Jornal Página 3
Coluna
Viagens & Turismo
Por Marcos Vinicios Pagelkopf

Os encantos da Lagoa da Conceição

Fui convidado para participar de um passeio que envolve a cultura e a historia de Florianópolis, ali a natureza caprichou, pintou e bordou belezas e encantos.

Essa atração foi programada de uma tal maneira que impressiona até quem já conhece ou já visitou a lagoa da Conceição. 

Navegamos a partir do canal na Fortaleza da Barra rumo a Ponta dos Araças, que é um dos maiores Sambaquis da ilha, após 30 minutos navegando a primeira parada já nos mostra como será o dia. O capitão da embarcação com maestria atracou perfeitamente a escuna para 20 passageiros em uma das encostas da lagoa, caminhamos alguns metros em meio a mata Atlântica e fomos recepcionados por um bando de macaquinhos saguis, que para mim já valeu estar ali, isso era só o inicio do que estava por vir.

A primeira parada foi em um engenho de farinha que esta em funcionamento desde a colonização da ilha, a apresentação feita pela guia sobre o funcionamento e o cooperativismo dos moradores foi sensacional. Um dos fatos mencionados o que mais nos chamam a atenção é a forma em que a cultura foi passada por gerações, conta-se que antigamente cada filho que nascia o pai plantava uma semente de Garapuvu e que quando completasse a maioridade esse Garapuvu seria sua canoa e também artefatos do seu engenho. Enquanto nos encantávamos pelo lugar estava sendo servido um café preto com biju, e farinha fabricados no local.

A comprovação que estamos em um paraíso é quando você olha no horizonte e enxerga a lagoa, as dunas ao fundo e os morros verdes circulando esse pedacinho de água doce no meio do mar.

A segunda parada foi na comunidade da Costa da Lagoa que tem aproximadamente 40 casas e alguns restaurantes de famílias de pescadores que servem frutos do mar e da lagoa aos visitantes, tem uma cachoeira que é uma das vertentes que abastece o povoado, nesse ponto do passeio encontramos com nativos e pessoas que levam a vida alternativa, a trilha é curta e o visual é descontraído a cada passo.

O almoço foi tainha grelhada e também a tradicional tainha frita, molho de camarão e pirão, sabores da ilha que são servidos a beira do cais. Por ali passa o barco do entregador de água e gás, o barco escolar e de transporte coletivo, lanchas de luxo como também varias canoas de um pau só, pois para chegar nesse ponto da lagoa só por trilha ou barco.

Seguimos no reconhecimento e atracamos no Saquinho da Lagoa que é uma praia de água doce com vegetação na areia e tem uma historia que envolve um castelo, não de areia e sim de pedras, mas isso você terá que vir aqui para saber.

Eu já conhecia a Lagoa, a Barra e a Costa, mas dessa maneira que me foi apresentada parece que nunca estive lá, e olha que frequento a ilha desde a década de 80.

Programem-se e venham sentir essas emoções e sabores.

Escrito por Marcos Vinicios Pagelkopf, 05/08/2019 às 10h19 | mvpagelkopf@gmail.com



Marcos Vinicios Pagelkopf

Assina a coluna Viagens & Turismo

Trabalho com turismo desde 1985, já fui agente de viagens, promotor de vendas de atrativos turísticos, professor de curso de recepção municipal e de guia de turismo da Univali, consultor, palestrante e idealizador de ações como a primeira comemoração do Dia Mundial do Turismo no Brasil.


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Por Marcos Vinicios Pagelkopf

Os encantos da Lagoa da Conceição

Fui convidado para participar de um passeio que envolve a cultura e a historia de Florianópolis, ali a natureza caprichou, pintou e bordou belezas e encantos.

Essa atração foi programada de uma tal maneira que impressiona até quem já conhece ou já visitou a lagoa da Conceição. 

Navegamos a partir do canal na Fortaleza da Barra rumo a Ponta dos Araças, que é um dos maiores Sambaquis da ilha, após 30 minutos navegando a primeira parada já nos mostra como será o dia. O capitão da embarcação com maestria atracou perfeitamente a escuna para 20 passageiros em uma das encostas da lagoa, caminhamos alguns metros em meio a mata Atlântica e fomos recepcionados por um bando de macaquinhos saguis, que para mim já valeu estar ali, isso era só o inicio do que estava por vir.

A primeira parada foi em um engenho de farinha que esta em funcionamento desde a colonização da ilha, a apresentação feita pela guia sobre o funcionamento e o cooperativismo dos moradores foi sensacional. Um dos fatos mencionados o que mais nos chamam a atenção é a forma em que a cultura foi passada por gerações, conta-se que antigamente cada filho que nascia o pai plantava uma semente de Garapuvu e que quando completasse a maioridade esse Garapuvu seria sua canoa e também artefatos do seu engenho. Enquanto nos encantávamos pelo lugar estava sendo servido um café preto com biju, e farinha fabricados no local.

A comprovação que estamos em um paraíso é quando você olha no horizonte e enxerga a lagoa, as dunas ao fundo e os morros verdes circulando esse pedacinho de água doce no meio do mar.

A segunda parada foi na comunidade da Costa da Lagoa que tem aproximadamente 40 casas e alguns restaurantes de famílias de pescadores que servem frutos do mar e da lagoa aos visitantes, tem uma cachoeira que é uma das vertentes que abastece o povoado, nesse ponto do passeio encontramos com nativos e pessoas que levam a vida alternativa, a trilha é curta e o visual é descontraído a cada passo.

O almoço foi tainha grelhada e também a tradicional tainha frita, molho de camarão e pirão, sabores da ilha que são servidos a beira do cais. Por ali passa o barco do entregador de água e gás, o barco escolar e de transporte coletivo, lanchas de luxo como também varias canoas de um pau só, pois para chegar nesse ponto da lagoa só por trilha ou barco.

Seguimos no reconhecimento e atracamos no Saquinho da Lagoa que é uma praia de água doce com vegetação na areia e tem uma historia que envolve um castelo, não de areia e sim de pedras, mas isso você terá que vir aqui para saber.

Eu já conhecia a Lagoa, a Barra e a Costa, mas dessa maneira que me foi apresentada parece que nunca estive lá, e olha que frequento a ilha desde a década de 80.

Programem-se e venham sentir essas emoções e sabores.

Escrito por Marcos Vinicios Pagelkopf, 05/08/2019 às 10h19 | mvpagelkopf@gmail.com



Marcos Vinicios Pagelkopf

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Trabalho com turismo desde 1985, já fui agente de viagens, promotor de vendas de atrativos turísticos, professor de curso de recepção municipal e de guia de turismo da Univali, consultor, palestrante e idealizador de ações como a primeira comemoração do Dia Mundial do Turismo no Brasil.


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