Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cultura
Exposição Ruína completa um mês de censura na Galeria Municipal de Cultura de Balneário Camboriú

A exposição foi fechada um dia após a inauguração

Quarta, 4/3/2020 21:27.
Mariana Sais

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O Conselho Municipal de Cultura de Balneário Camboriú esteve em reunião nesta terça-feira (03) para votar sobre a reabertura da Exposição Ruína, que foi censurada pelo governo municipal um dia após a inauguração, na Galeria Municipal de Cultura. Nesse dia 5 faz exatamente um mês que a exposição está fechada ao público.

Os artistas perderam na votação, foram 9 votos a favor da reabertura da exposição e 11 votos contra, 10 governamentais e 1 representante da sociedade civil (setorial de literatura). "Tinha pessoas ali votando, representando o governo, que nunca vi numa reunião das Câmaras Setoriais. Ao invés de propor soluções, problematizaram tudo, o clima foi péssimo, mas tinha bastante gente da classe artística apoiando", comentou Luciana Siebert, que é da câmara setorial de artes plásticas e uma das artistas da exposição.

Ruína, uma coletiva de 12 artistas, traz diversas obras, entre elas a que causou maior polêmica, intitulada Buraco, da artista Luluca, com a imagem de um ânus, que faz alusão ao buraco no teto da Galeria, que está em condições físicas precárias.

A artista Luluca durante performance na abertura da exposição. A luz apontava para o buraco do teto da galeria.

"Me sinto alerta. Estamos diante de uma realidade assustadora e perigosíssima. A reunião foi cheia de dissimulação e desrespeito. No buraco dos outros é refresco, dizem... Mas está todo mundo com o seu na reta. A politicagem tomou conta e a censura já é e está posta", comentou a artista Luluca, que se diz profundamente ofendida com toda a situação e lesada nos seus direitos constitucionais.

O governo alega irregularidades na exposição e exigiu uma série de documentos aos artistas, que atenderam às solicitações, mas mesmo assim, a restrição já completou 30 dias. Os artistas seguem buscando recursos para a reabertura pois a questão não é apenas sobre uma exposição isolada, diz respeito à liberdade de expressão e abre precedentes a outros cerceamentos artísticos e culturais, como se percebe que vem acontecendo em diversas regiões brasileiras.

Leia mais sobre a exposição aqui.


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Página 3
Mariana Sais

Exposição Ruína completa um mês de censura na Galeria Municipal de Cultura de Balneário Camboriú

A exposição foi fechada um dia após a inauguração

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Quarta, 4/3/2020 21:27.

O Conselho Municipal de Cultura de Balneário Camboriú esteve em reunião nesta terça-feira (03) para votar sobre a reabertura da Exposição Ruína, que foi censurada pelo governo municipal um dia após a inauguração, na Galeria Municipal de Cultura. Nesse dia 5 faz exatamente um mês que a exposição está fechada ao público.

Os artistas perderam na votação, foram 9 votos a favor da reabertura da exposição e 11 votos contra, 10 governamentais e 1 representante da sociedade civil (setorial de literatura). "Tinha pessoas ali votando, representando o governo, que nunca vi numa reunião das Câmaras Setoriais. Ao invés de propor soluções, problematizaram tudo, o clima foi péssimo, mas tinha bastante gente da classe artística apoiando", comentou Luciana Siebert, que é da câmara setorial de artes plásticas e uma das artistas da exposição.

Ruína, uma coletiva de 12 artistas, traz diversas obras, entre elas a que causou maior polêmica, intitulada Buraco, da artista Luluca, com a imagem de um ânus, que faz alusão ao buraco no teto da Galeria, que está em condições físicas precárias.

A artista Luluca durante performance na abertura da exposição. A luz apontava para o buraco do teto da galeria.

"Me sinto alerta. Estamos diante de uma realidade assustadora e perigosíssima. A reunião foi cheia de dissimulação e desrespeito. No buraco dos outros é refresco, dizem... Mas está todo mundo com o seu na reta. A politicagem tomou conta e a censura já é e está posta", comentou a artista Luluca, que se diz profundamente ofendida com toda a situação e lesada nos seus direitos constitucionais.

O governo alega irregularidades na exposição e exigiu uma série de documentos aos artistas, que atenderam às solicitações, mas mesmo assim, a restrição já completou 30 dias. Os artistas seguem buscando recursos para a reabertura pois a questão não é apenas sobre uma exposição isolada, diz respeito à liberdade de expressão e abre precedentes a outros cerceamentos artísticos e culturais, como se percebe que vem acontecendo em diversas regiões brasileiras.

Leia mais sobre a exposição aqui.


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