Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cultura
Coronavírus: Conselho Municipal de Política Cultural sugere editais de apoio aos artistas

Sexta, 3/4/2020 17:41.
Celso Peixoto
Bia Mattar e Dagma Castro

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Balneário Camboriú conta com mais de quatro mil artistas credenciados na Fundação Cultural. Muitos deles vivem somente de seus produtos culturais, como artesãos, audiovisual, atores e atrizes, cantores, bailarinos etc., e agora com o Coronavírus boa parte destes está sem conseguir trabalhar, e logo sem verba.

Pensando nisso, o Conselho Municipal de Política Cultural de Balneário Camboriú, junto com a Fundação Cultural, está sugerindo a antecipação da assinatura de contrato da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) e também mais dois editais, que servirão de apoio aos artistas.

Antecipação da LIC

A presidente do Conselho Municipal de Política Cultural, Dagma Castro, explica que esses quatro mil artistas, unindo com seus familiares, podem chegar a 12 mil pessoas que dependem do produto cultural de um trabalhador da cultura para se manter. Partindo desse número, Dagma, que é fotógrafa e produtora, pontua que 10% da população de Balneário Camboriú está diretamente envolvida com a produção cultural.

“É um número muito importante, não consideramos só os artistas em si, mas para alguns projetos englobam-se ainda coreógrafos, arquitetos, marceneiros, figurinistas, maquiadores. A cadeia é gigante”, salienta.

Preocupados com o atual momento de pandemia do Coronavírus o Conselho passou a discutir como poderiam solucionar essa questão.

Dagma lembra que há um edital em curso – a LIC – e que a princípio a Fundação Cultural havia estendido o prazo para a assinatura dos contratos, mas o Conselho sugeriu que acontecesse o contrário, pedindo que as assinaturas contratuais sejam antecipadas. Há 32 projetos contemplados para a LIC, e Dagma lembra que as primeiras ações não envolvem público, podem ser feitas à distância, na quarentena, pelos artistas.

“Se cada contemplado consegue contratar 3 ou 4 assistentes já promovem emprego e renda para pelo menos 100 atores culturais através da LIC”, explica.

Artistas podem trabalhar online

Porém, mesmo assim o número é pequeno, e então o Conselho lembrou da existência do edital de cadastramento e contratação de apresentações artísticas, onde cerca de 100 artistas estão credenciados.

“Não há evento agora, mas há um número e valor ‘congestionado’ na Fundação dedicado para isto. Dialogamos com a Fundação e entendemos que podemos trabalhar em novos formatos de apresentações, como lives pelas redes sociais, apresentações musicais nas janelas, fotógrafos podem ministrar cursos online. Podemos utilizar das plataformas para compartilhar produção artística e promover mais renda”, acrescenta.

Terceiro edital em andamento

E o terceiro edital – que ainda está sendo projetado – é pensado no valor que a Fundação Municipal possui e não está sendo utilizado, já que o local está fechado e não estão acontecendo ações culturais neste momento de quarentena. O Página 3 questionou o valor para Bia Mattar, que até então preside a Fundação Cultural, mas está deixando o cargo para focar nas eleições.

“No momento o que temos é o que está aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA), mas não é possível fazer cálculos precisos sem passar por aprovação fiscal do município. Ainda mais nesta situação de catástrofe”, pontua.

Dagma salienta que o Conselho trabalhará junto da Fundação em uma minuta para saber quais formas jurídicas e administrativas podem ser utilizadas para apoiar os artistas num momento como o atual.

“É um valor menor, tipo R$ 500 ou R$ 600, mas já ajuda. Eles também atuariam de forma online”, explica a presidente do Conselho, que aproveita para lembrar que ‘a cultura é uma política pública que precisa promover o acesso das pessoas, alcançando o cidadão no momento em que mais precisa’, como este de quarentena.

“Os artistas já estão sofrendo com as desconstruções e marginalização vindas do governo federal, que ceifou recursos e espaço de diálogo, como a situação da ANCINE, Lei Rouanet, o Ministério da Cultura. Estamos vindo de um processo de sofrimento, e com esse isolamento não temos público, então não temos como executar o nosso ofício, e estamos trabalhando para mudar isso. Pedimos que os artistas fiquem atentos ao site da Fundação Cultural (https://culturabc.com.br) e que já construam seus processos criativos, porque em breve esperamos ter novidades”, completa.


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Celso Peixoto
Bia Mattar e Dagma Castro
Bia Mattar e Dagma Castro

Coronavírus: Conselho Municipal de Política Cultural sugere editais de apoio aos artistas

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Sexta, 3/4/2020 17:41.

Balneário Camboriú conta com mais de quatro mil artistas credenciados na Fundação Cultural. Muitos deles vivem somente de seus produtos culturais, como artesãos, audiovisual, atores e atrizes, cantores, bailarinos etc., e agora com o Coronavírus boa parte destes está sem conseguir trabalhar, e logo sem verba.

Pensando nisso, o Conselho Municipal de Política Cultural de Balneário Camboriú, junto com a Fundação Cultural, está sugerindo a antecipação da assinatura de contrato da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) e também mais dois editais, que servirão de apoio aos artistas.

Antecipação da LIC

A presidente do Conselho Municipal de Política Cultural, Dagma Castro, explica que esses quatro mil artistas, unindo com seus familiares, podem chegar a 12 mil pessoas que dependem do produto cultural de um trabalhador da cultura para se manter. Partindo desse número, Dagma, que é fotógrafa e produtora, pontua que 10% da população de Balneário Camboriú está diretamente envolvida com a produção cultural.

“É um número muito importante, não consideramos só os artistas em si, mas para alguns projetos englobam-se ainda coreógrafos, arquitetos, marceneiros, figurinistas, maquiadores. A cadeia é gigante”, salienta.

Preocupados com o atual momento de pandemia do Coronavírus o Conselho passou a discutir como poderiam solucionar essa questão.

Dagma lembra que há um edital em curso – a LIC – e que a princípio a Fundação Cultural havia estendido o prazo para a assinatura dos contratos, mas o Conselho sugeriu que acontecesse o contrário, pedindo que as assinaturas contratuais sejam antecipadas. Há 32 projetos contemplados para a LIC, e Dagma lembra que as primeiras ações não envolvem público, podem ser feitas à distância, na quarentena, pelos artistas.

“Se cada contemplado consegue contratar 3 ou 4 assistentes já promovem emprego e renda para pelo menos 100 atores culturais através da LIC”, explica.

Artistas podem trabalhar online

Porém, mesmo assim o número é pequeno, e então o Conselho lembrou da existência do edital de cadastramento e contratação de apresentações artísticas, onde cerca de 100 artistas estão credenciados.

“Não há evento agora, mas há um número e valor ‘congestionado’ na Fundação dedicado para isto. Dialogamos com a Fundação e entendemos que podemos trabalhar em novos formatos de apresentações, como lives pelas redes sociais, apresentações musicais nas janelas, fotógrafos podem ministrar cursos online. Podemos utilizar das plataformas para compartilhar produção artística e promover mais renda”, acrescenta.

Terceiro edital em andamento

E o terceiro edital – que ainda está sendo projetado – é pensado no valor que a Fundação Municipal possui e não está sendo utilizado, já que o local está fechado e não estão acontecendo ações culturais neste momento de quarentena. O Página 3 questionou o valor para Bia Mattar, que até então preside a Fundação Cultural, mas está deixando o cargo para focar nas eleições.

“No momento o que temos é o que está aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA), mas não é possível fazer cálculos precisos sem passar por aprovação fiscal do município. Ainda mais nesta situação de catástrofe”, pontua.

Dagma salienta que o Conselho trabalhará junto da Fundação em uma minuta para saber quais formas jurídicas e administrativas podem ser utilizadas para apoiar os artistas num momento como o atual.

“É um valor menor, tipo R$ 500 ou R$ 600, mas já ajuda. Eles também atuariam de forma online”, explica a presidente do Conselho, que aproveita para lembrar que ‘a cultura é uma política pública que precisa promover o acesso das pessoas, alcançando o cidadão no momento em que mais precisa’, como este de quarentena.

“Os artistas já estão sofrendo com as desconstruções e marginalização vindas do governo federal, que ceifou recursos e espaço de diálogo, como a situação da ANCINE, Lei Rouanet, o Ministério da Cultura. Estamos vindo de um processo de sofrimento, e com esse isolamento não temos público, então não temos como executar o nosso ofício, e estamos trabalhando para mudar isso. Pedimos que os artistas fiquem atentos ao site da Fundação Cultural (https://culturabc.com.br) e que já construam seus processos criativos, porque em breve esperamos ter novidades”, completa.


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