Jornal Página 3
Coluna
Mobilidade Urbana BC
Por Henrique da Silva Wendhausen

Porque devemos pensar na mobilidade urbana em curto prazo?

 

Estamos indo para uma situação de muita confusão no transito se não pensarmos longo em novos meios de transportes coletivos para as pessoas. Os principais seriam os transportes de massas, nas cidades com ônibus bi-articulados, veículos leves sobre trilhos (VLT), metrô para as metrópoles e megalópoles e a bicicleta, todos estes integrados entre si. Para o transporte entre cidades, só há uma solução plausível que é o trem, inclusive para o transporte de cargas.

O curto prazo de que falo é para ontem, por que o que vemos já nos dias de hoje são as ruas bloqueadas fazendo com que as pessoas fiquem cada vez mais indispostas umas com as outras nas buscas por mais espaços nas vias.
 
Os administradores públicos devem gerir as cidades pensando sempre no coletivo e levar em consideração que a mobilidade urbana deve ter uma prioridade especial, por que se não estaremos fadados a ficarmos parados por ai sem conseguir cumprir com os nossos compromissos. Fico espantado de ver como se consegue viver numa cidade como São Paulo e em outras quase do mesmo porte, aonde através do jornais ficamos sabendo que muitas pessoas para chegarem no horário certo para trabalho que geralmente é as oito horas da manhã, tem que acordar as cinco horas estar na estrada logo depois, por que se não fizer desta maneira, chega atrasado. O transito no Brasil é um dos grandes fatores negativos que elevam o custo Brasil, um dos índices que mede o quanto gastamos para produzir uma mercadoria e exporta lá.
 
Por isto os governantes precisam com a máxima urgência de um plano aonde sejam contemplados os exemplos que citei acima. O sonho do brasileiro é ter um carro, mas estamos esquecendo que este só nos será útil se podermos nos locomover por ai com rapidez e eficiência e não é o que estamos vendo nos dias de hoje, sejam em cidade de médio porte ou em grandes cidades.
 
Faltam espaços não só para o deslocamento dos automóveis, mas também para estacionar o que gera uma grande perda de tempo, aumentando a disputa pelos espaços e novamente gerando grande descontentamento entre todos. Ao ser projetada uma rua deve contemplar os transportes que mais levam pessoas, os ônibus como primeiro exemplo, construindo canaletas exclusivas para estes, utilizados comercialmente, os automóveis seriam bem vindos.
 
Da mesma forma, precisam olhar para os mais frágeis com mais carinho, sito aqui os pedestres e os ciclistas, contemplando estes com calçadas largas e acessíveis a todos, ciclovias bem construídas e da mesma forma fazer com que as pessoas sejam atraídas para que todos possam se locomover não só com a segurança devida, mas com o devido conforto também.
 

Foto: Eduardo Rosa

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 13/07/2015 às 13h07 | h.s.wendhausen@gmail.com

Lançada a função “ciclismo” no Google Maps

 

Depois de testar o recurso de mostrar ciclovias, faixas exclusivas e trilhas para bicicletas em diversas cidades brasileiras, o Google Maps realizou uma pedalada pela cidade do Rio de Janeiro, para marcar o lançamento da função que permite que o usuário escolha a bicicleta como meio de transporte na hora de buscar uma rota. 

Há 3 semanas, a bicicleta já aparece ao lado do pedestre, do carro e do transporte público entre as opções de meios para ir de um ponto a outro do mapa, nele são apresentadas as possibilidades de caminho, a duração e a inclinação do terreno, estas informações podem pesar na hora do ciclista escolher a sua rota. Quando o usuário estiver no desktop, pode inclusive clicar sobre um trajeto e arrastá-lo, fazendo a personalização da forma que melhor entender.
 
Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, as cidades com as maiores redes cicloviárias do Brasil, já estão prontas para serem navegadas. Nas demais, a função também está disponível, cabendo aos usuários colocá-la em ação.
 
Para saber a sobre a possibilidade de uma atualização no Maps das ciclovias de Balneário Camboriú, entrei em contato com o Sr. Chaves Junior, presidente da ACBC, este me informou que será encaminhado um ofício para o Google, solicitando a inclusão no mapa das ciclovias e ciclofaixas já existentes em nossa cidade. Tendo em vista que a ACBC já possui este levantamento, creio que em breve os ciclistas de nossa cidade já possam utilizar esta ferramenta devidamente atualizada.

 

O Google Maps (disponível para Android e iOS) é o maior e mais popular mapa do mundo atualmente, acessado por mais de 1 bilhão de pessoas/mês.
 
Escrito por , 06/07/2015 às 11h07 |

Uma história e um exemplo a ser seguido, para mudarmos nossa maneira de nos locomovermos por ai.

 

Enquanto na Europa alguns países já retiram as ciclovias e ciclofaixas do sistema urbano, por conta do grande teor de educação que todos tem entre si, aqui no Brasil ainda disputamos os espaços das vias na base do tapa.

Vou citar o exemplo da Holanda, aonde aconteceu uma grande mudança em prol das bicicletas no final dos anos 60 e início dos anos 70, por conta do grande nível de mortes ocorridas naqueles tempos, principalmente entre crianças e jovens, causadas pelos atropelamentos devido ao grande número de carros naquele momento. Com os Holandeses entre os anos de 1945 e 1960, aconteceu o que está acontecendo hoje no Brasil. Houve uma grande ascensão social e todos começaram a adquirir bens e entre estes o automóvel ficou em primeiro lugar. Com a chegada do grande número de carros o transito se tornou um caos. No início dos anos 70 os Holandeses começaram a descobrir que o automóvel não estava lhes trazendo a mesma felicidade que eles tinham quando estes se locomoviam de bicicleta. Além do que o modal automóvel estava matando em grande número da geração futura. Com esta percepção os Holandeses resolveram que já era hora de mudar e esta mudança implicava em retornar aos hábitos anteriores a chegada do modal automóvel. Mudança esta que dava o devido valor ao modal bicicleta em detrimento do primeiro. Como num conto de fadas o final da história para os Holandeses foi a de que viveram felizes para sempre logo após o retorno do habito de pedalar.
 
Esta história está resumida no link abaixo e por que estou abordando esta história? É que podemos tirar um ótimo exemplo de tudo o que passaram os Holandeses e aproveitar para não repetirmos os mesmos erros pelo qual eles já passaram. Podemos sim abreviar toda a situação negativa das mortes que o transito causou no período em que o carro foi a estrela deste pais naquele começo dos anos prósperos. Hoje a Holanda está retirando as ciclovias e ciclofaixas de suas ruas e por que isto acontece? Por que lá a população quando aborda o tema modal bicicleta, fala de não poluição do ar, menos barulho, mais saúde para todos, veículo econômico e outras coisas mais que só dignifica este equipamento de tração humana.
 
Por outro lado aqui no Brasil ainda estamos na fase do descobrimento da melhor maneira de se expandir o sistema cicloviário e de como devemos nos comportar quando nos deparamos com uma bicicleta.
 
Já o ciclista própria mente dito, ainda não descobriu o seu lugar nas vias, quando pedala por estas esquece que há regras e que devemos obedece las não só para nossa própria segurança mas a dos outros também.
 
Para encerrar, no futuro poderemos chegar ao mesmo nível em que estão não só os Holandeses, mas também Alemães, Ingleses, Japoneses e outros que já passaram por esta mesma fase. O meu medo é que por sermos um pais de desiguais, quanto tempo levaremos para tal?
 
Link com o resumo da história da evolução da Holanda com relação a bicicleta.
 
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 24/06/2015 às 08h40 | h.s.wendhausen@gmail.com

A MOBILIDADE URBANA x EDUCAÇÃO DOS CICLISTAS

 
Levando em consideração que o sistema cicloviário de Balneário Camboriú está em fase de expansão, temos agora que despertar nos ciclistas o uso correto deste sistema. Precisamos urgentemente fazer com que os usuários deste sistema façam a sua parte, por que não adianta de nada cobrarmos a implementação e a expansão deste, se não vamos usá-lo corretamente.
 
Ao pedalar pelo sistema cicloviário, o que faço com frequência, noto que a demanda aumentou consideravelmente, o que é ótimo e que temos que aumentar a nossa percepção com aqueles que estão a nossa volta.
 
Nas esquinas com as faixas de pedestres e com os automóveis, outro exemplo, na ciclofaixa da Avenida Atlântica temos que ter atenção redobrada com os pedestres principalmente com os mais idosos que circulam muito por ali e por ai a fora.
 
As ciclovias nasceram para separar os ciclistas dos automóveis, fazendo com que este primeiro tenha mais segurança ao transitar pelas vias. Sendo assim a lógica manda que ao sairmos para pedalar façamos o maior uso possível das ciclovias e dos outros elementos que possuem as mesmas características de proteção. Mas infelizmente não é o que vemos hoje em dia pela nossa cidade. É uma visão assustadora por que ao vermos um ciclista que transita no meio dos carros por uma via aonde nesta esta implementada uma ciclovia ou ciclofaixa e muitas vezes na contra mão, nos faz pensar se está valendo apena a nossa batalha.
 
Pedalar pelas vias fora do sistema quando este existe é pura falta de bom senso e educação precisamos imaginar o porquê que as pessoas o fazem já que não nos é cobrado nada e ao pedalarmos por ali estamos garantindo a nossa segurança e a dos que estão a nossa volta.
 
Precisamos urgentemente fazer uma divulgação em massa, das regras que estão no código de transito brasileiro que indicam como os ciclistas devem se comportar no transito como também os nossos direitos e principalmente os nossos deveres. Sim não temos só direito, mas para que estes sejam aplicados corretamente, temos que cumprir primeiramente com os nossos deveres.
 
Podemos nos orientar também pelo link a seguir que da ótimas dicas para fazermos o correto ao pedalarmos pelas vias. http://vadebike.org/2011/11/dicas-para-pedalar-com-seguranca/
 
Para encerrar, solicito a todos que ao fazerem uso das vias como ciclistas, pensem um pouco não só na sua segurança que já é muito importante, mas também nos prejuízos da sua saúde que podem levá-lo não só ao hospital, mas também ao além. PENSEM NISTO.
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 17/06/2015 às 15h29 | h.s.wendhausen@gmail.com

A importância da participação popular

 
Hoje em dia é cada vez mais importante a participação popular nas busca por idéias de desenvolvimento de uma cidade, até porque assim teremos o engajamento da sociedade no conhecimento dos problemas e também na busca por possíveis soluções.
 
E foi pensando nisso que a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou um projeto chamado Desafio Ágora Rio, onde está realizando uma votação pela internet para a escolha de dez propostas de mobilidade urbana que devam ser colocadas em prática na cidade. O prazo para os cidadãos fazerem sua escolha é até o dia 28 de junho. 
 
As propostas em votação no site Desafio Ágora Rio (https://desafioagorario.crowdicity.com/) são fruto de um processo de coleta de idéias da população carioca, com a curadoria de organismos da sociedade civil e da prefeitura da cidade. 
 
Dentre as idéias estão:
- Reduzir estacionamentos em espaços públicos
- Melhorar infraestrutura para ciclistas
- Expandir o sistema cicloviário
- Melhorar as calçadas
- Aumentar a segurança dos deslocamentos a pé e de bicicleta
- Melhorar a frota de ônibus em circulação...
... e várias outras propostas.

Segundo a Prefeitura do Rio, na fase final, de avaliação, os projetos vencedores serão enviados ao grupo de trabalho que está desenvolvendo o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Rio de Janeiro, para estudo de viabilidade técnica e possível incorporação ao documento.
 
Esta é uma grande iniciativa da prefeitura, que visa a participação popular, cumprindo também em parte o que determina o Plano Nacional de Mobilidade Urbana. Em tempos de internet, onde a maioria da população faz uso desta ferramenta diariamente, o governante que souber usar esta ferramenta, para conseguir a participação popular, tem grandes chances de andar no caminho certo.
 
Enquanto isso, aqui em Balneário Camboriú, as decisões são tomadas, geralmente em gabinetes, sem a participação popular, de associações ou entidades civis.
 
Infelizmente, todos sabem que quando não há a participação da população, as chances de sucesso são menores, pois sem saber o que a maioria deseja e sem estabelecer um canal de comunicação entre a prefeitura e a comunidade, as mudanças tendem a não alcançar o objetivo almejado pelos moradores.

Espero que nossos governantes sigam os bons exemplos de outras cidades, principalmente no que diz respeito a participação popular nas questões relativas a mobilidade urbana.

 

Escrito por , 08/06/2015 às 11h27 |

Pedalando e caminhando por Balneário Camboriú do futuro

 
Pedalando por Balneário Camboriú no sábado (23/05) pude observar as novas rotas de interligação entre as ciclovias e ciclofaixas que começaram a ser implementadas nas ruas 3000, 2000 e 2550. Em algumas ruas já começaram a colocação dos tachões e em outras a pintura do vermelho, elementos que indicam aos motoristas do modal automóvel, que por ali transitam os ciclistas do modal bicicleta e que estes devem ser protegidos por que são os mais frágeis na divisão do espaço destas ruas.
 
Da mesma forma fiz uma caminhada no domingo (24) e pude observar de perto o quanto melhorou as condições das nossas calçadas de um modo geral. Neste mês de maio estive em São Paulo por vinte dias, lá aluguei uma bicicleta, já que não possuo carro, passeei por diversos lugares. A nova regra por lá é a de que os ciclistas devem ocupar o lado direito da rua, mas sem andar junto ao meio fio aonde não houver ciclovias e ciclofaixas. Desta maneira está se protegendo de levar fechadas ou ser esmagado junto ao meio fio. Para minha surpresa ao pedalar conforme esta nova regra não fui incomodado por nenhum motorista, inclusive pelos que dirigiam os ônibus. Estas duas situações que descrevi acima possuem o seu lado positivo para nós ciclistas, haja vista que em São Paulo, uma megalópole com uma população de 44 milhões de habitantes, o modal bicicleta começa a aparecer como uma ótima opção de transporte no caótico transito que lá existe.
 
Já aqui em Balneário começamos a desfrutar deste mesmo modal com a segurança que é gerada pela expansão do sistema cicloviário. Quero aqui de público parabenizar o senhor prefeito Edson Renato Dias por estar cumprindo com aquilo que prometeu, que foi o de tornar Balneário Camboriú conhecida por se destacar nas áreas de mobilidade urbana através da implementação não só de ciclovias e ciclofaixas. Mas também melhorando a acessibilidade das pessoas com as reformas que estão acontecendo nas calçadas, aonde conseguimos caminhar sem tropeços e os mais necessitados conseguindo acessá-las sem maiores dificuldades. Estas obras demonstram que estamos sendo respeitados bem como os que nos visitam. Balneário Camboriú se continuar a implementar obras como estas, logo será conhecida como uma cidade a ser copiada, fazendo com que nos orgulhemos cada vez mais de morarmos aqui.

 

Para encerrar, sabemos todos que esta cidade precisa melhorar em muitos aspectos. Mas se levarmos em consideração que a bem pouco tempo atrás não havia nada que sinaliza se para melhorar a qualidade de vida da nossa população, só temos que agradecer e torcer para que o senhor Prefeito através de suas ações consiga encaminhar o máximo de obras como estas que citei acima, fazendo de Balneário Camboriú uma cidade cada vez mais aprazível de se viver.

 

 

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 03/06/2015 às 08h06 | h.s.wendhausen@gmail.com



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Henrique da Silva Wendhausen

Assina a coluna Mobilidade Urbana BC

Administrador e cicloativista. Presidente da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú


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Mobilidade Urbana BC
Por Henrique da Silva Wendhausen

Porque devemos pensar na mobilidade urbana em curto prazo?

 

Estamos indo para uma situação de muita confusão no transito se não pensarmos longo em novos meios de transportes coletivos para as pessoas. Os principais seriam os transportes de massas, nas cidades com ônibus bi-articulados, veículos leves sobre trilhos (VLT), metrô para as metrópoles e megalópoles e a bicicleta, todos estes integrados entre si. Para o transporte entre cidades, só há uma solução plausível que é o trem, inclusive para o transporte de cargas.

O curto prazo de que falo é para ontem, por que o que vemos já nos dias de hoje são as ruas bloqueadas fazendo com que as pessoas fiquem cada vez mais indispostas umas com as outras nas buscas por mais espaços nas vias.
 
Os administradores públicos devem gerir as cidades pensando sempre no coletivo e levar em consideração que a mobilidade urbana deve ter uma prioridade especial, por que se não estaremos fadados a ficarmos parados por ai sem conseguir cumprir com os nossos compromissos. Fico espantado de ver como se consegue viver numa cidade como São Paulo e em outras quase do mesmo porte, aonde através do jornais ficamos sabendo que muitas pessoas para chegarem no horário certo para trabalho que geralmente é as oito horas da manhã, tem que acordar as cinco horas estar na estrada logo depois, por que se não fizer desta maneira, chega atrasado. O transito no Brasil é um dos grandes fatores negativos que elevam o custo Brasil, um dos índices que mede o quanto gastamos para produzir uma mercadoria e exporta lá.
 
Por isto os governantes precisam com a máxima urgência de um plano aonde sejam contemplados os exemplos que citei acima. O sonho do brasileiro é ter um carro, mas estamos esquecendo que este só nos será útil se podermos nos locomover por ai com rapidez e eficiência e não é o que estamos vendo nos dias de hoje, sejam em cidade de médio porte ou em grandes cidades.
 
Faltam espaços não só para o deslocamento dos automóveis, mas também para estacionar o que gera uma grande perda de tempo, aumentando a disputa pelos espaços e novamente gerando grande descontentamento entre todos. Ao ser projetada uma rua deve contemplar os transportes que mais levam pessoas, os ônibus como primeiro exemplo, construindo canaletas exclusivas para estes, utilizados comercialmente, os automóveis seriam bem vindos.
 
Da mesma forma, precisam olhar para os mais frágeis com mais carinho, sito aqui os pedestres e os ciclistas, contemplando estes com calçadas largas e acessíveis a todos, ciclovias bem construídas e da mesma forma fazer com que as pessoas sejam atraídas para que todos possam se locomover não só com a segurança devida, mas com o devido conforto também.
 

Foto: Eduardo Rosa

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 13/07/2015 às 13h07 | h.s.wendhausen@gmail.com

Lançada a função “ciclismo” no Google Maps

 

Depois de testar o recurso de mostrar ciclovias, faixas exclusivas e trilhas para bicicletas em diversas cidades brasileiras, o Google Maps realizou uma pedalada pela cidade do Rio de Janeiro, para marcar o lançamento da função que permite que o usuário escolha a bicicleta como meio de transporte na hora de buscar uma rota. 

Há 3 semanas, a bicicleta já aparece ao lado do pedestre, do carro e do transporte público entre as opções de meios para ir de um ponto a outro do mapa, nele são apresentadas as possibilidades de caminho, a duração e a inclinação do terreno, estas informações podem pesar na hora do ciclista escolher a sua rota. Quando o usuário estiver no desktop, pode inclusive clicar sobre um trajeto e arrastá-lo, fazendo a personalização da forma que melhor entender.
 
Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, as cidades com as maiores redes cicloviárias do Brasil, já estão prontas para serem navegadas. Nas demais, a função também está disponível, cabendo aos usuários colocá-la em ação.
 
Para saber a sobre a possibilidade de uma atualização no Maps das ciclovias de Balneário Camboriú, entrei em contato com o Sr. Chaves Junior, presidente da ACBC, este me informou que será encaminhado um ofício para o Google, solicitando a inclusão no mapa das ciclovias e ciclofaixas já existentes em nossa cidade. Tendo em vista que a ACBC já possui este levantamento, creio que em breve os ciclistas de nossa cidade já possam utilizar esta ferramenta devidamente atualizada.

 

O Google Maps (disponível para Android e iOS) é o maior e mais popular mapa do mundo atualmente, acessado por mais de 1 bilhão de pessoas/mês.
 
Escrito por , 06/07/2015 às 11h07 |

Uma história e um exemplo a ser seguido, para mudarmos nossa maneira de nos locomovermos por ai.

 

Enquanto na Europa alguns países já retiram as ciclovias e ciclofaixas do sistema urbano, por conta do grande teor de educação que todos tem entre si, aqui no Brasil ainda disputamos os espaços das vias na base do tapa.

Vou citar o exemplo da Holanda, aonde aconteceu uma grande mudança em prol das bicicletas no final dos anos 60 e início dos anos 70, por conta do grande nível de mortes ocorridas naqueles tempos, principalmente entre crianças e jovens, causadas pelos atropelamentos devido ao grande número de carros naquele momento. Com os Holandeses entre os anos de 1945 e 1960, aconteceu o que está acontecendo hoje no Brasil. Houve uma grande ascensão social e todos começaram a adquirir bens e entre estes o automóvel ficou em primeiro lugar. Com a chegada do grande número de carros o transito se tornou um caos. No início dos anos 70 os Holandeses começaram a descobrir que o automóvel não estava lhes trazendo a mesma felicidade que eles tinham quando estes se locomoviam de bicicleta. Além do que o modal automóvel estava matando em grande número da geração futura. Com esta percepção os Holandeses resolveram que já era hora de mudar e esta mudança implicava em retornar aos hábitos anteriores a chegada do modal automóvel. Mudança esta que dava o devido valor ao modal bicicleta em detrimento do primeiro. Como num conto de fadas o final da história para os Holandeses foi a de que viveram felizes para sempre logo após o retorno do habito de pedalar.
 
Esta história está resumida no link abaixo e por que estou abordando esta história? É que podemos tirar um ótimo exemplo de tudo o que passaram os Holandeses e aproveitar para não repetirmos os mesmos erros pelo qual eles já passaram. Podemos sim abreviar toda a situação negativa das mortes que o transito causou no período em que o carro foi a estrela deste pais naquele começo dos anos prósperos. Hoje a Holanda está retirando as ciclovias e ciclofaixas de suas ruas e por que isto acontece? Por que lá a população quando aborda o tema modal bicicleta, fala de não poluição do ar, menos barulho, mais saúde para todos, veículo econômico e outras coisas mais que só dignifica este equipamento de tração humana.
 
Por outro lado aqui no Brasil ainda estamos na fase do descobrimento da melhor maneira de se expandir o sistema cicloviário e de como devemos nos comportar quando nos deparamos com uma bicicleta.
 
Já o ciclista própria mente dito, ainda não descobriu o seu lugar nas vias, quando pedala por estas esquece que há regras e que devemos obedece las não só para nossa própria segurança mas a dos outros também.
 
Para encerrar, no futuro poderemos chegar ao mesmo nível em que estão não só os Holandeses, mas também Alemães, Ingleses, Japoneses e outros que já passaram por esta mesma fase. O meu medo é que por sermos um pais de desiguais, quanto tempo levaremos para tal?
 
Link com o resumo da história da evolução da Holanda com relação a bicicleta.
 
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 24/06/2015 às 08h40 | h.s.wendhausen@gmail.com

A MOBILIDADE URBANA x EDUCAÇÃO DOS CICLISTAS

 
Levando em consideração que o sistema cicloviário de Balneário Camboriú está em fase de expansão, temos agora que despertar nos ciclistas o uso correto deste sistema. Precisamos urgentemente fazer com que os usuários deste sistema façam a sua parte, por que não adianta de nada cobrarmos a implementação e a expansão deste, se não vamos usá-lo corretamente.
 
Ao pedalar pelo sistema cicloviário, o que faço com frequência, noto que a demanda aumentou consideravelmente, o que é ótimo e que temos que aumentar a nossa percepção com aqueles que estão a nossa volta.
 
Nas esquinas com as faixas de pedestres e com os automóveis, outro exemplo, na ciclofaixa da Avenida Atlântica temos que ter atenção redobrada com os pedestres principalmente com os mais idosos que circulam muito por ali e por ai a fora.
 
As ciclovias nasceram para separar os ciclistas dos automóveis, fazendo com que este primeiro tenha mais segurança ao transitar pelas vias. Sendo assim a lógica manda que ao sairmos para pedalar façamos o maior uso possível das ciclovias e dos outros elementos que possuem as mesmas características de proteção. Mas infelizmente não é o que vemos hoje em dia pela nossa cidade. É uma visão assustadora por que ao vermos um ciclista que transita no meio dos carros por uma via aonde nesta esta implementada uma ciclovia ou ciclofaixa e muitas vezes na contra mão, nos faz pensar se está valendo apena a nossa batalha.
 
Pedalar pelas vias fora do sistema quando este existe é pura falta de bom senso e educação precisamos imaginar o porquê que as pessoas o fazem já que não nos é cobrado nada e ao pedalarmos por ali estamos garantindo a nossa segurança e a dos que estão a nossa volta.
 
Precisamos urgentemente fazer uma divulgação em massa, das regras que estão no código de transito brasileiro que indicam como os ciclistas devem se comportar no transito como também os nossos direitos e principalmente os nossos deveres. Sim não temos só direito, mas para que estes sejam aplicados corretamente, temos que cumprir primeiramente com os nossos deveres.
 
Podemos nos orientar também pelo link a seguir que da ótimas dicas para fazermos o correto ao pedalarmos pelas vias. http://vadebike.org/2011/11/dicas-para-pedalar-com-seguranca/
 
Para encerrar, solicito a todos que ao fazerem uso das vias como ciclistas, pensem um pouco não só na sua segurança que já é muito importante, mas também nos prejuízos da sua saúde que podem levá-lo não só ao hospital, mas também ao além. PENSEM NISTO.
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 17/06/2015 às 15h29 | h.s.wendhausen@gmail.com

A importância da participação popular

 
Hoje em dia é cada vez mais importante a participação popular nas busca por idéias de desenvolvimento de uma cidade, até porque assim teremos o engajamento da sociedade no conhecimento dos problemas e também na busca por possíveis soluções.
 
E foi pensando nisso que a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou um projeto chamado Desafio Ágora Rio, onde está realizando uma votação pela internet para a escolha de dez propostas de mobilidade urbana que devam ser colocadas em prática na cidade. O prazo para os cidadãos fazerem sua escolha é até o dia 28 de junho. 
 
As propostas em votação no site Desafio Ágora Rio (https://desafioagorario.crowdicity.com/) são fruto de um processo de coleta de idéias da população carioca, com a curadoria de organismos da sociedade civil e da prefeitura da cidade. 
 
Dentre as idéias estão:
- Reduzir estacionamentos em espaços públicos
- Melhorar infraestrutura para ciclistas
- Expandir o sistema cicloviário
- Melhorar as calçadas
- Aumentar a segurança dos deslocamentos a pé e de bicicleta
- Melhorar a frota de ônibus em circulação...
... e várias outras propostas.

Segundo a Prefeitura do Rio, na fase final, de avaliação, os projetos vencedores serão enviados ao grupo de trabalho que está desenvolvendo o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Rio de Janeiro, para estudo de viabilidade técnica e possível incorporação ao documento.
 
Esta é uma grande iniciativa da prefeitura, que visa a participação popular, cumprindo também em parte o que determina o Plano Nacional de Mobilidade Urbana. Em tempos de internet, onde a maioria da população faz uso desta ferramenta diariamente, o governante que souber usar esta ferramenta, para conseguir a participação popular, tem grandes chances de andar no caminho certo.
 
Enquanto isso, aqui em Balneário Camboriú, as decisões são tomadas, geralmente em gabinetes, sem a participação popular, de associações ou entidades civis.
 
Infelizmente, todos sabem que quando não há a participação da população, as chances de sucesso são menores, pois sem saber o que a maioria deseja e sem estabelecer um canal de comunicação entre a prefeitura e a comunidade, as mudanças tendem a não alcançar o objetivo almejado pelos moradores.

Espero que nossos governantes sigam os bons exemplos de outras cidades, principalmente no que diz respeito a participação popular nas questões relativas a mobilidade urbana.

 

Escrito por , 08/06/2015 às 11h27 |

Pedalando e caminhando por Balneário Camboriú do futuro

 
Pedalando por Balneário Camboriú no sábado (23/05) pude observar as novas rotas de interligação entre as ciclovias e ciclofaixas que começaram a ser implementadas nas ruas 3000, 2000 e 2550. Em algumas ruas já começaram a colocação dos tachões e em outras a pintura do vermelho, elementos que indicam aos motoristas do modal automóvel, que por ali transitam os ciclistas do modal bicicleta e que estes devem ser protegidos por que são os mais frágeis na divisão do espaço destas ruas.
 
Da mesma forma fiz uma caminhada no domingo (24) e pude observar de perto o quanto melhorou as condições das nossas calçadas de um modo geral. Neste mês de maio estive em São Paulo por vinte dias, lá aluguei uma bicicleta, já que não possuo carro, passeei por diversos lugares. A nova regra por lá é a de que os ciclistas devem ocupar o lado direito da rua, mas sem andar junto ao meio fio aonde não houver ciclovias e ciclofaixas. Desta maneira está se protegendo de levar fechadas ou ser esmagado junto ao meio fio. Para minha surpresa ao pedalar conforme esta nova regra não fui incomodado por nenhum motorista, inclusive pelos que dirigiam os ônibus. Estas duas situações que descrevi acima possuem o seu lado positivo para nós ciclistas, haja vista que em São Paulo, uma megalópole com uma população de 44 milhões de habitantes, o modal bicicleta começa a aparecer como uma ótima opção de transporte no caótico transito que lá existe.
 
Já aqui em Balneário começamos a desfrutar deste mesmo modal com a segurança que é gerada pela expansão do sistema cicloviário. Quero aqui de público parabenizar o senhor prefeito Edson Renato Dias por estar cumprindo com aquilo que prometeu, que foi o de tornar Balneário Camboriú conhecida por se destacar nas áreas de mobilidade urbana através da implementação não só de ciclovias e ciclofaixas. Mas também melhorando a acessibilidade das pessoas com as reformas que estão acontecendo nas calçadas, aonde conseguimos caminhar sem tropeços e os mais necessitados conseguindo acessá-las sem maiores dificuldades. Estas obras demonstram que estamos sendo respeitados bem como os que nos visitam. Balneário Camboriú se continuar a implementar obras como estas, logo será conhecida como uma cidade a ser copiada, fazendo com que nos orgulhemos cada vez mais de morarmos aqui.

 

Para encerrar, sabemos todos que esta cidade precisa melhorar em muitos aspectos. Mas se levarmos em consideração que a bem pouco tempo atrás não havia nada que sinaliza se para melhorar a qualidade de vida da nossa população, só temos que agradecer e torcer para que o senhor Prefeito através de suas ações consiga encaminhar o máximo de obras como estas que citei acima, fazendo de Balneário Camboriú uma cidade cada vez mais aprazível de se viver.

 

 

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 03/06/2015 às 08h06 | h.s.wendhausen@gmail.com



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