Jornal Página 3
Coluna
Vinho comigo
Por Carlos Mayer

Vinho para casamento

Mês de maio é o mês das noivas, e um casamento exige organização de muitas coisas, entre elas, as bebidas. Aí, pensei em escrever um pouco do que vivi, como vendedor de vinhos e espumantes para esses momentos tão especiais.

Não preciso nem dizer que considero os espumantes uma bebida fundamental para qualquer comemoração. Para um casamento então, nem se fala! Total requinte, glamour, festividade, descontração e comemoração! Logo, uma bebida imprescindível. Os vinhos também são bacanas, principalmente quando há jantar ou outra refeição envolvida. Sem entrar na questão do preço das bebidas, pois cada um sabe do orçamento que tem, traço algumas dicas sobre a escolha dos tipos e das quantidades, dois tópicos que me envolvo constantemente e que costumam causar dúvidas.

A primeira coisa a ter em mente é o que você pretende oferecer aos convidados. Me refiro às opções de bebidas como um todo. Para ficar somente nas alcoólicas, decida se na sua festa terá cerveja, chope, drinques e coquetéis ou uísque entre outras, além, claro, dos vinhos e espumantes. Essa organização é importante para definir a quantidade de vinhos e espumantes que poderão ser consumidos no evento. Quanto maior for a variedade de bebidas, menor será o consumo de cada uma delas.

Atualmente, se num casamento oferecem somente vinho, espumante e cerveja, o que é meio padrão, indico contabilizar uma garrafa de espumante para cada pessoa, além de uma garrafa de vinho para cada quatro pessoas. Se o casamento for no inverno ou em dia ou local frio, dá para dobrar a quantidade de vinho. Caso tenha uísque com energético, ou um bartender oferecendo coquetéis, há uma diminuição do consumo de espumantes, pois são bebidas que via de regra são consumidas no mesmo momento que o espumante, mas principalmente no pós-cerimônia, na festa propriamente dita.

No cálculo dos espumantes, não dá para esquecer de contabilizar algumas garrafas extras, caso esteja programado um brinde aos noivos. É comum neste momento, que todos os convidados participem e encham suas taças com espumantes para felicitar os noivos, mesmo que algumas vezes abandonem a taça praticamente cheia, após um golinho simbólico afim de evitar pragas e azares que rondam pessoas que brindam e não bebem. Normalmente, para o brinde, conte uma garrafa de espumante para cada dez convidados, e instrua os garçons para economizar neste momento. Não por mesquinharia, mas para evitar desperdício, quem quiser repetir terá refil da taça quantas vezes quiser.

Agora passamos para o que escolher. A dificuldade na escolha dos vinhos, está relacionada diretamente com o desejo dos noivos em agradar bem seus convidados, mas pensar individualmente em cada um, torna tudo muito complicado. É preciso ser um pouco generalista nas escolhas e considero extremamente indelicado comprar uma garrafa de vinho especial (e caro) para um parente chato, enquanto que a maioria bebe algo diferente. Então a regra é escolher o melhor que couber no orçamento, para todos.


A variedade de tipos de vinhos e espumantes oferecidos, também não deve ser exagerada. Quanto maior for a quantidade de opções, maiores serão as sobras e os desperdícios. Também será maior a dificuldade em administrar as bebidas. Se você decidir por oferecer vinho tinto, branco e rose, deverá estar preparado que um “efeito manada” num determinado vinho, como se grande parte dos convidados resolvessem tomar o rose, por exemplo. Situação ruim é quando acaba um tipo de bebida antes do fim da festa. Na escolha dos vinhos, menos é mais. Defina um vinho tinto e um branco no máximo! Evite oferecer vinhos com faixas de preço diferente, pois fatalmente o caro acabará primeiro. Harmonizar buffet de casamento é algo, no mínimo, complicado, pois comida de festa costuma ser bem diversificada a fim de atender as restrições e opções diversas dos convidados.

Sobre espumantes, é comum que a preferência dos convidados varie entre doce, não doce e algo no meio do caminho. Oferecer três opções parece ótimo, mas assim como os vinhos dificulta administração, aumenta sobra e desperdício. Aconselho servir duas ou apenas uma opção. Se optar por uma opção, sugiro o democrático demi-sec, que não é nem muito doce nem muito seco, ou aquela que provavelmente seja a opção da maioria. Se optar por duas opções, fique com os extremos: doce e não doce. Neste caso, uma dica interessante é escolher espumante de cores diferentes entre si. Escolha um doce rosado e ou brut (seco) branco. Essa estratégia facilita muito o serviço tanto para o garçom como para o próprio convidado que identifica sozinho sua bebida.

Claro, cada festa tem suas peculiaridades, e cada casal de noivos sabe os convidados bebedores que tem. É interessante sondar antes e fazer um ajuste fino. Mas fora isso, as dicas acima são um bom um ponto de partida.

Um brinde aos noivos! 

Escrito por Carlos Mayer, 21/05/2018 às 19h57 | carlos@casamayer.com.br



Carlos Mayer

Assina a coluna Vinho comigo


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br

Página 3
Vinho comigo
Por Carlos Mayer

Vinho para casamento

Mês de maio é o mês das noivas, e um casamento exige organização de muitas coisas, entre elas, as bebidas. Aí, pensei em escrever um pouco do que vivi, como vendedor de vinhos e espumantes para esses momentos tão especiais.

Não preciso nem dizer que considero os espumantes uma bebida fundamental para qualquer comemoração. Para um casamento então, nem se fala! Total requinte, glamour, festividade, descontração e comemoração! Logo, uma bebida imprescindível. Os vinhos também são bacanas, principalmente quando há jantar ou outra refeição envolvida. Sem entrar na questão do preço das bebidas, pois cada um sabe do orçamento que tem, traço algumas dicas sobre a escolha dos tipos e das quantidades, dois tópicos que me envolvo constantemente e que costumam causar dúvidas.

A primeira coisa a ter em mente é o que você pretende oferecer aos convidados. Me refiro às opções de bebidas como um todo. Para ficar somente nas alcoólicas, decida se na sua festa terá cerveja, chope, drinques e coquetéis ou uísque entre outras, além, claro, dos vinhos e espumantes. Essa organização é importante para definir a quantidade de vinhos e espumantes que poderão ser consumidos no evento. Quanto maior for a variedade de bebidas, menor será o consumo de cada uma delas.

Atualmente, se num casamento oferecem somente vinho, espumante e cerveja, o que é meio padrão, indico contabilizar uma garrafa de espumante para cada pessoa, além de uma garrafa de vinho para cada quatro pessoas. Se o casamento for no inverno ou em dia ou local frio, dá para dobrar a quantidade de vinho. Caso tenha uísque com energético, ou um bartender oferecendo coquetéis, há uma diminuição do consumo de espumantes, pois são bebidas que via de regra são consumidas no mesmo momento que o espumante, mas principalmente no pós-cerimônia, na festa propriamente dita.

No cálculo dos espumantes, não dá para esquecer de contabilizar algumas garrafas extras, caso esteja programado um brinde aos noivos. É comum neste momento, que todos os convidados participem e encham suas taças com espumantes para felicitar os noivos, mesmo que algumas vezes abandonem a taça praticamente cheia, após um golinho simbólico afim de evitar pragas e azares que rondam pessoas que brindam e não bebem. Normalmente, para o brinde, conte uma garrafa de espumante para cada dez convidados, e instrua os garçons para economizar neste momento. Não por mesquinharia, mas para evitar desperdício, quem quiser repetir terá refil da taça quantas vezes quiser.

Agora passamos para o que escolher. A dificuldade na escolha dos vinhos, está relacionada diretamente com o desejo dos noivos em agradar bem seus convidados, mas pensar individualmente em cada um, torna tudo muito complicado. É preciso ser um pouco generalista nas escolhas e considero extremamente indelicado comprar uma garrafa de vinho especial (e caro) para um parente chato, enquanto que a maioria bebe algo diferente. Então a regra é escolher o melhor que couber no orçamento, para todos.


A variedade de tipos de vinhos e espumantes oferecidos, também não deve ser exagerada. Quanto maior for a quantidade de opções, maiores serão as sobras e os desperdícios. Também será maior a dificuldade em administrar as bebidas. Se você decidir por oferecer vinho tinto, branco e rose, deverá estar preparado que um “efeito manada” num determinado vinho, como se grande parte dos convidados resolvessem tomar o rose, por exemplo. Situação ruim é quando acaba um tipo de bebida antes do fim da festa. Na escolha dos vinhos, menos é mais. Defina um vinho tinto e um branco no máximo! Evite oferecer vinhos com faixas de preço diferente, pois fatalmente o caro acabará primeiro. Harmonizar buffet de casamento é algo, no mínimo, complicado, pois comida de festa costuma ser bem diversificada a fim de atender as restrições e opções diversas dos convidados.

Sobre espumantes, é comum que a preferência dos convidados varie entre doce, não doce e algo no meio do caminho. Oferecer três opções parece ótimo, mas assim como os vinhos dificulta administração, aumenta sobra e desperdício. Aconselho servir duas ou apenas uma opção. Se optar por uma opção, sugiro o democrático demi-sec, que não é nem muito doce nem muito seco, ou aquela que provavelmente seja a opção da maioria. Se optar por duas opções, fique com os extremos: doce e não doce. Neste caso, uma dica interessante é escolher espumante de cores diferentes entre si. Escolha um doce rosado e ou brut (seco) branco. Essa estratégia facilita muito o serviço tanto para o garçom como para o próprio convidado que identifica sozinho sua bebida.

Claro, cada festa tem suas peculiaridades, e cada casal de noivos sabe os convidados bebedores que tem. É interessante sondar antes e fazer um ajuste fino. Mas fora isso, as dicas acima são um bom um ponto de partida.

Um brinde aos noivos! 

Escrito por Carlos Mayer, 21/05/2018 às 19h57 | carlos@casamayer.com.br



Carlos Mayer

Assina a coluna Vinho comigo


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade