Jornal Página 3

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Cinerama BC abre espaço para o jazz em Balneário Camboriú
Fotos Santiago Asef
Rubens Azevedo, saxofonista

Terça, 21/5/2019 9:18.

Any Spenassato

Jazz é ritmo que mistura improvisação, performance e muito amor por cada instrumento, do clássico ao mais contemporâneo. Neste sábado (18), quem compareceu ao Cinerama BC Arthouse, na rua São Paulo, pôde apreciar cada nota, cada tom, cada expressão e interpretação dos músicos Rubens Azevedo e banda, que abriram para o grupo mexicano Dantor, este, também de grande qualidade, um novo espaço para o jazz em Balneário Camboriú.

Com a abertura do primeiro festival de jazz, sábado, André Gevaerd, proprietário da CineramaBC Arthouse, sente-se pronto para colocar em prática o verdadeiro objetivo do seu espaço: trazer eventos de diversas áreas das artes.

Natan Tomaz

André Gevaerd, proprietário do CineramaBC Arthouse

Além das grandes apresentações que espera trazer com mais frequência para a cidade, André abre as portas para a música autoral e o palco para novos artistas.

“Buscamos músicos com a linguagem principal da casa, priorizamos os autores”, disse.

A Cinerama BC Arthhouse que sempre trouxe festivais de cinema, chega à nova etapa com um grande diferencial, pois Balneário Camboriú carecia de eventos musicais de qualidade, como o Jazz.

“É um privilégio trazer para a Cinerama estes músicos que são incríveis e trazer também uma programação que não tem na cidade, não tem uma casa de jazz que abre as portas para esta vertente”, contou André.

Empolgado e com grandes expectativas, o recado de André para todas as pessoas, é que a partir de agora, a Cinerama BC Arthouse, apresenta também festivais de jazz todos os meses, além de claro, de outros estilos que já estão em seu projeto. Músicos e apreciadores, agora terão uma nova opção.

“Isso também vai ser muito bom para os artistas, aqui tem muitos músicos que não acham espaço na região, muito menos aqui na cidade. Além do mais, iremos estimular as pessoas a experimentar algo diferente daquilo que elas estão acostumadas”, conta.

Para se apresentar no espaço, o requisito principal é trazer uma qualidade autoral de ideia e conceito, independente do estilo musical, como explicou André. Para ele, são as pessoas que vierem assistir, que vão decidir se aprovam ou não o artista e sua obra.

“A nossa parte (Cinerama), é fazer uma curadoria que é baseada em perceber a sensibilidade do artista e a qualidade que o trabalho tem para ser apresentado”, disse.

A casa também vai oferecer para estes artistas, um trabalho completo que envolve produção audiovisual para complementar seus materiais de divulgação. André falou sobre outro projeto que deseja implantar:

“Agora nós também iremos criar uma tv, Canal Artrama, que vai levar pro público que não pode assistir de perto num primeiro momento [...]”. Abrindo a partir de então, mais um meio de comunicação para ampliar a visualização das apresentações.

O primeiro

Dando início a este momento, Rubens Azevedo, saxofonista conhecido na cidade desde os anos 80, abriu com chave de ouro o festival. Ele acredita que as novas gerações estão cada vez mais apreciando o jazz e que quanto mais possibilidades, como a Cinerama está fazendo surgirem, mais o estilo vai sendo valorizado.

Rubão, como é conhecido, frisou a iniciativa da casa e sua importância para a cidade.


Rubão e banda

“Há muitos anos que Balneário não tem um local que ‘role’ música orgânica. Temos o teatro, mas mesmo assim, passou muito tempo sem ter nada. A Cinerama BC vem pra suprir o vazio deixado há 20 anos”, disse.

Ele também falou da diferença sobre tocar em um espaço como a Cinerama e tocar em bares.

Aqui ficamos próximos do público, pois eles estão prestando atenção, estão nos assistindo. Quando tocamos em bares, podemos errar algumas notas e ninguém vai perceber”, conta aos risos.

“Com certeza, a responsabilidade de tocar aqui é muito maior, e isso é ótimo”, completou.

A atração principal do primeiro festival de jazz no Cinerama, contou com o grupo mexicano Dantor, fechando a turnê pelo Brasil, onde se apresentaram nas cidades do Rio de Janeiro, Petrópolis, Paraty, São Paulo e Florianópolis.


Dantor, banda mexicana

Daniel Torres, renomado guitarrista, trouxe em seu projeto outros músicos qualificados para dar vida a sua proposta: harmonizar o jazz, a música latino-americana e o vocal.

Em entrevista para o Página 3, Daniel contou, com dificuldade na pronúncia da língua portuguesa, mas devagar e claramente, um pouco sobre sua experiência no país.

“Os brasileiros receberam muito bem nossa música, que é cem por cento orgânica, não fazemos cover. Estamos muito felizes em passar por aqui”, contou.

“O Brasil é referência quando falamos de música, não apenas no jazz, mas em todos os outros estilos. O maracatu, o funk, a bossa, muitas misturas reconhecidas a nível mundial”, disse.

Além de Daniel, Aarón Cruz, Israel Torres, Daniel Vadillo e Hirám Gris, fecharam a noite, com muita originalidade e talento, conquistados ao longo de anos estudando e se aperfeiçoando. 

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Página 3

Cinerama BC abre espaço para o jazz em Balneário Camboriú

Fotos Santiago Asef
Rubens Azevedo, saxofonista
Rubens Azevedo, saxofonista

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Terça, 21/5/2019 9:18.

Any Spenassato

Jazz é ritmo que mistura improvisação, performance e muito amor por cada instrumento, do clássico ao mais contemporâneo. Neste sábado (18), quem compareceu ao Cinerama BC Arthouse, na rua São Paulo, pôde apreciar cada nota, cada tom, cada expressão e interpretação dos músicos Rubens Azevedo e banda, que abriram para o grupo mexicano Dantor, este, também de grande qualidade, um novo espaço para o jazz em Balneário Camboriú.

Com a abertura do primeiro festival de jazz, sábado, André Gevaerd, proprietário da CineramaBC Arthouse, sente-se pronto para colocar em prática o verdadeiro objetivo do seu espaço: trazer eventos de diversas áreas das artes.

Natan Tomaz

André Gevaerd, proprietário do CineramaBC Arthouse

Além das grandes apresentações que espera trazer com mais frequência para a cidade, André abre as portas para a música autoral e o palco para novos artistas.

“Buscamos músicos com a linguagem principal da casa, priorizamos os autores”, disse.

A Cinerama BC Arthhouse que sempre trouxe festivais de cinema, chega à nova etapa com um grande diferencial, pois Balneário Camboriú carecia de eventos musicais de qualidade, como o Jazz.

“É um privilégio trazer para a Cinerama estes músicos que são incríveis e trazer também uma programação que não tem na cidade, não tem uma casa de jazz que abre as portas para esta vertente”, contou André.

Empolgado e com grandes expectativas, o recado de André para todas as pessoas, é que a partir de agora, a Cinerama BC Arthouse, apresenta também festivais de jazz todos os meses, além de claro, de outros estilos que já estão em seu projeto. Músicos e apreciadores, agora terão uma nova opção.

“Isso também vai ser muito bom para os artistas, aqui tem muitos músicos que não acham espaço na região, muito menos aqui na cidade. Além do mais, iremos estimular as pessoas a experimentar algo diferente daquilo que elas estão acostumadas”, conta.

Para se apresentar no espaço, o requisito principal é trazer uma qualidade autoral de ideia e conceito, independente do estilo musical, como explicou André. Para ele, são as pessoas que vierem assistir, que vão decidir se aprovam ou não o artista e sua obra.

“A nossa parte (Cinerama), é fazer uma curadoria que é baseada em perceber a sensibilidade do artista e a qualidade que o trabalho tem para ser apresentado”, disse.

A casa também vai oferecer para estes artistas, um trabalho completo que envolve produção audiovisual para complementar seus materiais de divulgação. André falou sobre outro projeto que deseja implantar:

“Agora nós também iremos criar uma tv, Canal Artrama, que vai levar pro público que não pode assistir de perto num primeiro momento [...]”. Abrindo a partir de então, mais um meio de comunicação para ampliar a visualização das apresentações.

O primeiro

Dando início a este momento, Rubens Azevedo, saxofonista conhecido na cidade desde os anos 80, abriu com chave de ouro o festival. Ele acredita que as novas gerações estão cada vez mais apreciando o jazz e que quanto mais possibilidades, como a Cinerama está fazendo surgirem, mais o estilo vai sendo valorizado.

Rubão, como é conhecido, frisou a iniciativa da casa e sua importância para a cidade.


Rubão e banda

“Há muitos anos que Balneário não tem um local que ‘role’ música orgânica. Temos o teatro, mas mesmo assim, passou muito tempo sem ter nada. A Cinerama BC vem pra suprir o vazio deixado há 20 anos”, disse.

Ele também falou da diferença sobre tocar em um espaço como a Cinerama e tocar em bares.

Aqui ficamos próximos do público, pois eles estão prestando atenção, estão nos assistindo. Quando tocamos em bares, podemos errar algumas notas e ninguém vai perceber”, conta aos risos.

“Com certeza, a responsabilidade de tocar aqui é muito maior, e isso é ótimo”, completou.

A atração principal do primeiro festival de jazz no Cinerama, contou com o grupo mexicano Dantor, fechando a turnê pelo Brasil, onde se apresentaram nas cidades do Rio de Janeiro, Petrópolis, Paraty, São Paulo e Florianópolis.


Dantor, banda mexicana

Daniel Torres, renomado guitarrista, trouxe em seu projeto outros músicos qualificados para dar vida a sua proposta: harmonizar o jazz, a música latino-americana e o vocal.

Em entrevista para o Página 3, Daniel contou, com dificuldade na pronúncia da língua portuguesa, mas devagar e claramente, um pouco sobre sua experiência no país.

“Os brasileiros receberam muito bem nossa música, que é cem por cento orgânica, não fazemos cover. Estamos muito felizes em passar por aqui”, contou.

“O Brasil é referência quando falamos de música, não apenas no jazz, mas em todos os outros estilos. O maracatu, o funk, a bossa, muitas misturas reconhecidas a nível mundial”, disse.

Além de Daniel, Aarón Cruz, Israel Torres, Daniel Vadillo e Hirám Gris, fecharam a noite, com muita originalidade e talento, conquistados ao longo de anos estudando e se aperfeiçoando. 

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