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Museu Histórico de Itajaí reabre com tecnologias modernas

Segunda, 19/12/2016 8:38.

Hoje (21), o Museu Histórico de Itajaí reabre trazendo tecnologias modernas de áudio, vídeo, luminotécnica e computação. A ideia, daqui pra frente, é transformar a visita em um aprendizado lúdico de imersão no passado do município, com muita interatividade.

“É a história do século XVII até o século XX contada com tecnologias do século XXI, uma nova expografia”, afirma o superintendente da FGML (Fundação Genésio Miranda Lins), Antônio Carlos Floriano. Quem visitar o Museu vai se dar conta da transformação, pois ele é um espaço de diálogo vivo com a comunidade, voltado para a construção de novos públicos e preservação da memória dos itajaienses.

“Todo o esforço envolvido neste três últimos anos, desde o início do restauro do Palácio Marcos Konder, passando pela nova expografia, até a implantação do novo edifício anexo, é para que o MHI sirva como bússola que orienta à preservação da nossa história para as novas gerações”, explica o diretor do MHI, Agê Pinheiro.

O Museu está adaptado para um tempo de inovação e muita tecnologia, sem esquecer a função histórica. A visita pode ou não ser linear e as salas temáticas do Museu apresentam visões inusitadas sobre temas distintos: dos primórdios da ocupação humana no Vale do Itajaí às inovações do século XX. Nas salas é possível conhecer aspectos sobre a imigração, a religiosidade, a arquitetura e o espaço marítimo, por exemplo.

No Núcleo 5 chamado O Rio e o Mar, o casco de um barco com três escotilhas mostram filmes de diferentes épocas, com o entra e sai dos navios e barcos que até hoje movimentam a economia da cidade. Outra sala interessante é a Vila de Ithajay, mostrando a colonização chegando na cidade. Uma maquete mecânica se altera conforme a época escolhida pelo visitante, permitindo uma “viagem no tempo” pela arquitetura do município.

Maquete da cidade em papel machê

Toda feita em papel machê pelo artista plástico e diretor do MHI, Agê Pinheiro, a maquete retrata as construções de Itajaí nas primeiras três décadas do Século XX. “Conforme a época escolhida pelo visitante, a maquete se altera com luzes, permitindo uma viagem no tempo”, observa o artista plástico. Na mesma sala, em um quadro com vídeo está Agostinho Alves Ramos, comerciante que doou terras para fazer o primeiro curato e também o escravo Simeão que foi o construtor da Igreja Imaculada Conceição, ponto zero de Itajaí.

São dois andares e um subsolo que abrigam relíquias, como as pinturas de Dide Brandão, na Sala Arte, que vai mostrar coleções itinerantes de artistas locais; o Espaço da Poesia, onde ao alcance dos dedos consegue-se saber da vida e obra do poeta Marcos Konder Reis.

No subsolo além da Sala de Armaria e Numismática, uma exposição de fotos mostra o restauro e a arqueologia executada no Palácio Marcos Konder nos últimos três anos. “Esse prédio abrigou no século passado os três poderes – Legislativo, Executivo e Judiciário – e foi um marco na expansão da cidade na direção contrário ao rio”, ensina Floriano. Esse conceito de museu-interativo visa atrair dois públicos: os estudantes das redes pública e privada de ensino e os turistas que chegam a Itajaí pelo mar, por terra ou ar.

LEI DE INCENTIVO À CULTURA

Novidades e muita criatividade não faltam na nova expografia, toda financiada pelas empresas WEG, Havan e Gomes da Costa, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal. O investimento total no projeto foi de R$ 4 milhões e 700 mil e contou com repasse de verbas da Prefeitura Municipal de Itajaí.

Confira algumas atrações:

· Na sala "PRIMÓRDIOS", um vídeo em 360 graus coloca o visitante navegando pelo rio Itajaí-Açu na sua gênese de utilização do rio do séc.17/18. A fauna e a flora da região, os assentamentos indígenas (Carijós) e o aparecimento de posseiros demarcam a importância desse rio no surgimento e na construção da cidade que formamos hoje.

· Na sala "SESMEEIROS", é abordado o território colonial da região, com as iniciativas da busca do ouro, da tentativa de instalação de uma Vila e do corte e venda de madeiras nobres para o Rio de Janeiro. Ali, emolduradas, duas imagens de sesmeiros – João Dias de Arzão, que localizou as terras de Itajaí e veio em busca de ouro , e Antonio Menezes Vasconcelos Drumond, quem primeiro explorou as terras com madeira - conversam com o público, mapeando as dificuldades enfrentadas na época.

· Na Sala “TERCEIRO NÚCLEO VILA ITHAJAY”, uma maquete mecânica se altera conforme o tempo escolhido pelo visitante. Os prédios mais importantes desse período brotam da base, dando-nos a ideia de expansão da urbe e suas direções. Um totem icônico de Agostinho Alves Ramos, fundador oficial da cidade, conversa com o visitante.

· Na sala "RELIGIOSIDADE", cinco telas em LCD de 60 polegadas e um sistema de som direcional abordam as peculiaridades dos ritos e da fé do itajaiense – suas bases religiosas distribuídas entre os cultos católico, protestante e afro.

· Na sala "ESPAÇO MARÍTIMO", escotilhas de um casco de navio mercante abordam o cotidiano do rio e sua relação com a cidade em três vídeos. Nesse espaço tem também um barco feito em escala de tamanho real.

· Na sala "IMIGRAÇÃO", o foco é a projeção de sobrenomes italianos e alemães que compuseram a construção do Vale do Itajaí – as colônias instaladas pelos imigrantes e o que se tornaram. Armários iluminados mostram objetos e aparelhos, como um cachimbo de porcelana alemão do Século XIX; sapatos portugueses datados de 1901, além de óculos de imigrantes, prendedores de cabelo de mulher e mini bolsas.

· No piso superior, a “SALA DO POETA” dispõe de recurso multimídia abordando a imagética da cidade e seu poeta maior, Marcos José Konder Reis. Também uma sala com os objetos do poeta, como a máquina de escrever, a cadeira e a escrivaninha, além de poltronas onde recebia seus convidados.

· Sala SÉCULO XX, um vídeo expõe as principais situações do século, como a Primeira Guerra Mundial, Olimpíadas, Cinema, e várias cenas de diferentes épocas de Itajaí. Na outra peça, as profissões de Itajaí, como Químico, Fotógrafo, Barbeiro, Pescador, Músico, entre outros.

Dfato Comunicação

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Museu Histórico de Itajaí reabre com tecnologias modernas

Segunda, 19/12/2016 8:38.

Hoje (21), o Museu Histórico de Itajaí reabre trazendo tecnologias modernas de áudio, vídeo, luminotécnica e computação. A ideia, daqui pra frente, é transformar a visita em um aprendizado lúdico de imersão no passado do município, com muita interatividade.

“É a história do século XVII até o século XX contada com tecnologias do século XXI, uma nova expografia”, afirma o superintendente da FGML (Fundação Genésio Miranda Lins), Antônio Carlos Floriano. Quem visitar o Museu vai se dar conta da transformação, pois ele é um espaço de diálogo vivo com a comunidade, voltado para a construção de novos públicos e preservação da memória dos itajaienses.

“Todo o esforço envolvido neste três últimos anos, desde o início do restauro do Palácio Marcos Konder, passando pela nova expografia, até a implantação do novo edifício anexo, é para que o MHI sirva como bússola que orienta à preservação da nossa história para as novas gerações”, explica o diretor do MHI, Agê Pinheiro.

O Museu está adaptado para um tempo de inovação e muita tecnologia, sem esquecer a função histórica. A visita pode ou não ser linear e as salas temáticas do Museu apresentam visões inusitadas sobre temas distintos: dos primórdios da ocupação humana no Vale do Itajaí às inovações do século XX. Nas salas é possível conhecer aspectos sobre a imigração, a religiosidade, a arquitetura e o espaço marítimo, por exemplo.

No Núcleo 5 chamado O Rio e o Mar, o casco de um barco com três escotilhas mostram filmes de diferentes épocas, com o entra e sai dos navios e barcos que até hoje movimentam a economia da cidade. Outra sala interessante é a Vila de Ithajay, mostrando a colonização chegando na cidade. Uma maquete mecânica se altera conforme a época escolhida pelo visitante, permitindo uma “viagem no tempo” pela arquitetura do município.

Maquete da cidade em papel machê

Toda feita em papel machê pelo artista plástico e diretor do MHI, Agê Pinheiro, a maquete retrata as construções de Itajaí nas primeiras três décadas do Século XX. “Conforme a época escolhida pelo visitante, a maquete se altera com luzes, permitindo uma viagem no tempo”, observa o artista plástico. Na mesma sala, em um quadro com vídeo está Agostinho Alves Ramos, comerciante que doou terras para fazer o primeiro curato e também o escravo Simeão que foi o construtor da Igreja Imaculada Conceição, ponto zero de Itajaí.

São dois andares e um subsolo que abrigam relíquias, como as pinturas de Dide Brandão, na Sala Arte, que vai mostrar coleções itinerantes de artistas locais; o Espaço da Poesia, onde ao alcance dos dedos consegue-se saber da vida e obra do poeta Marcos Konder Reis.

No subsolo além da Sala de Armaria e Numismática, uma exposição de fotos mostra o restauro e a arqueologia executada no Palácio Marcos Konder nos últimos três anos. “Esse prédio abrigou no século passado os três poderes – Legislativo, Executivo e Judiciário – e foi um marco na expansão da cidade na direção contrário ao rio”, ensina Floriano. Esse conceito de museu-interativo visa atrair dois públicos: os estudantes das redes pública e privada de ensino e os turistas que chegam a Itajaí pelo mar, por terra ou ar.

LEI DE INCENTIVO À CULTURA

Novidades e muita criatividade não faltam na nova expografia, toda financiada pelas empresas WEG, Havan e Gomes da Costa, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal. O investimento total no projeto foi de R$ 4 milhões e 700 mil e contou com repasse de verbas da Prefeitura Municipal de Itajaí.

Confira algumas atrações:

· Na sala "PRIMÓRDIOS", um vídeo em 360 graus coloca o visitante navegando pelo rio Itajaí-Açu na sua gênese de utilização do rio do séc.17/18. A fauna e a flora da região, os assentamentos indígenas (Carijós) e o aparecimento de posseiros demarcam a importância desse rio no surgimento e na construção da cidade que formamos hoje.

· Na sala "SESMEEIROS", é abordado o território colonial da região, com as iniciativas da busca do ouro, da tentativa de instalação de uma Vila e do corte e venda de madeiras nobres para o Rio de Janeiro. Ali, emolduradas, duas imagens de sesmeiros – João Dias de Arzão, que localizou as terras de Itajaí e veio em busca de ouro , e Antonio Menezes Vasconcelos Drumond, quem primeiro explorou as terras com madeira - conversam com o público, mapeando as dificuldades enfrentadas na época.

· Na Sala “TERCEIRO NÚCLEO VILA ITHAJAY”, uma maquete mecânica se altera conforme o tempo escolhido pelo visitante. Os prédios mais importantes desse período brotam da base, dando-nos a ideia de expansão da urbe e suas direções. Um totem icônico de Agostinho Alves Ramos, fundador oficial da cidade, conversa com o visitante.

· Na sala "RELIGIOSIDADE", cinco telas em LCD de 60 polegadas e um sistema de som direcional abordam as peculiaridades dos ritos e da fé do itajaiense – suas bases religiosas distribuídas entre os cultos católico, protestante e afro.

· Na sala "ESPAÇO MARÍTIMO", escotilhas de um casco de navio mercante abordam o cotidiano do rio e sua relação com a cidade em três vídeos. Nesse espaço tem também um barco feito em escala de tamanho real.

· Na sala "IMIGRAÇÃO", o foco é a projeção de sobrenomes italianos e alemães que compuseram a construção do Vale do Itajaí – as colônias instaladas pelos imigrantes e o que se tornaram. Armários iluminados mostram objetos e aparelhos, como um cachimbo de porcelana alemão do Século XIX; sapatos portugueses datados de 1901, além de óculos de imigrantes, prendedores de cabelo de mulher e mini bolsas.

· No piso superior, a “SALA DO POETA” dispõe de recurso multimídia abordando a imagética da cidade e seu poeta maior, Marcos José Konder Reis. Também uma sala com os objetos do poeta, como a máquina de escrever, a cadeira e a escrivaninha, além de poltronas onde recebia seus convidados.

· Sala SÉCULO XX, um vídeo expõe as principais situações do século, como a Primeira Guerra Mundial, Olimpíadas, Cinema, e várias cenas de diferentes épocas de Itajaí. Na outra peça, as profissões de Itajaí, como Químico, Fotógrafo, Barbeiro, Pescador, Músico, entre outros.

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