Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
Ministro argentino diz que economia cairá 1% neste ano

Terça, 28/8/2018 9:04.
Reprodução
Nicolás Dujovne

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SYLVIA COLOMBO / BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS)

O ministro da Fazenda argentino, Nicolás Dujovne, disse nesta segunda-feira (27) que a economia do país cairá "ao menos 1% neste ano" por conta dos efeitos da seca, que afetou o agronegócio. Porém, diz não concordar com as consultoras independentes que colocam o crescimento do PIB para 2018 entre -0.5% e 0.5%.

O ministro diz seguir acreditando que a projeção para este ano será de 1,5%. Em dezembro do ano passado, porém, o governo estimava que esta cifra seria de 3% a 3,5%.

O presidente Mauricio Macri diz que o país vive uma "tormenta" causada pelos efeitos da guerra comercial que atinge as economias e moedas dos países emergentes, e que virão meses difíceis. O dólar segue em alta, custando 32,4 pesos, e a meta da inflação continua sendo descumprida, com uma projeção para o ano acima dos 23%, quando o estimado pelo governo era 15%.

A pressão para melhorar esses números é agora maior, uma vez que a linha de crédito "stand up" pedida ao FMI, de US$ 50 bilhões, está vinculada a uma melhora desses números.

Dujovne também afirmou nesta segunda-feira (27) que o governo argentino pediu um adiantamento para agora de US$ 3 bilhões que estavam previstos para serem entregues por meio do acordo, mas até o fim do ano. O adiantamento foi pedido para tentar, justamente, conter a alta do dólar, segundo o ministério da Fazenda.

Dujovne se disse otimista na redução do déficit orçamentário que a Argentina tem, de 5% do PIB, para 3% do PIB em 2019. E afirmou que o período recessivo que a Argentina enfrenta terminará em dezembro. Segundo o Indec (o IBGE local), a atividade econômica argentina teve uma queda de 6,7% em junho.

Indagado sobre o impacto que podem ter os "cadernos da corrupção" -escândalo que colocou vários empresários do ramo da construção na mira da Justiça-, o presidente Mauricio Macri disse que irá propor a criação de um fundo para garantir o financiamento de obras públicas que corram o risco de serem interrompidas caso estas empresas sejam impedidas de seguir trabalhando ou seus presidentes sejam presos.


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Nicolás Dujovne
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Ministro argentino diz que economia cairá 1% neste ano

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Terça, 28/8/2018 9:04.

SYLVIA COLOMBO / BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS)

O ministro da Fazenda argentino, Nicolás Dujovne, disse nesta segunda-feira (27) que a economia do país cairá "ao menos 1% neste ano" por conta dos efeitos da seca, que afetou o agronegócio. Porém, diz não concordar com as consultoras independentes que colocam o crescimento do PIB para 2018 entre -0.5% e 0.5%.

O ministro diz seguir acreditando que a projeção para este ano será de 1,5%. Em dezembro do ano passado, porém, o governo estimava que esta cifra seria de 3% a 3,5%.

O presidente Mauricio Macri diz que o país vive uma "tormenta" causada pelos efeitos da guerra comercial que atinge as economias e moedas dos países emergentes, e que virão meses difíceis. O dólar segue em alta, custando 32,4 pesos, e a meta da inflação continua sendo descumprida, com uma projeção para o ano acima dos 23%, quando o estimado pelo governo era 15%.

A pressão para melhorar esses números é agora maior, uma vez que a linha de crédito "stand up" pedida ao FMI, de US$ 50 bilhões, está vinculada a uma melhora desses números.

Dujovne também afirmou nesta segunda-feira (27) que o governo argentino pediu um adiantamento para agora de US$ 3 bilhões que estavam previstos para serem entregues por meio do acordo, mas até o fim do ano. O adiantamento foi pedido para tentar, justamente, conter a alta do dólar, segundo o ministério da Fazenda.

Dujovne se disse otimista na redução do déficit orçamentário que a Argentina tem, de 5% do PIB, para 3% do PIB em 2019. E afirmou que o período recessivo que a Argentina enfrenta terminará em dezembro. Segundo o Indec (o IBGE local), a atividade econômica argentina teve uma queda de 6,7% em junho.

Indagado sobre o impacto que podem ter os "cadernos da corrupção" -escândalo que colocou vários empresários do ramo da construção na mira da Justiça-, o presidente Mauricio Macri disse que irá propor a criação de um fundo para garantir o financiamento de obras públicas que corram o risco de serem interrompidas caso estas empresas sejam impedidas de seguir trabalhando ou seus presidentes sejam presos.


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