Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cultura
Recurso da Lei Aldir Blanc está em Balneário: distribuição deve iniciar em breve

“O recurso está na conta da Fundação, o próximo passo será adequar a LOA"

Terça, 29/9/2020 15:09.
Divulgação
Balneário Camboriú, lugares para conhecer

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Balneário Camboriú recebeu R$ 942.688,97 da Lei Aldir Blanc, que serão empregados na manutenção dos espaços culturais e chamadas públicas, editais, prêmios e aquisição de bens e serviços. A verba foi depositada na conta da Fundação Cultural da cidade e começará a ser distribuída em breve, através de editais. Órgãos públicos não são contemplados pelo recurso, que é emergencial e direcionado à produção cultural.

A presidente da Fundação Cultural, Denize Leite, explica que do valor total recebido R$ 190 mil serão investidos na manutenção dos espaços culturais (presente no inciso dois) e o restante, R$ 752 mil, para o inciso três, que contempla chamadas públicas, editais, prêmios e aquisição de bens e serviços.

“O recurso está na conta da Fundação, o próximo passo será adequar a LOA (Lei Orçamentária Anual), já que houve essa suplementação no nosso valor. Enquanto isso já estamos elaborando os editais para podermos divulgar então as inscrições para os artistas participarem”, diz.

Ideia é atingir o maior número possível de artistas

Somente na Plataforma de Interação Cultural (PINC) há 1,7 mil artistas credenciados, porém, para ser contemplado pela Aldir Blanc é necessário residir em Balneário Camboriú – não é necessário ser brasileiro, mas é preciso comprovar que mora na cidade. A presidente da FCBC conta que já fizeram mais de 1.360 ligações e conseguiram atualizar 800 cadastros.

“Os que não conseguimos foi porque a pessoa mudou de número de telefone, por exemplo. Mas estamos tentando chegar ao máximo possível de artistas. Acredito que o edital do inciso dois (manutenção dos espaços culturais) deve ser liberado ainda nesta semana para inscrições e o inciso três (chamadas públicas, editais, etc.) deve ser finalizado até a segunda semana de outubro”, afirma.

Ela destaca que a Aldir Blanc é uma conquista de toda a categoria e que espera que a verba chegue aos artistas o mais rápido possível, já que o recurso precisa ser totalmente repassado até 31 de dezembro.

“É a possibilidade da cadeia produtiva se reinventar e se movimentar”, acrescenta.

Conselho também está acompanhando

A presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Balneário, Dagma Castro, conta que o órgão fez uma ‘força-tarefa’ e acompanhou de perto todos os trâmites para que a verba viesse para a cidade. Foi montada uma comissão para pesquisar e dialogar sobre a lei, além de formarem uma comissão junto com a FCBC para a criação de um formulário e reunir todos os documentos necessários, que foram encaminhados ao governo federal, através do Ministério do Turismo, que aprovou o trabalho e então liberou o recurso.

“Discutimos muito para onde iria a verba, como distribuiríamos. Dimensionamos que há entre 30 e 40 espaços culturais que podem ser auxiliados no inciso dois, além de outros artistas pelo inciso três. Parece que o valor é alto, mas não é, porque são muitas pessoas que dependem dele. O ‘cobertor’ é curto e não dá para cobrir todo mundo. Alguns artistas já conseguiram retomar os seus ofícios, mas todos ainda precisam de apoio”, pontua.

Dagma salienta que a Aldir Blanc é diferente da LIC (Lei de Incentivo à Cultura) e que o foco não é ‘olhar a meritocracia’ dos projetos apresentados e sim a vulnerabilidade da classe.

“Não podemos olhar se o artista poderá fazer um grande espetáculo na internet e sim que ele tem direito de participar. Ele precisa. Queremos distribuir um pouco para cada um, contemplando o máximo possível de pessoas e precisam ser residentes de Balneário, isso foi uma regra que pedimos. É territorial, um recurso para a nossa cidade, para a cadeia produtiva local”, afirma.

A presidente do Conselho lembra que a Aldir Blanc é uma conquista da cultura no Brasil, e que o recurso já pertencia ao Fundo Cultural, sendo um direito dos artistas.

“Agora precisamos de celeridade e agilidade no processo. A Aldir Blanc está contribuindo para a cultura emergir no país, não será diferente aqui em Balneário, certamente teremos a oportunidade de conhecer muitos talentos de nossa cidade, ainda que com poucos recursos deveremos chegar na ponta, no máximo de atores culturais”, completa.


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Página 3
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Balneário Camboriú, lugares para conhecer
Balneário Camboriú, lugares para conhecer

Recurso da Lei Aldir Blanc está em Balneário: distribuição deve iniciar em breve

“O recurso está na conta da Fundação, o próximo passo será adequar a LOA"

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Terça, 29/9/2020 15:09.

Balneário Camboriú recebeu R$ 942.688,97 da Lei Aldir Blanc, que serão empregados na manutenção dos espaços culturais e chamadas públicas, editais, prêmios e aquisição de bens e serviços. A verba foi depositada na conta da Fundação Cultural da cidade e começará a ser distribuída em breve, através de editais. Órgãos públicos não são contemplados pelo recurso, que é emergencial e direcionado à produção cultural.

A presidente da Fundação Cultural, Denize Leite, explica que do valor total recebido R$ 190 mil serão investidos na manutenção dos espaços culturais (presente no inciso dois) e o restante, R$ 752 mil, para o inciso três, que contempla chamadas públicas, editais, prêmios e aquisição de bens e serviços.

“O recurso está na conta da Fundação, o próximo passo será adequar a LOA (Lei Orçamentária Anual), já que houve essa suplementação no nosso valor. Enquanto isso já estamos elaborando os editais para podermos divulgar então as inscrições para os artistas participarem”, diz.

Ideia é atingir o maior número possível de artistas

Somente na Plataforma de Interação Cultural (PINC) há 1,7 mil artistas credenciados, porém, para ser contemplado pela Aldir Blanc é necessário residir em Balneário Camboriú – não é necessário ser brasileiro, mas é preciso comprovar que mora na cidade. A presidente da FCBC conta que já fizeram mais de 1.360 ligações e conseguiram atualizar 800 cadastros.

“Os que não conseguimos foi porque a pessoa mudou de número de telefone, por exemplo. Mas estamos tentando chegar ao máximo possível de artistas. Acredito que o edital do inciso dois (manutenção dos espaços culturais) deve ser liberado ainda nesta semana para inscrições e o inciso três (chamadas públicas, editais, etc.) deve ser finalizado até a segunda semana de outubro”, afirma.

Ela destaca que a Aldir Blanc é uma conquista de toda a categoria e que espera que a verba chegue aos artistas o mais rápido possível, já que o recurso precisa ser totalmente repassado até 31 de dezembro.

“É a possibilidade da cadeia produtiva se reinventar e se movimentar”, acrescenta.

Conselho também está acompanhando

A presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Balneário, Dagma Castro, conta que o órgão fez uma ‘força-tarefa’ e acompanhou de perto todos os trâmites para que a verba viesse para a cidade. Foi montada uma comissão para pesquisar e dialogar sobre a lei, além de formarem uma comissão junto com a FCBC para a criação de um formulário e reunir todos os documentos necessários, que foram encaminhados ao governo federal, através do Ministério do Turismo, que aprovou o trabalho e então liberou o recurso.

“Discutimos muito para onde iria a verba, como distribuiríamos. Dimensionamos que há entre 30 e 40 espaços culturais que podem ser auxiliados no inciso dois, além de outros artistas pelo inciso três. Parece que o valor é alto, mas não é, porque são muitas pessoas que dependem dele. O ‘cobertor’ é curto e não dá para cobrir todo mundo. Alguns artistas já conseguiram retomar os seus ofícios, mas todos ainda precisam de apoio”, pontua.

Dagma salienta que a Aldir Blanc é diferente da LIC (Lei de Incentivo à Cultura) e que o foco não é ‘olhar a meritocracia’ dos projetos apresentados e sim a vulnerabilidade da classe.

“Não podemos olhar se o artista poderá fazer um grande espetáculo na internet e sim que ele tem direito de participar. Ele precisa. Queremos distribuir um pouco para cada um, contemplando o máximo possível de pessoas e precisam ser residentes de Balneário, isso foi uma regra que pedimos. É territorial, um recurso para a nossa cidade, para a cadeia produtiva local”, afirma.

A presidente do Conselho lembra que a Aldir Blanc é uma conquista da cultura no Brasil, e que o recurso já pertencia ao Fundo Cultural, sendo um direito dos artistas.

“Agora precisamos de celeridade e agilidade no processo. A Aldir Blanc está contribuindo para a cultura emergir no país, não será diferente aqui em Balneário, certamente teremos a oportunidade de conhecer muitos talentos de nossa cidade, ainda que com poucos recursos deveremos chegar na ponta, no máximo de atores culturais”, completa.


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