Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
Construção civil volta à recessão e puxa investimentos para o vermelho

Segundo o IBGE sãodois trimestres seguidos no negativo

Sexta, 31/8/2018 9:42.
EBC.

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SÃO PAULO, SP, E RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A construção civil voltou à recessão no segundo trimestre, informou nesta sexta-feira (31) o IBGE.

Depois de um primeiro trimestre no vermelho, a atividade voltou a cair entre abril e junho, configurando uma recessão técnica (dois trimestres seguidos no negativo).

A construção caiu 0,8% no segundo trimestre, ante os primeiros três meses do ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 1,1%. Os números confirmam que o setor ainda não conseguiu se recuperar da recessão, quando caiu quase 15% (em 2015 e 2016).

O recuo da construção contaminou os números da indústria, pois é um dos segmentos que integram o setor, e também os dos investimentos -responde por mais da metade da conta de investimentos no PIB (Produto Interno Bruto).

Depois de quatro trimestres seguidos no positivo, o investimento voltou a cair de abril a junho deste ano.

O IBGE informou que o investimento caiu 1,8% no segundo trimestre, em comparação com os primeiros três meses do ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando o país começava a sair da recessão, houve uma alta de 3,7%, em razão da baixa base de comparação.

O investimento é uma variável muito volátil, pois depende da disposição do empresário e de sua confiança no futuro da economia.

A greve dos caminhoneiros, no fim de maio, porém, derrubou os indicadores de confiança tanto de empresários quanto de consumidores.

Em julho, passado o pior momento, os indicadores tiveram uma leve melhora, mas o baque teve efeito determinante no potencial de crescimento da economia brasileira neste ano, segundo os economistas Aloísio Campelo e Viviane Seda, do Ibre/FGV, afetando intenções de investimento e de contratações.

Em seguida, vieram as incertezas das eleições e a volatilidade trazida por ela, manifestada na alta do dólar e na queda das ações das empresas na Bolsa, criando um ambiente instável e hostil ao investimento.


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Página 3
EBC.

Construção civil volta à recessão e puxa investimentos para o vermelho

Segundo o IBGE sãodois trimestres seguidos no negativo

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Sexta, 31/8/2018 9:42.

SÃO PAULO, SP, E RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A construção civil voltou à recessão no segundo trimestre, informou nesta sexta-feira (31) o IBGE.

Depois de um primeiro trimestre no vermelho, a atividade voltou a cair entre abril e junho, configurando uma recessão técnica (dois trimestres seguidos no negativo).

A construção caiu 0,8% no segundo trimestre, ante os primeiros três meses do ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 1,1%. Os números confirmam que o setor ainda não conseguiu se recuperar da recessão, quando caiu quase 15% (em 2015 e 2016).

O recuo da construção contaminou os números da indústria, pois é um dos segmentos que integram o setor, e também os dos investimentos -responde por mais da metade da conta de investimentos no PIB (Produto Interno Bruto).

Depois de quatro trimestres seguidos no positivo, o investimento voltou a cair de abril a junho deste ano.

O IBGE informou que o investimento caiu 1,8% no segundo trimestre, em comparação com os primeiros três meses do ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando o país começava a sair da recessão, houve uma alta de 3,7%, em razão da baixa base de comparação.

O investimento é uma variável muito volátil, pois depende da disposição do empresário e de sua confiança no futuro da economia.

A greve dos caminhoneiros, no fim de maio, porém, derrubou os indicadores de confiança tanto de empresários quanto de consumidores.

Em julho, passado o pior momento, os indicadores tiveram uma leve melhora, mas o baque teve efeito determinante no potencial de crescimento da economia brasileira neste ano, segundo os economistas Aloísio Campelo e Viviane Seda, do Ibre/FGV, afetando intenções de investimento e de contratações.

Em seguida, vieram as incertezas das eleições e a volatilidade trazida por ela, manifestada na alta do dólar e na queda das ações das empresas na Bolsa, criando um ambiente instável e hostil ao investimento.


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