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Coluna
Marisa Fernandes
Por Marisa Zanoni Fernandes

OS SENTIDOS DE SER PROFESSORA

A vida de professora gera imensas possiblidades. Acolher, incentivar, começar, recomeçar, ensinar, educar, acompanhar, são apenas alguns dos verbos que compõe o ofício de mestre.

Não é comum pararmos para pensar sobre o valor de um professor nas nossas vidas. Somos pouco inclinados a ideia de valorizar o processo de formação humana, sobretudo da primeira infância, da primeira escola, do primeiro professor, do processo educativo. No entanto, parece imprescindível nos encontramos no espelho da vida e nele enxergarmos que alguns dos nossos melhores reflexos estarão associados ao encontro de um professor, de uma professora.

Ao rememorar a minha vida, vejo tantos sentidos possíveis porque tive professores que me desafiaram, me acolheram, me suportaram e me orientaram.

Tive a honra e o privilégio de ser alfabetizada pela minha mãe, como tantas outras crianças. Da pequena escola e das vagas lembranças dos colegas da primeira série, nada tem mais sentido do que ela: a professora. Suas aulas, sua dinâmica e, principalmente, sua presença que parecia sempre indicar a sua satisfação e até o seu divertimento com o processo de aprendizagem de seus alunos.  Dona Verônica até hoje, aos seus 85 anos, conta histórias que aguçam o desejo de voltar ao tempo e parar por um instante na sala de aula. Contemplá-la de modo mais maduro, mais valoroso.

 O clima de aprendizagem, de partilha que vivi com ela e com tantos outros professores, remetem boas memórias e também grandes responsabilidades, pois a escola é e deve ser um lugar em que possamos encontrar o melhor de nós e o melhor dos outros.

Talvez por estas experiências também escolhi ser professora.  A sala, os alunos, o clima de desafios me provocam a sensação de vida plena. A saudável inquietude e o desejo de mediar, fazer algo significativo para todos que ali estiverem. Aqueles disponíveis, mas sobretudo para aqueles que não sabem o que fazer nos bancos escolares. Talvez estes menos atentos, menos desejosos, sejam aqueles que mais precisam da amorosidade, do rigor da partilha e do compromisso social que o ofício de mestre exige.

Nada tem mais sentido do que a possiblidade de contribuir para a construção de conhecimento que transforma vidas, abre mentes e enche o coração de amor ao próximo, do desejo de justiça, da sede de aprender. Nada tem mais sentido do que o conhecimento que humaniza.

Minha gratidão aos professores que tive e ainda tenho na minha vida. Meus cumprimentos aos colegas professores que cotidianamente apontam caminhos, acendem luzes, resistem e tomam posição crítica no mundo.  Aqueles que nos permitem esperançar e caminhar sem medo:

PARABÉNS!

Escrito por Marisa Zanoni Fernandes, 15/10/2019 às 17h43 | marisazf@hotmail.com



Marisa Zanoni Fernandes

Assina a coluna Marisa Fernandes

Ex-vereadora em Balneário Camboriú, é doutora em educação e professora universitária.














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Marisa Fernandes
Por Marisa Zanoni Fernandes

OS SENTIDOS DE SER PROFESSORA

A vida de professora gera imensas possiblidades. Acolher, incentivar, começar, recomeçar, ensinar, educar, acompanhar, são apenas alguns dos verbos que compõe o ofício de mestre.

Não é comum pararmos para pensar sobre o valor de um professor nas nossas vidas. Somos pouco inclinados a ideia de valorizar o processo de formação humana, sobretudo da primeira infância, da primeira escola, do primeiro professor, do processo educativo. No entanto, parece imprescindível nos encontramos no espelho da vida e nele enxergarmos que alguns dos nossos melhores reflexos estarão associados ao encontro de um professor, de uma professora.

Ao rememorar a minha vida, vejo tantos sentidos possíveis porque tive professores que me desafiaram, me acolheram, me suportaram e me orientaram.

Tive a honra e o privilégio de ser alfabetizada pela minha mãe, como tantas outras crianças. Da pequena escola e das vagas lembranças dos colegas da primeira série, nada tem mais sentido do que ela: a professora. Suas aulas, sua dinâmica e, principalmente, sua presença que parecia sempre indicar a sua satisfação e até o seu divertimento com o processo de aprendizagem de seus alunos.  Dona Verônica até hoje, aos seus 85 anos, conta histórias que aguçam o desejo de voltar ao tempo e parar por um instante na sala de aula. Contemplá-la de modo mais maduro, mais valoroso.

 O clima de aprendizagem, de partilha que vivi com ela e com tantos outros professores, remetem boas memórias e também grandes responsabilidades, pois a escola é e deve ser um lugar em que possamos encontrar o melhor de nós e o melhor dos outros.

Talvez por estas experiências também escolhi ser professora.  A sala, os alunos, o clima de desafios me provocam a sensação de vida plena. A saudável inquietude e o desejo de mediar, fazer algo significativo para todos que ali estiverem. Aqueles disponíveis, mas sobretudo para aqueles que não sabem o que fazer nos bancos escolares. Talvez estes menos atentos, menos desejosos, sejam aqueles que mais precisam da amorosidade, do rigor da partilha e do compromisso social que o ofício de mestre exige.

Nada tem mais sentido do que a possiblidade de contribuir para a construção de conhecimento que transforma vidas, abre mentes e enche o coração de amor ao próximo, do desejo de justiça, da sede de aprender. Nada tem mais sentido do que o conhecimento que humaniza.

Minha gratidão aos professores que tive e ainda tenho na minha vida. Meus cumprimentos aos colegas professores que cotidianamente apontam caminhos, acendem luzes, resistem e tomam posição crítica no mundo.  Aqueles que nos permitem esperançar e caminhar sem medo:

PARABÉNS!

Escrito por Marisa Zanoni Fernandes, 15/10/2019 às 17h43 | marisazf@hotmail.com



Marisa Zanoni Fernandes

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Ex-vereadora em Balneário Camboriú, é doutora em educação e professora universitária.