Jornal Página 3
Coluna
Vinho comigo
Por Carlos Mayer

Mudança de hábito.

Mudança de hábito sim, mas também poderíamos falar que é mudança de cor!

Me refiro à uma mudança que percebo na escolha de vinhos em geral por parte dos consumidores. Por todos esses anos que já trabalho com vinhos, vendendo e auxiliando as pessoas na escolha dos seus, elas nunca estiveram tão propensas e abertas a levarem para casa vinhos brancos e roses. A hegemonia sempre foi (e ainda é) dos tintos, não importa preço, estilo ou origem, a preferência sempre é dos tintos, mas isso parece dar sinal de mudar.

Não acredito que o consumo de brancos e roses ultrapasse o de tintos, penso que ainda estamos longe disso, mas vejo que está se formando um equilíbrio mais sensato. Regionalizando um pouco, nós que moramos aqui na praia, deveríamos ser consumidores mais frequentes de brancos e roses, pois, estes, “harmonizam” melhor com nosso clima praiano. Noutro dia fiquei feliz ao montar uma carta de vinhos para um cliente, cuja especialidade do restaurante é de peixes e frutos do mar, com predominantemente vinhos brancos e roses.

Outro comportamento que parece cair por terra devagarinho, é a percepção de valor entre vinhos tintos e brancos. Via de regra as pessoas aceitam pagar mais caro por uma garrafa de tinto do que de branco, mas essa diferença vem caindo, principalmente com a ajuda dos roses, que nos últimos anos chegaram com tudo, oferecendo grande qualidade e valor agregado.

Então, para você que sempre só olhou para os tintos, deixo aqui uma dica de rose e outra de branco para começar a se arriscar.

A primeira dica é um espanhol produzido pela Finca Constância, o Altozano Rose. Um corte das uvas Tempranillo e Syrah, meio a meio. Jovem, seco, com bem pouco açúcar residual e com aroma e sabor muito rico em frutas vermelhas frescas e um toque de especiarias. Vendido a menos de R$ 60,00 no varejo.

 

 

 

A outra dica que deixo é até meio nostálgica para os bebedores mais experientes. Um Riesling não alemão, mas brasileiro, que em nada lembra os vinhos simplesinhos (para ser simpático) que chegavam ao Brasil há algumas décadas. Falo da recente linha criada pela Miolo, o Single Vineyard Riesling Johannisberg que está excelente. Leve, fresco, lembrando frutas de polpas brancas e um toque floral inconfundível. Vendido também na casa dos R$ 60,00.

 

E então, que tal mudar de cor um pouco?

 

Escrito por Carlos Mayer, 10/08/2019 às 10h05 | carlos@casamayer.com.br



Carlos Mayer

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Mudança de hábito.

Mudança de hábito sim, mas também poderíamos falar que é mudança de cor!

Me refiro à uma mudança que percebo na escolha de vinhos em geral por parte dos consumidores. Por todos esses anos que já trabalho com vinhos, vendendo e auxiliando as pessoas na escolha dos seus, elas nunca estiveram tão propensas e abertas a levarem para casa vinhos brancos e roses. A hegemonia sempre foi (e ainda é) dos tintos, não importa preço, estilo ou origem, a preferência sempre é dos tintos, mas isso parece dar sinal de mudar.

Não acredito que o consumo de brancos e roses ultrapasse o de tintos, penso que ainda estamos longe disso, mas vejo que está se formando um equilíbrio mais sensato. Regionalizando um pouco, nós que moramos aqui na praia, deveríamos ser consumidores mais frequentes de brancos e roses, pois, estes, “harmonizam” melhor com nosso clima praiano. Noutro dia fiquei feliz ao montar uma carta de vinhos para um cliente, cuja especialidade do restaurante é de peixes e frutos do mar, com predominantemente vinhos brancos e roses.

Outro comportamento que parece cair por terra devagarinho, é a percepção de valor entre vinhos tintos e brancos. Via de regra as pessoas aceitam pagar mais caro por uma garrafa de tinto do que de branco, mas essa diferença vem caindo, principalmente com a ajuda dos roses, que nos últimos anos chegaram com tudo, oferecendo grande qualidade e valor agregado.

Então, para você que sempre só olhou para os tintos, deixo aqui uma dica de rose e outra de branco para começar a se arriscar.

A primeira dica é um espanhol produzido pela Finca Constância, o Altozano Rose. Um corte das uvas Tempranillo e Syrah, meio a meio. Jovem, seco, com bem pouco açúcar residual e com aroma e sabor muito rico em frutas vermelhas frescas e um toque de especiarias. Vendido a menos de R$ 60,00 no varejo.

 

 

 

A outra dica que deixo é até meio nostálgica para os bebedores mais experientes. Um Riesling não alemão, mas brasileiro, que em nada lembra os vinhos simplesinhos (para ser simpático) que chegavam ao Brasil há algumas décadas. Falo da recente linha criada pela Miolo, o Single Vineyard Riesling Johannisberg que está excelente. Leve, fresco, lembrando frutas de polpas brancas e um toque floral inconfundível. Vendido também na casa dos R$ 60,00.

 

E então, que tal mudar de cor um pouco?

 

Escrito por Carlos Mayer, 10/08/2019 às 10h05 | carlos@casamayer.com.br



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