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Coluna
J. Júnior
Por Jonas Ramos Júnior

Júlio Tedesco, perda irreparável

Essa semana tive um momento de grande tristeza quando soube que meu amigo de mais de 30 anos, Júlio Tedesco, havia nos deixado, vitimado por esse maldito vírus. No mesmo dia eu e minha esposa cumpríamos quarentena em casa, também por ter contraído a Covid-19.

Somos acostumados a conviver com as pessoas e acreditar que nada vai acontecer com elas, não somos preparados para administrar essas perdas, e na maioria das vezes ficamos em choque.

Júlio Tedesco consegue, a exemplo de alguns filhos adotivos dessa cidade, deixar um legado de benemerência e inovação. O Bondinho Aéreo e a Marina Tedesco são um divisor de águas na cidade. Deixa uma família maravilhosa que, com certeza, saberá levar adiante seus sonhos, e a dedicar à cidade todo o amor que ele tinha por ela.

Sentimento profundo de gratidão pelas oportunidades que me deu. Descanse em paz.


VARIANTES

O assunto da semana é a proliferação acelerada do vírus da Covid-19, como ainda não havíamos visto, e a certeza cada vez maior de que só estaremos a salvo quando formos vacinados em massa. A mutação do vírus é uma forma de ele sobreviver e se não o contermos rapidamente ele a cada dia ceifará mais e mais pessoas. É insaciável. Haja vista o que se vê no mundo todo. Não tem teoria que se sustente e quem negou ou continua negando a gravidade da pandemia só colabora para mantê-lo vivo. Cuide-se, faça a sua parte, não aglomere, porque o menor descuido pode ser fatal. Não brinque, leve muito a sério.


VITRINE

Circula na internet uma piadinha de mau gosto que diz “que o vírus não vai embora do Brasil tão cedo, ele é muito bem tratado por aqui”. Seria cômico, não fosse uma tragédia.

Todos os governantes, em todas as esferas de governo, desdenharam o poder do vírus e agora pagam um preço alto por terem pensado com a cabeça voltada às eleições. A economia é muito importante, mas sem pessoas vivas e saudáveis tem pouca utilidade. As medidas de isolamento e higienização são ainda a única forma de evitar a proliferação da Covid-19. O resto são teorias e ilações.

Fique esperto

Congresso nacional ou melhor dizendo a Câmara Dos Deputados a toque de caixa tenta passar a PEC da Imunidade, que já passou a ser chamada de PEC da Impunidade. O mundo todo correndo atrás de salvar vidas e os políticos em Brasília pensando em salvar o próprio pescoço. A capital federal é o câncer do Brasil.

A corrida atrás de vacinas está sendo liderada, pasmem, pelo senador pelo Amapá Randolfe Rodriguez, da Rede Sustentabilidade que, em tese, é opositora do governo federal. Juntamente com o novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco aprovaram essa semana uma lei que permite com algumas ressalvas, a compra de vacinas pelos governos estaduais e municipais e, em alguns casos, por empresas particulares. Juntos lideraram uma reunião com os principais laboratórios que produzem vacinas no mundo. Ou seja, apesar de saber que se a vacinação der certo quem leva os louros será o Ministério da Saúde, resolveu abrir mão desse ganho político e pensou no seu país. Ganhou meu respeito.

Enquanto isso o ministro Pazuello está igual barata tonta correndo atrás do prejuízo, por ter deixado a boiada passar, ou melhor dizendo, deixar a compra das vacinas somente pra agora, quando o mundo todo já está vacinando e inclusive vem faltando vacinas. Se quem comprou antecipadamente, como Europa e EUA, não estão recebendo as doses prometidas, imagina quem ainda nem comprou. Quem tem memória lembra Bolsonaro falando que haveria filas de laboratórios pra nos vender vacinas. Cadê os vendedores? Esnobaram a Pfizer que nos ofereceu milhões de doses e agora estamos rastejando pra aceitar seus termos, que aliás mais de 69 países já aceitaram. Não é uma questão de política, é uma questão de vida. Basta falar com quem já perdeu alguém.

Esse ano faça certo. Use máscara. Faça distanciamento. Faça a sua parte.

 

Escrito por Jonas Ramos Júnior, 26/02/2021 às 16h19 | jonasramos3011@hotmail.com



Jonas Ramos Júnior

Assina a coluna J. Júnior

Advogado pós graduado em direito ambiental, reside em BC desde dez/1981. Escreve no JP3 desde 1992, porque tem interesse na cidade e no seu desenvolvimento.














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J. Júnior
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Júlio Tedesco, perda irreparável

Essa semana tive um momento de grande tristeza quando soube que meu amigo de mais de 30 anos, Júlio Tedesco, havia nos deixado, vitimado por esse maldito vírus. No mesmo dia eu e minha esposa cumpríamos quarentena em casa, também por ter contraído a Covid-19.

Somos acostumados a conviver com as pessoas e acreditar que nada vai acontecer com elas, não somos preparados para administrar essas perdas, e na maioria das vezes ficamos em choque.

Júlio Tedesco consegue, a exemplo de alguns filhos adotivos dessa cidade, deixar um legado de benemerência e inovação. O Bondinho Aéreo e a Marina Tedesco são um divisor de águas na cidade. Deixa uma família maravilhosa que, com certeza, saberá levar adiante seus sonhos, e a dedicar à cidade todo o amor que ele tinha por ela.

Sentimento profundo de gratidão pelas oportunidades que me deu. Descanse em paz.


VARIANTES

O assunto da semana é a proliferação acelerada do vírus da Covid-19, como ainda não havíamos visto, e a certeza cada vez maior de que só estaremos a salvo quando formos vacinados em massa. A mutação do vírus é uma forma de ele sobreviver e se não o contermos rapidamente ele a cada dia ceifará mais e mais pessoas. É insaciável. Haja vista o que se vê no mundo todo. Não tem teoria que se sustente e quem negou ou continua negando a gravidade da pandemia só colabora para mantê-lo vivo. Cuide-se, faça a sua parte, não aglomere, porque o menor descuido pode ser fatal. Não brinque, leve muito a sério.


VITRINE

Circula na internet uma piadinha de mau gosto que diz “que o vírus não vai embora do Brasil tão cedo, ele é muito bem tratado por aqui”. Seria cômico, não fosse uma tragédia.

Todos os governantes, em todas as esferas de governo, desdenharam o poder do vírus e agora pagam um preço alto por terem pensado com a cabeça voltada às eleições. A economia é muito importante, mas sem pessoas vivas e saudáveis tem pouca utilidade. As medidas de isolamento e higienização são ainda a única forma de evitar a proliferação da Covid-19. O resto são teorias e ilações.

Fique esperto

Congresso nacional ou melhor dizendo a Câmara Dos Deputados a toque de caixa tenta passar a PEC da Imunidade, que já passou a ser chamada de PEC da Impunidade. O mundo todo correndo atrás de salvar vidas e os políticos em Brasília pensando em salvar o próprio pescoço. A capital federal é o câncer do Brasil.

A corrida atrás de vacinas está sendo liderada, pasmem, pelo senador pelo Amapá Randolfe Rodriguez, da Rede Sustentabilidade que, em tese, é opositora do governo federal. Juntamente com o novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco aprovaram essa semana uma lei que permite com algumas ressalvas, a compra de vacinas pelos governos estaduais e municipais e, em alguns casos, por empresas particulares. Juntos lideraram uma reunião com os principais laboratórios que produzem vacinas no mundo. Ou seja, apesar de saber que se a vacinação der certo quem leva os louros será o Ministério da Saúde, resolveu abrir mão desse ganho político e pensou no seu país. Ganhou meu respeito.

Enquanto isso o ministro Pazuello está igual barata tonta correndo atrás do prejuízo, por ter deixado a boiada passar, ou melhor dizendo, deixar a compra das vacinas somente pra agora, quando o mundo todo já está vacinando e inclusive vem faltando vacinas. Se quem comprou antecipadamente, como Europa e EUA, não estão recebendo as doses prometidas, imagina quem ainda nem comprou. Quem tem memória lembra Bolsonaro falando que haveria filas de laboratórios pra nos vender vacinas. Cadê os vendedores? Esnobaram a Pfizer que nos ofereceu milhões de doses e agora estamos rastejando pra aceitar seus termos, que aliás mais de 69 países já aceitaram. Não é uma questão de política, é uma questão de vida. Basta falar com quem já perdeu alguém.

Esse ano faça certo. Use máscara. Faça distanciamento. Faça a sua parte.

 

Escrito por Jonas Ramos Júnior, 26/02/2021 às 16h19 | jonasramos3011@hotmail.com



Jonas Ramos Júnior

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Advogado pós graduado em direito ambiental, reside em BC desde dez/1981. Escreve no JP3 desde 1992, porque tem interesse na cidade e no seu desenvolvimento.