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Coluna
Mãe na Roda
Por Caroline Cezar

Licença! #maispresença

Ultimamente escutamos e discutimos politicamente a questão das licenças maternidade e paternidade, que no Brasil são irrisórias em termos de reais necessidades. Os países desenvolvidos há muito descobriram que pais presentes nos primeiros dois anos de vida de uma criança reduzem drasticamente índices de criminalidade e violência.

Em paralelo à luta de alguns representantes para aumentar esse tempo, podemos nos auto conscientizar que não existe folga nessa tarefa, o que existe é se deparar o tempo todo com nossas faltas e falhas, com nossas crenças, com nossos medos e o que tá lá, bem escondido debaixo do tapete. O cansaço faz parte, e reclamar do cansaço faz perder mais energia. Portanto, na real na real, não existe licença, e mesmo que você receba uns dias pra ficar em casa, o trabalho com a criança é infinitamente maior. Uma construção diária, cotidiana, que vai garantir bases sólidas ou pilares de areia na formação de um novo ser. Nem pai nem mãe, ninguém está de férias, estamos sendo exigidos ao máximo; é quando colocamos em prática o verdadeiro sentido da palavra doação.

Muito importante a fala do pediatra no vídeo, sobre a questão de quem trabalhar fora se sentir "isento" das funções domésticas. E se você vê isso acontecer em casa, não é pra ter briga, é pra ter consciência. Se seu companheiro/ companheira não percebeu, talvez não seja por mal, mas porque estamos inseridos numa sociedade que há anos trata isso como coisa normal. Vamos passo a passo, encontrando o caminho do meio.

 Por uma humanidade mais fraterna!

 

Escrito por Caroline Cezar, 28/04/2016 às 08h42 | carol.jp3@gmail.com



Caroline Cezar

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Ultimamente escutamos e discutimos politicamente a questão das licenças maternidade e paternidade, que no Brasil são irrisórias em termos de reais necessidades. Os países desenvolvidos há muito descobriram que pais presentes nos primeiros dois anos de vida de uma criança reduzem drasticamente índices de criminalidade e violência.

Em paralelo à luta de alguns representantes para aumentar esse tempo, podemos nos auto conscientizar que não existe folga nessa tarefa, o que existe é se deparar o tempo todo com nossas faltas e falhas, com nossas crenças, com nossos medos e o que tá lá, bem escondido debaixo do tapete. O cansaço faz parte, e reclamar do cansaço faz perder mais energia. Portanto, na real na real, não existe licença, e mesmo que você receba uns dias pra ficar em casa, o trabalho com a criança é infinitamente maior. Uma construção diária, cotidiana, que vai garantir bases sólidas ou pilares de areia na formação de um novo ser. Nem pai nem mãe, ninguém está de férias, estamos sendo exigidos ao máximo; é quando colocamos em prática o verdadeiro sentido da palavra doação.

Muito importante a fala do pediatra no vídeo, sobre a questão de quem trabalhar fora se sentir "isento" das funções domésticas. E se você vê isso acontecer em casa, não é pra ter briga, é pra ter consciência. Se seu companheiro/ companheira não percebeu, talvez não seja por mal, mas porque estamos inseridos numa sociedade que há anos trata isso como coisa normal. Vamos passo a passo, encontrando o caminho do meio.

 Por uma humanidade mais fraterna!

 

Escrito por Caroline Cezar, 28/04/2016 às 08h42 | carol.jp3@gmail.com



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