Jornal Página 3
Coluna
Mobilidade Urbana BC
Por Henrique da Silva Wendhausen

UMA QUESTÃO DE QUERER E FAZER

A TODOS OS ADMINISTRADORES PÚBLICOS, DAS DIVERSAS CIDADES, QUE AINDA TEIMAM EM CONSTRUIR ESTRUTURAS EM PROL DOS CARROS E NÃO DAS PESSOAS. ABAIXO CITO ALGUNS EXEMPLOS DE CIDADES DO PRIMEIRO MUNDO QUE PODEM SER COPIADOS.

Americanos e europeus estão aprendendo a viver sem carro, em Manhattan, os estacionamentos nas ruas estão diminuindo, em contra partida estão aumentando as calçadas; em Munique (Alemanha) e Londres (Inglaterra) novos prédios só podem ser construídos SEM garagens; em Amsterdam (Holanda) estão sendo construídas vias exclusivas para bicicletas e muitas outras ações que ocorrem pelo planeta Terra que estão sendo efetuadas em prol de uma melhor mobilidade urbana e humana para todos.
 
Medidas como estas têm estimulado investimentos em transporte público de massas e com o devido aumento da qualidade de vida das suas populações. Mas por aqui (Brasil) insistimos num projeto arcaico de progresso atrelado a prédios com 2, 3 até 4 vagas de estacionamento por apartamento, viadutos, vias com pistas mais largas e tudo SEM investir em transporte público e integrado de qualidade, também em outras infraestruturas que privilegiem diretamente o deslocamento de massas dos seres humanos pelas cidades.
 
Ideias do passado já condenadas, mas que vencem pelo temor de se perder o apoio financeiro das grandes empresas com seus interesses puramente capitalistas e votos nas eleições, aliado ao imenso lobby das montadoras de automóveis.
 
Em Nova Iorque, projeto prevê redução do espaço para automóveis e aumentos dos passeios, na Times Square os espaços destinados aos automóveis estão sendo removidos e destinados a implementação de ciclovias e o aumento das calçadas, com mais espaços para pedestres, inclusive para mesas de restaurantes e cafés.
 
Aqui em Balneário Camboriú estamos passando por uma transformação muito grande e a olhos vistos com a implementação do sistema cicloviário e das calçadas padronizadas. Falta muito ainda para sermos comparados as cidades de primeiro mundo, mas já vemos iniciativas como estas que citei com muito bons olhos é só querer que chegaremos lá.
 
Outro ótimo exemplo de espaço para as pessoas que Balneário adotou e que contou com o apoio total do prefeito Edson Renato Dias, foi à implementação da rua de lazer (ATLÂNTICA ATIVA) espaço democrático aberto para todos, em prol das pessoas e que por enquanto acontece nos últimos domingos de cada mês. E pelo o que tenho escutado, sendo solicitado para que aconteça em todos os domingos ao longo de toda a Avenida Atlântica. Se for para somar e para melhorar a qualidade de vida para a população, que a prefeitura tome a iniciativa e prolongue o Atlântica Ativa para todos os fins de semana, levando em consideração que o mesmo só acontece na baixa temporada, por que no verão se tornaria totalmente inviável. Está ai uma ideia que se alastra pelas cidades do primeiro mundo que podemos copiar com um custo baixíssimo e com um resultado extraordinário que só recebeu elogios. Fica a dica até termos a expansão com o alargamento da praia, a rua de lazer (Atlântica Ativa) seria a melhor maneira de se arrumar um espaço democrático com a devida segurança para que todos pudessem se divertir no melhor local de Balneário Camboriú que é a orla marítima.
 
PARA ENCERRAR, PERGUNTO: PORQUE NÃO COPIAR O QUE JÁ ESTA DANDO CERTO EM OUTRAS COMUNIDADES E COM AS DEVIDAS ADAPTAÇÒES PARA CADA CASO, SE ESTA AÇÀO SÓ VAI MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DA NOSSA POPULAÇÃO?
Quem quiser saber mais sobre as mudanças ocorridas em Nova Iorque seguem os links
 
 
 
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 17/09/2015 às 08h49 | h.s.wendhausen@gmail.com

Google apresenta ferramenta colaborativa para ciclistas

 
Há dois meses, o Google Maps passou a oferecer a todos os brasileiros a opção de traçar rotas especialmente para bicicletas e, desta forma, levar em consideração, por exemplo, a duração estimada da pedalada e a inclinação do terreno, na hora de sair de casa sobre duas rodas.
 
Porém, todos os dias, novas ciclovias são criadas, alteradas e ampliadas, ficando o mapa desatualizado.
 
O que muitas pessoas desconhecem é que os próprios usuários podem resolver esses problemas! Um jeito fácil de propor edições e adições ao mapa é por meio do botão “reportar um problema”, que aparece junto a qualquer rota criada no Maps. Outro jeito é usando o Google Map Maker, a ferramenta do Google que permite desenhar elementos diretamente no mapa.
 
Para dar uma mãozinha aos ciclistas, foi apresentado segunda-feira (31) em São Paulo o Google Map Maker, que é mais uma ferramenta da Google que permite organizar informações geográficas colaborativamente para torná-las acessíveis e úteis com funcionalidades específicas para bicicleta.
 
O evento foi aberto para cicloativistas e para a imprensa, que além de conhecer detalhes sobre a atuação estratégica do Google participaram de um workshop para operar a ferramenta.
 
O mapeamento colaborativo já é bastante conhecido dos motoristas que utilizam outro aplicativo chamado Waze. Como esta mapeamento é realizado por usuários, eles está em constante atualização, melhorando assim, diariamente a quantidade e qualidade de informações nas vias mapeadas.
 
Para acessar o Map Maker é preciso ter uma conta Google e fazer o login na página: https://www.google.com.br/mapmaker e para maiores informações no link: https://support.google.com/mapmaker/?hl=pt-BR#topic=3180752
 
 
 
Foto: Carol Mendonça/Google
Escrito por , 02/09/2015 às 10h49 |

Civilização não muito civilizada na mobilidade urbana de hoje

 
Chegamos a uma época em que a mobilidade urbana e a mobilidade humana estão altamente em evidência em todo o planeta e por que afirmo isto, por que todos os cidadãos não só das pequenas cidades ou de um país inteiro, precisam se deslocar em algum momento de suas vidas.
 
Claro que podemos abrir um parêntese para aqueles que moram nos cafundó do Judas ou em locais muito ermos, pois estes muitas vezes nascem, vivem e não vão além do quarteirão de suas casas. Sejam em deslocamentos curtos, medianos ou longos, teremos que sair por ai em algum momento e o que poderemos encontrar ao tentarmos nos mover pelas ruas, vai depender da maneira e do modal que vamos usar.
 
Mas seja lá qual for vamos ter que ter a maior paciência possível, explico, se você escolher ser um pedestre vai ter que prestar muita atenção para não ser atropelado ao cruzar uma via na faixa de segurança destinada a protegê-lo, local este que nos da toda a preferência sobre qualquer outro modal.
 
Tirando raras exceções de algumas cidades, que são pouquíssimas, podemos afirmar que as faixas de pedestres deixaram de ser locais seguros faz tempo. Neste caso você é a vítima, mas quando você sai de casa como motorista do seu carro, você acaba virando o algoz, aquele que não se lembra que também é um pedestre em alguns momentos de sua vida. Contudo claro que há exceções e não vou bancar o advogado do diabo, por que sou um transeunte constante das ruas como ciclista ou como pedestre e venho notando uma melhora significativa nas atitudes de muitos motoristas.
 
As regras são claras e estão bem explicadas no CTB (código de trânsito brasileiro) aonde a primeira regra nos induz a acharmos que estamos super seguros quando deixamos o conforto do nosso lar, o maior protege o menor, isto seria perfeito se fosse colocado em prática por todos.
 
Também cobramos muito dos administradores públicos para que implementem mais infraestrutura para nossa segurança, quer sejamos pedestres, ciclistas ou motoristas de automóveis. Mas o que vemos hoje em dia, estou citando Balneário Camboriú como exemplo, a ACBC – Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú solicitou à prefeitura para que coloque sinaleiras para ciclistas nas principais esquinas desta cidade, fomos atendidos, várias foram implementadas. Este equipamento é de suma importância haja vista que indica aos ciclistas o momento em que este pode passar por uma esquina com a devida segurança.
 
Porém o que vemos hoje, simplesmente este equipamento sendo ignorado pela maioria dos ciclistas que transitam pelas ciclovias e ciclofaixas. Já os pedestres teimam em atravessar as vias fora das faixas destinadas a este, muitas vezes estando a menos de dez metros de uma.
 
Desta maneira mesmo tendo o conceito de ser humano civilizado, só uma minoria da população é que faz jus a este mesmo conceito.
 
No link, podemos ver o que diz o CTB sobre as regras para a circulação dos ciclistas: http://vadebike.org/2004/08/o-que-o-codigo-de/
 

 

Para encerrar, vamos todos torcer para que haja uma evolução no bom senso das pessoas que teimam em ser diferentes e que acham que não precisam seguir as regras, no caso da mobilidade urbana e humana tendem a ser negativas e menos civilizadas. 
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 21/08/2015 às 08h39 | h.s.wendhausen@gmail.com

Ciclowatch - contador de bikes

 
Esta semana o site Mobilize publicou uma matéria sobre aplicativos para celular relacionados a mobilidade urbana. O site testou dezenas e fez um relação com os melhores para que os usuários pudessem experimentá-los.
 
O aplicativo que mais chamou a minha atenção foi o Ciclowatch - contador de bikes.
 
Apesar de não ser um aplicativo para facilitar a mobilidade, acredito que pode ajudar os governantes e entidades a conhecer melhor o uso da malha cicloviária de cada cidade, e o mais interessante, com o auxílio dos próprios ciclistas.
 
Achei a proposta é bem interessante. O aplicativo coleta dados de trajetos percorridos de bicicleta através dos aplicativos Strava e Runkeeper, e alimenta um banco de dados, cruzando estas informações com a infraestrutura já existente. Assim, identifica as ciclovias que são mais utilizadas e as ruas que não têm ciclovias, mas que bastante uso por parte dos ciclistas.
 
Para contribuir com a coleta para o banco de dados é preciso instalar o aplicativo no celular e conceder acesso à sua conta do Strava ou Runtastic. Depois disso, todas as suas pedaladas registradas por um destes aplicativos serão utilizadas pelo Ciclowatch, além disso, no aplicativo as estatísticas já coletadas já estão disponíveis para consulta.
 
O Ciclowatch já está disponível para Balneário Camboriú/SC, Camboriú/SC, Itajaí/SC, Florianópolis/SC, Fortaleza/CE, Maringá/PR, Recife/PE, Ribeirão Preto/SP, Rio de Janeiro/RJ, Vitória/ES e São Paulo/SP.
 
Para baixar o aplicativo, basta acessar os links abaixo.
Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.ciclowatch
iOS: https://itunes.apple.com/us/app/ciclowatch-contador-de-bikes/id1003885518
 
Em breve poderemos realizar uma análise melhor com base nos dados coletados aqui em Balneário Camboriú, claro que por amostragem, mas acredito que é mais prático e rápido do que os métodos que utilizamos atualmente. Quanto mais pessoas utilizarem, melhor será o diagnóstico.
 
Eu já instalei, agora é só pedalar.
Escrito por , 11/08/2015 às 11h26 |

Onde prender a minha bicicleta?

Nos dias de hoje, uma das maiores preocupações de todos os ciclistas que circulam pelas ruas e avenidas de Balneário Camboriú é onde irá deixar a sua bicicleta?
 
Não é a única, pois não conseguimos respostas também para saber o porquê em Balneário Camboriú temos várias obras que começam, mas não são finalizadas? Um exemplo claro disso é a ciclofaixa da Rua 2550, que recebeu os tachões, porém ainda não foi realizada a sinalização horizontal, e a devida pintura, e está há mais de dois meses em uso.
 
A quantidade de pessoas que começaram a utilizar a bicicleta como meio de transporte ou para o lazer aumentou consideravelmente em nossa cidade, mas infelizmente não tivemos este aumento em infraestrutura para os ciclistas, e como dito anteriormente a instalação de paraciclos ou bicicletários em nossa cidade não existe por parte do poder público.
 
Em abril de 2013, a promessa da prefeitura era a seguinte: “até o final do ano teremos aproximadamente 30 quilômetros de ciclovia e ciclofaixas, todas interligadas, sendo que também em um futuro próximo teremos vagas para paraciclos, em vários pontos da cidade.” (http://www.balneariocamboriu.sc.gov.br/imprensa/noticia.cfm?codigo=10761)
 
Ocorre que, mais de 2 anos depois, a situação pouco mudou, as ciclovias continuam sem interligação e somente 2 locais públicos tiveram paraciclos instalados, um ao lado da guarita da Guarda Municipal na Praça Almirante Tamandaré e outro na Câmara de Vereadores.
 
Quase nada, perto do que foi prometido, mas e qual a solução?
 
Talvez o que minimizasse um pouco esta situação seria seguir o bom exemplo da Prefeitura de São Paulo, que através de portaria publicou regras, para que qualquer proprietário de imóvel da cidade instale em suas calçadas paraciclos, estacionamentos para bicicletas, sem depender das autoridades. De acordo com a portaria, quem quiser instalar o paraciclo deverá tratar o bem como um equipamento público. Significa, por exemplo, que um comerciante que montar essas peças não poderá permitir que apenas seus clientes os usem. O uso terá de ser autorizado para qualquer um que decida prender a bicicleta ali. Mas essa regra só vale se o paraciclo não for instalado em área pública. Em uma área particular, como o recuo de um prédio, vão valer as regras do proprietário.
 
Além disso, o comerciante que disponibilizar um bom paraciclo, trará para seu cliente ciclista a tranqüilidade para fazer suas compras com calma em seu estabelecimento sem ter que se preocupar o tempo todo com a sua bicicleta. Essa facilidade é o primeiro passo para fidelizar um ciclo cliente.
 
Enquanto isso, continuaremos cobrando a instalação de paraciclos para que, nós ciclistas, possamos deixar as nossas bicicletas em segurança, principalmente em prédios ou equipamentos públicos.
 
Escrito por , 31/07/2015 às 17h45 |

Porque escolhi a modal bicicleta para sair por ai?

 

Neste mês de julho do ano de 2015, está completando dois anos que optei por transitar por ai só de bicicleta. Não me interessa mais ser proprietário do modal automóvel na minha vida e por que fiz esta escolha maravilhosa.

 
Vou começar dizendo que pedalar é tudo de bom para um indivíduo como eu, que preserva ter qualidade de vida começando pela saúde, depois pela facilidade nos meus deslocamentos pela cidade, o contato direto que tenho com as pessoas, os caminhos diversos que posso escolher saindo da rotina nos meus trajetos do dia a dia e para simplificar, desde de que me conheço por gente sou apaixonado por Ela, a bicicleta. Ainda bem que Ela possui uma denominação feminina, por que seria terrível ter que dizer que sou apaixonado pelo ‘’bicicloto ou bicicleto’’.
 
Mas voltando a realidade o que dizer de ruim de um simples equipamento movido a propulsão humana, que mudou os hábitos de um país como a Holanda, que só soma na minha saúde, que não polui nem o ar e nem os nossos ouvidos, que é de fácil manuseio e que só nos pede um pouco de manutenção para nos oferecer tudo de bom que já citei e muito mais. Este modal que é denominado de bicicleta desde 1870 teve uma evolução maravilhosa e ao chegar aos dias de hoje, podemos usufruir, desde equipamentos muitos simples para o nosso dia a dia a preços acessíveis, até os mais modernos que geralmente podemos ver em competições mundo a fora.
 
Estamos vivendo numa era em que começamos a pensar e a levar em consideração não só a qualidade da nossa saúde, mas também a qualidade do ambiente em que vivemos e como devemos viver neste mesmo ambiente.
 
Pensando desta maneira a modal bicicleta se encaixa perfeitamente neste meio, sabemos todos que esta só soma para as referências que citei e observando estas mesmas referências é que cheguei à conclusão que estava totalmente certo na minha escolha. Para me adaptar tive só que acertar um pouco os meus horários para sair de casa de bicicleta e ir a algum compromisso ou ao trabalho.
 
Também fazem parte da minha vida, usar o modal ônibus ou caminhar, duas maneiras também muito simples de se locomover por uma cidade ou entre elas. Balneário Camboriú é propicia para estas maneiras simples de deslocamento, por ser praticamente plana não oferece obstáculo algum para irmos e virmos sem muito esforço.
 
Faço a observação que esta cidade não possui o melhor meio de transporte urbano da qual já fui usuário, por que os ônibus que por aqui circulam, além de não oferecerem muito conforto, possuem itinerários confusos e não há integração nenhuma com as cidades adjacentes.
 
Na minha opinião, só servem para quebrar um galho, como já diz o dito popular. Desta maneira cabe a nós cobrarmos dos poderes públicos não só por um melhor meio de transporte urbano para todos, mas também uma estrutura de calçadas condizente com a qualidade de vida que queremos.
 
Para encerrar, faço votos para que você que tenha lido este texto, pelo menos tente fazer um teste, mudando um pouco os seus hábitos e descubra por que  foi maravilhoso e apaixonante a minha escolha pelo modal bicicleta.
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 24/07/2015 às 14h12 | h.s.wendhausen@gmail.com



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Henrique da Silva Wendhausen

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Administrador e cicloativista. Presidente da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú


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Mobilidade Urbana BC
Por Henrique da Silva Wendhausen

UMA QUESTÃO DE QUERER E FAZER

A TODOS OS ADMINISTRADORES PÚBLICOS, DAS DIVERSAS CIDADES, QUE AINDA TEIMAM EM CONSTRUIR ESTRUTURAS EM PROL DOS CARROS E NÃO DAS PESSOAS. ABAIXO CITO ALGUNS EXEMPLOS DE CIDADES DO PRIMEIRO MUNDO QUE PODEM SER COPIADOS.

Americanos e europeus estão aprendendo a viver sem carro, em Manhattan, os estacionamentos nas ruas estão diminuindo, em contra partida estão aumentando as calçadas; em Munique (Alemanha) e Londres (Inglaterra) novos prédios só podem ser construídos SEM garagens; em Amsterdam (Holanda) estão sendo construídas vias exclusivas para bicicletas e muitas outras ações que ocorrem pelo planeta Terra que estão sendo efetuadas em prol de uma melhor mobilidade urbana e humana para todos.
 
Medidas como estas têm estimulado investimentos em transporte público de massas e com o devido aumento da qualidade de vida das suas populações. Mas por aqui (Brasil) insistimos num projeto arcaico de progresso atrelado a prédios com 2, 3 até 4 vagas de estacionamento por apartamento, viadutos, vias com pistas mais largas e tudo SEM investir em transporte público e integrado de qualidade, também em outras infraestruturas que privilegiem diretamente o deslocamento de massas dos seres humanos pelas cidades.
 
Ideias do passado já condenadas, mas que vencem pelo temor de se perder o apoio financeiro das grandes empresas com seus interesses puramente capitalistas e votos nas eleições, aliado ao imenso lobby das montadoras de automóveis.
 
Em Nova Iorque, projeto prevê redução do espaço para automóveis e aumentos dos passeios, na Times Square os espaços destinados aos automóveis estão sendo removidos e destinados a implementação de ciclovias e o aumento das calçadas, com mais espaços para pedestres, inclusive para mesas de restaurantes e cafés.
 
Aqui em Balneário Camboriú estamos passando por uma transformação muito grande e a olhos vistos com a implementação do sistema cicloviário e das calçadas padronizadas. Falta muito ainda para sermos comparados as cidades de primeiro mundo, mas já vemos iniciativas como estas que citei com muito bons olhos é só querer que chegaremos lá.
 
Outro ótimo exemplo de espaço para as pessoas que Balneário adotou e que contou com o apoio total do prefeito Edson Renato Dias, foi à implementação da rua de lazer (ATLÂNTICA ATIVA) espaço democrático aberto para todos, em prol das pessoas e que por enquanto acontece nos últimos domingos de cada mês. E pelo o que tenho escutado, sendo solicitado para que aconteça em todos os domingos ao longo de toda a Avenida Atlântica. Se for para somar e para melhorar a qualidade de vida para a população, que a prefeitura tome a iniciativa e prolongue o Atlântica Ativa para todos os fins de semana, levando em consideração que o mesmo só acontece na baixa temporada, por que no verão se tornaria totalmente inviável. Está ai uma ideia que se alastra pelas cidades do primeiro mundo que podemos copiar com um custo baixíssimo e com um resultado extraordinário que só recebeu elogios. Fica a dica até termos a expansão com o alargamento da praia, a rua de lazer (Atlântica Ativa) seria a melhor maneira de se arrumar um espaço democrático com a devida segurança para que todos pudessem se divertir no melhor local de Balneário Camboriú que é a orla marítima.
 
PARA ENCERRAR, PERGUNTO: PORQUE NÃO COPIAR O QUE JÁ ESTA DANDO CERTO EM OUTRAS COMUNIDADES E COM AS DEVIDAS ADAPTAÇÒES PARA CADA CASO, SE ESTA AÇÀO SÓ VAI MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DA NOSSA POPULAÇÃO?
Quem quiser saber mais sobre as mudanças ocorridas em Nova Iorque seguem os links
 
 
 
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 17/09/2015 às 08h49 | h.s.wendhausen@gmail.com

Google apresenta ferramenta colaborativa para ciclistas

 
Há dois meses, o Google Maps passou a oferecer a todos os brasileiros a opção de traçar rotas especialmente para bicicletas e, desta forma, levar em consideração, por exemplo, a duração estimada da pedalada e a inclinação do terreno, na hora de sair de casa sobre duas rodas.
 
Porém, todos os dias, novas ciclovias são criadas, alteradas e ampliadas, ficando o mapa desatualizado.
 
O que muitas pessoas desconhecem é que os próprios usuários podem resolver esses problemas! Um jeito fácil de propor edições e adições ao mapa é por meio do botão “reportar um problema”, que aparece junto a qualquer rota criada no Maps. Outro jeito é usando o Google Map Maker, a ferramenta do Google que permite desenhar elementos diretamente no mapa.
 
Para dar uma mãozinha aos ciclistas, foi apresentado segunda-feira (31) em São Paulo o Google Map Maker, que é mais uma ferramenta da Google que permite organizar informações geográficas colaborativamente para torná-las acessíveis e úteis com funcionalidades específicas para bicicleta.
 
O evento foi aberto para cicloativistas e para a imprensa, que além de conhecer detalhes sobre a atuação estratégica do Google participaram de um workshop para operar a ferramenta.
 
O mapeamento colaborativo já é bastante conhecido dos motoristas que utilizam outro aplicativo chamado Waze. Como esta mapeamento é realizado por usuários, eles está em constante atualização, melhorando assim, diariamente a quantidade e qualidade de informações nas vias mapeadas.
 
Para acessar o Map Maker é preciso ter uma conta Google e fazer o login na página: https://www.google.com.br/mapmaker e para maiores informações no link: https://support.google.com/mapmaker/?hl=pt-BR#topic=3180752
 
 
 
Foto: Carol Mendonça/Google
Escrito por , 02/09/2015 às 10h49 |

Civilização não muito civilizada na mobilidade urbana de hoje

 
Chegamos a uma época em que a mobilidade urbana e a mobilidade humana estão altamente em evidência em todo o planeta e por que afirmo isto, por que todos os cidadãos não só das pequenas cidades ou de um país inteiro, precisam se deslocar em algum momento de suas vidas.
 
Claro que podemos abrir um parêntese para aqueles que moram nos cafundó do Judas ou em locais muito ermos, pois estes muitas vezes nascem, vivem e não vão além do quarteirão de suas casas. Sejam em deslocamentos curtos, medianos ou longos, teremos que sair por ai em algum momento e o que poderemos encontrar ao tentarmos nos mover pelas ruas, vai depender da maneira e do modal que vamos usar.
 
Mas seja lá qual for vamos ter que ter a maior paciência possível, explico, se você escolher ser um pedestre vai ter que prestar muita atenção para não ser atropelado ao cruzar uma via na faixa de segurança destinada a protegê-lo, local este que nos da toda a preferência sobre qualquer outro modal.
 
Tirando raras exceções de algumas cidades, que são pouquíssimas, podemos afirmar que as faixas de pedestres deixaram de ser locais seguros faz tempo. Neste caso você é a vítima, mas quando você sai de casa como motorista do seu carro, você acaba virando o algoz, aquele que não se lembra que também é um pedestre em alguns momentos de sua vida. Contudo claro que há exceções e não vou bancar o advogado do diabo, por que sou um transeunte constante das ruas como ciclista ou como pedestre e venho notando uma melhora significativa nas atitudes de muitos motoristas.
 
As regras são claras e estão bem explicadas no CTB (código de trânsito brasileiro) aonde a primeira regra nos induz a acharmos que estamos super seguros quando deixamos o conforto do nosso lar, o maior protege o menor, isto seria perfeito se fosse colocado em prática por todos.
 
Também cobramos muito dos administradores públicos para que implementem mais infraestrutura para nossa segurança, quer sejamos pedestres, ciclistas ou motoristas de automóveis. Mas o que vemos hoje em dia, estou citando Balneário Camboriú como exemplo, a ACBC – Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú solicitou à prefeitura para que coloque sinaleiras para ciclistas nas principais esquinas desta cidade, fomos atendidos, várias foram implementadas. Este equipamento é de suma importância haja vista que indica aos ciclistas o momento em que este pode passar por uma esquina com a devida segurança.
 
Porém o que vemos hoje, simplesmente este equipamento sendo ignorado pela maioria dos ciclistas que transitam pelas ciclovias e ciclofaixas. Já os pedestres teimam em atravessar as vias fora das faixas destinadas a este, muitas vezes estando a menos de dez metros de uma.
 
Desta maneira mesmo tendo o conceito de ser humano civilizado, só uma minoria da população é que faz jus a este mesmo conceito.
 
No link, podemos ver o que diz o CTB sobre as regras para a circulação dos ciclistas: http://vadebike.org/2004/08/o-que-o-codigo-de/
 

 

Para encerrar, vamos todos torcer para que haja uma evolução no bom senso das pessoas que teimam em ser diferentes e que acham que não precisam seguir as regras, no caso da mobilidade urbana e humana tendem a ser negativas e menos civilizadas. 
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 21/08/2015 às 08h39 | h.s.wendhausen@gmail.com

Ciclowatch - contador de bikes

 
Esta semana o site Mobilize publicou uma matéria sobre aplicativos para celular relacionados a mobilidade urbana. O site testou dezenas e fez um relação com os melhores para que os usuários pudessem experimentá-los.
 
O aplicativo que mais chamou a minha atenção foi o Ciclowatch - contador de bikes.
 
Apesar de não ser um aplicativo para facilitar a mobilidade, acredito que pode ajudar os governantes e entidades a conhecer melhor o uso da malha cicloviária de cada cidade, e o mais interessante, com o auxílio dos próprios ciclistas.
 
Achei a proposta é bem interessante. O aplicativo coleta dados de trajetos percorridos de bicicleta através dos aplicativos Strava e Runkeeper, e alimenta um banco de dados, cruzando estas informações com a infraestrutura já existente. Assim, identifica as ciclovias que são mais utilizadas e as ruas que não têm ciclovias, mas que bastante uso por parte dos ciclistas.
 
Para contribuir com a coleta para o banco de dados é preciso instalar o aplicativo no celular e conceder acesso à sua conta do Strava ou Runtastic. Depois disso, todas as suas pedaladas registradas por um destes aplicativos serão utilizadas pelo Ciclowatch, além disso, no aplicativo as estatísticas já coletadas já estão disponíveis para consulta.
 
O Ciclowatch já está disponível para Balneário Camboriú/SC, Camboriú/SC, Itajaí/SC, Florianópolis/SC, Fortaleza/CE, Maringá/PR, Recife/PE, Ribeirão Preto/SP, Rio de Janeiro/RJ, Vitória/ES e São Paulo/SP.
 
Para baixar o aplicativo, basta acessar os links abaixo.
Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.ciclowatch
iOS: https://itunes.apple.com/us/app/ciclowatch-contador-de-bikes/id1003885518
 
Em breve poderemos realizar uma análise melhor com base nos dados coletados aqui em Balneário Camboriú, claro que por amostragem, mas acredito que é mais prático e rápido do que os métodos que utilizamos atualmente. Quanto mais pessoas utilizarem, melhor será o diagnóstico.
 
Eu já instalei, agora é só pedalar.
Escrito por , 11/08/2015 às 11h26 |

Onde prender a minha bicicleta?

Nos dias de hoje, uma das maiores preocupações de todos os ciclistas que circulam pelas ruas e avenidas de Balneário Camboriú é onde irá deixar a sua bicicleta?
 
Não é a única, pois não conseguimos respostas também para saber o porquê em Balneário Camboriú temos várias obras que começam, mas não são finalizadas? Um exemplo claro disso é a ciclofaixa da Rua 2550, que recebeu os tachões, porém ainda não foi realizada a sinalização horizontal, e a devida pintura, e está há mais de dois meses em uso.
 
A quantidade de pessoas que começaram a utilizar a bicicleta como meio de transporte ou para o lazer aumentou consideravelmente em nossa cidade, mas infelizmente não tivemos este aumento em infraestrutura para os ciclistas, e como dito anteriormente a instalação de paraciclos ou bicicletários em nossa cidade não existe por parte do poder público.
 
Em abril de 2013, a promessa da prefeitura era a seguinte: “até o final do ano teremos aproximadamente 30 quilômetros de ciclovia e ciclofaixas, todas interligadas, sendo que também em um futuro próximo teremos vagas para paraciclos, em vários pontos da cidade.” (http://www.balneariocamboriu.sc.gov.br/imprensa/noticia.cfm?codigo=10761)
 
Ocorre que, mais de 2 anos depois, a situação pouco mudou, as ciclovias continuam sem interligação e somente 2 locais públicos tiveram paraciclos instalados, um ao lado da guarita da Guarda Municipal na Praça Almirante Tamandaré e outro na Câmara de Vereadores.
 
Quase nada, perto do que foi prometido, mas e qual a solução?
 
Talvez o que minimizasse um pouco esta situação seria seguir o bom exemplo da Prefeitura de São Paulo, que através de portaria publicou regras, para que qualquer proprietário de imóvel da cidade instale em suas calçadas paraciclos, estacionamentos para bicicletas, sem depender das autoridades. De acordo com a portaria, quem quiser instalar o paraciclo deverá tratar o bem como um equipamento público. Significa, por exemplo, que um comerciante que montar essas peças não poderá permitir que apenas seus clientes os usem. O uso terá de ser autorizado para qualquer um que decida prender a bicicleta ali. Mas essa regra só vale se o paraciclo não for instalado em área pública. Em uma área particular, como o recuo de um prédio, vão valer as regras do proprietário.
 
Além disso, o comerciante que disponibilizar um bom paraciclo, trará para seu cliente ciclista a tranqüilidade para fazer suas compras com calma em seu estabelecimento sem ter que se preocupar o tempo todo com a sua bicicleta. Essa facilidade é o primeiro passo para fidelizar um ciclo cliente.
 
Enquanto isso, continuaremos cobrando a instalação de paraciclos para que, nós ciclistas, possamos deixar as nossas bicicletas em segurança, principalmente em prédios ou equipamentos públicos.
 
Escrito por , 31/07/2015 às 17h45 |

Porque escolhi a modal bicicleta para sair por ai?

 

Neste mês de julho do ano de 2015, está completando dois anos que optei por transitar por ai só de bicicleta. Não me interessa mais ser proprietário do modal automóvel na minha vida e por que fiz esta escolha maravilhosa.

 
Vou começar dizendo que pedalar é tudo de bom para um indivíduo como eu, que preserva ter qualidade de vida começando pela saúde, depois pela facilidade nos meus deslocamentos pela cidade, o contato direto que tenho com as pessoas, os caminhos diversos que posso escolher saindo da rotina nos meus trajetos do dia a dia e para simplificar, desde de que me conheço por gente sou apaixonado por Ela, a bicicleta. Ainda bem que Ela possui uma denominação feminina, por que seria terrível ter que dizer que sou apaixonado pelo ‘’bicicloto ou bicicleto’’.
 
Mas voltando a realidade o que dizer de ruim de um simples equipamento movido a propulsão humana, que mudou os hábitos de um país como a Holanda, que só soma na minha saúde, que não polui nem o ar e nem os nossos ouvidos, que é de fácil manuseio e que só nos pede um pouco de manutenção para nos oferecer tudo de bom que já citei e muito mais. Este modal que é denominado de bicicleta desde 1870 teve uma evolução maravilhosa e ao chegar aos dias de hoje, podemos usufruir, desde equipamentos muitos simples para o nosso dia a dia a preços acessíveis, até os mais modernos que geralmente podemos ver em competições mundo a fora.
 
Estamos vivendo numa era em que começamos a pensar e a levar em consideração não só a qualidade da nossa saúde, mas também a qualidade do ambiente em que vivemos e como devemos viver neste mesmo ambiente.
 
Pensando desta maneira a modal bicicleta se encaixa perfeitamente neste meio, sabemos todos que esta só soma para as referências que citei e observando estas mesmas referências é que cheguei à conclusão que estava totalmente certo na minha escolha. Para me adaptar tive só que acertar um pouco os meus horários para sair de casa de bicicleta e ir a algum compromisso ou ao trabalho.
 
Também fazem parte da minha vida, usar o modal ônibus ou caminhar, duas maneiras também muito simples de se locomover por uma cidade ou entre elas. Balneário Camboriú é propicia para estas maneiras simples de deslocamento, por ser praticamente plana não oferece obstáculo algum para irmos e virmos sem muito esforço.
 
Faço a observação que esta cidade não possui o melhor meio de transporte urbano da qual já fui usuário, por que os ônibus que por aqui circulam, além de não oferecerem muito conforto, possuem itinerários confusos e não há integração nenhuma com as cidades adjacentes.
 
Na minha opinião, só servem para quebrar um galho, como já diz o dito popular. Desta maneira cabe a nós cobrarmos dos poderes públicos não só por um melhor meio de transporte urbano para todos, mas também uma estrutura de calçadas condizente com a qualidade de vida que queremos.
 
Para encerrar, faço votos para que você que tenha lido este texto, pelo menos tente fazer um teste, mudando um pouco os seus hábitos e descubra por que  foi maravilhoso e apaixonante a minha escolha pelo modal bicicleta.
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 24/07/2015 às 14h12 | h.s.wendhausen@gmail.com



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Henrique da Silva Wendhausen

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Administrador e cicloativista. Presidente da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú


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