Jornal Página 3

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Encontro entre diferentes movidos por paixão comum dá beleza a 'Coragem'
Divulgação.
Para minha mãe, se eu estivesse trabalhando no mercadinho da esquina em vez de aprender violoncelo, estava bem...

Sexta, 9/12/2016 16:12.

FERNANDA MENA - (FOLHAPRESS) - Oportunidade, dedicação e coragem. A tríade, costurada por talento, está no centro do documentário de Sebastião Braga que acompanha a trajetória do violoncelista Felipe De Luna, nascido e criado na periferia de São Paulo, e seu encontro com a musicista romena Diana Ligeti, professora do Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris.

Eles dividem a paixão pelo mesmo instrumento, o afinco no estudo cotidiano e a superação das dificuldades inerentes à carreira mas também das desenhadas por suas próprias histórias de vida.

Ele, aprendiz de um projeto social no bairro de Perus, zona norte de São Paulo, não tinha dinheiro nem para a condução quando sua evolução no violoncelo permitiu que participasse da Escola de Música do Estado, no centro.

"Para minha mãe, se eu estivesse trabalhando no mercadinho da esquina em vez de aprender violoncelo, estava bem", conta ele, que, com uma bolsa, entrou para a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, indo para a Europa, numa turnê em parte acompanhada pelo filme.

Ela, nascida e criada na ex-União Soviética, conseguiu uma bolsa para estudar em Paris e lá fez sua vida e carreira, dedicando-se a ensinar.
Veio ao Brasil em 2009 para ministrar master classes a jovens como De Luna, e tem como bordão: "Coragem!".

Aos 25 anos, De Luna é ícone de um fenômeno que vem mudando a cara da música erudita no Brasil: a proliferação de projetos de inclusão social via educação musical.

Ele, que diz ter a "'Suíte n. 1 de Bach' tatuada no cérebro", tomou contato com seu instrumento no CEU Perus, criado na gestão municipal da então petista Marta Suplicy e onde se ensinava música clássica aos pequenos.

Esse contexto estruturante aparece pouco no filme, o que dá a impressão de que De Luna é um ponto muito fora da curva, quando há outros brasileiros igualmente talentosos trilhando carreiras no campo da música erudita a partir de projetos como Guri, Instituto Baccarelli e outros.

A primeira fala de Ligeti expressa esse contexto: "Foi um verdadeiro choque ver como o ensino de música é importante [nesses projeto]. Que graças à música se tem acesso a uma socialização."

A parceria com Ligeti na perseguição do sonho do brasileiro de viver da música é o que dá beleza a "Coragem".

CORAGEM

DIREÇÃO: Sebastião Braga
PRODUÇÃO: Alemanha/Brasil, 2016, livre
QUANDO: em cartaz
AVALIAÇÃO: regular 

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Encontro entre diferentes movidos por paixão comum dá beleza a 'Coragem'

Divulgação.
Para minha mãe, se eu estivesse trabalhando no mercadinho da esquina em vez de aprender violoncelo, estava bem...
Para minha mãe, se eu estivesse trabalhando no mercadinho da esquina em vez de aprender violoncelo, estava bem...
Sexta, 9/12/2016 16:12.

FERNANDA MENA - (FOLHAPRESS) - Oportunidade, dedicação e coragem. A tríade, costurada por talento, está no centro do documentário de Sebastião Braga que acompanha a trajetória do violoncelista Felipe De Luna, nascido e criado na periferia de São Paulo, e seu encontro com a musicista romena Diana Ligeti, professora do Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris.

Eles dividem a paixão pelo mesmo instrumento, o afinco no estudo cotidiano e a superação das dificuldades inerentes à carreira mas também das desenhadas por suas próprias histórias de vida.

Ele, aprendiz de um projeto social no bairro de Perus, zona norte de São Paulo, não tinha dinheiro nem para a condução quando sua evolução no violoncelo permitiu que participasse da Escola de Música do Estado, no centro.

"Para minha mãe, se eu estivesse trabalhando no mercadinho da esquina em vez de aprender violoncelo, estava bem", conta ele, que, com uma bolsa, entrou para a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, indo para a Europa, numa turnê em parte acompanhada pelo filme.

Ela, nascida e criada na ex-União Soviética, conseguiu uma bolsa para estudar em Paris e lá fez sua vida e carreira, dedicando-se a ensinar.
Veio ao Brasil em 2009 para ministrar master classes a jovens como De Luna, e tem como bordão: "Coragem!".

Aos 25 anos, De Luna é ícone de um fenômeno que vem mudando a cara da música erudita no Brasil: a proliferação de projetos de inclusão social via educação musical.

Ele, que diz ter a "'Suíte n. 1 de Bach' tatuada no cérebro", tomou contato com seu instrumento no CEU Perus, criado na gestão municipal da então petista Marta Suplicy e onde se ensinava música clássica aos pequenos.

Esse contexto estruturante aparece pouco no filme, o que dá a impressão de que De Luna é um ponto muito fora da curva, quando há outros brasileiros igualmente talentosos trilhando carreiras no campo da música erudita a partir de projetos como Guri, Instituto Baccarelli e outros.

A primeira fala de Ligeti expressa esse contexto: "Foi um verdadeiro choque ver como o ensino de música é importante [nesses projeto]. Que graças à música se tem acesso a uma socialização."

A parceria com Ligeti na perseguição do sonho do brasileiro de viver da música é o que dá beleza a "Coragem".

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DIREÇÃO: Sebastião Braga
PRODUÇÃO: Alemanha/Brasil, 2016, livre
QUANDO: em cartaz
AVALIAÇÃO: regular 

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