 21 de uma cesta de 24 divisas emergentes.

Os Estados Unidos criaram mais postos de trabalho que o esperado em junho. A taxa de desemprego, porém, aumentou de 3,8% para 4%.

Os salários avançaram 0,2%.

A guerra comercial entre Estados Unidos e China, notícia que ainda seguirá no radar de investidores, se materializou nesta sexta com a entrada em vigor das tarifas impostas pelos americanos a produtos chineses.

Pequim não reagiu com tarifas e foi à OMC (Organização Mundial do Comércio) contra as medidas americanas.

Prevista há meses, essa disputa não teve impacto sobre o câmbio e nem sobre as Bolsas.

Nos Estados Unidos, os principais índices avançaram -Dow Jones (0,41%), S&P 500 (0,85%) e Nasdaq (1,34%)-, movimento que se repetiu nos mercados acionários europeus e asiáticos.

O Ibovespa subiu 0,61% e fechou o dia a 75.010 pontos. Na semana, a alta acumulada é de 3,09%. O volume financeiro no pregão somou R$ 6,75 bilhões, abaixo da média diária de R$ 7,35 bilhões na primeira semana de julho e dos R$ 11,77 bilhões em 2018.

Assim como no caso do dólar, investidores também fizeram poucos negócios em dia de jogo do Brasil e saída para o final de semana prolongado em São Paulo. A Bolsa não abre nesta segunda (9).

"Ninguém se expõe. A bolsa fecha, mas o mundo não", disse o gestor Marco Tulli Siqueira, da mesa de Bovespa da Coinvalores.

Nesta sexta, as ações da Embraer tiveram menor impacto sobre o Ibovespa. Depois do tombo de mais de 14%, os papéis da companhia voltaram a cair, mas com intensidade menor. A baixa foi de 1,86%, a R$ 22,67. Em dois dias, a empresa perdeu R$ 3,2 bilhões em valor de mercado.

O desempenho negativo é reflexo do anúncio de acordo com a Boeing. Na quinta, as empresas disseram que a americana pagará US$ 3,8 bilhões (R$ 14,7 bilhões) por 80% da operação de jatos comerciais da companhia brasileira, que ficará em uma nova empresa a ser criada.

O valor frustrou investidores, que questionaram também pontos não respondidos sobre os termos do negócio, o destino dos recursos e a viabilidade da Embraer manter sua rentabilidade ao entregar 80% de sua divisão mais rentável.

No entanto, a companhia ainda acumula valorização expressiva, de quase 40%, desde que a discussão de um acordo com a Boeing veio a público, em dezembro. A parceira é vista como benéfica por analistas do mercado.


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Dólar cai a R$ 3,87 depois de fechar na máxima em 2 anos

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Sábado, 7/7/2018 9:43.

TÁSSIA KASTNER
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar caiu mais de 1,5% nesta sexta-feira (6) após fechar, na véspera, na cotação máxima desde março de 2016. Com isso, a moeda americana devolveu toda a valorização ante o real que acumulava na semana.

A Bolsa brasileira seguiu o exterior e terminou em alta.

A moeda americana recuou 1,65%, a R$ 3,87 nesta sexta. Após a gangorra dos últimos dias, o real foi a moeda que mais se valorizou ante o dólar nesta sexta e conseguiu zerar as perdas da semana.

O movimento ocorreu mesmo sem uma nova ação do Banco Central no mercado de câmbio. A última intervenção extra para conter os solavancos da moeda foi há mais de uma semana. O BC não coloca novos contratos de swap cambial (que equivalem à venda de dólares no mercado futuro) desde o dia 22 de junho.

Na quinta-feira à noite, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse em entrevista à GloboNews que não pautará a atuação no mercado por mudanças de preço, mas apenas para dar tranquilidade ao mercado quando avaliar que falta liquidez ou que há "sensação de pânico" entre investidores.

Nesta sexta, o volume de negócios foi reduzido pelo jogo do Brasil, iniciado às 15h. Nessas ocasiões, o mercado tende a ficar ainda mais volátil. Na máxima do dia, o dólar chegou a ultrapassar os R$ 3,95; na mínima, foi a R$ 3,8630.

A disparada durante a manhã ocorreu após a divulgação de dados do mercado de trabalho americano, mas o mesmo conjunto de informações foi lido por investidores de outra forma logo em seguida, e o dólar passou a cair ante 21 de uma cesta de 24 divisas emergentes.

Os Estados Unidos criaram mais postos de trabalho que o esperado em junho. A taxa de desemprego, porém, aumentou de 3,8% para 4%.

Os salários avançaram 0,2%.

A guerra comercial entre Estados Unidos e China, notícia que ainda seguirá no radar de investidores, se materializou nesta sexta com a entrada em vigor das tarifas impostas pelos americanos a produtos chineses.

Pequim não reagiu com tarifas e foi à OMC (Organização Mundial do Comércio) contra as medidas americanas.

Prevista há meses, essa disputa não teve impacto sobre o câmbio e nem sobre as Bolsas.

Nos Estados Unidos, os principais índices avançaram -Dow Jones (0,41%), S&P 500 (0,85%) e Nasdaq (1,34%)-, movimento que se repetiu nos mercados acionários europeus e asiáticos.

O Ibovespa subiu 0,61% e fechou o dia a 75.010 pontos. Na semana, a alta acumulada é de 3,09%. O volume financeiro no pregão somou R$ 6,75 bilhões, abaixo da média diária de R$ 7,35 bilhões na primeira semana de julho e dos R$ 11,77 bilhões em 2018.

Assim como no caso do dólar, investidores também fizeram poucos negócios em dia de jogo do Brasil e saída para o final de semana prolongado em São Paulo. A Bolsa não abre nesta segunda (9).

"Ninguém se expõe. A bolsa fecha, mas o mundo não", disse o gestor Marco Tulli Siqueira, da mesa de Bovespa da Coinvalores.

Nesta sexta, as ações da Embraer tiveram menor impacto sobre o Ibovespa. Depois do tombo de mais de 14%, os papéis da companhia voltaram a cair, mas com intensidade menor. A baixa foi de 1,86%, a R$ 22,67. Em dois dias, a empresa perdeu R$ 3,2 bilhões em valor de mercado.

O desempenho negativo é reflexo do anúncio de acordo com a Boeing. Na quinta, as empresas disseram que a americana pagará US$ 3,8 bilhões (R$ 14,7 bilhões) por 80% da operação de jatos comerciais da companhia brasileira, que ficará em uma nova empresa a ser criada.

O valor frustrou investidores, que questionaram também pontos não respondidos sobre os termos do negócio, o destino dos recursos e a viabilidade da Embraer manter sua rentabilidade ao entregar 80% de sua divisão mais rentável.

No entanto, a companhia ainda acumula valorização expressiva, de quase 40%, desde que a discussão de um acordo com a Boeing veio a público, em dezembro. A parceira é vista como benéfica por analistas do mercado.


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