Jornal Página 3
Coluna
Céres Felski
Por Céres Fabiana Felski

A elegância do inverno...

Então parece que o inverno chegou. A gente começou a tirar os cobertores do guardaroupa, colocar os casacos no sol, lavar os pijamas compridos… ressuscitamos as pantufas, as meias e botas! Na televisão, anunciam a noite mais fria do ano. Nos jornais, previsões de safras de tainhas. O sol tem nascido mais tarde (acho que até ele tem preguiça de levantar com este friozinho), e se posto mais cedo. O cardápio agora inclui sopas de todo tipo, chocolate quente, pinhão… 

Desde criança, sempre achei o inverno chique. Se o verão é sensual, com decotes, fendas, transparências, o inverno tem uma elegância natural com seus casacões, echarpes, xales… Até caminhar na praia me parece mais gostoso no inverno do que no verão. O clima frio me traz um tipo de magia, uma disposição diferente, um jeito diferente de olhar a vida.

Por outro lado, inicia-se a temporada das doenças respiratórias, das gripes e resfriados, que se propagam rapidamente já que as janelas permanecem fechadas nas casas, escolas, ônibus, etc… E isto até porque as pessoas tem a falsa ideia de que isso protege do “vento frio”, quando na verdade aumenta a concentração de vírus e a transmissão de doenças.

Resumindo, descobri que estive enganada a vida toda: chique mesmo é ter o coração aquecido, com um abraço acolhedor como aquele sofá velho da sala de televisão que já tem um cobertor jogado e algumas marcas de pipocas de quem já deu muitas risadas com os amigos de verdade. Elegância vem de dentro, através de pequenas atitudes. Talvez por isso o inverno hoje me pareça tão frio.

Escrito por Céres Fabiana Felski, 23/05/2018 às 14h54 | cereshmrc@gmail.com



Céres Fabiana Felski

Assina a coluna Céres Felski

Médica formada pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1991, atuando na rede pública de Balneário Camboriú há quase 20 anos. Escritora, apaixonada por educação em saúde e literatura. Lançou romances educativos sobre insuficiência renal crônica, hemodialise, diabetes tipo 1 (insulinodependente), diabetes 2 (não insulinodependente), além de livros de poesia. Blogueira (www.ceresfelski.com.br)


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A elegância do inverno...

Então parece que o inverno chegou. A gente começou a tirar os cobertores do guardaroupa, colocar os casacos no sol, lavar os pijamas compridos… ressuscitamos as pantufas, as meias e botas! Na televisão, anunciam a noite mais fria do ano. Nos jornais, previsões de safras de tainhas. O sol tem nascido mais tarde (acho que até ele tem preguiça de levantar com este friozinho), e se posto mais cedo. O cardápio agora inclui sopas de todo tipo, chocolate quente, pinhão… 

Desde criança, sempre achei o inverno chique. Se o verão é sensual, com decotes, fendas, transparências, o inverno tem uma elegância natural com seus casacões, echarpes, xales… Até caminhar na praia me parece mais gostoso no inverno do que no verão. O clima frio me traz um tipo de magia, uma disposição diferente, um jeito diferente de olhar a vida.

Por outro lado, inicia-se a temporada das doenças respiratórias, das gripes e resfriados, que se propagam rapidamente já que as janelas permanecem fechadas nas casas, escolas, ônibus, etc… E isto até porque as pessoas tem a falsa ideia de que isso protege do “vento frio”, quando na verdade aumenta a concentração de vírus e a transmissão de doenças.

Resumindo, descobri que estive enganada a vida toda: chique mesmo é ter o coração aquecido, com um abraço acolhedor como aquele sofá velho da sala de televisão que já tem um cobertor jogado e algumas marcas de pipocas de quem já deu muitas risadas com os amigos de verdade. Elegância vem de dentro, através de pequenas atitudes. Talvez por isso o inverno hoje me pareça tão frio.

Escrito por Céres Fabiana Felski, 23/05/2018 às 14h54 | cereshmrc@gmail.com



Céres Fabiana Felski

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Médica formada pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1991, atuando na rede pública de Balneário Camboriú há quase 20 anos. Escritora, apaixonada por educação em saúde e literatura. Lançou romances educativos sobre insuficiência renal crônica, hemodialise, diabetes tipo 1 (insulinodependente), diabetes 2 (não insulinodependente), além de livros de poesia. Blogueira (www.ceresfelski.com.br)


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