Jornal Página 3
Coluna
Mobilidade Urbana BC
Por Henrique da Silva Wendhausen

1 BIKE 1 VIDA

Estou escrevendo sobre este tema porque vidas estão se perdendo e de uma maneira que poderiam ser evitadas.
 
O ciclista quando sai de sua casa, quer seja para trabalhar, ir ao mercado fazer compras, passear ou ainda praticar o esporte pelo esporte, passa a fazer parte do meio chamado trânsito, se juntando aos demais modais que circulam pelas vias. Desta maneira e por ser um meio de transporte, está incluso no Código de Trânsito Brasileiro, tendo que seguir as suas regras, da mesma forma ser respeitado pelos outros modais.
 
Conceito fácil de observar, mas o que está acontecendo nos dias de hoje? O ciclista está morrendo no trânsito da qual ele faz parte e também possui os seus direitos. Pelo que tenho visto através dos jornais, estamos sendo mortos não porque há uma guerra desencadeada para isto, muitas destas ações negativas estão acontecendo pelas mãos de motoristas bêbados e drogados, que por estarem nesta condição não deveriam estar atrás de um volante. Mas poderia se dizer que acontecem mortes de ciclistas também com motoristas sãos e é ai que eu quero chegar.
 
Quando um ciclista é atropelado por este ‘’são’’ temos que observar atentamente o que o levou a este ato lastimável, porque não podemos ser pessimistas a ponto de acharmos que o mesmo o fez por querer. Há diversas coisas que podemos imaginar, por exemplo: o mesmo se distraiu com o celular ou com o rádio, ou então ele não viu o ciclista ao olhar para o filho no banco de trás, ainda, foi acender o cigarro quando viu estava em cima e derrapou na pista por excesso de velocidade e atropelou o ciclista.
 
Os poucos fatos citados acima estão fora das normas (CTB) claro que existem os erros do próprio ciclista, mas a ótica que abordo é a do motorista e desta maneira chegamos a conclusão de que estamos morrendo porque estas normas não estão sendo cumpridas, desta forma não somos vistos como outros seres humanos pelos nossos semelhantes, que dividem o mesmo o espaço nas vias.
 
Se o ciclista fosse visto como uma vida, outro ser humano pelo seu semelhante, e não como um ser que atrapalha, esta mesma norma dificilmente estaria sendo quebrada.

Para encerrar, convido a todos, ciclistas, simpatizantes e não ciclistas a participarem da campanha 1 BIKE 1 VIDA iniciada pelo Luiz Carlos Chaves Junior e Romulo Cruz, para que o respeito as normas aconteçam e sejamos vistos como iguais, dignos de uma vida.

 

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 28/03/2016 às 15h59 | h.s.wendhausen@gmail.com

MULHERES QUE PEDALAM POR AI.

 

Vivemos em pleno século 21 e ainda discutimos o racismo, a homofobia, HOMENS QUE AINDA BATEM EM MULHERES e o porquê que as mulheres devem ganhar igual aos homens pelos mesmos serviços prestados. Na minha humilde opinião nunca deveria de ser assim, por que somos conceituados como seres racionais e inteligentes, portanto nunca deveríamos chegar a estas atitudes preconceituosas que difamam a imagem de nossos semelhantes.

Orgulho-me muito vendo as mulheres ocupando os espaços que antes eram só dos homens (ainda somos um país de machistas) e um deles é pelo uso da bicicleta. O que antigamente não era comum, hoje já faz parte da paisagem.
 
As mulheres estão descobrindo a liberdade que este simples equipamento proporciona, além de outros benefícios como a melhora na saúde, a rapidez com que o ciclista consegue se deslocar de um ponto ao outro sem precisar ficar preso nos engarrafamentos e muito mais coisas positivas que posso citar sem ter medo de errar.
 
A bicicleta por si só já é feminina em sua denominação, o que passa a ideia de um equipamento frágil, ledo engano. Igual as mulheres ela demonstra robustez nos levando aos nossos destinos sem falhas e muitas vezes carregando o triplo ou mais que seu próprio peso.
 
Aqui em Balneário Camboriú podemos ressaltar as ações executadas pelo grupo de mulheres “ELAS NO PEDAL”, que se reúnem toda última quarta feira de cada mês na Praça AlmiranteTamandaré, para dar apoio e incentivar as mulheres que não possuem experiência a dar as suas primeiras pedaladas. É de iniciativas como esta que estamos precisando, fazendo com que cada vez mais as mulheres se sintam seguras a possam pedalar por ai.
 
Hoje vemos vários grupos de mulheres pedalando pelo mundo a fora, quer seja nas grandes cidades ou no interior ou ainda em competições e dando a volta ao mundo, coisa antes inimaginável.
 
Para encerrar, posso afirmar que mais uma vez as mulheres deram uma bela demonstração, ao saírem por ai pedalando, de que não existem barreiras pela qual elas não consigam ultrapassar, existe sim é o preconceito dos ditos homens que não valorizam o ser mulher.
 
 
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 19/02/2016 às 10h36 | h.s.wendhausen@gmail.com

Educação, fácil de praticar para alguns, para outros, uma utopia

É desta maneira que vejo o comportamento das pessoas no trânsito, infelizmente ainda vivemos no estado de levar vantagens em tudo (mais conhecida como a lei de Gerson para os mais velhos). No trânsito não é diferente, quando aceleramos para passar pela faixa de pedestres ao avistarmos um querendo usa lá, em vez de pararmos perdendo um MÍNIMO de tempo, mas garantido o direito a segurança do mais frágil. Da mesma forma quando estacionamos nas vagas para DEFICIENTES ou dirigidas aos IDOSOS, por mais rápido que seja o tempo que ali ficamos e outras pequenas ações que parecem insignificantes para nós, mas que causa grande desconforto a outrem.
 
E ações negativas também fazem parte do mundo das bicicletas, modal que também faz parte da estrutura dos transportes e que está inserida CTB (Código de Trânsito Brasileiro) sendo assim obrigado a obedecer as suas regras.
 
Como todos já sabem sou frequentador do sistema cicloviário de Balneário Camboriú e região já que não possuo carro e noto que os confrontos entre estes modais estão diminuindo, devagar, mas acontecendo. E por que está acontecendo? Porque temos pessoas que já começam a demonstrar a sua educação sem medo de errar, sabendo que ali próximo está um ser humano frágil igual a ele, em vez de um concorrente ou inimigo. Os ciclistas devem saber que ao estarmos fazendo parte do CTB devemos parar nas faixas para pedestre quando este estiver passando e que ao nos deslocarmos pelo trânsito, devemos sinalizar com as mãos quando mudamos de direção, também não pedalarmos pelas calçadas, local exclusivo dos pedestres e outros exemplos mais que posso citar.
 
Ciclistas não precisam de carteira de habilitação, mas precisam se informar das regras para poder participar efetivamente do trânsito, sem saber das regras, pelo menos as básicas, o seu deslocamento pelas ruas se tornam temerários.
 
Não somos os mais frágeis, os pedestres o são e em determinado momento nos tornamos um com os mesmos direitos, então por que não respeitá-los.

Para encerrar, coloco que ao respeitarmos as regras, tanto como motoristas de um carro, ou como pedestres e ciclistas, estaremos simplesmente agindo com cidadania, aonde o conceito nos diz que temos direitos, mas também deveres a serem cumpridos e que se este último for cumprido por todos, teremos um trânsito mais amigo por igual. 

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 07/12/2015 às 14h03 | h.s.wendhausen@gmail.com

Até quando irão estacionar na Ciclofaixa?

 
Mais uma temporada de verão se aproxima em Balneário Camboriú, a terceira com a ciclofaixa na Avenida Atlântica, a segunda com a ciclofaixa na Avenida Brasil, a primeira com ciclofaixa nas Ruas 3000, 2550 e 2000, e o que mudou em relação a estacionarem ou circularem com veículos em cima das ciclofaixas e ciclovias?
 
Na minha visão os abusos continuam e infelizmente não vejo nenhuma campanha para coibí-los, muito pelo contrário, este ano vi muito mais carros estacionados e circulando sobre as ciclofaixas do que no ano passado.
 
Seria importante que fosse divulgado o número de multas por este tipo de infração, para medir o quanto aumentaram as multas deste tipo em Balneário Camboriú.
 
Sempre é bom lembrar que estacionar sobre as ciclovias ou ciclofaixas é considerado uma infração grave, renderá 5 pontos na carteira do infrator e o motorista terá que pagar uma multa no valor de R$ 127,69, além de ter o carro será apreendido. (art. 181, VIII do CTB)
 
Já quando o motorista ou motociclista que for flagrado transitando nas vias exclusivas para ciclistas, a multa será de 574,62 e renderá 7 pontos na carteira do infrator. (art. 193 do CTB)
 
De uma maneira geral, nas Avenidas o numero maior de infrações pelo que percebo é estacionar sobre a ciclofaixa, já nas ruas o que mais ocorre são motociclistas e motoristas, circulando sobre a ciclofaixa, principalmente no final da 4ª avenida em direção ao túnel. Felizmente ainda não tivemos noticia de nenhum acidente grave por causa deste tipo de infração, mas seria importante a orientação e a punição dos infratores antes que algo pior ocorra.

 

As fotos da página do Facebook https://www.facebook.com/EstacionaramNaCiclofaixaBC/ ilustram o que está ocorrendo em nossa cidade nos últimos meses. A página denuncia os abusos ocorridos em nossa cidade e orienta as pessoas a ligarem para o 190 e 153 caso verifiquem algum dessas infrações. 
 
Rua 3000
Rua 3000
Avenida Brasil
Avenida Brasil
Escrito por , 19/11/2015 às 09h52 |

Brasileiros passam mais tempo no trânsito e a avaliação do transporte público piora, e aqui em BC como seria esta avaliação?


Em pesquisa realizada e divulgada pela Confederação Nacional da Indústria, sobre a qualidade do transporte público no Brasil entre 2011 e 2014, fica demonstrada a ineficiência do transporte público no Brasil, onde o tempo de uso aumentou e a qualidade diminuiu, esta é a realidade que todos conhecemos, mas fica mais fácil de compreender analisando os resultados da pesquisa.


O percentual de brasileiros que avaliou o transporte público como ótimo ou bom caiu de 39% em 2011 para 24%, a redução de 15 pontos percentuais em quatro anos. Em 2011, 26% consideravam o transporte público como regular, percentual que cresceu em seis pontos percentuais chegando a 32% em 2014. Já o percentual que avalia o transporte público como ruim ou péssimo passou de 28% em 2011 para 36% em 2014, um acréscimo de oito pontos percentuais.

Além de piorar, o tempo que o brasileiro gasta no trânsito aumentou. Em 2011, 26% dos brasileiros gastavam mais de uma hora por dia em seu deslocamento para suas atividades rotineiras, como trabalho e estudo. Entre 2011 e 2014 esse percentual aumentou 5 pontos percentuais, chegando a 31%

A pesquisa trás vários outros resultados interessantes, dentre eles:

· O principal meio de locomoção dos brasileiros para ir ao trabalho ou à escola é andar de ônibus ou a pé;
· As pessoas que andam de ônibus são as que passam mais tempo em seus deslocamentos diários;
· Metade dos brasileiros usa transporte público frequentemente;
· Os motivos para não usar transporte público com maior freqüência são a falta de capilaridade e freqüência, seguidas de lentidão e atrasos.

Para ler os resultados completos da pesquisa, acessem o link abaixo:
http://arquivos.portaldaindustria.com.br/app/cni_estatistica_2/2015/10/14/195/RetratosDaSociedadeBrasileira_27_MobilidadeUrbana.pdf

 

Foto: RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA | Publicação da Confederação Nacional da Indústria - CNI

 

 

 

Escrito por , 16/10/2015 às 15h24 |

Onde há boa estrutura, a demanda só cresce

Informo que o não uso dos modais automóvel e ônibus, não fara nenhuma falta a seus usuários, haja vista que estes modais aqui em Balneário Camboriú estão ficando em descrédito, o primeiro pelos seguidos engarrafamentos e o segundo pela estrutura deficitária que apresenta neste momento.

Explico: Balneário Camboriú é privilegiada por ter 90 % do seu território plano, facilitando o deslocamento de todos, quer seja a pé ou de bicicleta. A administração pública que tem como seu representante o prefeito Edson Renato Dias, queiram ou não está fazendo a sua parte com a melhora das calçadas e com a expansão do sistema cicloviário, ação super elogiável. Com a expansão do sistema cicloviário e com as novas calçadas, podemos nos deslocar por aí com mais segurança e muito mais rápido haja vista que os engarrafamentos já se tornaram uma rotina no inverno que é baixa temporada e também fora dos horários de pico. Imaginem como será no verão.

A matemática nos ensina que num trajeto de 7 km (3.5 km ida e 3,5 km volta) é super viável de se caminhar ao nos dirigirmos para o nosso trabalho, para a escola ou ainda para outros afazeres. De outra maneira num trajeto de 10 km (5 km de ida e 5 km de volta) você pode usar o modal bicicleta para o seu deslocamento na sua rotina do dia a dia. A única coisa que temos que fazer é ter a iniciativa de acordar 15 minutos mais cedo, só isto. Dependendo da situação você pode até se surpreender chegando ao seu destino antes do previsto. Garanto também que chegará antes dos automóveis ou ainda se for de ônibus, muito mais cedo. Faça um teste e descubra se estou certo ou não.

Balneário Camboriú tem 90% do seu território plano, e as distâncias de uma ponta a outra na cidade, não ultrapassam os 10 km. Portanto as ideias que citei acima, são possíveis de serem aplicadas. Você meu amigo, que possui o livre arbítrio para decidir o que é certo do errado, só pode apoiar esta iniciativa, e por que digo isto? Vou citar só uma palavra,‘’SAÚDE’’, o resto é complemento.

Desta maneira quero lembrar a todos que com o aumento do sistema cicloviário e com a melhora da estrutura das calçadas, a demanda pelo uso destes dois espaços aumentou consideravelmente em relação a anos passados. Posso lembrar também que a gasolina aumentou substancialmente encarecendo e muito o uso dos automóveis,mas também lembro que ao nos deslocarmos para nosso destino quer seja a pé ou de bicicleta, estamos colaborando diretamente não só com a nossa saúde, mas também com o meio ambiente e que só isto já basta para que tenhamos esta iniciativa.

Sou ciclista em tempo integral, não possuo carro, pedalo direto pelo sistema cicloviário de Balneário Camboriú e posso garantir a todos que a demanda por este espaço aumentou a olhos vistos.

Como ciclistas conseguem se comunicar com mais facilidade com quem está a sua volta, converso direto com outros parceiros e estes me informam que voltaram a pedalar por que se sentem protegidos dos automóveis. As mulheres também fazem parte desta turma, elas estão invadindo as ciclovias, não só como diversão, mas também para o seu deslocamento no dia a dia, quer seja para ir fazer compras ou se dirigir ao trabalho. A ciclofaixa da Avenida Atlântica, está sendo ocupada não só por quem visa passear, mas também por trabalhadores se dirigindo aos respectivos locais de seus serviços.

Para encerrar, chegamos à conclusão de que a demanda pelas ciclovias está totalmente reprimida, basta observarmos a grande circulação de ciclistas que está ocorrendo com a expansão deste sistema. Se a prefeitura continuar a executar o que está no papel teremos com certeza uma cidade amiga dos ciclistas e um exemplo para dar a outras cidades.

Link das Vias ciclísticas já implementadas em Balneário Camboriú e Camboriú:

http://www.acbc.com.br/mobilidade/implantada/baln-camboriu/

http://www.acbc.com.br/mobilidade/implantada/camboriu/

UM PEDESTRE E UM CICLISTA A MAIS NAS RUAS, SIGNIFICAM UM CARRO A MENOS NAS VIAS. PENSEM NISTO.

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 02/10/2015 às 13h59 | h.s.wendhausen@gmail.com



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Henrique da Silva Wendhausen

Assina a coluna Mobilidade Urbana BC

Administrador e cicloativista. Presidente da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú


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Mobilidade Urbana BC
Por Henrique da Silva Wendhausen

1 BIKE 1 VIDA

Estou escrevendo sobre este tema porque vidas estão se perdendo e de uma maneira que poderiam ser evitadas.
 
O ciclista quando sai de sua casa, quer seja para trabalhar, ir ao mercado fazer compras, passear ou ainda praticar o esporte pelo esporte, passa a fazer parte do meio chamado trânsito, se juntando aos demais modais que circulam pelas vias. Desta maneira e por ser um meio de transporte, está incluso no Código de Trânsito Brasileiro, tendo que seguir as suas regras, da mesma forma ser respeitado pelos outros modais.
 
Conceito fácil de observar, mas o que está acontecendo nos dias de hoje? O ciclista está morrendo no trânsito da qual ele faz parte e também possui os seus direitos. Pelo que tenho visto através dos jornais, estamos sendo mortos não porque há uma guerra desencadeada para isto, muitas destas ações negativas estão acontecendo pelas mãos de motoristas bêbados e drogados, que por estarem nesta condição não deveriam estar atrás de um volante. Mas poderia se dizer que acontecem mortes de ciclistas também com motoristas sãos e é ai que eu quero chegar.
 
Quando um ciclista é atropelado por este ‘’são’’ temos que observar atentamente o que o levou a este ato lastimável, porque não podemos ser pessimistas a ponto de acharmos que o mesmo o fez por querer. Há diversas coisas que podemos imaginar, por exemplo: o mesmo se distraiu com o celular ou com o rádio, ou então ele não viu o ciclista ao olhar para o filho no banco de trás, ainda, foi acender o cigarro quando viu estava em cima e derrapou na pista por excesso de velocidade e atropelou o ciclista.
 
Os poucos fatos citados acima estão fora das normas (CTB) claro que existem os erros do próprio ciclista, mas a ótica que abordo é a do motorista e desta maneira chegamos a conclusão de que estamos morrendo porque estas normas não estão sendo cumpridas, desta forma não somos vistos como outros seres humanos pelos nossos semelhantes, que dividem o mesmo o espaço nas vias.
 
Se o ciclista fosse visto como uma vida, outro ser humano pelo seu semelhante, e não como um ser que atrapalha, esta mesma norma dificilmente estaria sendo quebrada.

Para encerrar, convido a todos, ciclistas, simpatizantes e não ciclistas a participarem da campanha 1 BIKE 1 VIDA iniciada pelo Luiz Carlos Chaves Junior e Romulo Cruz, para que o respeito as normas aconteçam e sejamos vistos como iguais, dignos de uma vida.

 

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 28/03/2016 às 15h59 | h.s.wendhausen@gmail.com

MULHERES QUE PEDALAM POR AI.

 

Vivemos em pleno século 21 e ainda discutimos o racismo, a homofobia, HOMENS QUE AINDA BATEM EM MULHERES e o porquê que as mulheres devem ganhar igual aos homens pelos mesmos serviços prestados. Na minha humilde opinião nunca deveria de ser assim, por que somos conceituados como seres racionais e inteligentes, portanto nunca deveríamos chegar a estas atitudes preconceituosas que difamam a imagem de nossos semelhantes.

Orgulho-me muito vendo as mulheres ocupando os espaços que antes eram só dos homens (ainda somos um país de machistas) e um deles é pelo uso da bicicleta. O que antigamente não era comum, hoje já faz parte da paisagem.
 
As mulheres estão descobrindo a liberdade que este simples equipamento proporciona, além de outros benefícios como a melhora na saúde, a rapidez com que o ciclista consegue se deslocar de um ponto ao outro sem precisar ficar preso nos engarrafamentos e muito mais coisas positivas que posso citar sem ter medo de errar.
 
A bicicleta por si só já é feminina em sua denominação, o que passa a ideia de um equipamento frágil, ledo engano. Igual as mulheres ela demonstra robustez nos levando aos nossos destinos sem falhas e muitas vezes carregando o triplo ou mais que seu próprio peso.
 
Aqui em Balneário Camboriú podemos ressaltar as ações executadas pelo grupo de mulheres “ELAS NO PEDAL”, que se reúnem toda última quarta feira de cada mês na Praça AlmiranteTamandaré, para dar apoio e incentivar as mulheres que não possuem experiência a dar as suas primeiras pedaladas. É de iniciativas como esta que estamos precisando, fazendo com que cada vez mais as mulheres se sintam seguras a possam pedalar por ai.
 
Hoje vemos vários grupos de mulheres pedalando pelo mundo a fora, quer seja nas grandes cidades ou no interior ou ainda em competições e dando a volta ao mundo, coisa antes inimaginável.
 
Para encerrar, posso afirmar que mais uma vez as mulheres deram uma bela demonstração, ao saírem por ai pedalando, de que não existem barreiras pela qual elas não consigam ultrapassar, existe sim é o preconceito dos ditos homens que não valorizam o ser mulher.
 
 
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 19/02/2016 às 10h36 | h.s.wendhausen@gmail.com

Educação, fácil de praticar para alguns, para outros, uma utopia

É desta maneira que vejo o comportamento das pessoas no trânsito, infelizmente ainda vivemos no estado de levar vantagens em tudo (mais conhecida como a lei de Gerson para os mais velhos). No trânsito não é diferente, quando aceleramos para passar pela faixa de pedestres ao avistarmos um querendo usa lá, em vez de pararmos perdendo um MÍNIMO de tempo, mas garantido o direito a segurança do mais frágil. Da mesma forma quando estacionamos nas vagas para DEFICIENTES ou dirigidas aos IDOSOS, por mais rápido que seja o tempo que ali ficamos e outras pequenas ações que parecem insignificantes para nós, mas que causa grande desconforto a outrem.
 
E ações negativas também fazem parte do mundo das bicicletas, modal que também faz parte da estrutura dos transportes e que está inserida CTB (Código de Trânsito Brasileiro) sendo assim obrigado a obedecer as suas regras.
 
Como todos já sabem sou frequentador do sistema cicloviário de Balneário Camboriú e região já que não possuo carro e noto que os confrontos entre estes modais estão diminuindo, devagar, mas acontecendo. E por que está acontecendo? Porque temos pessoas que já começam a demonstrar a sua educação sem medo de errar, sabendo que ali próximo está um ser humano frágil igual a ele, em vez de um concorrente ou inimigo. Os ciclistas devem saber que ao estarmos fazendo parte do CTB devemos parar nas faixas para pedestre quando este estiver passando e que ao nos deslocarmos pelo trânsito, devemos sinalizar com as mãos quando mudamos de direção, também não pedalarmos pelas calçadas, local exclusivo dos pedestres e outros exemplos mais que posso citar.
 
Ciclistas não precisam de carteira de habilitação, mas precisam se informar das regras para poder participar efetivamente do trânsito, sem saber das regras, pelo menos as básicas, o seu deslocamento pelas ruas se tornam temerários.
 
Não somos os mais frágeis, os pedestres o são e em determinado momento nos tornamos um com os mesmos direitos, então por que não respeitá-los.

Para encerrar, coloco que ao respeitarmos as regras, tanto como motoristas de um carro, ou como pedestres e ciclistas, estaremos simplesmente agindo com cidadania, aonde o conceito nos diz que temos direitos, mas também deveres a serem cumpridos e que se este último for cumprido por todos, teremos um trânsito mais amigo por igual. 

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 07/12/2015 às 14h03 | h.s.wendhausen@gmail.com

Até quando irão estacionar na Ciclofaixa?

 
Mais uma temporada de verão se aproxima em Balneário Camboriú, a terceira com a ciclofaixa na Avenida Atlântica, a segunda com a ciclofaixa na Avenida Brasil, a primeira com ciclofaixa nas Ruas 3000, 2550 e 2000, e o que mudou em relação a estacionarem ou circularem com veículos em cima das ciclofaixas e ciclovias?
 
Na minha visão os abusos continuam e infelizmente não vejo nenhuma campanha para coibí-los, muito pelo contrário, este ano vi muito mais carros estacionados e circulando sobre as ciclofaixas do que no ano passado.
 
Seria importante que fosse divulgado o número de multas por este tipo de infração, para medir o quanto aumentaram as multas deste tipo em Balneário Camboriú.
 
Sempre é bom lembrar que estacionar sobre as ciclovias ou ciclofaixas é considerado uma infração grave, renderá 5 pontos na carteira do infrator e o motorista terá que pagar uma multa no valor de R$ 127,69, além de ter o carro será apreendido. (art. 181, VIII do CTB)
 
Já quando o motorista ou motociclista que for flagrado transitando nas vias exclusivas para ciclistas, a multa será de 574,62 e renderá 7 pontos na carteira do infrator. (art. 193 do CTB)
 
De uma maneira geral, nas Avenidas o numero maior de infrações pelo que percebo é estacionar sobre a ciclofaixa, já nas ruas o que mais ocorre são motociclistas e motoristas, circulando sobre a ciclofaixa, principalmente no final da 4ª avenida em direção ao túnel. Felizmente ainda não tivemos noticia de nenhum acidente grave por causa deste tipo de infração, mas seria importante a orientação e a punição dos infratores antes que algo pior ocorra.

 

As fotos da página do Facebook https://www.facebook.com/EstacionaramNaCiclofaixaBC/ ilustram o que está ocorrendo em nossa cidade nos últimos meses. A página denuncia os abusos ocorridos em nossa cidade e orienta as pessoas a ligarem para o 190 e 153 caso verifiquem algum dessas infrações. 
 
Rua 3000
Rua 3000
Avenida Brasil
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Escrito por , 19/11/2015 às 09h52 |

Brasileiros passam mais tempo no trânsito e a avaliação do transporte público piora, e aqui em BC como seria esta avaliação?


Em pesquisa realizada e divulgada pela Confederação Nacional da Indústria, sobre a qualidade do transporte público no Brasil entre 2011 e 2014, fica demonstrada a ineficiência do transporte público no Brasil, onde o tempo de uso aumentou e a qualidade diminuiu, esta é a realidade que todos conhecemos, mas fica mais fácil de compreender analisando os resultados da pesquisa.


O percentual de brasileiros que avaliou o transporte público como ótimo ou bom caiu de 39% em 2011 para 24%, a redução de 15 pontos percentuais em quatro anos. Em 2011, 26% consideravam o transporte público como regular, percentual que cresceu em seis pontos percentuais chegando a 32% em 2014. Já o percentual que avalia o transporte público como ruim ou péssimo passou de 28% em 2011 para 36% em 2014, um acréscimo de oito pontos percentuais.

Além de piorar, o tempo que o brasileiro gasta no trânsito aumentou. Em 2011, 26% dos brasileiros gastavam mais de uma hora por dia em seu deslocamento para suas atividades rotineiras, como trabalho e estudo. Entre 2011 e 2014 esse percentual aumentou 5 pontos percentuais, chegando a 31%

A pesquisa trás vários outros resultados interessantes, dentre eles:

· O principal meio de locomoção dos brasileiros para ir ao trabalho ou à escola é andar de ônibus ou a pé;
· As pessoas que andam de ônibus são as que passam mais tempo em seus deslocamentos diários;
· Metade dos brasileiros usa transporte público frequentemente;
· Os motivos para não usar transporte público com maior freqüência são a falta de capilaridade e freqüência, seguidas de lentidão e atrasos.

Para ler os resultados completos da pesquisa, acessem o link abaixo:
http://arquivos.portaldaindustria.com.br/app/cni_estatistica_2/2015/10/14/195/RetratosDaSociedadeBrasileira_27_MobilidadeUrbana.pdf

 

Foto: RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA | Publicação da Confederação Nacional da Indústria - CNI

 

 

 

Escrito por , 16/10/2015 às 15h24 |

Onde há boa estrutura, a demanda só cresce

Informo que o não uso dos modais automóvel e ônibus, não fara nenhuma falta a seus usuários, haja vista que estes modais aqui em Balneário Camboriú estão ficando em descrédito, o primeiro pelos seguidos engarrafamentos e o segundo pela estrutura deficitária que apresenta neste momento.

Explico: Balneário Camboriú é privilegiada por ter 90 % do seu território plano, facilitando o deslocamento de todos, quer seja a pé ou de bicicleta. A administração pública que tem como seu representante o prefeito Edson Renato Dias, queiram ou não está fazendo a sua parte com a melhora das calçadas e com a expansão do sistema cicloviário, ação super elogiável. Com a expansão do sistema cicloviário e com as novas calçadas, podemos nos deslocar por aí com mais segurança e muito mais rápido haja vista que os engarrafamentos já se tornaram uma rotina no inverno que é baixa temporada e também fora dos horários de pico. Imaginem como será no verão.

A matemática nos ensina que num trajeto de 7 km (3.5 km ida e 3,5 km volta) é super viável de se caminhar ao nos dirigirmos para o nosso trabalho, para a escola ou ainda para outros afazeres. De outra maneira num trajeto de 10 km (5 km de ida e 5 km de volta) você pode usar o modal bicicleta para o seu deslocamento na sua rotina do dia a dia. A única coisa que temos que fazer é ter a iniciativa de acordar 15 minutos mais cedo, só isto. Dependendo da situação você pode até se surpreender chegando ao seu destino antes do previsto. Garanto também que chegará antes dos automóveis ou ainda se for de ônibus, muito mais cedo. Faça um teste e descubra se estou certo ou não.

Balneário Camboriú tem 90% do seu território plano, e as distâncias de uma ponta a outra na cidade, não ultrapassam os 10 km. Portanto as ideias que citei acima, são possíveis de serem aplicadas. Você meu amigo, que possui o livre arbítrio para decidir o que é certo do errado, só pode apoiar esta iniciativa, e por que digo isto? Vou citar só uma palavra,‘’SAÚDE’’, o resto é complemento.

Desta maneira quero lembrar a todos que com o aumento do sistema cicloviário e com a melhora da estrutura das calçadas, a demanda pelo uso destes dois espaços aumentou consideravelmente em relação a anos passados. Posso lembrar também que a gasolina aumentou substancialmente encarecendo e muito o uso dos automóveis,mas também lembro que ao nos deslocarmos para nosso destino quer seja a pé ou de bicicleta, estamos colaborando diretamente não só com a nossa saúde, mas também com o meio ambiente e que só isto já basta para que tenhamos esta iniciativa.

Sou ciclista em tempo integral, não possuo carro, pedalo direto pelo sistema cicloviário de Balneário Camboriú e posso garantir a todos que a demanda por este espaço aumentou a olhos vistos.

Como ciclistas conseguem se comunicar com mais facilidade com quem está a sua volta, converso direto com outros parceiros e estes me informam que voltaram a pedalar por que se sentem protegidos dos automóveis. As mulheres também fazem parte desta turma, elas estão invadindo as ciclovias, não só como diversão, mas também para o seu deslocamento no dia a dia, quer seja para ir fazer compras ou se dirigir ao trabalho. A ciclofaixa da Avenida Atlântica, está sendo ocupada não só por quem visa passear, mas também por trabalhadores se dirigindo aos respectivos locais de seus serviços.

Para encerrar, chegamos à conclusão de que a demanda pelas ciclovias está totalmente reprimida, basta observarmos a grande circulação de ciclistas que está ocorrendo com a expansão deste sistema. Se a prefeitura continuar a executar o que está no papel teremos com certeza uma cidade amiga dos ciclistas e um exemplo para dar a outras cidades.

Link das Vias ciclísticas já implementadas em Balneário Camboriú e Camboriú:

http://www.acbc.com.br/mobilidade/implantada/baln-camboriu/

http://www.acbc.com.br/mobilidade/implantada/camboriu/

UM PEDESTRE E UM CICLISTA A MAIS NAS RUAS, SIGNIFICAM UM CARRO A MENOS NAS VIAS. PENSEM NISTO.

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 02/10/2015 às 13h59 | h.s.wendhausen@gmail.com



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Henrique da Silva Wendhausen

Assina a coluna Mobilidade Urbana BC

Administrador e cicloativista. Presidente da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú


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