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Coluna
Viagens & Turismo
Por Marcos Vinicios Pagelkopf

Como está o atendimento em Pedras Rollantes

No final de semana do feriadão eu fiz um passeio por Alfredo Wagner e fui visitar os amigos Lu, Tarcísio e Eduardo, os donos da Pousada Pedras Rollantes, que é uma das últimas a reabrirem desde que o novo coronavírus passou a fazer parte do cotidiano de todos nós.

Me disseram que os últimos hóspedes foram recebidos no começo de março, já com uma série de medidas que visavam a minimização de riscos.

“Nós acompanhávamos atentamente o que estava acontecendo na Europa e a chegada da doença no Brasil. Cuidar não era mais uma possibilidade, era uma urgência”, diz Lu Eicke, que é quem faz as últimas checagens nas Casas da Pousada antes da entrada dos hóspedes.

Pedras Rollantes trancou suas porteiras duas semanas antes dos decretos estaduais que restringiam a circulação de pessoas e não foi reaberta quando as regras foram afrouxadas. A quase totalidade dos hóspedes que possuíam reservas a partir da metade de março as manteve, e foram estes os primeiros a serem informados da reabertura.

“As pessoas que tinham reservas marcadas para o período em que ficamos fechados foram muito gentis ao mantê-las. Em agradecimento, além da preferência para a escolha de datas, ganharam mais uma noite de estadia e estavam livres para upgrade de unidade”, diz Tarcísio Mattos, que juntamente com a Lu Eicke, é quem recebe nas três casas da Pousada.

Além da Casinha, da Casa Torta e da Casa da Cama, a Pousada Pedras Rollantes conta com mais dois Estúdios, apartamentos implantados numa casa enxaimel do século 19 e que são administrados pelo Eduardo Marques, sócio do casal nos 28 hectares da propriedade e na produção de citros orgânicos.

“A pandemia também não permitiu que realizássemos o Colhe e Paga de Clemenules, evento que acontecia desde 2015, quando abríamos o Sítio nos finais de semana da safra de citros”, explica Eduardo, que justifica a reabertura apenas pela questão financeira. “Desde que mudamos para Pedras Rollantes a Pousada e os citros são os nossos ganha-pães. Seguramos até onde deu.”

Responsabilidade compartilhada

Imagem Tarcísio Mattos

Mas não é só ligar, marcar e ir para que uma reserva seja aceita

Os interessados precisam concordar com o rígido protocolo que criaram usando documentos dos Centros de Controles de Doenças da comunidade europeia e dos Estados Unidos, mais as orientações da Organização Mundial da Saúde. E também se comprometerem a realizar algumas tarefas antes de deixarem a pousada, uma vez que todas as unidades passarão por uma mini quarentena de pelo menos 48 horas entre a saída dos hóspedes e a entrada de quem vai organizar, limpar, arrumar e higienizar cada uma delas antes da chegada do próximo visitante.

“Nosso pedido é para que retirem as roupas de cama, os lixos, não deixem alimentos e mantenham a unidade bem arejada”, explica Lu, que conversa de longe, com máscaras. “Marcos, o mais chato de tudo isto é não poder te abraçar”, lamenta, e diz também que que não há ainda a menor expectativa de uma reabertura do Café no Sítio no curto ou médio prazos.

No material que é enviado via link aos hóspedes que solicitam reservas estão as informações sobre como será a recepção na Pousada durante a pandemia.

“Infelizmente tivemos que criar as nossas primeiras regras de convivência. Costumávamos dizer que aqui pode quase tudo e que o quase ainda não havia sido alcançado. Quem vem para cá se incorpora ao nosso modo de viver e nunca tivemos que colocar regramentos, mas agora é necessário”, justifica Tarcísio.

Imagem Tarcísio Mattos

E realmente tem álcool por todo lugar, inclusive nas cabeceiras da ponte pênsil que cruza o Rio das Águas Frias. Dentro de cada unidade tem máscaras, mais dois tipos de álcool 70%, sabão em barra, produtos de limpeza e higienização, sacos compostáveis para lixo orgânico e uma cópia impressa do documento “Ao deixarem Pedras Rollantes”, um pequeno manual que reproduz as solicitações passadas pelo link.

Todas as áreas de convívio comum em Pedras Rollantes são em espaços abertos, como a cozinha ao ar livre, que tem fogão e forno à lenha, churrasqueira à carvão, mesas de trabalho e de refeição, mas eles não estavam contentes em pedir que os hóspedes solicitassem reservas, para diminuir contato. E então resolveram fazer uma área gastronômica externa junto de cada unidade, obras que estarão prontas já na metade de novembro. É cada um no seu quadrado.

Programem-se e venham conhecer com segurança

Imagem Tarcísio Mattos

Escrito por Marcos Vinicios Pagelkopf, 09/11/2020 às 16h29 | mvpagelkopf@gmail.com



Marcos Vinicios Pagelkopf

Assina a coluna Viagens & Turismo

Trabalho com turismo desde 1985, já fui agente de viagens, promotor de vendas de atrativos turísticos, professor de curso de recepção municipal e de guia de turismo da Univali, consultor, palestrante e idealizador de ações como a primeira comemoração do Dia Mundial do Turismo no Brasil.














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Como está o atendimento em Pedras Rollantes

No final de semana do feriadão eu fiz um passeio por Alfredo Wagner e fui visitar os amigos Lu, Tarcísio e Eduardo, os donos da Pousada Pedras Rollantes, que é uma das últimas a reabrirem desde que o novo coronavírus passou a fazer parte do cotidiano de todos nós.

Me disseram que os últimos hóspedes foram recebidos no começo de março, já com uma série de medidas que visavam a minimização de riscos.

“Nós acompanhávamos atentamente o que estava acontecendo na Europa e a chegada da doença no Brasil. Cuidar não era mais uma possibilidade, era uma urgência”, diz Lu Eicke, que é quem faz as últimas checagens nas Casas da Pousada antes da entrada dos hóspedes.

Pedras Rollantes trancou suas porteiras duas semanas antes dos decretos estaduais que restringiam a circulação de pessoas e não foi reaberta quando as regras foram afrouxadas. A quase totalidade dos hóspedes que possuíam reservas a partir da metade de março as manteve, e foram estes os primeiros a serem informados da reabertura.

“As pessoas que tinham reservas marcadas para o período em que ficamos fechados foram muito gentis ao mantê-las. Em agradecimento, além da preferência para a escolha de datas, ganharam mais uma noite de estadia e estavam livres para upgrade de unidade”, diz Tarcísio Mattos, que juntamente com a Lu Eicke, é quem recebe nas três casas da Pousada.

Além da Casinha, da Casa Torta e da Casa da Cama, a Pousada Pedras Rollantes conta com mais dois Estúdios, apartamentos implantados numa casa enxaimel do século 19 e que são administrados pelo Eduardo Marques, sócio do casal nos 28 hectares da propriedade e na produção de citros orgânicos.

“A pandemia também não permitiu que realizássemos o Colhe e Paga de Clemenules, evento que acontecia desde 2015, quando abríamos o Sítio nos finais de semana da safra de citros”, explica Eduardo, que justifica a reabertura apenas pela questão financeira. “Desde que mudamos para Pedras Rollantes a Pousada e os citros são os nossos ganha-pães. Seguramos até onde deu.”

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Mas não é só ligar, marcar e ir para que uma reserva seja aceita

Os interessados precisam concordar com o rígido protocolo que criaram usando documentos dos Centros de Controles de Doenças da comunidade europeia e dos Estados Unidos, mais as orientações da Organização Mundial da Saúde. E também se comprometerem a realizar algumas tarefas antes de deixarem a pousada, uma vez que todas as unidades passarão por uma mini quarentena de pelo menos 48 horas entre a saída dos hóspedes e a entrada de quem vai organizar, limpar, arrumar e higienizar cada uma delas antes da chegada do próximo visitante.

“Nosso pedido é para que retirem as roupas de cama, os lixos, não deixem alimentos e mantenham a unidade bem arejada”, explica Lu, que conversa de longe, com máscaras. “Marcos, o mais chato de tudo isto é não poder te abraçar”, lamenta, e diz também que que não há ainda a menor expectativa de uma reabertura do Café no Sítio no curto ou médio prazos.

No material que é enviado via link aos hóspedes que solicitam reservas estão as informações sobre como será a recepção na Pousada durante a pandemia.

“Infelizmente tivemos que criar as nossas primeiras regras de convivência. Costumávamos dizer que aqui pode quase tudo e que o quase ainda não havia sido alcançado. Quem vem para cá se incorpora ao nosso modo de viver e nunca tivemos que colocar regramentos, mas agora é necessário”, justifica Tarcísio.

Imagem Tarcísio Mattos

E realmente tem álcool por todo lugar, inclusive nas cabeceiras da ponte pênsil que cruza o Rio das Águas Frias. Dentro de cada unidade tem máscaras, mais dois tipos de álcool 70%, sabão em barra, produtos de limpeza e higienização, sacos compostáveis para lixo orgânico e uma cópia impressa do documento “Ao deixarem Pedras Rollantes”, um pequeno manual que reproduz as solicitações passadas pelo link.

Todas as áreas de convívio comum em Pedras Rollantes são em espaços abertos, como a cozinha ao ar livre, que tem fogão e forno à lenha, churrasqueira à carvão, mesas de trabalho e de refeição, mas eles não estavam contentes em pedir que os hóspedes solicitassem reservas, para diminuir contato. E então resolveram fazer uma área gastronômica externa junto de cada unidade, obras que estarão prontas já na metade de novembro. É cada um no seu quadrado.

Programem-se e venham conhecer com segurança

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Escrito por Marcos Vinicios Pagelkopf, 09/11/2020 às 16h29 | mvpagelkopf@gmail.com



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Trabalho com turismo desde 1985, já fui agente de viagens, promotor de vendas de atrativos turísticos, professor de curso de recepção municipal e de guia de turismo da Univali, consultor, palestrante e idealizador de ações como a primeira comemoração do Dia Mundial do Turismo no Brasil.