Jornal Página 3
Coluna
J. Júnior
Por Jonas Ramos Júnior

MALA DIRETA

CATADORES

Quem anda pela cidade não consegue deixar de perceber como aumentou o número de pessoas catando latinhas pelas ruas e na praia central. Domingo tinha um casal com os filhos menores catando juntos em pleno sol escaldante. Aparentemente é um reflexo da crise que se instalou no país desde a greve dos caminhoneiros em abril, que atingiu em cheio as regiões norte e nordeste, trazendo para o sul levas de famílias inteiras em busca de uma vida melhor. Por aqui encontram aluguéis caros, custo de vida alto e dificuldades ainda maiores. A maioria é sem escolaridade e não arruma emprego decente. A rua acaba sendo o único refúgio. Pegou geral.

PRAIANO

Há exatos 37 anos passados coloquei meus pés nessa cidade para trabalhar no Besc por 90 dias. A temporada naquela época exigia a vinda de caixas de banco do interior do Estado, afinal, o Besc era o banco da maioria dos catarinenses, até porque estava presente em todas as cidades. O gerente da agência era Laire Santana Branco que também está por aqui até hoje. A praia era muito diferente e após o carnaval virava um deserto. Não via a hora de voltar pra Lages. Enfim, fui ficando e aqui criei família hoje composta de três filhos e um netinho. Além da bem casada, é claro. Fiz grandes amigos nessa praia. Devo minha vida e felicidades a essa terra, que aprendi a amar. Hoje sem dúvida me considero um praiano. Valeu. BCLOVEYOU.


VITRINE

  • Quando você pede a alguém pra ir ao protocolo da prefeitura some todo mundo. É demorado, mal informado e corre-se o risco de voltar várias vezes. Resumindo: é uma tarefa prá lá de ingrata.
  • Decoração de Natal do calçadão da central ficou bem legal e agradou a maioria dos turistas com quem conversei. Aquele espaço há muito reclama por uma repaginada que traga um ar mais moderno ao local. Os turistas do Mercosul amam a peatonal (calçadão).
  • Gostaria de saber quem é que calcula as travessias elevadas no quesito altura da rampa de acesso. A da nova Terceira Avenida é ruim de chegada e de saída. Muitos carros batem em baixo. Chama o síndico.
  • A chuva deu o ar da graça no fim do ano e aliviou turistas e moradores que estavam preocupados com sua falta na virada do ano. Período que a cidade atinge sua lotação máxima. Mas, está longe de ser um problema resolvido. Ficar refém do tempo sem um planejamento de longo prazo não é legal. Emasa de BC e Camboriú precisam sentar e achar juntas uma solução. Pra já.
  • O centro eventos que abre suas portas ainda em 2019 virou polêmica em razão de sua inauguração não contemplar a parte interna (mobiliário, ar condicionado etc.), fazendo com que o prefeito abortasse sua participação na pré inauguração. Pontos pro prefeito, atitude certa. Enganação de fim de governo. Queremos a obra pronta e acabada. A cidade aguarda por isso há muitos anos.
  • Antes do Natal a família inteira e mais um bocado de amigos foram até o local onde atualmente vive a nossa querida amiga Ruth Iório (paulistana da gema), que esbanjou vitalidade do alto dos seus 92 anos. Destaque pra memória que tá afiadíssima. Felicidades D. Ruth.
  • Independentemente de quem você votou nas últimas eleições pra presidente e governador do Estado, torça pra essa gente colocar nosso Estado e o Brasil de volta no caminho da honestidade, prosperidade e respeito ao dinheiro público. A população mais carente, e a que mais sofre, precisa de gente honesta cuidando da saúde, educação e segurança. O resto a gente faz. Pense nisso.
  • Essa é disparada a temporada do Cooler nas areias de Balneário Camboriú, e é impossível que um grupo passe sem a presença da porta bebidas e comidinhas azul e branco. Mas apesar de trazerem quase tudo que consomem de suas cidades, os turistas uns mais outros menos, acabam deixando uma graninha por aqui. Segundo o consultor financeiro Jurandir Macedo eles estão certos, porque os preços nas praias são dobrados.
  • Ausência notadíssima na cidade é dos hermanos argentinos que devido à crise no seu país estão vindo pra cá em número bem reduzido, se comparado a anos anteriores. Tem quem aposte que caiu apenas uns 30/40%. Tomara, senão vai fazer muita falta no inverno a grana deles.
  • Esse ano se ouviu muitos poucos fogos antes da meia noite, sinal de que a galera que veio pra cá está com a grana curta, sem espaço pra gastos com futilidades. Pegou geral.
  • Minha filha que mora em Boston nos EUA não consegue entender como pra andar de Honda Bis você tem que respeitar a sinalização, andar de capacete e óbvio não circular nas calçadas e na ciclovia. E pra andar nas bikes elétricas não. Pergunta pros homens da lei responderem?
  • Todo mundo sabe que é verão, mas precisa ser tão quente? Longe do ar condicionado tá impossível viver. O pior é que estamos só no início. Saudades de uma frente fria.

ESSE ANO FAÇA CERTO. LUTE CONTRA A CORRUPÇÃO.  FAÇA A SUA PARTE.


 

 

Escrito por Jonas Ramos Júnior, 10/01/2019 às 14h39 | jonasramos3011@hotmail.com



Jonas Ramos Júnior

Assina a coluna J. Júnior

Advogado pós graduado em direito ambiental, reside em BC desde dez/1981. Escreve no JP3 desde 1992, porque tem interesse na cidade e no seu desenvolvimento.


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J. Júnior
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PRAIANO

Há exatos 37 anos passados coloquei meus pés nessa cidade para trabalhar no Besc por 90 dias. A temporada naquela época exigia a vinda de caixas de banco do interior do Estado, afinal, o Besc era o banco da maioria dos catarinenses, até porque estava presente em todas as cidades. O gerente da agência era Laire Santana Branco que também está por aqui até hoje. A praia era muito diferente e após o carnaval virava um deserto. Não via a hora de voltar pra Lages. Enfim, fui ficando e aqui criei família hoje composta de três filhos e um netinho. Além da bem casada, é claro. Fiz grandes amigos nessa praia. Devo minha vida e felicidades a essa terra, que aprendi a amar. Hoje sem dúvida me considero um praiano. Valeu. BCLOVEYOU.


VITRINE

  • Quando você pede a alguém pra ir ao protocolo da prefeitura some todo mundo. É demorado, mal informado e corre-se o risco de voltar várias vezes. Resumindo: é uma tarefa prá lá de ingrata.
  • Decoração de Natal do calçadão da central ficou bem legal e agradou a maioria dos turistas com quem conversei. Aquele espaço há muito reclama por uma repaginada que traga um ar mais moderno ao local. Os turistas do Mercosul amam a peatonal (calçadão).
  • Gostaria de saber quem é que calcula as travessias elevadas no quesito altura da rampa de acesso. A da nova Terceira Avenida é ruim de chegada e de saída. Muitos carros batem em baixo. Chama o síndico.
  • A chuva deu o ar da graça no fim do ano e aliviou turistas e moradores que estavam preocupados com sua falta na virada do ano. Período que a cidade atinge sua lotação máxima. Mas, está longe de ser um problema resolvido. Ficar refém do tempo sem um planejamento de longo prazo não é legal. Emasa de BC e Camboriú precisam sentar e achar juntas uma solução. Pra já.
  • O centro eventos que abre suas portas ainda em 2019 virou polêmica em razão de sua inauguração não contemplar a parte interna (mobiliário, ar condicionado etc.), fazendo com que o prefeito abortasse sua participação na pré inauguração. Pontos pro prefeito, atitude certa. Enganação de fim de governo. Queremos a obra pronta e acabada. A cidade aguarda por isso há muitos anos.
  • Antes do Natal a família inteira e mais um bocado de amigos foram até o local onde atualmente vive a nossa querida amiga Ruth Iório (paulistana da gema), que esbanjou vitalidade do alto dos seus 92 anos. Destaque pra memória que tá afiadíssima. Felicidades D. Ruth.
  • Independentemente de quem você votou nas últimas eleições pra presidente e governador do Estado, torça pra essa gente colocar nosso Estado e o Brasil de volta no caminho da honestidade, prosperidade e respeito ao dinheiro público. A população mais carente, e a que mais sofre, precisa de gente honesta cuidando da saúde, educação e segurança. O resto a gente faz. Pense nisso.
  • Essa é disparada a temporada do Cooler nas areias de Balneário Camboriú, e é impossível que um grupo passe sem a presença da porta bebidas e comidinhas azul e branco. Mas apesar de trazerem quase tudo que consomem de suas cidades, os turistas uns mais outros menos, acabam deixando uma graninha por aqui. Segundo o consultor financeiro Jurandir Macedo eles estão certos, porque os preços nas praias são dobrados.
  • Ausência notadíssima na cidade é dos hermanos argentinos que devido à crise no seu país estão vindo pra cá em número bem reduzido, se comparado a anos anteriores. Tem quem aposte que caiu apenas uns 30/40%. Tomara, senão vai fazer muita falta no inverno a grana deles.
  • Esse ano se ouviu muitos poucos fogos antes da meia noite, sinal de que a galera que veio pra cá está com a grana curta, sem espaço pra gastos com futilidades. Pegou geral.
  • Minha filha que mora em Boston nos EUA não consegue entender como pra andar de Honda Bis você tem que respeitar a sinalização, andar de capacete e óbvio não circular nas calçadas e na ciclovia. E pra andar nas bikes elétricas não. Pergunta pros homens da lei responderem?
  • Todo mundo sabe que é verão, mas precisa ser tão quente? Longe do ar condicionado tá impossível viver. O pior é que estamos só no início. Saudades de uma frente fria.

ESSE ANO FAÇA CERTO. LUTE CONTRA A CORRUPÇÃO.  FAÇA A SUA PARTE.


 

 

Escrito por Jonas Ramos Júnior, 10/01/2019 às 14h39 | jonasramos3011@hotmail.com



Jonas Ramos Júnior

Assina a coluna J. Júnior

Advogado pós graduado em direito ambiental, reside em BC desde dez/1981. Escreve no JP3 desde 1992, porque tem interesse na cidade e no seu desenvolvimento.


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