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Feira do Livro: “Deram 20 passos pra trás”, diz membro da Academia de Letras
Reprodução

Quarta, 9/11/2016 18:26.

A Feira do Livro de Balneário Camboriú está acontecendo na Praça Higino Pio, no Centro da cidade. Na programação há contação de histórias, lançamento de livros e sessões de autógrafos com escritores, mas tudo muito regionalizado, bem diferente da edição de 2015, que contou com escritores conhecidos nacionalmente. Isso gerou estranhamento no público, e uma das organizadoras da última edição, Miriam Almeida, presidente de honra da Academia de Letras de Balneário, revela o motivo de tudo isso.

Agenda pronta

Miriam conta que em julho membros da Fundação Cultural a procuraram dizendo que queriam repetir a Feira do ano passado, talvez fazê-la menor, mas com a mesma qualidade de 2015.

“Eu estava articulando com a Guilhermina (Stuker, ex-presidente da Fundação) desde então. Dia 30 de setembro nos reunimos e inclusive já estávamos com a agenda de atrações da Feira praticamente pronta, com diversos escritores nacionais bons. A ideia sempre foi irmos melhorando cada vez mais, e não dar 20 passos pra trás”, explica.

Tanto que Miriam chhegou a revelar ao Página 3 que desejava trazer para Balneário a Festa Literária Internacional de Santa Catarina, a Flisca. “O foco era ir fomentando a cultura em Balneário, até atingirmos isso. Mas, quando voltei de viagem, há duas semanas, fiquei sabendo que nada daquilo que havíamos planejado iria acontecer”, diz.

Sem Verba?

A presidente de honra considera isso uma vergonha para a cidade. Segundo ela, a explicação da Fundação Cultural, que foi reassumida por Anderson Beluzzo (que tinha se afastado do cargo para concorrer a vereador), foi que não há verba para realizar o que haviam combinado.

“Como não há verba? E todo o dinheiro investido na Lei de Incentivo à Cultura? Fiquei brava, cheguei a propor que eu pagasse uma parte (o valor total para a contratação dos escritores seria R$ 31 mil), mas não me deram resposta. Virei o bicho, porque iríamos perder as datas dos escritores (Nuno Ramos, Joca Reiners Terron, Elvira Vigna, Ângela Lago, Paula Pimenta, Fernanda Takai e Xico Sá). Liguei até pro prefeito Piriquito, mas ele também não retornou”, ressalta.

Disse não

Miriam foi convidada para participar da Feira junto da Academia de Letras, mas negou alegando que não quer nem ver o evento. “Não admito, estão envergonhando a cultura. Estava tudo confirmado com os escritores e o Beluzzo mentiu, dizendo que eles não tinham agenda para nós. Ele não teve coragem de me ligar, foi ele que falhou, então não sou eu que devo procurá-lo. Eu admiro pessoas íntegras, de palavra e comprometidas, e não as que fazem esse tipo de coisa. Estou indignada”, diz.

"Não vou desistir nunca"

A presidente lembra ainda que é absurdo o fato de que só divulgaram a programação da Feira dois dias antes do início do evento. “Não contem comigo para fazer uma vergonha dessas. Me recuso e não perdoo. Porém, não vou desistir nunca da cultura. Tenho certeza que a nova gestão municipal terá um olhar muito mais responsável e consciente da importância da cultura para a cidade”, destaca.

Por fim, Miriam antecipa que apresentará um projeto já pensando na Feira do próximo ano, para tentar fazê-la ‘voltar aos trilhos’.

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Cidade

ATUALIZADO às 7h de 15/12/2018.


Cidade

Balneário Camboriú passa a ser a cidade brasileira com mais bandeiras azuis


Justiça

Ele considera ilegal a lei municipal que permitiu o empreendimento 


Rapidinhas


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Feira do Livro: “Deram 20 passos pra trás”, diz membro da Academia de Letras

Reprodução
Quarta, 9/11/2016 18:26.

A Feira do Livro de Balneário Camboriú está acontecendo na Praça Higino Pio, no Centro da cidade. Na programação há contação de histórias, lançamento de livros e sessões de autógrafos com escritores, mas tudo muito regionalizado, bem diferente da edição de 2015, que contou com escritores conhecidos nacionalmente. Isso gerou estranhamento no público, e uma das organizadoras da última edição, Miriam Almeida, presidente de honra da Academia de Letras de Balneário, revela o motivo de tudo isso.

Agenda pronta

Miriam conta que em julho membros da Fundação Cultural a procuraram dizendo que queriam repetir a Feira do ano passado, talvez fazê-la menor, mas com a mesma qualidade de 2015.

“Eu estava articulando com a Guilhermina (Stuker, ex-presidente da Fundação) desde então. Dia 30 de setembro nos reunimos e inclusive já estávamos com a agenda de atrações da Feira praticamente pronta, com diversos escritores nacionais bons. A ideia sempre foi irmos melhorando cada vez mais, e não dar 20 passos pra trás”, explica.

Tanto que Miriam chhegou a revelar ao Página 3 que desejava trazer para Balneário a Festa Literária Internacional de Santa Catarina, a Flisca. “O foco era ir fomentando a cultura em Balneário, até atingirmos isso. Mas, quando voltei de viagem, há duas semanas, fiquei sabendo que nada daquilo que havíamos planejado iria acontecer”, diz.

Sem Verba?

A presidente de honra considera isso uma vergonha para a cidade. Segundo ela, a explicação da Fundação Cultural, que foi reassumida por Anderson Beluzzo (que tinha se afastado do cargo para concorrer a vereador), foi que não há verba para realizar o que haviam combinado.

“Como não há verba? E todo o dinheiro investido na Lei de Incentivo à Cultura? Fiquei brava, cheguei a propor que eu pagasse uma parte (o valor total para a contratação dos escritores seria R$ 31 mil), mas não me deram resposta. Virei o bicho, porque iríamos perder as datas dos escritores (Nuno Ramos, Joca Reiners Terron, Elvira Vigna, Ângela Lago, Paula Pimenta, Fernanda Takai e Xico Sá). Liguei até pro prefeito Piriquito, mas ele também não retornou”, ressalta.

Disse não

Miriam foi convidada para participar da Feira junto da Academia de Letras, mas negou alegando que não quer nem ver o evento. “Não admito, estão envergonhando a cultura. Estava tudo confirmado com os escritores e o Beluzzo mentiu, dizendo que eles não tinham agenda para nós. Ele não teve coragem de me ligar, foi ele que falhou, então não sou eu que devo procurá-lo. Eu admiro pessoas íntegras, de palavra e comprometidas, e não as que fazem esse tipo de coisa. Estou indignada”, diz.

"Não vou desistir nunca"

A presidente lembra ainda que é absurdo o fato de que só divulgaram a programação da Feira dois dias antes do início do evento. “Não contem comigo para fazer uma vergonha dessas. Me recuso e não perdoo. Porém, não vou desistir nunca da cultura. Tenho certeza que a nova gestão municipal terá um olhar muito mais responsável e consciente da importância da cultura para a cidade”, destaca.

Por fim, Miriam antecipa que apresentará um projeto já pensando na Feira do próximo ano, para tentar fazê-la ‘voltar aos trilhos’.

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