Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
Retomada do setor automotivo acelera criação de vagas em Joinville

Domingo, 29/4/2018 7:51.
Divulgação.
Fundição Tupy.

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FILIPE OLIVEIRA E FLAVIA LIMA
JOINVILLE, SC, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Maior cidade de Santa Catarina, Joinville é uma das primeiras do país a experimentar a volta do emprego neste início de retomada no Brasil.

Sua economia é fortemente baseada na indústria metal-mecânica e de outros setores que fornecem para a cadeia do setor automotivo, diz Mario Cesar de Aguiar, diretor da Fiesc (federação das indústrias do estado).

Com a retomada do segmento, as empresas esperam alta nas vendas e aceleram as contratações.

No caso da Copper, que importa cobre do Chile e do Peru e o processa para ser usado por outras indústrias, o quadro de funcionários foi de 90 para 110 desde meados do ano passado.

O plano da empresa é terminar 2018 com 160 funcionários, caso o desempenho da empresa siga positivo, diz Renato Feres, seu fundador.
Segundo ele, a indústria automotiva, durante a crise, chegou ao fundo do poço e diminuiu seu uso de cobre para praticamente zero. Depois, começou a se recuperar a partir de exportações e, agora, volta a ter bons níveis de produção.

Além disso, as vendas de eletrodomésticos, que usam insumos da empresa, também estão em alta e a indústria vem nacionalizando processos para lidar com o dólar alto.

A Copper é uma das 150 empresas que ficam dentro do Perini Business Park, maior parque industrial do país, com 300 mil metros de área construída.

A mudança na economia da cidade foi sentida no próprio condomínio. Marcelo Hack, presidente da Perville (construtora e gestora do local), diz que, entre 2015 e meados de 2017, não havia procura de empresas querendo se instalar ali e que só recebia ligação de quem queria deixar o local.

Neste ano, por outro lado, já foi possível superar a meta de alugar 18 mil metros quadrados em 2018 apenas entre janeiro e o início de abril.

Uma das empresas mais tradicionais da cidade, a Fundição Tupy, que fornece estruturas para motores a diesel, contratou 600 pessoas em Joinville neste ano e tem outras 150 vagas abertas. A companhia emprega 8.500 pessoas na cidade, afirma seu presidente, Fernando de Rizzo.

A empresa produz principalmente para exportação e se beneficia de uma melhora no cenário global, além da recuperação brasileira.

Rizzo afirma que Joinville tem uma vantagem geográfica para empresas exportadoras: a proximidade de portos (como os de Itajaí, Itapoá, Navegantes e São Francisco, todos no estado).

Porém, na avaliação do presidente da Tupy, o principal fator para o bom desempenho industrial da cidade é a consolidação de uma cultura para o setor e a existência de boas escolas para formação de mão de obra.

Em fevereiro, a GM anunciou que investiria R$ 1,9 bilhão em sua fábrica em Joinville, que produz motores para carros. Os investimentos, segundo a companhia, vão gerar 400 postos de trabalho diretos e indiretos.


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Página 3
Divulgação.
Fundição Tupy.
Fundição Tupy.

Retomada do setor automotivo acelera criação de vagas em Joinville

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Domingo, 29/4/2018 7:51.

FILIPE OLIVEIRA E FLAVIA LIMA
JOINVILLE, SC, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Maior cidade de Santa Catarina, Joinville é uma das primeiras do país a experimentar a volta do emprego neste início de retomada no Brasil.

Sua economia é fortemente baseada na indústria metal-mecânica e de outros setores que fornecem para a cadeia do setor automotivo, diz Mario Cesar de Aguiar, diretor da Fiesc (federação das indústrias do estado).

Com a retomada do segmento, as empresas esperam alta nas vendas e aceleram as contratações.

No caso da Copper, que importa cobre do Chile e do Peru e o processa para ser usado por outras indústrias, o quadro de funcionários foi de 90 para 110 desde meados do ano passado.

O plano da empresa é terminar 2018 com 160 funcionários, caso o desempenho da empresa siga positivo, diz Renato Feres, seu fundador.
Segundo ele, a indústria automotiva, durante a crise, chegou ao fundo do poço e diminuiu seu uso de cobre para praticamente zero. Depois, começou a se recuperar a partir de exportações e, agora, volta a ter bons níveis de produção.

Além disso, as vendas de eletrodomésticos, que usam insumos da empresa, também estão em alta e a indústria vem nacionalizando processos para lidar com o dólar alto.

A Copper é uma das 150 empresas que ficam dentro do Perini Business Park, maior parque industrial do país, com 300 mil metros de área construída.

A mudança na economia da cidade foi sentida no próprio condomínio. Marcelo Hack, presidente da Perville (construtora e gestora do local), diz que, entre 2015 e meados de 2017, não havia procura de empresas querendo se instalar ali e que só recebia ligação de quem queria deixar o local.

Neste ano, por outro lado, já foi possível superar a meta de alugar 18 mil metros quadrados em 2018 apenas entre janeiro e o início de abril.

Uma das empresas mais tradicionais da cidade, a Fundição Tupy, que fornece estruturas para motores a diesel, contratou 600 pessoas em Joinville neste ano e tem outras 150 vagas abertas. A companhia emprega 8.500 pessoas na cidade, afirma seu presidente, Fernando de Rizzo.

A empresa produz principalmente para exportação e se beneficia de uma melhora no cenário global, além da recuperação brasileira.

Rizzo afirma que Joinville tem uma vantagem geográfica para empresas exportadoras: a proximidade de portos (como os de Itajaí, Itapoá, Navegantes e São Francisco, todos no estado).

Porém, na avaliação do presidente da Tupy, o principal fator para o bom desempenho industrial da cidade é a consolidação de uma cultura para o setor e a existência de boas escolas para formação de mão de obra.

Em fevereiro, a GM anunciou que investiria R$ 1,9 bilhão em sua fábrica em Joinville, que produz motores para carros. Os investimentos, segundo a companhia, vão gerar 400 postos de trabalho diretos e indiretos.


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