Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cultura
Artista e psicóloga de Itajaí/SC lança projeto cultural para receber sonhos durante a pandemia e transformá-los em arte

Você tem sonhado muito durante a quarentena?

Quarta, 29/4/2020 19:42.
Divulgação

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Se a resposta for sim, que tal compartilhar os seus sonhos e integrar ao Sonhário: cartografias do inconsciente coletivo? O Sonhário é um projeto idealizado pela artista e psicóloga Sandra Coelho, integrante do Eranos Círculo de Arte (Itajaí/SC). O projeto busca investigar aspectos simbólicos ligados ao inconsciente coletivo através de narrativas de sonhos durante o período da pandemia causada pelo coronavírus.

A proposta da ação é produzir, por meio dos sonhos compartilhados pelas pessoas, uma cartografia onírica, ou seja, um mapeamento da natureza dos sonhos, que será objeto de pesquisa para criação de uma obra artística e de reflexão teórica.

“Identificar possibilidades artísticas que dialoguem com o que estamos vivendo enquanto sociedade. Um livro, uma peça de teatro, uma performance ou instalação, as possibilidades são muitas. Quero ser guiada pelas imagens que surgirão”, acrescenta Sandra Coelho, responsável pelo projeto.

Os interessados podem enviar a descrição de seus sonhos até o final da quarentena (seguindo orientações da Organização Mundial da Saúde), com data e cidade, para o e-mail: [email protected], ou através do formulário publicado no site. Após o período da quarentena, iniciará o processo de reflexão e criação artística com os sonhos recebidos. Os resultados serão divulgados no site do grupo Eranos e nas redes sociais em 2021.

O material recebido não será divulgado na íntegra. Além disso, cuidados com a privacidade de informações e nomes serão observados. Sonhadores de todo o mundo podem participar do projeto, então se você tiver familiares, amigos ou conhecidos na Europa, América do Norte ou em outros continentes, convide-os para compartilharem os seus sonhos.

Sobre a autora

Sandra Coelho é artista e psicóloga, além de ser integrante do Eranos Círculo de Arte de Itajaí (SC). Pesquisadora da linguagem onírica enquanto matéria-prima para criações artísticas, é autora do livro Poesia Onírica e Escritos Alquímicos e ministrante, desde 2013, da oficina literária Sonho e Conto (ganhadora do Prêmio Elisabete Anderle 2019 e da Lei de Incentivo à Cultura de Itajaí 2014). Possui incursões em Teatro, Artes Visuais, Fotografia e Literatura. Formada em Psicologia há 19 anos, atende em consultório particular na abordagem Junguiana.

Quatro perguntas e respostas

1) Qual o objetivo do Sonhário?

Pesquiso o universo onírico enquanto matéria prima para construções artísticas há quase 1 década, junto a companhia da qual faço parte Eranos Círculo de Arte de Itajaí/SC. Além de um importante e fundamental meio para o autoconhecimento, os sonhos também são uma grande potência criativa. Grandes artistas ao longo da história já utilizaram seu próprio universo onírico como inspiração para criação de obras artísticas, como Federico Fellini, Jorge Luis Borges, Akira Kurosawa, Jack Kerouac, entre outros. O objetivo do projeto Sonhário é conhecer narrativas oníricas específicas deste período de pandemia, e a partir do material recebido, identificar possibilidades de criação artística que dialoguem com o que estamos vivendo enquanto sociedade. Um livro, uma peça de teatro, uma performance ou instalação, as possibilidades são muitas. Quero ser guiada pelas imagens que surgirão.

2) Quando surgiu a ideia de fazer um projeto que envolve o inconsciente coletivo em uma época tão difícil e atípica?

Imediatamente quando tudo ficou mais acentuado e começou a quarentena em função do COVID 19. Esta situação envolve todas as pessoas do planeta que em maior ou menor grau, consciente ou não, estão impactadas com isso. É como se todos nós, ao mesmo tempo, estivéssemos sonhando o mesmo sonho!

3) O que os sonhos podem significar neste período?

De uma perspectiva analítica, os sonhos só podem ser compreendidos com o próprio sonhador. Cada sonho diz respeito a quem sonha. Mas como o sonho também tem um aspecto ligado ao inconsciente coletivo, é possível de antemão, falar que algumas imagens e narrativas relacionadas a aspectos arquetípicos surjam para muitas pessoas como medo e morte.

Mas não quero partir de nenhum pressuposto, quero receber este material e me colocar diante dele como uma aprendiz, de um tempo único que estamos vivendo. Se acharmos que sabemos tudo sobre um sonho, então o perdemos.

4) Qual a importância de fazer este mapeamento envolvendo os sonhos das pessoas durante uma pandemia?

Particularmente me interessa a singularidade e a grandeza do momento. Os sonhos são um retrato vivo e autêntico de como estamos vivenciando isso tudo internamente. Além disso, alguns sonhos também tem uma característica prospectiva, ou seja, apontam caminhos de resolução. Invariavelmente os sonhos são riquíssimos nas narrativas e nas imagens, e pretendo dialogar com esta riqueza de maneira artística, além de trazer para discussão e reflexão, algumas narrativas que possam contribuir para a compreensão de todos nós enquanto indivíduos e sociedade.

Mais informações: acesse o site,clique aqui


Texto Camila Gonçalves


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Página 3
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Artista e psicóloga de Itajaí/SC lança projeto cultural para receber sonhos durante a pandemia e transformá-los em arte

Você tem sonhado muito durante a quarentena?

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Quarta, 29/4/2020 19:42.

Se a resposta for sim, que tal compartilhar os seus sonhos e integrar ao Sonhário: cartografias do inconsciente coletivo? O Sonhário é um projeto idealizado pela artista e psicóloga Sandra Coelho, integrante do Eranos Círculo de Arte (Itajaí/SC). O projeto busca investigar aspectos simbólicos ligados ao inconsciente coletivo através de narrativas de sonhos durante o período da pandemia causada pelo coronavírus.

A proposta da ação é produzir, por meio dos sonhos compartilhados pelas pessoas, uma cartografia onírica, ou seja, um mapeamento da natureza dos sonhos, que será objeto de pesquisa para criação de uma obra artística e de reflexão teórica.

“Identificar possibilidades artísticas que dialoguem com o que estamos vivendo enquanto sociedade. Um livro, uma peça de teatro, uma performance ou instalação, as possibilidades são muitas. Quero ser guiada pelas imagens que surgirão”, acrescenta Sandra Coelho, responsável pelo projeto.

Os interessados podem enviar a descrição de seus sonhos até o final da quarentena (seguindo orientações da Organização Mundial da Saúde), com data e cidade, para o e-mail: [email protected], ou através do formulário publicado no site. Após o período da quarentena, iniciará o processo de reflexão e criação artística com os sonhos recebidos. Os resultados serão divulgados no site do grupo Eranos e nas redes sociais em 2021.

O material recebido não será divulgado na íntegra. Além disso, cuidados com a privacidade de informações e nomes serão observados. Sonhadores de todo o mundo podem participar do projeto, então se você tiver familiares, amigos ou conhecidos na Europa, América do Norte ou em outros continentes, convide-os para compartilharem os seus sonhos.

Sobre a autora

Sandra Coelho é artista e psicóloga, além de ser integrante do Eranos Círculo de Arte de Itajaí (SC). Pesquisadora da linguagem onírica enquanto matéria-prima para criações artísticas, é autora do livro Poesia Onírica e Escritos Alquímicos e ministrante, desde 2013, da oficina literária Sonho e Conto (ganhadora do Prêmio Elisabete Anderle 2019 e da Lei de Incentivo à Cultura de Itajaí 2014). Possui incursões em Teatro, Artes Visuais, Fotografia e Literatura. Formada em Psicologia há 19 anos, atende em consultório particular na abordagem Junguiana.

Quatro perguntas e respostas

1) Qual o objetivo do Sonhário?

Pesquiso o universo onírico enquanto matéria prima para construções artísticas há quase 1 década, junto a companhia da qual faço parte Eranos Círculo de Arte de Itajaí/SC. Além de um importante e fundamental meio para o autoconhecimento, os sonhos também são uma grande potência criativa. Grandes artistas ao longo da história já utilizaram seu próprio universo onírico como inspiração para criação de obras artísticas, como Federico Fellini, Jorge Luis Borges, Akira Kurosawa, Jack Kerouac, entre outros. O objetivo do projeto Sonhário é conhecer narrativas oníricas específicas deste período de pandemia, e a partir do material recebido, identificar possibilidades de criação artística que dialoguem com o que estamos vivendo enquanto sociedade. Um livro, uma peça de teatro, uma performance ou instalação, as possibilidades são muitas. Quero ser guiada pelas imagens que surgirão.

2) Quando surgiu a ideia de fazer um projeto que envolve o inconsciente coletivo em uma época tão difícil e atípica?

Imediatamente quando tudo ficou mais acentuado e começou a quarentena em função do COVID 19. Esta situação envolve todas as pessoas do planeta que em maior ou menor grau, consciente ou não, estão impactadas com isso. É como se todos nós, ao mesmo tempo, estivéssemos sonhando o mesmo sonho!

3) O que os sonhos podem significar neste período?

De uma perspectiva analítica, os sonhos só podem ser compreendidos com o próprio sonhador. Cada sonho diz respeito a quem sonha. Mas como o sonho também tem um aspecto ligado ao inconsciente coletivo, é possível de antemão, falar que algumas imagens e narrativas relacionadas a aspectos arquetípicos surjam para muitas pessoas como medo e morte.

Mas não quero partir de nenhum pressuposto, quero receber este material e me colocar diante dele como uma aprendiz, de um tempo único que estamos vivendo. Se acharmos que sabemos tudo sobre um sonho, então o perdemos.

4) Qual a importância de fazer este mapeamento envolvendo os sonhos das pessoas durante uma pandemia?

Particularmente me interessa a singularidade e a grandeza do momento. Os sonhos são um retrato vivo e autêntico de como estamos vivenciando isso tudo internamente. Além disso, alguns sonhos também tem uma característica prospectiva, ou seja, apontam caminhos de resolução. Invariavelmente os sonhos são riquíssimos nas narrativas e nas imagens, e pretendo dialogar com esta riqueza de maneira artística, além de trazer para discussão e reflexão, algumas narrativas que possam contribuir para a compreensão de todos nós enquanto indivíduos e sociedade.

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Texto Camila Gonçalves


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