Jornal Página 3

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Entrevista: “Dedico todos os dias da vida à música”, Criolo
Emerson Touche e Elis Jaques

Quinta, 6/10/2016 8:17.

Por Daniele dos Reis

Não é à toa que Kleber Cavalcante Gomes, mais conhecido como Criolo, atrai multidões pelo Brasil e até no exterior. Ao aproximar o rap de estilos diversos, do axé ao blues, em uma bela miscigenação da música brasileira, Criolo extrapolou os limites invisíveis do som e chegou a públicos variados. O show do rapper no dia 24, no Music Park BC só confirmou isso, com um mar de gente entoando refrões que misturam protesto, fé e emoção. De Fora Temer à valorização dos professores, Criolo usou o microfone para inflamar o público por um mundo mais igual. Minutos antes de subir ao palco ele atendeu o Página 3, veja:

Como está sendo para você revisitar e festejar o álbum Ainda é Tempo, que completa 10 anos?

Uma emoção grande demais porque você vai lembrando um bocadinho da vida né? Vai lembrando de coisas que aconteceram na sua vida 10 anos atrás, 20 anos atrás. E esse álbum é um recorte de tantas coisas vividas...então tem esse tanto de emoções que se mistura com a emoção desse agora, de se viver esse momento, dessa possibilidade de troca, de construção, então é muito gratificante.

A gente vive um momento complicado na política, na autoestima do brasileiro e até de crise na própria fé, como você vê o papel da música na reflexão de temas como esses?

As dificuldades para nós brasileiros infelizmente não são novidade. Acredito que a gente enquanto nação, enquanto povo dessa terra, a gente vem vivendo muita dificuldade desde a chegada das caravelas. Pouco, desse tanto de verdade, foi ditado nos livros de história. Acho que tudo aquilo que você tem de bom no coração você pode dividir com as pessoas, algo positivo, que pode ser maravilhoso e nas artes então isso pode se potencializar mais ainda.

Você vem ajudando a romper barreiras do rap, chegando a públicos diversos, ao que você credita a amplitude da sua música?

Acho que o rap é uma expressão de arte e uma expressão de arte para todos. Acredito que quanto mais a gente se abrir para as coisas boas que existem na vida melhor, então é a força da arte é que faz isso tudo acontecer. Nós somos apenas um detalhe nisso tudo.

Depois desta turnê, você já tem planos?

Olha, está tudo tão…Eu vivo muito cada dia, intensamente. Então, eu não sei te responder o que vai ser amanhã. A única coisa que eu posso dizer é que dedico todos os dias da vida à música.

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Entrevista: “Dedico todos os dias da vida à música”, Criolo

Emerson Touche e Elis Jaques
Quinta, 6/10/2016 8:17.

Por Daniele dos Reis

Não é à toa que Kleber Cavalcante Gomes, mais conhecido como Criolo, atrai multidões pelo Brasil e até no exterior. Ao aproximar o rap de estilos diversos, do axé ao blues, em uma bela miscigenação da música brasileira, Criolo extrapolou os limites invisíveis do som e chegou a públicos variados. O show do rapper no dia 24, no Music Park BC só confirmou isso, com um mar de gente entoando refrões que misturam protesto, fé e emoção. De Fora Temer à valorização dos professores, Criolo usou o microfone para inflamar o público por um mundo mais igual. Minutos antes de subir ao palco ele atendeu o Página 3, veja:

Como está sendo para você revisitar e festejar o álbum Ainda é Tempo, que completa 10 anos?

Uma emoção grande demais porque você vai lembrando um bocadinho da vida né? Vai lembrando de coisas que aconteceram na sua vida 10 anos atrás, 20 anos atrás. E esse álbum é um recorte de tantas coisas vividas...então tem esse tanto de emoções que se mistura com a emoção desse agora, de se viver esse momento, dessa possibilidade de troca, de construção, então é muito gratificante.

A gente vive um momento complicado na política, na autoestima do brasileiro e até de crise na própria fé, como você vê o papel da música na reflexão de temas como esses?

As dificuldades para nós brasileiros infelizmente não são novidade. Acredito que a gente enquanto nação, enquanto povo dessa terra, a gente vem vivendo muita dificuldade desde a chegada das caravelas. Pouco, desse tanto de verdade, foi ditado nos livros de história. Acho que tudo aquilo que você tem de bom no coração você pode dividir com as pessoas, algo positivo, que pode ser maravilhoso e nas artes então isso pode se potencializar mais ainda.

Você vem ajudando a romper barreiras do rap, chegando a públicos diversos, ao que você credita a amplitude da sua música?

Acho que o rap é uma expressão de arte e uma expressão de arte para todos. Acredito que quanto mais a gente se abrir para as coisas boas que existem na vida melhor, então é a força da arte é que faz isso tudo acontecer. Nós somos apenas um detalhe nisso tudo.

Depois desta turnê, você já tem planos?

Olha, está tudo tão…Eu vivo muito cada dia, intensamente. Então, eu não sei te responder o que vai ser amanhã. A única coisa que eu posso dizer é que dedico todos os dias da vida à música.

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