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Grupo da Barra aposta fichas no couro de peixe

Segunda, 4/7/2016 10:19.

Por Daniele dos Reis

Um grupo de 12 artesãs ligadas à Colônia de Pescadores Z7, da Barra, está se consolidando no trabalho pioneiro de aproveitar a pele de pescados para transformá-lo no chamado couro de peixe. O material já vem sendo empregado no artesanato, mas o grupo está em busca de aperfeiçoamento para partir para a próxima fase e vender o couro para a indústria.

Desde 2006, as artesãs trabalham com produtos da maricultura e pesca, como casca de ostra, marisco e escamas na produção de acessórios e pequenos objetos de decoração. Com a assessoria do Sebrae, o grupo conheceu um curtume no Paraná e se interessou pela ideia de beneficiar a pele do pescado.

As mulheres tiveram aulas de curtimento em couro de peixe e há três anos o projeto foi contemplado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação (FAPESC) para adquirir maquinário para seu próprio curtume, que fica anexo à Colônia.

Por enquanto, as artesãs conseguem gratuitamente a pele da tilápia de peixarias parceiras. “É que eles precisam dar um destino para a pele, então gastam menos trazendo para nós do que dando o destino final”, explica a artesã Marlene Zanella.

Tudo é feito ali. São cerca de quatro dias constantes de troca de produtos para curtimento do couro. O produto já é considerado ecologicamente correto por ser usado tanino vegetal no tratamento do couro, no lugar de cromo.

Projetos grandes pela frente

A artesã Roseni Salete dos Santos Cruz conta que o Sebrae pretende que sejam usados peixes maiores, até mesmo pirarucu, para a venda em metros para fábricas de móveis e até sapatos.

Para isso, ainda falta a liberação de uma licença ambiental, que está em trâmite, e mais um curso de beneficiamento. “Temos um projeto grandioso pela frente”, comemora Roseni. Ela adianta que a divulgação que já vem sendo feita em feiras, por exemplo, vem atraindo interessados, como empresas de calçados de São João Batista.

Segundo a artesã, o Senai já demostrou interesse em apoiar a iniciativa e estuda um projeto para a aquisição de mais maquinário para ampliar a produção.

Divulgação

Por enquanto, como o foco ainda é o artesanato, o grupo mantém uma loja aberta nas tardes dos dias úteis, na Colônia. A expectativa é grande que a abertura da Passarela movimente as vendas ali. Mas o grupo já começou a levar exposições para cidades vizinhas, que assim como elas, integram um projeto da Epagri de valorização da identidade cultural de comunidades pesqueiras.

O curtume está instalado na sede da Colônia e para adquirir os produtos o interessado pode entrar em contato pelo 47 9257 0160 ou pela página no facebook: Artes em Couro de Peixe

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Grupo da Barra aposta fichas no couro de peixe

Segunda, 4/7/2016 10:19.

Por Daniele dos Reis

Um grupo de 12 artesãs ligadas à Colônia de Pescadores Z7, da Barra, está se consolidando no trabalho pioneiro de aproveitar a pele de pescados para transformá-lo no chamado couro de peixe. O material já vem sendo empregado no artesanato, mas o grupo está em busca de aperfeiçoamento para partir para a próxima fase e vender o couro para a indústria.

Desde 2006, as artesãs trabalham com produtos da maricultura e pesca, como casca de ostra, marisco e escamas na produção de acessórios e pequenos objetos de decoração. Com a assessoria do Sebrae, o grupo conheceu um curtume no Paraná e se interessou pela ideia de beneficiar a pele do pescado.

As mulheres tiveram aulas de curtimento em couro de peixe e há três anos o projeto foi contemplado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação (FAPESC) para adquirir maquinário para seu próprio curtume, que fica anexo à Colônia.

Por enquanto, as artesãs conseguem gratuitamente a pele da tilápia de peixarias parceiras. “É que eles precisam dar um destino para a pele, então gastam menos trazendo para nós do que dando o destino final”, explica a artesã Marlene Zanella.

Tudo é feito ali. São cerca de quatro dias constantes de troca de produtos para curtimento do couro. O produto já é considerado ecologicamente correto por ser usado tanino vegetal no tratamento do couro, no lugar de cromo.

Projetos grandes pela frente

A artesã Roseni Salete dos Santos Cruz conta que o Sebrae pretende que sejam usados peixes maiores, até mesmo pirarucu, para a venda em metros para fábricas de móveis e até sapatos.

Para isso, ainda falta a liberação de uma licença ambiental, que está em trâmite, e mais um curso de beneficiamento. “Temos um projeto grandioso pela frente”, comemora Roseni. Ela adianta que a divulgação que já vem sendo feita em feiras, por exemplo, vem atraindo interessados, como empresas de calçados de São João Batista.

Segundo a artesã, o Senai já demostrou interesse em apoiar a iniciativa e estuda um projeto para a aquisição de mais maquinário para ampliar a produção.

Divulgação

Por enquanto, como o foco ainda é o artesanato, o grupo mantém uma loja aberta nas tardes dos dias úteis, na Colônia. A expectativa é grande que a abertura da Passarela movimente as vendas ali. Mas o grupo já começou a levar exposições para cidades vizinhas, que assim como elas, integram um projeto da Epagri de valorização da identidade cultural de comunidades pesqueiras.

O curtume está instalado na sede da Colônia e para adquirir os produtos o interessado pode entrar em contato pelo 47 9257 0160 ou pela página no facebook: Artes em Couro de Peixe

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