Jornal Página 3
Coluna
Turiscope - Retratos de Viagens
Por Ike Gevaerd

UMA PEQUENA ROTA ENOGASTRONÔMICA

Foto: Ike Gevaerd 

INICIA EM JOSÉ IGNÁCIO

Foto: Ike Gevaerd

Em abril de 2018 eu e Clarice resolvemos viajar pelo Uruguai de carro, viemos pela costa parando nas belas praias e pequenas baías desde o Chuí. Nosso primeiro destino foi José Ignácio, um pequeno balneário com pouco mais de 300 habitantes, que fica a 40km de Punta del Este.

 

JOSÉ IGNACIO

Foto: Ike Gevaerd

No verão muitos viajantes brasileiros e argentinos procuram José Ignácio, buscando um lugar mais tranquilo, longe da muvuca em que se transforma Punta. Praias (foto) compõe o cenário da pequena península que avança por 800m sobre o mar e tem o farol, inaugurado em 1877 como complemento da paisagem. Foi uma bela surpresa, mas se forem para lá fora do verão, encontrarão muitos dos seus bons restaurante e pousadas fechados. Confira antes.

 

AS CASAS DA PENÍNSULA

Foto: Ike Gevaerd

Numa caminhada pelo pequeno vilarejo, um destaque é a arquitetura das construções, uma atração pela sua contemporaneidade e bom gosto. No centrinho existe uma praça cercada por pousadas, bons bares e restaurantes para todos os gostos. No centro da praça tem um posto de informações turísticas cercado por um belo jardim. Dali iniciamos o passeio pelos pontos interessantes da península.

 

BELOS CAMINHOS LEVAM A GARZON

Foto: Ike Gevaerd

Antes de seguir viagem vale a pena ir até a Laguna Garzon e passear por sua polêmica ponte (foto) que liga os Departamentos de Rocha e Maldonado. Dali seguimos para Garzon, que pode ser pelo Caminho Sainz Martinez ou pela Rota 9, ambas com pouco mais de 30 km. Escolhemos ir pelo Caminho Sainz Martinez, uma estrada rural e onde estavam localizadas duas das atrações que nos interessavam.

 

A ESTRADA RURAL

Foto: Ike Gevaerd

Ao longo do Caminho Sainz Martinez (foto) encontramos diversas propriedades rurais, sítios de veraneio e chácaras para alugar. É um percurso mais demorado, mas vale a pena para conhecer um pouco mais do interior daquela região.

 

AZEITE E OLIVEIRAS

Foto: Ike Gevaerd

Um motivo que nos fez optar por este trajeto foi a possibilidade de visitar um empreendimento onde se produz azeite de oliva (foto). A Agroland proporciona uma experiência especial para quem gosta do “ouro verde”. Além da arquitetura das construções, onde estão instalados equipamentos modernos para a sua produção e depois de conhecer e ter explanações sobre sua produção, uma degustação é proporcionada com o néctar das azeitonas ali colhidas. Necessário fazer reservas antes

 

BODEGA GARZON

Foto: Ike Gevaerd

Uma das mais belas vinícolas que já conheci mundo afora (foto). Um tour por seus três setores de fermentação, nos faz entender porque os vinhos ali produzidos são em sua maioria excelentes. O milionário argentino Alejandro Bulgheroni, quando conheceu as Serras de Garzon, escolheu o local para ali desenvolver um sonho. O de criar uma das mais emblemáticas bodegas do Uruguai. 

 

INTERIOR VOLTADO A ENOGASTROMIA

Foto: Ike Gevaerd

No Balastro Wine Bar (foto) fizemos uma degustação de vinhos e azeites, no restaurante da bodega você pode optar por almoçar na grande varanda com vista para os vinhedos ou em seu belo interior degustando pratos da moderna culinária uruguaia, acompanhados de um bom vinho da casa, tudo sob acompanhamento de um chef orientado por Francis Mallmann. Reserve antes.

 

O EXTERIOR E SEUS VINHEDOS

Foto: Ike Gevaerd

Aulas de culinária, fazer o próprio blend com vinhos ali produzidos ou um chá da tarde são outras atividades que podem ser feitas na bodega. Avistar os vinhedos da grande varanda (foto), já é uma beleza, mas fazer um piquenique entre os parreirais e caminhar entre eles completam o dia. Imperdível esta visita, na que é considerada por muitos, a melhor vinícola do Novo Mundo.

 

CHEGANDO EM GARZON

Foto: Ike Gevaerd

Saindo da bodega, passando por parreirais e plantações de oliveiras, seguimos pela estrada de barro (foto) que corta a serra em direção ao Pueblo Garzon que fica próximo. Na chegada ao vilarejo uma monumental escultura de Pablo Atchugarry, é um exemplo da reviravolta que está sofrendo aquela pequena localidade.

 

PUEBLO GARZON

Foto: Ike Gevaerd

Fundada em 1892, com pouco mais de 200 habitantes hoje, Pueblo Garzon, que já teve mais de 2000 moradores quando existia um moinho que funcionou até o final dos anos 40 do século passado. Com o fim do moinho começou a decadência. Agora, com a chegada de pessoas empreendedoras que respeitam as tradições locais (foto), as coisas estão mudando para melhor.

 

MALLMANN

Foto: Ike Gevaerd

Francis Mallmann, o icônico cozinheiro argentino que tem empreendimentos em diversos locais bacanas da Argentina é uma dessas pessoas. Comprou propriedades que estavam abandonadas e quase em ruínas, transformando-as em estabelecimentos que primam pela qualidade e o bom gosto (foto), sempre respeitando as tradições e a população local, ensinando e gerando emprego e renda.

 

RESTAURANTE GARZON – POR FRANCIS MALLMANN

Foto: Ike Gevaerd

Uma parceria entre chef Francis Malmann e Bodegas Garzon, este restaurante é um dos locais mais visitados pelos que passeiam pelo litoral no entorno de Punta del Este. Produtos regionais e pescados da costa uruguaia são os principais ingredientes do menu. Os alimentos são preparados em forno a lenha e parrilla, e na cozinha trabalham jovens locais, que, além do ambiente (foto acima) e da excelente comida transformam o estabelecimento em uma escola de boas práticas culinárias  

 

HOTEL 

Foto: Ike Gevaerd

Localizado onde existiu o armazém geral de Pueblo Garzon nos tempos áureos do moinho, Mallmann o transformou num charmoso hotel de cinco habitações com vista para o belo jardim (foto) e praticamente ao lado do restaurante. O restaurante e o hotel tem preços salgados mas merecem ser frequentados por quem quer uma experiência diferente e única no interior do país vizinho.  

 

PARQUE DE ESCULTURAS NO PUEBLO

Foto: Ike Gevaerd

Um Parque de Esculturas é outro empreendimento que está contribuindo para fazer de Pueblo Garzon um destino turístico inteligente. Concebido pelo mundialmente reconhecido escultor Pablo Atchugarry, abriga no seu perímetro, esculturas de diversos artistas. Atrações como esta estão contribuindo para transformar antigas casas em pousadas de charme, galerias e outros empreendimentos que, além de dar vida ao pequeno povoado, mostram ser possível crescer sem destruir. A foto acima é do Parque de Esculturas de Atchugarry, que fica próximo a Punta del Este, pois o parque de Garzon seria inaugurado no final do ano. Outra visita imperdível.

 

POIS É

Foto: Ike Gevaerd

O relato acima mostra que destruir tradições, o meio ambiente e a história não é sinônimo de progresso. Mas por aqui poucos conseguem entender isto, vence a ganância. Pena. E sobre esculturas, pior ainda, em Balneário Camboriú retiraram esculturas de um parque alegando que ali não é local para obras de arte. Mentes curtas. Quase conseguimos, não é meu amigo escultor Jorge Schroeder? Mas vamos em frente.


 

Escrito por Ike Gevaerd, 02/07/2020 às 16h07 | ikegevaerd@terra.com.br

NAVEGANDO PELO EXTREMO NORTE DA NORUEGA

DE TROMSØ ATÉ HONNINGSVÅG

 

TROMSØ – A Capital do Ártico

IKE GEVAERD

Situada no centro da costa norte do mar da Noruega, escolhi Tromso, uma região de fiordes e montanhas geladas para o início de uma viagem marítima em direção ao Cabo Norte, o ponto mais ao norte do continete europeu. Para os maratonistas todos os anos nesta época acontece a Maratona do Sol da Meia Noite, com esportistas de diversos paises. 

 

SAINDO DE TROMSO

Estava percorrendo  a costa norueguesa de carro numa visita técnica as 18 Rotas Cênicas daquele país escandinavo e para sair da rotina rodoviária, coloquei meu carro no magnífico navio de cruzeiro Hurtigrutem, que estava passando por Tromso. Feliz, sigo na busca desta experiência num ensolarado dia verão. 

 

O NAVIO DE CRUZEIRO HURTIGRUTEN

Com apenas 14 viagens anuais partindo de Bergem, ao sul em direção ao Cabo Norte, numa viagem que dura 12 dias, ida e volta, é considerada uma das viagens marítimas mais bonitas do planeta. O navio dispõe de tudo o que um bom transatlântico oferece, e a maioria de seus passageiros são europeus e americanos em busca de uma experiência diferente junto a natureza exuberante do extremo norte da  Noruega.

 

PAISAGENS DOS FIORDES DO ÁRTICO  

IKE GEVAERD 

A paisagem acima é do fiorde de Ulss, e vistas como esta me acompanharam durante os dois dias de navegação. 

 

NAVEGANDO ENTRE MONTANHAS GELADAS

IKE GEVAERD

Já tinha navegado por fiordes na costa central norueguesa, mas a sensação de viajar por entre montanhas geladas, observando as pequenas comunas e portos que pontilham a paisagem, tornam a viagem inesquecível.  

 

SOL DA MEIA NOITE

IKE GEVAERD

Quase meia noite, e todos os passageiros já tinham ido para as suas cabines, fiquei sozinho no deque frontal do navio e observei o belo espetáculo quando sol toca a linha do horizonte, este fenômeno acontece de meados de maio até agosto. 

 

HAMMERFEST E O PETRÓLEO

IKE GEVAERD

Totalmente destruída pelo exército nazista durante a segunda guerra, hoje reconstruída, sua economia gira em torno da pesca e da exploração do petróleo, a principal fonte de renda da Noruega. As chaminés com fogo bem como os petroleiros vermelhos chamam a atenção de quem navega pelos arredores de Hammerfest..

 

ENERGIA RENOVÄVEL IMPLANTADA

IKE GEVAERD

As torres de energia eólica são sinais de sustentabilidade espalhados pelas planícies inóspitas daquela região acima do Círculo Polar Ártico. 

 

A PESQUEIRA HAVOYSUND

Pequenos barcos com valentes pescadores partem diariamente em direção ao mar gelado para pescar um dos peixes mais consumidos pelos noruegueses, o Halibut, parecido com o nosso linguado. Todo pescador tem uma cota especial para pesca que é regiamente cumprida. O turismo de pesca é um importante  gerador de renda de Havoysund. 

 

QUASE CHEGANDO

IKE GEVAERD

A cada milha percorrida as paisagens, cada vez mais belas, se transformam. O pico na foto acima no fiorde Kobberg  anuncia  que estamos quase chegando a Honningsvag, nosso destino. 

 

HONNINGSVAG

IKE GEVAERD

É o município mais ao norte da Noruega. Ali reinicio a viagem de carro, cujo próximo destino é o Cabo Norte, passando antes no Centro de Informações Turísticas para me atualizar, pois já se passaram 20 anos desde que lá estive. A Rota Cênica entre Honningsvag e os penhascos do Cabo Norte será tema de uma próxima foto reportagem. 

 

POIS É.........

Viagens de navio fora do circuito tradicional oferecido pelas agências de turismo, poderiam partir aqui de Santa Catarina, passando pela Terra do Fogo indo até os Fiordes Chilenos, tão belos quanto os da Noruega. Mas falta iniciativa e apoio de quem por isto é responsável.   


 

Escrito por Ike Gevaerd, 25/06/2020 às 17h17 | ikegevaerd@terra.com.br

DESERTO DO ATACAMA

NORTE DO CHILE

(PARTE 01)

UM LUGAR PARA APRENDER A ESCUTAR O SILÊNCIO 

 

SOBREVOANDO OS ANDES E O DESERTO

Ike Gevaerd

Junho, verão de 2011, véspera do meu aniversário, como presente um vôo sobre os Andes nevado na minha direita e o deserto seco na minha esquerda. Sigo, num belo dia de sol, para a cidade de Calama, onde está o aeroporto mais próximo do meu destino, San Pedro de Atacama, no Norte do Chile.  

ATERRISSANDO NUM DESERTO

Ike Gevaerd

Do avião avisto no mesmo plano os vulcões Licancabur e Lascar, o primeiro inativo e o segundo ativo, cuja última erupção se deu em 1993, formando nuvens de fumaça quase com a mesma intensidade que o recente Puyehue, este no sul do Chile’”. Calama, “Terra de Sol e Cobre, Oasis e Capital Mineira do Chile. Localizada a 2250 metros de altitude, com aproximadamente 160.000 habitantes e a 1500 km de Santiago, pela rodovia Panamericana 

RUMO A SAN PEDRO POR UMA ESTRADA INÓSPITA E BELA

Ike Gevaerd

Alugo um carro e sigo direto por 98 km em asfalto pelo deserto rumo a São Pedro, passando pela inóspita Cordilheira Domeiko, localizada entre as Cordilheiras dos Ande e a da Costa Chilena. Tem 600 km de comprimento, e picos de mais de 4.000 metros de altitude 

CHEGANDO NO OÁSIS DE SAN PEDRO

Ike Gevaerd

Final da tarde assisto ao por do sol a partir de um cerro da Cordilheira do Sal, de onde se avista o grande salar, ao fundo o majestoso Licancabur e os diversos oasis que formam a Comuna de San Pedro de Atacama, rodeada de deserto, salinas, fontes termais, vulcões, reservas naturais e geiseres. A bela estrada termina na rua Licancabur, a principal da cidade, cujo pavimento é barro, para preservar as características originais da localidade, dizem.   

SAN PEDRO DE ATACAMA

Ike Gevaerd

É considerada a capital arqueológica do Chile, esta pequena cidade de que não pára de crescer é cheia de restaurantes, bares, hotéis, hostels, lugares para observar o céu e lojas de turismo de aventura. Pelas suas poucas ruas circulam turistas de todas as partes do planeta, principalmente europeus. Alguns por lá ficam para morar, trabalhar, contribuindo para transformar San Pedro de Atacama (pato negro na língua do atacamenhos), numa cidade colorida e alegre, principalmente ao final da tarde, quando o calor fica mais ameno.  

O GRANDE SALAR

Ike Gevaerd

Tive a oportunidade de cortar o Salar do Atacama de oeste para leste e de norte a sul. Sempre com um galão de 5 litros de água no carro, me aventurei por algumas vezes pelas mais diversas estradas e trilhas que me levaram às belas atrações escondidas naquele deserto de sal de 300.000 hectares, o maior salar do Chile. Formada sobre um lago salgado, sua superfície é branca e rugosa, manchada pela areia do deserto, lagos e lagoas completam a sua paisagem. Lagunas com suas águas tão salgadas que não deixam o corpo afundar, a Laguna Cejar com seus flamingos, os Ojos de São Pedro e a ainda pouco conhecida Laguna Tebenquiche são para mim locais que devem ser visitados.  

OS VALES DA MORTE E DA LUA.

Ike Gevaerd

O Vale da Lua é faz parte da Reserva Nacional Los Flamingos, a área de preservação mais representativa desta parte do deserto do Atacama, e é administrado conjuntamente pela Confederação Nacional Florestal – CONAF. órgão governamental chileno, responsável pela proteção e gestão das unidades de conservação do Chile e pela Associação Indígena do Vale da Lua, formada pelas comunidades de San Pedro do Atacama, Coyo, Quitor, Solor, Sequitor e Larrache. Na entrada principal encontra-se um Centro de Visitantes e um museu sobre a história do local. Ingresso comprado, e tendo o vulcão Licancabur ao fundo, iniciamos um passeio fantástico por um lugar que dizem lembrar a superfície lunar. Cavernas de sal, dunas, e nenhuma vegetação, compõe um quadro monumental emoldurado pelos Andes e iluminado pelo por do sol que é belo se apreciado dos pontos mais altos do Vale. A Cordilheira do Sal, onde está incrustado o Vale da Lua, abriga também o Vale da Morte, onde encontramos formidáveis esculturas de terra e sal esculpidas pelo vento.  

AS LAGUNAS ALTIPLÂNICAS MISCANTI E MIQUINES

Ike Gevaerd

Localizadas na comuna de Socaire, a pouco mais de 100 km de San Pedro, encontramos estes lagos andinos,num vale que também pertence a Reserva Nacional Los Flamingos.

Miquines está a 4.100 metros de altitude e Miquenes, 3 km ao norte a 4.350 metros, e destes locais avista-se as montanhas com mais de 5.000 metros que deram nome as belas lagoas de cor azul. Um pouco distante de San Pedro, é outro passeio imperdível. Próximas foto reportagem irão destacar as outras atrações desta região, como El Tatio, As Termas de Puritama, a Cadeia de Vulcões, os Antigos Povos, os Observatórios o Vale do Arco Iris. 

POIS É. 

Enquanto um árido deserto com sua milenar história é um dos locais mais procurados por pessoas que procuram uma experiência diferente, aqui no Brasil nosso patrimônio natural  e cultural é desprezado. Cito como exemplo o que acontece no interior do Piauí, nos Parques Nacionais de 7 Cidades e da Serra da Capivara. Iniciativas não governamentais, que não tem o devido reconhecimento dos órgãos gestores, é que mantem, a duras penas, os parques vivos. Temos que acordar para esta problemática e transformar estes patrimônios em fonte de geração de emprego e renda para os povos locais, preservando-os.  


 

Escrito por Ike Gevaerd, 18/06/2020 às 09h22 | ikegevaerd@terra.com.br

PARQUE NACIONAL AORAKI /MOUNT COOK

ALPES DO SUL - ILHA SUL - NOVA ZELÂNDIA

 

LAZER COM QUALIDADE EM ÁREAS NATURAIS

IKE GEVAERD

A  língua do povo Maori consta em qualquer informação, acompanhando o nome inglês. Por isso Aoraki/Mount Cook.  Aoraki, montanha sagrada na língua Maori, e Mount Cook, em homenagem ao navegador e explorador britânico James Cook. 


A CAMINHO DO PARQUE

IKE GEVAERD

Seguimos pela tranquila Rodovia Cênica A8 em direção ao parque localizado no meio da Ilha Sul, a 250 km de Queenstown. Diversos empreendimentos surgiram ao longo do caminho, e oferecem produtos e serviços de lazer com qualidade e responsabilidade social.


CHEGANDO AO PARQUE

IKE GEVAERD

A Geleira Tasman, o maior da Nova Zelândia e dezenas de picos montanhosos, entre eles o Aoraki, com seus 3.674 metros, são as principais atrações do parque. 1/3 do seu território (700 km2) é formado por neve e gelo.


O PARQUE

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Criado em 1953 é o mais bonito e aventureiro da Nova Zelândia. Os milhares de turistas que respeitosamente dele desfrutam mostram que o turismo responsável pode ser tranquilamente praticado em unidades de conservação. 


HOSPITALIDADE NO PARQUE

IKE GEVAERD

The Hermitage, o primeiro e único hotel do parque foi construído em 1895, passou por diversas reformas e adequações e hoje é considerado um dos melhores hotéis em áreas naturais do planeta. O restaurante, o bar e o café proporcionam experiências gastronômicas que valorizam os produtos regionais.


O CENTRO ALPINO

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O complexo é composto de teatro, museu e um planetário digital. O Edmund Hillary Alpine Center conta a história do parque e sua posição no contexto universal. Seu nome homenageia o grande alpinista e explorador humanitário neozelandês. 


O CENTRO DE VISITANTES

IKE GEVAERD

Considero este Centro de Visitantes do Parque Nacional Aoraki/Mout Cook um dos mais bem estruturados que já conheci. Todas as informações sobre o que é relacionado com parque você encontra ali. Antes de praticar qualquer atividade gaste um bom tempo ali. Importante.  


ATIVIDADES NO PARQUE

IKE GEVAERD

Escaladas, montanhismo, passeios de helicóptero são algumas das opções de aventura oferecidas, uma caminhada por suas inúmeras trilhas, que podem demorar de 30 minutas a três dia, são escolhas preferidas. Na foto, a ponte pênsil da trilha  sobre o Rio Hooke,  caminho para a geleira Tasman.


UM EXEMPLO

DIVUGAÇÃO

O complexo cultural, ambiental e turístico do Parque Nacional Aoraki/Mount Cook, mostra que aqui no Brasil, é urgente sairmos desta inércia e colocar de uma vez por todas o tema uso público em áreas naturais, como algo sério, fator de desenvolvimento ordenado, geração de renda e conservação da natureza. Temos alguns exemplos similares de uso público em áreas naturais remotas na América do Sul. Cito dois, o Parque Nacional da Patagônia, que vai ser tema de uma foto reportagem e aqui no Brasil o recém-inaugurado, Lodge do Parque Intervales, no vale do Ribeira, em São Paulo. 


 

Escrito por Ike Gevaerd, 11/06/2020 às 11h24 | ikegevaerd@terra.com.br

A ROTA GALA DALI CATALUNHA

 

“Não se preocupe com a perfeição - você nunca irá consegui-la”. 

Salvador Dalí

In out Barcelona

Distância Pubòl/Figueres/Port Lligat = 78 km, de Barcelona à Figueres = 140 KM


O TRIANGULO DALINIANO

PORT LLIGAT – CASA MUSEU SALVADOR DALI

A essência de Dalí está na casa museu de Port Lligat, uma pequena praia perto de Cadaqués, no litoral mediterrâneo da Espanha, quase fronteira com a França. Ali encontramos o seu ateliê preferido e também o seu principal local de inspiração, concentração, refúgio e trabalho. Dalí definia a casa de Portl Lligat como o local onde aprendeu a empobrecer, a limitar e limiar seus pensamentos, para ter a eficácia do corte certeiro de um machado.

IKE GEVAERD

A CASA NA PRAIA MEDITERRÂNEA DE PORT LLIGAT - Quando cheguei e fotografei o pequeno porto, tive a sensação de estar entrando em uma obra de Dalí. Uma mulher nua na praia jogando frescobol, um carro flutuando e a morada do casal ao fundo.

IKE GEVAERD

EL PATIO”, INSPIRADOR – Muitas obras foram criadas a partir deste lugar. 

IKE GEVAERD

LOCAL DE TRABALHO NA PRAIA - Seu atelier preferido frente ao mediterrâneo, um espetáculo diário


PÚBOL – CASA MUSEU CASTELL GALA DALÍ

O castelo fortaleza, refúgio que Dali deu de presente para Gala, sua mulher-musa. Foi palco das inúmeras, excêntricas e apaixonadas homenagens que um Dalí mais maduro fez à sua amante visível e imprevisível. Em Puból, Gala estava livre num espaço que lhe serviu para reflexões sobre a vida e a morte, a saúde e a enfermidade. Lá está sua lápide, a de Dalí está em Figueres.

IKE GEVAERD

PUEBLO DE PÚBOL -  No árido interior de Empordá/Catalunha.

IKE GEVAERD

OS JARDINS DO CASTELO – Esculturas de Dalí compõe os recantos do jardim de Gala.

IKE GEVAERD

NO INTERIOR – Momento dos dois, pintado por Dalí.


FIGUERES –  TEATRE MUSEU DALÍ

O Teatro Museu Dalí de Figueres, como bem definiu Montse Teixidor, diretora do Centro de Estudos Dalinianos é o acúmulo, a plenitude, o todo. É o teatro da memória, cheio de alusões à vida e à obra de um artista ultra local e universal no tempo. 

IKE GEVAERD 

UM PRÉDIO ABANDONADO – Virou um magnífico centro de arte.

IKE GEVAERD

SUAS OBRAS REUNIDAS – São admiradas por milhares de pessoas anualmente.

IKE GEVAERD

ESPETACULAR – .Dalí definiu assim sua obra: “Este museu não pode ser considerado como um museu, é um gigantesco objeto surrealista, tudo nele é coerente e não há nada que escape das redes do meu entendimento”.

 

DALÍ  JOIES – As joias produzidas por Dalí, expostas num anexo do Teatro Museu

IKE GEVAERD

EXPOSIÇÃO – Obras, verdadeiras joias artísticas.


DIVULGAÇAO

Em Figueres, tive a certeza de estar certo em admirar Dali, desde que o vi e conheci sua obra em 1980, na Tate Gallery em Londres.


  • Se o assunto interessa, consulte também:

www.salvador-dali.org

Escrito por Ike Gevaerd, 04/06/2020 às 09h26 | ikegevaerd@terra.com.br

L’ESCARGOTS DES GRAND CRUS - Quando os caracóis viram atração turística


CARACÓIS COMESTÍVEIS

Na pequena vila de Bouzy, na região francesa de Champanhe encontra-se a fazenda L’Escargot des Grands Crus, que produz escargots, iguaria culinária festejada mundo afora. Ali você pode saber tudo sobre a criação, produção e comercialização do pequeno e delicioso caracol.


UMA ESPECIARIA

Sua aparência para uns é bela e para outros nem tanto. Eles são criados aos milhares nesta pequena fazenda localizada na região onde se produzem os famosos champanhes franceses. Gastronomia e enoturismo movimentam a economia das pequenas cidades da região.


APRENDENDO

Sob o olhar curioso das crianças, que às centenas visitam semanalmente a fazenda onde, aprendem a importância de conhecer e como são produzidos um dos alimentos que comem. São os famosos produtos de origem que valorizam a gastronomia francesa. 


UM NEGÓCIO DE FAMÍLIA

A fazenda L’Escargot des Grands Crus é uma empresa familiar e é gerida pela família Dauvergne, responsável por todo o processo de produção, manutenção, criação de novas receitas, comercialização e recepção dos visitantes.


DIVERSAS GERAÇÕES INTERESSADAS

Visitantes de todas as idades frequentam diariamente a fazenda em busca de conhecimento e sabor. Uma aula é ministrada pela senhora Dauvergne e, depois de visitarem todas as áreas de produção e manejo lhes é oferecida uma degustação dos caracóis na loja da fazenda. 


UMA LOJA DE CARACÓIS

Na loja da fazenda, além de degustar as diversas formas de como são preparadas as iguarias derivadas do escargot, pode-se comprar outros produtos de qualidade produzidos na região, como artesanato, sucos, geleias, doces e compotas. 


O QUE É ESTE ALIMENTO

O escargot, caracol em francês, é um molusco invertebrado utilizado na preparação de pratos típicos muito populares na França e pode ser encontrado e degustado em muitos lugares a preços acessíveis. O oposto ocorre aqui no Brasil, onde os preços são proibitivos. Se tiver oportunidade, prove-o.


 

Escrito por Ike Gevaerd, 28/05/2020 às 09h30 | ikegevaerd@terra.com.br



Ike Gevaerd

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Empresário, Diretor da Biosphera Empreendimentos Ambientais desde 1994, viajante, pesquisador autodidata de assuntos ligados a turismo e meio ambiente, conservacionista e ambientalista.














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UMA PEQUENA ROTA ENOGASTRONÔMICA

Foto: Ike Gevaerd 

INICIA EM JOSÉ IGNÁCIO

Foto: Ike Gevaerd

Em abril de 2018 eu e Clarice resolvemos viajar pelo Uruguai de carro, viemos pela costa parando nas belas praias e pequenas baías desde o Chuí. Nosso primeiro destino foi José Ignácio, um pequeno balneário com pouco mais de 300 habitantes, que fica a 40km de Punta del Este.

 

JOSÉ IGNACIO

Foto: Ike Gevaerd

No verão muitos viajantes brasileiros e argentinos procuram José Ignácio, buscando um lugar mais tranquilo, longe da muvuca em que se transforma Punta. Praias (foto) compõe o cenário da pequena península que avança por 800m sobre o mar e tem o farol, inaugurado em 1877 como complemento da paisagem. Foi uma bela surpresa, mas se forem para lá fora do verão, encontrarão muitos dos seus bons restaurante e pousadas fechados. Confira antes.

 

AS CASAS DA PENÍNSULA

Foto: Ike Gevaerd

Numa caminhada pelo pequeno vilarejo, um destaque é a arquitetura das construções, uma atração pela sua contemporaneidade e bom gosto. No centrinho existe uma praça cercada por pousadas, bons bares e restaurantes para todos os gostos. No centro da praça tem um posto de informações turísticas cercado por um belo jardim. Dali iniciamos o passeio pelos pontos interessantes da península.

 

BELOS CAMINHOS LEVAM A GARZON

Foto: Ike Gevaerd

Antes de seguir viagem vale a pena ir até a Laguna Garzon e passear por sua polêmica ponte (foto) que liga os Departamentos de Rocha e Maldonado. Dali seguimos para Garzon, que pode ser pelo Caminho Sainz Martinez ou pela Rota 9, ambas com pouco mais de 30 km. Escolhemos ir pelo Caminho Sainz Martinez, uma estrada rural e onde estavam localizadas duas das atrações que nos interessavam.

 

A ESTRADA RURAL

Foto: Ike Gevaerd

Ao longo do Caminho Sainz Martinez (foto) encontramos diversas propriedades rurais, sítios de veraneio e chácaras para alugar. É um percurso mais demorado, mas vale a pena para conhecer um pouco mais do interior daquela região.

 

AZEITE E OLIVEIRAS

Foto: Ike Gevaerd

Um motivo que nos fez optar por este trajeto foi a possibilidade de visitar um empreendimento onde se produz azeite de oliva (foto). A Agroland proporciona uma experiência especial para quem gosta do “ouro verde”. Além da arquitetura das construções, onde estão instalados equipamentos modernos para a sua produção e depois de conhecer e ter explanações sobre sua produção, uma degustação é proporcionada com o néctar das azeitonas ali colhidas. Necessário fazer reservas antes

 

BODEGA GARZON

Foto: Ike Gevaerd

Uma das mais belas vinícolas que já conheci mundo afora (foto). Um tour por seus três setores de fermentação, nos faz entender porque os vinhos ali produzidos são em sua maioria excelentes. O milionário argentino Alejandro Bulgheroni, quando conheceu as Serras de Garzon, escolheu o local para ali desenvolver um sonho. O de criar uma das mais emblemáticas bodegas do Uruguai. 

 

INTERIOR VOLTADO A ENOGASTROMIA

Foto: Ike Gevaerd

No Balastro Wine Bar (foto) fizemos uma degustação de vinhos e azeites, no restaurante da bodega você pode optar por almoçar na grande varanda com vista para os vinhedos ou em seu belo interior degustando pratos da moderna culinária uruguaia, acompanhados de um bom vinho da casa, tudo sob acompanhamento de um chef orientado por Francis Mallmann. Reserve antes.

 

O EXTERIOR E SEUS VINHEDOS

Foto: Ike Gevaerd

Aulas de culinária, fazer o próprio blend com vinhos ali produzidos ou um chá da tarde são outras atividades que podem ser feitas na bodega. Avistar os vinhedos da grande varanda (foto), já é uma beleza, mas fazer um piquenique entre os parreirais e caminhar entre eles completam o dia. Imperdível esta visita, na que é considerada por muitos, a melhor vinícola do Novo Mundo.

 

CHEGANDO EM GARZON

Foto: Ike Gevaerd

Saindo da bodega, passando por parreirais e plantações de oliveiras, seguimos pela estrada de barro (foto) que corta a serra em direção ao Pueblo Garzon que fica próximo. Na chegada ao vilarejo uma monumental escultura de Pablo Atchugarry, é um exemplo da reviravolta que está sofrendo aquela pequena localidade.

 

PUEBLO GARZON

Foto: Ike Gevaerd

Fundada em 1892, com pouco mais de 200 habitantes hoje, Pueblo Garzon, que já teve mais de 2000 moradores quando existia um moinho que funcionou até o final dos anos 40 do século passado. Com o fim do moinho começou a decadência. Agora, com a chegada de pessoas empreendedoras que respeitam as tradições locais (foto), as coisas estão mudando para melhor.

 

MALLMANN

Foto: Ike Gevaerd

Francis Mallmann, o icônico cozinheiro argentino que tem empreendimentos em diversos locais bacanas da Argentina é uma dessas pessoas. Comprou propriedades que estavam abandonadas e quase em ruínas, transformando-as em estabelecimentos que primam pela qualidade e o bom gosto (foto), sempre respeitando as tradições e a população local, ensinando e gerando emprego e renda.

 

RESTAURANTE GARZON – POR FRANCIS MALLMANN

Foto: Ike Gevaerd

Uma parceria entre chef Francis Malmann e Bodegas Garzon, este restaurante é um dos locais mais visitados pelos que passeiam pelo litoral no entorno de Punta del Este. Produtos regionais e pescados da costa uruguaia são os principais ingredientes do menu. Os alimentos são preparados em forno a lenha e parrilla, e na cozinha trabalham jovens locais, que, além do ambiente (foto acima) e da excelente comida transformam o estabelecimento em uma escola de boas práticas culinárias  

 

HOTEL 

Foto: Ike Gevaerd

Localizado onde existiu o armazém geral de Pueblo Garzon nos tempos áureos do moinho, Mallmann o transformou num charmoso hotel de cinco habitações com vista para o belo jardim (foto) e praticamente ao lado do restaurante. O restaurante e o hotel tem preços salgados mas merecem ser frequentados por quem quer uma experiência diferente e única no interior do país vizinho.  

 

PARQUE DE ESCULTURAS NO PUEBLO

Foto: Ike Gevaerd

Um Parque de Esculturas é outro empreendimento que está contribuindo para fazer de Pueblo Garzon um destino turístico inteligente. Concebido pelo mundialmente reconhecido escultor Pablo Atchugarry, abriga no seu perímetro, esculturas de diversos artistas. Atrações como esta estão contribuindo para transformar antigas casas em pousadas de charme, galerias e outros empreendimentos que, além de dar vida ao pequeno povoado, mostram ser possível crescer sem destruir. A foto acima é do Parque de Esculturas de Atchugarry, que fica próximo a Punta del Este, pois o parque de Garzon seria inaugurado no final do ano. Outra visita imperdível.

 

POIS É

Foto: Ike Gevaerd

O relato acima mostra que destruir tradições, o meio ambiente e a história não é sinônimo de progresso. Mas por aqui poucos conseguem entender isto, vence a ganância. Pena. E sobre esculturas, pior ainda, em Balneário Camboriú retiraram esculturas de um parque alegando que ali não é local para obras de arte. Mentes curtas. Quase conseguimos, não é meu amigo escultor Jorge Schroeder? Mas vamos em frente.


 

Escrito por Ike Gevaerd, 02/07/2020 às 16h07 | ikegevaerd@terra.com.br

NAVEGANDO PELO EXTREMO NORTE DA NORUEGA

DE TROMSØ ATÉ HONNINGSVÅG

 

TROMSØ – A Capital do Ártico

IKE GEVAERD

Situada no centro da costa norte do mar da Noruega, escolhi Tromso, uma região de fiordes e montanhas geladas para o início de uma viagem marítima em direção ao Cabo Norte, o ponto mais ao norte do continete europeu. Para os maratonistas todos os anos nesta época acontece a Maratona do Sol da Meia Noite, com esportistas de diversos paises. 

 

SAINDO DE TROMSO

Estava percorrendo  a costa norueguesa de carro numa visita técnica as 18 Rotas Cênicas daquele país escandinavo e para sair da rotina rodoviária, coloquei meu carro no magnífico navio de cruzeiro Hurtigrutem, que estava passando por Tromso. Feliz, sigo na busca desta experiência num ensolarado dia verão. 

 

O NAVIO DE CRUZEIRO HURTIGRUTEN

Com apenas 14 viagens anuais partindo de Bergem, ao sul em direção ao Cabo Norte, numa viagem que dura 12 dias, ida e volta, é considerada uma das viagens marítimas mais bonitas do planeta. O navio dispõe de tudo o que um bom transatlântico oferece, e a maioria de seus passageiros são europeus e americanos em busca de uma experiência diferente junto a natureza exuberante do extremo norte da  Noruega.

 

PAISAGENS DOS FIORDES DO ÁRTICO  

IKE GEVAERD 

A paisagem acima é do fiorde de Ulss, e vistas como esta me acompanharam durante os dois dias de navegação. 

 

NAVEGANDO ENTRE MONTANHAS GELADAS

IKE GEVAERD

Já tinha navegado por fiordes na costa central norueguesa, mas a sensação de viajar por entre montanhas geladas, observando as pequenas comunas e portos que pontilham a paisagem, tornam a viagem inesquecível.  

 

SOL DA MEIA NOITE

IKE GEVAERD

Quase meia noite, e todos os passageiros já tinham ido para as suas cabines, fiquei sozinho no deque frontal do navio e observei o belo espetáculo quando sol toca a linha do horizonte, este fenômeno acontece de meados de maio até agosto. 

 

HAMMERFEST E O PETRÓLEO

IKE GEVAERD

Totalmente destruída pelo exército nazista durante a segunda guerra, hoje reconstruída, sua economia gira em torno da pesca e da exploração do petróleo, a principal fonte de renda da Noruega. As chaminés com fogo bem como os petroleiros vermelhos chamam a atenção de quem navega pelos arredores de Hammerfest..

 

ENERGIA RENOVÄVEL IMPLANTADA

IKE GEVAERD

As torres de energia eólica são sinais de sustentabilidade espalhados pelas planícies inóspitas daquela região acima do Círculo Polar Ártico. 

 

A PESQUEIRA HAVOYSUND

Pequenos barcos com valentes pescadores partem diariamente em direção ao mar gelado para pescar um dos peixes mais consumidos pelos noruegueses, o Halibut, parecido com o nosso linguado. Todo pescador tem uma cota especial para pesca que é regiamente cumprida. O turismo de pesca é um importante  gerador de renda de Havoysund. 

 

QUASE CHEGANDO

IKE GEVAERD

A cada milha percorrida as paisagens, cada vez mais belas, se transformam. O pico na foto acima no fiorde Kobberg  anuncia  que estamos quase chegando a Honningsvag, nosso destino. 

 

HONNINGSVAG

IKE GEVAERD

É o município mais ao norte da Noruega. Ali reinicio a viagem de carro, cujo próximo destino é o Cabo Norte, passando antes no Centro de Informações Turísticas para me atualizar, pois já se passaram 20 anos desde que lá estive. A Rota Cênica entre Honningsvag e os penhascos do Cabo Norte será tema de uma próxima foto reportagem. 

 

POIS É.........

Viagens de navio fora do circuito tradicional oferecido pelas agências de turismo, poderiam partir aqui de Santa Catarina, passando pela Terra do Fogo indo até os Fiordes Chilenos, tão belos quanto os da Noruega. Mas falta iniciativa e apoio de quem por isto é responsável.   


 

Escrito por Ike Gevaerd, 25/06/2020 às 17h17 | ikegevaerd@terra.com.br

DESERTO DO ATACAMA

NORTE DO CHILE

(PARTE 01)

UM LUGAR PARA APRENDER A ESCUTAR O SILÊNCIO 

 

SOBREVOANDO OS ANDES E O DESERTO

Ike Gevaerd

Junho, verão de 2011, véspera do meu aniversário, como presente um vôo sobre os Andes nevado na minha direita e o deserto seco na minha esquerda. Sigo, num belo dia de sol, para a cidade de Calama, onde está o aeroporto mais próximo do meu destino, San Pedro de Atacama, no Norte do Chile.  

ATERRISSANDO NUM DESERTO

Ike Gevaerd

Do avião avisto no mesmo plano os vulcões Licancabur e Lascar, o primeiro inativo e o segundo ativo, cuja última erupção se deu em 1993, formando nuvens de fumaça quase com a mesma intensidade que o recente Puyehue, este no sul do Chile’”. Calama, “Terra de Sol e Cobre, Oasis e Capital Mineira do Chile. Localizada a 2250 metros de altitude, com aproximadamente 160.000 habitantes e a 1500 km de Santiago, pela rodovia Panamericana 

RUMO A SAN PEDRO POR UMA ESTRADA INÓSPITA E BELA

Ike Gevaerd

Alugo um carro e sigo direto por 98 km em asfalto pelo deserto rumo a São Pedro, passando pela inóspita Cordilheira Domeiko, localizada entre as Cordilheiras dos Ande e a da Costa Chilena. Tem 600 km de comprimento, e picos de mais de 4.000 metros de altitude 

CHEGANDO NO OÁSIS DE SAN PEDRO

Ike Gevaerd

Final da tarde assisto ao por do sol a partir de um cerro da Cordilheira do Sal, de onde se avista o grande salar, ao fundo o majestoso Licancabur e os diversos oasis que formam a Comuna de San Pedro de Atacama, rodeada de deserto, salinas, fontes termais, vulcões, reservas naturais e geiseres. A bela estrada termina na rua Licancabur, a principal da cidade, cujo pavimento é barro, para preservar as características originais da localidade, dizem.   

SAN PEDRO DE ATACAMA

Ike Gevaerd

É considerada a capital arqueológica do Chile, esta pequena cidade de que não pára de crescer é cheia de restaurantes, bares, hotéis, hostels, lugares para observar o céu e lojas de turismo de aventura. Pelas suas poucas ruas circulam turistas de todas as partes do planeta, principalmente europeus. Alguns por lá ficam para morar, trabalhar, contribuindo para transformar San Pedro de Atacama (pato negro na língua do atacamenhos), numa cidade colorida e alegre, principalmente ao final da tarde, quando o calor fica mais ameno.  

O GRANDE SALAR

Ike Gevaerd

Tive a oportunidade de cortar o Salar do Atacama de oeste para leste e de norte a sul. Sempre com um galão de 5 litros de água no carro, me aventurei por algumas vezes pelas mais diversas estradas e trilhas que me levaram às belas atrações escondidas naquele deserto de sal de 300.000 hectares, o maior salar do Chile. Formada sobre um lago salgado, sua superfície é branca e rugosa, manchada pela areia do deserto, lagos e lagoas completam a sua paisagem. Lagunas com suas águas tão salgadas que não deixam o corpo afundar, a Laguna Cejar com seus flamingos, os Ojos de São Pedro e a ainda pouco conhecida Laguna Tebenquiche são para mim locais que devem ser visitados.  

OS VALES DA MORTE E DA LUA.

Ike Gevaerd

O Vale da Lua é faz parte da Reserva Nacional Los Flamingos, a área de preservação mais representativa desta parte do deserto do Atacama, e é administrado conjuntamente pela Confederação Nacional Florestal – CONAF. órgão governamental chileno, responsável pela proteção e gestão das unidades de conservação do Chile e pela Associação Indígena do Vale da Lua, formada pelas comunidades de San Pedro do Atacama, Coyo, Quitor, Solor, Sequitor e Larrache. Na entrada principal encontra-se um Centro de Visitantes e um museu sobre a história do local. Ingresso comprado, e tendo o vulcão Licancabur ao fundo, iniciamos um passeio fantástico por um lugar que dizem lembrar a superfície lunar. Cavernas de sal, dunas, e nenhuma vegetação, compõe um quadro monumental emoldurado pelos Andes e iluminado pelo por do sol que é belo se apreciado dos pontos mais altos do Vale. A Cordilheira do Sal, onde está incrustado o Vale da Lua, abriga também o Vale da Morte, onde encontramos formidáveis esculturas de terra e sal esculpidas pelo vento.  

AS LAGUNAS ALTIPLÂNICAS MISCANTI E MIQUINES

Ike Gevaerd

Localizadas na comuna de Socaire, a pouco mais de 100 km de San Pedro, encontramos estes lagos andinos,num vale que também pertence a Reserva Nacional Los Flamingos.

Miquines está a 4.100 metros de altitude e Miquenes, 3 km ao norte a 4.350 metros, e destes locais avista-se as montanhas com mais de 5.000 metros que deram nome as belas lagoas de cor azul. Um pouco distante de San Pedro, é outro passeio imperdível. Próximas foto reportagem irão destacar as outras atrações desta região, como El Tatio, As Termas de Puritama, a Cadeia de Vulcões, os Antigos Povos, os Observatórios o Vale do Arco Iris. 

POIS É. 

Enquanto um árido deserto com sua milenar história é um dos locais mais procurados por pessoas que procuram uma experiência diferente, aqui no Brasil nosso patrimônio natural  e cultural é desprezado. Cito como exemplo o que acontece no interior do Piauí, nos Parques Nacionais de 7 Cidades e da Serra da Capivara. Iniciativas não governamentais, que não tem o devido reconhecimento dos órgãos gestores, é que mantem, a duras penas, os parques vivos. Temos que acordar para esta problemática e transformar estes patrimônios em fonte de geração de emprego e renda para os povos locais, preservando-os.  


 

Escrito por Ike Gevaerd, 18/06/2020 às 09h22 | ikegevaerd@terra.com.br

PARQUE NACIONAL AORAKI /MOUNT COOK

ALPES DO SUL - ILHA SUL - NOVA ZELÂNDIA

 

LAZER COM QUALIDADE EM ÁREAS NATURAIS

IKE GEVAERD

A  língua do povo Maori consta em qualquer informação, acompanhando o nome inglês. Por isso Aoraki/Mount Cook.  Aoraki, montanha sagrada na língua Maori, e Mount Cook, em homenagem ao navegador e explorador britânico James Cook. 


A CAMINHO DO PARQUE

IKE GEVAERD

Seguimos pela tranquila Rodovia Cênica A8 em direção ao parque localizado no meio da Ilha Sul, a 250 km de Queenstown. Diversos empreendimentos surgiram ao longo do caminho, e oferecem produtos e serviços de lazer com qualidade e responsabilidade social.


CHEGANDO AO PARQUE

IKE GEVAERD

A Geleira Tasman, o maior da Nova Zelândia e dezenas de picos montanhosos, entre eles o Aoraki, com seus 3.674 metros, são as principais atrações do parque. 1/3 do seu território (700 km2) é formado por neve e gelo.


O PARQUE

IKE GEVAERD

Criado em 1953 é o mais bonito e aventureiro da Nova Zelândia. Os milhares de turistas que respeitosamente dele desfrutam mostram que o turismo responsável pode ser tranquilamente praticado em unidades de conservação. 


HOSPITALIDADE NO PARQUE

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The Hermitage, o primeiro e único hotel do parque foi construído em 1895, passou por diversas reformas e adequações e hoje é considerado um dos melhores hotéis em áreas naturais do planeta. O restaurante, o bar e o café proporcionam experiências gastronômicas que valorizam os produtos regionais.


O CENTRO ALPINO

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O complexo é composto de teatro, museu e um planetário digital. O Edmund Hillary Alpine Center conta a história do parque e sua posição no contexto universal. Seu nome homenageia o grande alpinista e explorador humanitário neozelandês. 


O CENTRO DE VISITANTES

IKE GEVAERD

Considero este Centro de Visitantes do Parque Nacional Aoraki/Mout Cook um dos mais bem estruturados que já conheci. Todas as informações sobre o que é relacionado com parque você encontra ali. Antes de praticar qualquer atividade gaste um bom tempo ali. Importante.  


ATIVIDADES NO PARQUE

IKE GEVAERD

Escaladas, montanhismo, passeios de helicóptero são algumas das opções de aventura oferecidas, uma caminhada por suas inúmeras trilhas, que podem demorar de 30 minutas a três dia, são escolhas preferidas. Na foto, a ponte pênsil da trilha  sobre o Rio Hooke,  caminho para a geleira Tasman.


UM EXEMPLO

DIVUGAÇÃO

O complexo cultural, ambiental e turístico do Parque Nacional Aoraki/Mount Cook, mostra que aqui no Brasil, é urgente sairmos desta inércia e colocar de uma vez por todas o tema uso público em áreas naturais, como algo sério, fator de desenvolvimento ordenado, geração de renda e conservação da natureza. Temos alguns exemplos similares de uso público em áreas naturais remotas na América do Sul. Cito dois, o Parque Nacional da Patagônia, que vai ser tema de uma foto reportagem e aqui no Brasil o recém-inaugurado, Lodge do Parque Intervales, no vale do Ribeira, em São Paulo. 


 

Escrito por Ike Gevaerd, 11/06/2020 às 11h24 | ikegevaerd@terra.com.br

A ROTA GALA DALI CATALUNHA

 

“Não se preocupe com a perfeição - você nunca irá consegui-la”. 

Salvador Dalí

In out Barcelona

Distância Pubòl/Figueres/Port Lligat = 78 km, de Barcelona à Figueres = 140 KM


O TRIANGULO DALINIANO

PORT LLIGAT – CASA MUSEU SALVADOR DALI

A essência de Dalí está na casa museu de Port Lligat, uma pequena praia perto de Cadaqués, no litoral mediterrâneo da Espanha, quase fronteira com a França. Ali encontramos o seu ateliê preferido e também o seu principal local de inspiração, concentração, refúgio e trabalho. Dalí definia a casa de Portl Lligat como o local onde aprendeu a empobrecer, a limitar e limiar seus pensamentos, para ter a eficácia do corte certeiro de um machado.

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A CASA NA PRAIA MEDITERRÂNEA DE PORT LLIGAT - Quando cheguei e fotografei o pequeno porto, tive a sensação de estar entrando em uma obra de Dalí. Uma mulher nua na praia jogando frescobol, um carro flutuando e a morada do casal ao fundo.

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EL PATIO”, INSPIRADOR – Muitas obras foram criadas a partir deste lugar. 

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LOCAL DE TRABALHO NA PRAIA - Seu atelier preferido frente ao mediterrâneo, um espetáculo diário


PÚBOL – CASA MUSEU CASTELL GALA DALÍ

O castelo fortaleza, refúgio que Dali deu de presente para Gala, sua mulher-musa. Foi palco das inúmeras, excêntricas e apaixonadas homenagens que um Dalí mais maduro fez à sua amante visível e imprevisível. Em Puból, Gala estava livre num espaço que lhe serviu para reflexões sobre a vida e a morte, a saúde e a enfermidade. Lá está sua lápide, a de Dalí está em Figueres.

IKE GEVAERD

PUEBLO DE PÚBOL -  No árido interior de Empordá/Catalunha.

IKE GEVAERD

OS JARDINS DO CASTELO – Esculturas de Dalí compõe os recantos do jardim de Gala.

IKE GEVAERD

NO INTERIOR – Momento dos dois, pintado por Dalí.


FIGUERES –  TEATRE MUSEU DALÍ

O Teatro Museu Dalí de Figueres, como bem definiu Montse Teixidor, diretora do Centro de Estudos Dalinianos é o acúmulo, a plenitude, o todo. É o teatro da memória, cheio de alusões à vida e à obra de um artista ultra local e universal no tempo. 

IKE GEVAERD 

UM PRÉDIO ABANDONADO – Virou um magnífico centro de arte.

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SUAS OBRAS REUNIDAS – São admiradas por milhares de pessoas anualmente.

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ESPETACULAR – .Dalí definiu assim sua obra: “Este museu não pode ser considerado como um museu, é um gigantesco objeto surrealista, tudo nele é coerente e não há nada que escape das redes do meu entendimento”.

 

DALÍ  JOIES – As joias produzidas por Dalí, expostas num anexo do Teatro Museu

IKE GEVAERD

EXPOSIÇÃO – Obras, verdadeiras joias artísticas.


DIVULGAÇAO

Em Figueres, tive a certeza de estar certo em admirar Dali, desde que o vi e conheci sua obra em 1980, na Tate Gallery em Londres.


  • Se o assunto interessa, consulte também:

www.salvador-dali.org

Escrito por Ike Gevaerd, 04/06/2020 às 09h26 | ikegevaerd@terra.com.br

L’ESCARGOTS DES GRAND CRUS - Quando os caracóis viram atração turística


CARACÓIS COMESTÍVEIS

Na pequena vila de Bouzy, na região francesa de Champanhe encontra-se a fazenda L’Escargot des Grands Crus, que produz escargots, iguaria culinária festejada mundo afora. Ali você pode saber tudo sobre a criação, produção e comercialização do pequeno e delicioso caracol.


UMA ESPECIARIA

Sua aparência para uns é bela e para outros nem tanto. Eles são criados aos milhares nesta pequena fazenda localizada na região onde se produzem os famosos champanhes franceses. Gastronomia e enoturismo movimentam a economia das pequenas cidades da região.


APRENDENDO

Sob o olhar curioso das crianças, que às centenas visitam semanalmente a fazenda onde, aprendem a importância de conhecer e como são produzidos um dos alimentos que comem. São os famosos produtos de origem que valorizam a gastronomia francesa. 


UM NEGÓCIO DE FAMÍLIA

A fazenda L’Escargot des Grands Crus é uma empresa familiar e é gerida pela família Dauvergne, responsável por todo o processo de produção, manutenção, criação de novas receitas, comercialização e recepção dos visitantes.


DIVERSAS GERAÇÕES INTERESSADAS

Visitantes de todas as idades frequentam diariamente a fazenda em busca de conhecimento e sabor. Uma aula é ministrada pela senhora Dauvergne e, depois de visitarem todas as áreas de produção e manejo lhes é oferecida uma degustação dos caracóis na loja da fazenda. 


UMA LOJA DE CARACÓIS

Na loja da fazenda, além de degustar as diversas formas de como são preparadas as iguarias derivadas do escargot, pode-se comprar outros produtos de qualidade produzidos na região, como artesanato, sucos, geleias, doces e compotas. 


O QUE É ESTE ALIMENTO

O escargot, caracol em francês, é um molusco invertebrado utilizado na preparação de pratos típicos muito populares na França e pode ser encontrado e degustado em muitos lugares a preços acessíveis. O oposto ocorre aqui no Brasil, onde os preços são proibitivos. Se tiver oportunidade, prove-o.


 

Escrito por Ike Gevaerd, 28/05/2020 às 09h30 | ikegevaerd@terra.com.br



Ike Gevaerd

Assina a coluna Turiscope - Retratos de Viagens

Empresário, Diretor da Biosphera Empreendimentos Ambientais desde 1994, viajante, pesquisador autodidata de assuntos ligados a turismo e meio ambiente, conservacionista e ambientalista.