Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Seu Dinheiro
Presidente do sindicato dos postos não enxerga fim da greve em curto prazo

E apoia os caminhoneiros porque política de preços é “insana”. Bloqueios chegam a 400 pontos no país

Quinta, 24/5/2018 14:48.
O Tempo/Folhapress.

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O presidente do sindicato que reúne os proprietários dos postos de combustíveis da região, Giovani Alberto Testoni, disse ao Página 3 na tarde desta quinta-feira que não enxerga perspectiva da greve dos caminhoneiros encerrar em curto prazo.

Isso porque o movimento está ganhando força, é apoiado pela população e pelos próprios donos de postos.

Não existe mais combustível para vender, o movimento pacífico bloqueou as bases de distribuição em Guaramirim, Itajaí e Biguaçu, levando ao fim dos estoques nos revendedores na manhã de hoje.

“Apoiamos o movimento grevista porque ele tem fundamento diante da política cruel de reajuste de preços dos combustíveis que leva os postos ao achatamento das suas margens, à inviabilização dos negócios e obriga os consumidores a pagarem mais”, resumiu Testoni.

O presidente acredita que o movimento ganhou força porque há um amadurecimento político da população, lembrando que é a primeira vez que o Sul do país vive uma crise desse tipo e nessa escala.

Caminhoneiros bloqueiam mais de 400 pontos em todo o país

(MARCELO TOLEDO -RIBEIRÃO PRETO, SP FOLHAPRESS) - A greve dos caminhoneiros autônomos alcançou no final da manhã desta quinta-feira (24) 431 pontos de manifestação em todo o país.

Em seu quarto dia de protestos, os caminhoneiros ampliaram o total de pontos de bloqueio em relação à noite desta quarta (23), quando havia 384 atos no país, de acordo com a CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos).

A maior parte dos protestos está na região Sul, com 160, seguida por Sudeste (106), Nordeste (89), Centro-Oeste (58) e Norte (18).

A CNTA informou reconhecer que o desabastecimento atinge todos os setores "desde a indústria, comércio e serviços".

"A CNTA havia feito esse alerta, no dia 16 de maio, junto ao governo federal, mas nenhuma medida foi tomada para evitar a paralisação dos caminhoneiros, que reivindicam outra política de reajuste do óleo diesel, com redução de impostos e o fim da cobrança de pedágio dos caminhões vazios, que passam nas praças com os eixos suspensos. Os motoristas não podem mais arcar com tantos prejuízos", diz trecho de comunicado da entidade.

Na tarde desta quinta, a entidade se reunirá, com outras lideranças, na Casa Civil, para discutir a crise.

O presidente Michel Temer pediu nesta quarta-feira (23) aos caminhoneiros que eles deem uma trégua de três dias para as paralisações que atingem estradas em todo o país.

"Eu pedi que nesta reunião se solicitasse uma espécie de trégua para que em dois, três dias no máximo nós possamos encontrar uma solução satisfatória para os brasileiros e para os caminhoneiros", disse.

A paralisação já se estende por quatro dias e, mesmo o anúncio feito na terça (22), sobre redução de impostos que incidem sobre o diesel, não acalmou a categoria, que protesta diante da alta dos preços dos combustíveis.

A fala do presidente aconteceu após evento no Palácio do Planalto e na sequência de uma reunião do governo com representantes dos caminhoneiros.

"Desde domingo nós estamos trabalhando nesse tema para dar tranquilidade não só ao brasileiro, que não quer ver parado o abastecimento, mas também tentando encontrar uma solução que facilite, especialmente, a vida dos caminhoneiros."

A reunião na Casa Civil entre Abcam (Associação Brasileira de Caminhoneiros) e governo federal terminou sem acordo.

A associação se encontrou com representantes da União para decidir se iria manter a greve que paralisa estradas pelo Brasil desde segunda. Os caminhoneiros planejam manter a manifestação pelo menos até sexta-feira, apurou a reportagem.

Estavam presentes o ministro dos Transportes, Valter Casemiro, o ministro da secretaria de governo Carlos Marun e o diretor geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Mário Rodrigues.


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Página 3
O Tempo/Folhapress.

Presidente do sindicato dos postos não enxerga fim da greve em curto prazo

E apoia os caminhoneiros porque política de preços é “insana”. Bloqueios chegam a 400 pontos no país

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Quinta, 24/5/2018 14:48.

O presidente do sindicato que reúne os proprietários dos postos de combustíveis da região, Giovani Alberto Testoni, disse ao Página 3 na tarde desta quinta-feira que não enxerga perspectiva da greve dos caminhoneiros encerrar em curto prazo.

Isso porque o movimento está ganhando força, é apoiado pela população e pelos próprios donos de postos.

Não existe mais combustível para vender, o movimento pacífico bloqueou as bases de distribuição em Guaramirim, Itajaí e Biguaçu, levando ao fim dos estoques nos revendedores na manhã de hoje.

“Apoiamos o movimento grevista porque ele tem fundamento diante da política cruel de reajuste de preços dos combustíveis que leva os postos ao achatamento das suas margens, à inviabilização dos negócios e obriga os consumidores a pagarem mais”, resumiu Testoni.

O presidente acredita que o movimento ganhou força porque há um amadurecimento político da população, lembrando que é a primeira vez que o Sul do país vive uma crise desse tipo e nessa escala.

Caminhoneiros bloqueiam mais de 400 pontos em todo o país

(MARCELO TOLEDO -RIBEIRÃO PRETO, SP FOLHAPRESS) - A greve dos caminhoneiros autônomos alcançou no final da manhã desta quinta-feira (24) 431 pontos de manifestação em todo o país.

Em seu quarto dia de protestos, os caminhoneiros ampliaram o total de pontos de bloqueio em relação à noite desta quarta (23), quando havia 384 atos no país, de acordo com a CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos).

A maior parte dos protestos está na região Sul, com 160, seguida por Sudeste (106), Nordeste (89), Centro-Oeste (58) e Norte (18).

A CNTA informou reconhecer que o desabastecimento atinge todos os setores "desde a indústria, comércio e serviços".

"A CNTA havia feito esse alerta, no dia 16 de maio, junto ao governo federal, mas nenhuma medida foi tomada para evitar a paralisação dos caminhoneiros, que reivindicam outra política de reajuste do óleo diesel, com redução de impostos e o fim da cobrança de pedágio dos caminhões vazios, que passam nas praças com os eixos suspensos. Os motoristas não podem mais arcar com tantos prejuízos", diz trecho de comunicado da entidade.

Na tarde desta quinta, a entidade se reunirá, com outras lideranças, na Casa Civil, para discutir a crise.

O presidente Michel Temer pediu nesta quarta-feira (23) aos caminhoneiros que eles deem uma trégua de três dias para as paralisações que atingem estradas em todo o país.

"Eu pedi que nesta reunião se solicitasse uma espécie de trégua para que em dois, três dias no máximo nós possamos encontrar uma solução satisfatória para os brasileiros e para os caminhoneiros", disse.

A paralisação já se estende por quatro dias e, mesmo o anúncio feito na terça (22), sobre redução de impostos que incidem sobre o diesel, não acalmou a categoria, que protesta diante da alta dos preços dos combustíveis.

A fala do presidente aconteceu após evento no Palácio do Planalto e na sequência de uma reunião do governo com representantes dos caminhoneiros.

"Desde domingo nós estamos trabalhando nesse tema para dar tranquilidade não só ao brasileiro, que não quer ver parado o abastecimento, mas também tentando encontrar uma solução que facilite, especialmente, a vida dos caminhoneiros."

A reunião na Casa Civil entre Abcam (Associação Brasileira de Caminhoneiros) e governo federal terminou sem acordo.

A associação se encontrou com representantes da União para decidir se iria manter a greve que paralisa estradas pelo Brasil desde segunda. Os caminhoneiros planejam manter a manifestação pelo menos até sexta-feira, apurou a reportagem.

Estavam presentes o ministro dos Transportes, Valter Casemiro, o ministro da secretaria de governo Carlos Marun e o diretor geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Mário Rodrigues.


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