Jornal Página 3
Coluna
Frente & Verso
Por Daniele Sisnandes

Campanha lixo!

Faz mais ou menos uma semana que comecei a fotografar os materiais de candidatos que chegavam na caixa de correio ou eram jogados no chão da minha garagem. Queria ver onde ia essa “estratégia” de campanha e claro, me decepcionei.

A mídia em papel perdeu espaço no mundo. A impressão é um ato nada ecológico, agora a má distribuição desse material é algo ainda mais reprovável.

Mesmo que tenham investido recursos próprios minha gente, a maioria dessas figuras aí de cima recebeu repasses dos partidos e vocês sabem de onde vem o dinheiro dos partidos né?!

Entre as figuras acima, uma das mais experientes (candidato a federal) recebeu mais de R$ 1,3 milhão do partido para essa campanha. Já o candidato ao senado recebeu R$ 3 milhões!!!!!! O que você acha disso? Você concorda? 

Eu moro numa região mais afastada, quase na Barra Sul, imagino que no centrão mesmo o volume de material desovado nos endereços deve ter sido ainda pior.

O pior é que na maioria das vezes os santinhos eram deixados ali aos montes. Eu moro numa casa. Bastava um, mas eles nunca estavam sós. Falta de planejamento ou talvez pressa de quem distribuía, não saberemos! Cabe a reflexão, pleno 2018 e as velhas práticas batendo à nossa porta...

A única coisa que eu sei é que os candidatos que eu escolhi...escolhi porque me identifiquei com ideias, estratégias de divulgação, fui atrás e conheci, ninguém ganhou voto de mão beijada, nem por santinho abandonado.

Neste domingo aposto que vamos encontrar mais uma vez aquelas cenas lamentáveis de santinhos espalhados perto dos locais de votação. Típico, mas não menos digno de indignação.

Essa foi uma das campanhas mais sujas que já acompanhamos. E agora não estou falando só do lixo que é produzido, mas do todo, da polarização, das brigas, das amizades desfeitas, da intolerância.

Acho que nunca o jornalismo teve que desmentir tanto e como diz minha amiga Fab Diniz, desmentir sem causar efeito, porque as pessoas estão acreditando só naquilo que convém. Que tragédia isso!

O brasileiro está cansado de injustiças sociais, da corrupção, de ser assaltado de todas as formas e por isso está vivendo um momento de posicionamentos extremos. Mas que a gente tenha discernimento neste domingo e faça boas escolhas, escolhas calculadas. Não vote sem pensar ou no cabresto. Ainda dá tempo de pesquisar. Não desperdice seu direito de escolha! 

Para pesquisar informações e gastos dos candidatos, clique aqui.

Escrito por Daniele Sisnandes, 05/10/2018 às 17h21 | danikahc@gmail.com

Arte contra o câncer

No dia 2 de outubro, o fotógrafo Eduardo Werner lança a exposição Brilho da Vida. O trabalho lindíssimo reúne fotografias de modelos em tratamento e em fase de recuperação maquiadas com tinta neon.

O trabalho contou com a ajuda do maquiador profissional Alex Ferreira e suporte da Sol Martins, na produção.

“Ver a esperança no rosto dessas guerreiras com muito brilho e cor me deixa confiante e realizado”, comentou Werner.

Após o lançamento, a exposição ficará no Atlântico Shopping, em Balneário Camboriú, até o dia 15 de outubro, trazendo novas cores ao Outubro Rosa.

Sobre o Café

No dia 2, a partir das 14h30, o grupo de voluntárias do Espaço Câncer com Alegria promove o CAFÉ BENEFICENTE em comemoração ao Outubro Rosa. O evento vai acontecer no Clube do Médico, na Praia Brava.

Na programação estão previstos desfiles, a exposição do fotógrafo Eduardo Werner, o Bazar Karla Vivian, maquiagem gratuita, homenagens, surpresas e sorteios de brindes.

Os convites no valor de R$ 50,00 podem ser adquiridos com as voluntárias do Espaço Câncer com Alegria através dos telefones: 47 99937 3867 ( Eliana), 47 99965 9073 ( Fátima) e 47 98415 0888 ( Patrícia).

O valor arrecadado será revertido para a instituição que presta serviço aos pacientes com diagnóstico de câncer na região.

Toda semana, o grupo de voluntárias visita os pacientes em tratamento e oferecem lanches, lenços e serviços de maquiagem.

Os atendimentos são oferecidos há três anos. O Espaço Câncer com Alegria atende na Rua José Bonifácio Malburg, 51, e presta auxílio nas áreas de doação de lenços, empréstimo de perucas, corte de cabelo para doação, micropigmentação de sobrancelhas, fisioterapia, coach e psicologia, OncoYoga e aulas de zumba.

Escrito por Daniele Sisnandes, 27/09/2018 às 15h37 | danikahc@gmail.com

Vá a um festival sozinho

Fotos: Daniele Sisnandes

Viajar 100% sozinha era uma dessas metas que eu ainda não tinha cumprido desde 2016, quando decidi recomeçar a vida. Aí no início de 2018 surgiu bem do nada a oportunidade de ir para Psicodália, um grande festival que acontece no Carnaval, em Rio Negrinho.

Quando recebi minha confirmação foi meio em cima do laço. Eu ia tocar em outro lugar naquele mesmo final de semana e até pensei até em não ir ao festival, porque também não teria ninguém pra ir junto comigo nessa aventura inesperada.

Acontece bastante né, às vezes sem companhia para um determinado evento, a gente acaba deixando de ir. Mas acho que era pra ter sido assim mesmo e foi incrível! Coisas do acaso que marcam a vida da gente pra sempre.

Então foi assim, eu arrumei uma mochila com roupas e outra com mantimentos. Toquei na festa que tinha marcado e no dia seguinte carreguei meu corajoso Picanto vermelho - o Jingo - e subi a serra.

Não fiz propaganda, nem fiquei postando meus passos enquanto estava lá. Desconectei para conectar!

Por isso reforço que ir a um festival como esse é uma das melhores pedidas pra quem também quer um rolê sozinho, pra pensar, sentir, descobrir, principalmente para a mulherada! Digo isso porque é pé na lama e intensidade, mas é muito respeito.

Um festival é um mundo à parte sim. É um extrato dos nossos sonhos utópicos de sociedade ideal. É 'bom dia' nos caminhos, é entrega nos shows é tudo o que se quiser, desde que não perturbe o outro.

Eu já tinha ido a festivais naquele mesmo lugar e sabia o poder energético daquela colina, então eu estava otimista, mas nem perto imaginava o que me esperava.

Quando cheguei na fazenda caía uma garoa fina. O festival já rolava há uns três dias e nem tinha fila para entrar. O estacionamento estava virado em lama e uma patrola ajudava quem queria desatolar, normal!

Antes de tirar as coisas do carro, dei uma volta e fiz o reconhecimento pra ver o que rolava e onde ia parar.

Carreguei meu cartão com Dálias (que é o dinheiro do lugar) e comprei uma cerveja. Achei um lugar irado bem perto dos dois palcos principais e ali montei acampamento. Foi a última trip da minha barraquinha parceira, essa já merecia um descanso.

Eu que não sou trouxa e já passei perrengue a beça, calcei as galochas de borracha, garrei na cadeira e fui pra pista.

Logo quando eu cheguei vivenciei um dos shows mais viscerais. Uma banda de minas chamada Mulamba (que eu absurdamente não conhecia) e logo virei fã. Mulherada responsa tocando lindamente e o povo enlouquecido.

Assim como as minas do palco, as minas do público também arrancaram as blusas e fizeram coro quando começaram a tocar a canção “Mulamba”, um hino de empoderamento feminino. O show todo é um protesto, um ato de coragem, uma experiência inesquecível. Pra nossa sorte elas voltam no próximo Psicodália e tocam em Balneário Camboriú em outubro!!!!

O show da banda Francisco El Hombre também foi incrível, foi essa banda que me arrastou até o Psicodália na verdade e valeu cada minuto.

O Psicodália tem uma particularidade interessante de respeito aos músicos, então em cada horário, um dos palcos funciona. Para que as pessoas possam circular e prestigiar, acredito eu.

Foi assim que eu conheci um monte de artistas sensacionais, como André Prando, Ema Stoned e Daniel Groove e seu brega que vai direto do coração. Esse foi um show tão intenso que quando vi estava super emocionada e olha que eu nunca tinha ouvido o som do cara antes. Acontece quando a gente está receptivo e permite ser tocado pela arte.

Com um festival desse e ainda com um público considerável - são milhares de pessoas - tem banda do país inteiro querendo tocar e a curadoria faz questão de garantir a diversidade. 

Tem muita qualidade musical, nada muito convencional não. Pra quem curte descobrir sons é muito legal.

Mas não são só os shows nos palcos que fazem um festival. Na verdade tem muita arte linda nas entrelinhas, nos caminhos, nos intervalos. Cinema, palhaçaria, interação, muita interação de pessoas de todas as idades, inclusive da criançada.

As oficinas também são complementos muito importantes, pela vivência, pelas trocas. Muita energia acontece seja num jogo, aprendendo a fazer tie dye ou encontrando o ritmo.

Geralmente os festivais oferecem bem mais do que bar, tem praça de alimentação, mercadinho, você não fica sem coisas básicas, então a minha dica é leve o que for essencial. Eu sempre volto pra casa com muita comida, principalmente essas coisas prontas porque chego e acabo comendo lá mesmo. Desapega e aproveita os sabores que o lugar te oferece.

Providencialmente a área onde tinha alguns interruptores para o pessoal carregar os celulares, era um centro de convivência e lá se conhecia muita gente. Tinha uma pizza maravilhosa 24 horas por dia e sempre tinha alguém fazendo jam session.

Ali nas madrugadas, quando os palcos silenciavam, rolava o Bailinho de Vinil, um trio que virava os discos e fazia o povo não querer dormir. Era insano!

O Palco do Lago era um lugar bem mítico, coisa linda a energia que rolava por lá. Mesmo com lama, sob chuva, não tinha tempo ruim não.

Por isso a gente tem que ir preparado, levar bastante meia, uma capa boa e sapatos resistentes à água (se a previsão for de chuva), mas principalmente amor e bom humor. Se for para reclamar é melhor ficar no aconchego do lar, mas se quiser ir pra conhecer os mundos, se apaixonar, ouvir boa música e viver sem filtro, vá a um festival sozinho!

Se tiver companhia será uma experiência maravilhosa também, mas se não tiver, vai só com a coragem mesmo.

Para os que gostam de música eletrônica a mesma Fazenda Evaristo, em Rio Negrinho, recebe o Adhana, na virada deste ano, que está preparando uma estrutura de tirar o chapéu. E pra quem curte rock autoral independente, o Psicodália será no começo de março de 2019.

Mas há também outros lugares por aí recebendo eventos assim, vale a pesquisa. Saia do modo robô por um tempinho, não tem desculpa, só tem bônus. E aí, bora?!

Escrito por Daniele Sisnandes, 11/09/2018 às 17h33 | danikahc@gmail.com

Quer tocar no Psicodália?

Foto: Nicolas Salazar

Bandas interessadas em tocar no Psicodália 2019 têm até sexta-feira (31) para inscreverem suas propostas. O evento acontece de 1 a 6 de março na Fazenda Evaristo, em Rio Negrinho, que fica a 183km de Balneário Camboriú, e é uma oportunidade e tanto para artistas dedicados ao som autoral.

Entre as bandas inscritas, 12 serão pré-selecionadas pela curadoria do festival e participarão da votação popular. As três mais votadas tocarão na 22ª edição do evento. É a primeira vez que o público vai ajudar, diretamente, a escolher atrações que subirão ao palco.

As bandas selecionadas pela curadoria serão conhecidas no dia 01 de outubro, quando o público iniciará a escolha de suas preferidas, até 17 de outubro. E, finalmente, no dia 19 de outubro serão divulgados os nomes das três atrações que o público quer ver no palco do Psicodália.

O diretor do evento, Klauss Eira, contou que a intenção é apostar em artistas interessados no Festival e aproximar ainda mais o público.

Ele lembra que serão aceitas inscrições de artistas “iniciantes, profissionais, com pouco ou muito tempo de estrada, desde que seja música autoral.”

Ingressos

O primeiro lote de ingressos para o Psicodália 2019 está à venda pelo Disk Ingressos. A novidade é que o cadastro será realizado na hora da compra, facilitando o acesso.

Saiba mais aqui.

 

Escrito por Daniele Sisnandes, 28/08/2018 às 14h02 | danikahc@gmail.com

Você pede ajuda?

Estava pensando em como nós seres humanos temos capacidades espetaculares para dar conta de tantas cobranças dessa nossa era.

A rotina é implacável, as responsabilidades se acumulam e vamos nos superando principalmente porque a concorrência é grande. Isso claro, no meio privado e no lado emocional, já na esfera pública as coisas têm um tempo só delas.

Eu comecei a pensar nisso porque vi uma postagem em alguma rede social, de uma dessas indiretas...uma pessoa ironizava a ausência de amigos em um momento de dificuldade.

Primeira coisa foi me botar no lugar da pessoa e já passei raiva só de pensar que sacanagem ficar sozinho numa hora dessas, mas segundos depois pensei, poxa, eu de alguma forma conheço essa pessoa e nem imaginava que ela precisava de ajuda.

O problema é que não pedimos ajuda. Resistimos até as dificuldades atingirem níveis críticos. Calados. Como se fosse algum sinal de derrota. Uma ideia tosca que absorvemos como verdade.

Sei do que estou falando porque também não sabia muito pedir ajuda, até bem pouco tempo. Coisa de jovem ou orgulho, paradigmas que vamos quebrando com o tempo e com a evolução que a experiência da vida nos traz.

Além de jornalista e DJ, eu sou sócia da minha mãe em um negócio de doces sob encomenda e em toda Páscoa temos o auge das nossas vendas. Apesar de sermos bem pequenos, nesta época do ano não damos conta sozinhos.

Passamos alguns apertos até percebermos que, pelo menos naquela época, tínhamos que contar com vários colaboradores, delegar... dividir pra conquistar.

A mesma coisa acontece com as emoções. Pedir ajuda não pode ser motivo de vergonha, jamais, porque é um ato de coragem!

Às vezes é uma conversa, um pouco de tempo que você dedica a alguém ou que pede de alguém, não importa. Compartilhar faz o fardo da vida ser mais leve.

Nem todos sabem das nossas lutas, do peso das nossas responsabilidades, falar é importante.

Dar a oportunidade para o outro estender a mão é o primeiro passo. A escolha é dele, mas quem abre a porta é a gente.


Falando em pedir ajuda, no próximo mês, além de darmos boas vindas à primavera, vamos lembrar mais uma vez  do Setembro Amarelo, movimento importante que chama a atenção para a prevenção ao suicídio. 

Balneário Camboriú se engajará nessa luta e lançará seu programa municipal de apoio a quem precisa ser escutado, uma iniciativa e tanto, logo será lançado oficialmente.

Além disso, temos por aqui também o CVV, que sempre tem alguém disponível para escutar. O telefone é 188 e a ligação é gratuita!

Escrito por Daniele Sisnandes, 27/08/2018 às 17h29 | danikahc@gmail.com

Mimo vence festival da canção

A música autoral da região escreveu mais um belo capítulo neste final de semana.

O grupo Mimo, de Itajaí/Porto Belo, foi o grande vencedor da 32ª edição do Moenda da Canção, festival em Santo Antônio da Patrulha, no Rio Grande do Sul.

Formado por Giana Cervi, Vê Domingos e Bruno Kohl, o Mimo concorreu com a música Transbordar e emplacou como melhor música e melhor melodia.

A Moenda da Canção é um dos maiores e mais tradicionais festivais da canção do estado gaúcho. Foi criado em 1978 e tem edições ininterruptas desde 1986.

A edição deste ano contou com nada menos que 645 músicas inscritas. 16 foram selecionadas, apenas eram duas catarinenses.

Para quem quiser ver de perto o talento desse trio transbordar, no dia 1º de setembro o Mimo volta a se reunir no palco, desta vez durante a 21ª edição do Festival de Música de Itajaí, no Teatro Municipal. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) ou R$ 10 (meia).

Confira um trecho da apresentação:

Crédito das imagens: Schibian Philemonn Oliveira Costa

 Fique por dentro de tudo aqui.

Escrito por Daniele Sisnandes, 15/08/2018 às 17h17 | danikahc@gmail.com



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Daniele Sisnandes

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Ama a música, as letras e gargalhadas. Sonhadora com os pés no chão. Jornalista. Editoria do Página 3 Online. Quer ir além da pirâmide invertida, mas que seja frente e verso.


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Campanha lixo!

Faz mais ou menos uma semana que comecei a fotografar os materiais de candidatos que chegavam na caixa de correio ou eram jogados no chão da minha garagem. Queria ver onde ia essa “estratégia” de campanha e claro, me decepcionei.

A mídia em papel perdeu espaço no mundo. A impressão é um ato nada ecológico, agora a má distribuição desse material é algo ainda mais reprovável.

Mesmo que tenham investido recursos próprios minha gente, a maioria dessas figuras aí de cima recebeu repasses dos partidos e vocês sabem de onde vem o dinheiro dos partidos né?!

Entre as figuras acima, uma das mais experientes (candidato a federal) recebeu mais de R$ 1,3 milhão do partido para essa campanha. Já o candidato ao senado recebeu R$ 3 milhões!!!!!! O que você acha disso? Você concorda? 

Eu moro numa região mais afastada, quase na Barra Sul, imagino que no centrão mesmo o volume de material desovado nos endereços deve ter sido ainda pior.

O pior é que na maioria das vezes os santinhos eram deixados ali aos montes. Eu moro numa casa. Bastava um, mas eles nunca estavam sós. Falta de planejamento ou talvez pressa de quem distribuía, não saberemos! Cabe a reflexão, pleno 2018 e as velhas práticas batendo à nossa porta...

A única coisa que eu sei é que os candidatos que eu escolhi...escolhi porque me identifiquei com ideias, estratégias de divulgação, fui atrás e conheci, ninguém ganhou voto de mão beijada, nem por santinho abandonado.

Neste domingo aposto que vamos encontrar mais uma vez aquelas cenas lamentáveis de santinhos espalhados perto dos locais de votação. Típico, mas não menos digno de indignação.

Essa foi uma das campanhas mais sujas que já acompanhamos. E agora não estou falando só do lixo que é produzido, mas do todo, da polarização, das brigas, das amizades desfeitas, da intolerância.

Acho que nunca o jornalismo teve que desmentir tanto e como diz minha amiga Fab Diniz, desmentir sem causar efeito, porque as pessoas estão acreditando só naquilo que convém. Que tragédia isso!

O brasileiro está cansado de injustiças sociais, da corrupção, de ser assaltado de todas as formas e por isso está vivendo um momento de posicionamentos extremos. Mas que a gente tenha discernimento neste domingo e faça boas escolhas, escolhas calculadas. Não vote sem pensar ou no cabresto. Ainda dá tempo de pesquisar. Não desperdice seu direito de escolha! 

Para pesquisar informações e gastos dos candidatos, clique aqui.

Escrito por Daniele Sisnandes, 05/10/2018 às 17h21 | danikahc@gmail.com

Arte contra o câncer

No dia 2 de outubro, o fotógrafo Eduardo Werner lança a exposição Brilho da Vida. O trabalho lindíssimo reúne fotografias de modelos em tratamento e em fase de recuperação maquiadas com tinta neon.

O trabalho contou com a ajuda do maquiador profissional Alex Ferreira e suporte da Sol Martins, na produção.

“Ver a esperança no rosto dessas guerreiras com muito brilho e cor me deixa confiante e realizado”, comentou Werner.

Após o lançamento, a exposição ficará no Atlântico Shopping, em Balneário Camboriú, até o dia 15 de outubro, trazendo novas cores ao Outubro Rosa.

Sobre o Café

No dia 2, a partir das 14h30, o grupo de voluntárias do Espaço Câncer com Alegria promove o CAFÉ BENEFICENTE em comemoração ao Outubro Rosa. O evento vai acontecer no Clube do Médico, na Praia Brava.

Na programação estão previstos desfiles, a exposição do fotógrafo Eduardo Werner, o Bazar Karla Vivian, maquiagem gratuita, homenagens, surpresas e sorteios de brindes.

Os convites no valor de R$ 50,00 podem ser adquiridos com as voluntárias do Espaço Câncer com Alegria através dos telefones: 47 99937 3867 ( Eliana), 47 99965 9073 ( Fátima) e 47 98415 0888 ( Patrícia).

O valor arrecadado será revertido para a instituição que presta serviço aos pacientes com diagnóstico de câncer na região.

Toda semana, o grupo de voluntárias visita os pacientes em tratamento e oferecem lanches, lenços e serviços de maquiagem.

Os atendimentos são oferecidos há três anos. O Espaço Câncer com Alegria atende na Rua José Bonifácio Malburg, 51, e presta auxílio nas áreas de doação de lenços, empréstimo de perucas, corte de cabelo para doação, micropigmentação de sobrancelhas, fisioterapia, coach e psicologia, OncoYoga e aulas de zumba.

Escrito por Daniele Sisnandes, 27/09/2018 às 15h37 | danikahc@gmail.com

Vá a um festival sozinho

Fotos: Daniele Sisnandes

Viajar 100% sozinha era uma dessas metas que eu ainda não tinha cumprido desde 2016, quando decidi recomeçar a vida. Aí no início de 2018 surgiu bem do nada a oportunidade de ir para Psicodália, um grande festival que acontece no Carnaval, em Rio Negrinho.

Quando recebi minha confirmação foi meio em cima do laço. Eu ia tocar em outro lugar naquele mesmo final de semana e até pensei até em não ir ao festival, porque também não teria ninguém pra ir junto comigo nessa aventura inesperada.

Acontece bastante né, às vezes sem companhia para um determinado evento, a gente acaba deixando de ir. Mas acho que era pra ter sido assim mesmo e foi incrível! Coisas do acaso que marcam a vida da gente pra sempre.

Então foi assim, eu arrumei uma mochila com roupas e outra com mantimentos. Toquei na festa que tinha marcado e no dia seguinte carreguei meu corajoso Picanto vermelho - o Jingo - e subi a serra.

Não fiz propaganda, nem fiquei postando meus passos enquanto estava lá. Desconectei para conectar!

Por isso reforço que ir a um festival como esse é uma das melhores pedidas pra quem também quer um rolê sozinho, pra pensar, sentir, descobrir, principalmente para a mulherada! Digo isso porque é pé na lama e intensidade, mas é muito respeito.

Um festival é um mundo à parte sim. É um extrato dos nossos sonhos utópicos de sociedade ideal. É 'bom dia' nos caminhos, é entrega nos shows é tudo o que se quiser, desde que não perturbe o outro.

Eu já tinha ido a festivais naquele mesmo lugar e sabia o poder energético daquela colina, então eu estava otimista, mas nem perto imaginava o que me esperava.

Quando cheguei na fazenda caía uma garoa fina. O festival já rolava há uns três dias e nem tinha fila para entrar. O estacionamento estava virado em lama e uma patrola ajudava quem queria desatolar, normal!

Antes de tirar as coisas do carro, dei uma volta e fiz o reconhecimento pra ver o que rolava e onde ia parar.

Carreguei meu cartão com Dálias (que é o dinheiro do lugar) e comprei uma cerveja. Achei um lugar irado bem perto dos dois palcos principais e ali montei acampamento. Foi a última trip da minha barraquinha parceira, essa já merecia um descanso.

Eu que não sou trouxa e já passei perrengue a beça, calcei as galochas de borracha, garrei na cadeira e fui pra pista.

Logo quando eu cheguei vivenciei um dos shows mais viscerais. Uma banda de minas chamada Mulamba (que eu absurdamente não conhecia) e logo virei fã. Mulherada responsa tocando lindamente e o povo enlouquecido.

Assim como as minas do palco, as minas do público também arrancaram as blusas e fizeram coro quando começaram a tocar a canção “Mulamba”, um hino de empoderamento feminino. O show todo é um protesto, um ato de coragem, uma experiência inesquecível. Pra nossa sorte elas voltam no próximo Psicodália e tocam em Balneário Camboriú em outubro!!!!

O show da banda Francisco El Hombre também foi incrível, foi essa banda que me arrastou até o Psicodália na verdade e valeu cada minuto.

O Psicodália tem uma particularidade interessante de respeito aos músicos, então em cada horário, um dos palcos funciona. Para que as pessoas possam circular e prestigiar, acredito eu.

Foi assim que eu conheci um monte de artistas sensacionais, como André Prando, Ema Stoned e Daniel Groove e seu brega que vai direto do coração. Esse foi um show tão intenso que quando vi estava super emocionada e olha que eu nunca tinha ouvido o som do cara antes. Acontece quando a gente está receptivo e permite ser tocado pela arte.

Com um festival desse e ainda com um público considerável - são milhares de pessoas - tem banda do país inteiro querendo tocar e a curadoria faz questão de garantir a diversidade. 

Tem muita qualidade musical, nada muito convencional não. Pra quem curte descobrir sons é muito legal.

Mas não são só os shows nos palcos que fazem um festival. Na verdade tem muita arte linda nas entrelinhas, nos caminhos, nos intervalos. Cinema, palhaçaria, interação, muita interação de pessoas de todas as idades, inclusive da criançada.

As oficinas também são complementos muito importantes, pela vivência, pelas trocas. Muita energia acontece seja num jogo, aprendendo a fazer tie dye ou encontrando o ritmo.

Geralmente os festivais oferecem bem mais do que bar, tem praça de alimentação, mercadinho, você não fica sem coisas básicas, então a minha dica é leve o que for essencial. Eu sempre volto pra casa com muita comida, principalmente essas coisas prontas porque chego e acabo comendo lá mesmo. Desapega e aproveita os sabores que o lugar te oferece.

Providencialmente a área onde tinha alguns interruptores para o pessoal carregar os celulares, era um centro de convivência e lá se conhecia muita gente. Tinha uma pizza maravilhosa 24 horas por dia e sempre tinha alguém fazendo jam session.

Ali nas madrugadas, quando os palcos silenciavam, rolava o Bailinho de Vinil, um trio que virava os discos e fazia o povo não querer dormir. Era insano!

O Palco do Lago era um lugar bem mítico, coisa linda a energia que rolava por lá. Mesmo com lama, sob chuva, não tinha tempo ruim não.

Por isso a gente tem que ir preparado, levar bastante meia, uma capa boa e sapatos resistentes à água (se a previsão for de chuva), mas principalmente amor e bom humor. Se for para reclamar é melhor ficar no aconchego do lar, mas se quiser ir pra conhecer os mundos, se apaixonar, ouvir boa música e viver sem filtro, vá a um festival sozinho!

Se tiver companhia será uma experiência maravilhosa também, mas se não tiver, vai só com a coragem mesmo.

Para os que gostam de música eletrônica a mesma Fazenda Evaristo, em Rio Negrinho, recebe o Adhana, na virada deste ano, que está preparando uma estrutura de tirar o chapéu. E pra quem curte rock autoral independente, o Psicodália será no começo de março de 2019.

Mas há também outros lugares por aí recebendo eventos assim, vale a pesquisa. Saia do modo robô por um tempinho, não tem desculpa, só tem bônus. E aí, bora?!

Escrito por Daniele Sisnandes, 11/09/2018 às 17h33 | danikahc@gmail.com

Quer tocar no Psicodália?

Foto: Nicolas Salazar

Bandas interessadas em tocar no Psicodália 2019 têm até sexta-feira (31) para inscreverem suas propostas. O evento acontece de 1 a 6 de março na Fazenda Evaristo, em Rio Negrinho, que fica a 183km de Balneário Camboriú, e é uma oportunidade e tanto para artistas dedicados ao som autoral.

Entre as bandas inscritas, 12 serão pré-selecionadas pela curadoria do festival e participarão da votação popular. As três mais votadas tocarão na 22ª edição do evento. É a primeira vez que o público vai ajudar, diretamente, a escolher atrações que subirão ao palco.

As bandas selecionadas pela curadoria serão conhecidas no dia 01 de outubro, quando o público iniciará a escolha de suas preferidas, até 17 de outubro. E, finalmente, no dia 19 de outubro serão divulgados os nomes das três atrações que o público quer ver no palco do Psicodália.

O diretor do evento, Klauss Eira, contou que a intenção é apostar em artistas interessados no Festival e aproximar ainda mais o público.

Ele lembra que serão aceitas inscrições de artistas “iniciantes, profissionais, com pouco ou muito tempo de estrada, desde que seja música autoral.”

Ingressos

O primeiro lote de ingressos para o Psicodália 2019 está à venda pelo Disk Ingressos. A novidade é que o cadastro será realizado na hora da compra, facilitando o acesso.

Saiba mais aqui.

 

Escrito por Daniele Sisnandes, 28/08/2018 às 14h02 | danikahc@gmail.com

Você pede ajuda?

Estava pensando em como nós seres humanos temos capacidades espetaculares para dar conta de tantas cobranças dessa nossa era.

A rotina é implacável, as responsabilidades se acumulam e vamos nos superando principalmente porque a concorrência é grande. Isso claro, no meio privado e no lado emocional, já na esfera pública as coisas têm um tempo só delas.

Eu comecei a pensar nisso porque vi uma postagem em alguma rede social, de uma dessas indiretas...uma pessoa ironizava a ausência de amigos em um momento de dificuldade.

Primeira coisa foi me botar no lugar da pessoa e já passei raiva só de pensar que sacanagem ficar sozinho numa hora dessas, mas segundos depois pensei, poxa, eu de alguma forma conheço essa pessoa e nem imaginava que ela precisava de ajuda.

O problema é que não pedimos ajuda. Resistimos até as dificuldades atingirem níveis críticos. Calados. Como se fosse algum sinal de derrota. Uma ideia tosca que absorvemos como verdade.

Sei do que estou falando porque também não sabia muito pedir ajuda, até bem pouco tempo. Coisa de jovem ou orgulho, paradigmas que vamos quebrando com o tempo e com a evolução que a experiência da vida nos traz.

Além de jornalista e DJ, eu sou sócia da minha mãe em um negócio de doces sob encomenda e em toda Páscoa temos o auge das nossas vendas. Apesar de sermos bem pequenos, nesta época do ano não damos conta sozinhos.

Passamos alguns apertos até percebermos que, pelo menos naquela época, tínhamos que contar com vários colaboradores, delegar... dividir pra conquistar.

A mesma coisa acontece com as emoções. Pedir ajuda não pode ser motivo de vergonha, jamais, porque é um ato de coragem!

Às vezes é uma conversa, um pouco de tempo que você dedica a alguém ou que pede de alguém, não importa. Compartilhar faz o fardo da vida ser mais leve.

Nem todos sabem das nossas lutas, do peso das nossas responsabilidades, falar é importante.

Dar a oportunidade para o outro estender a mão é o primeiro passo. A escolha é dele, mas quem abre a porta é a gente.


Falando em pedir ajuda, no próximo mês, além de darmos boas vindas à primavera, vamos lembrar mais uma vez  do Setembro Amarelo, movimento importante que chama a atenção para a prevenção ao suicídio. 

Balneário Camboriú se engajará nessa luta e lançará seu programa municipal de apoio a quem precisa ser escutado, uma iniciativa e tanto, logo será lançado oficialmente.

Além disso, temos por aqui também o CVV, que sempre tem alguém disponível para escutar. O telefone é 188 e a ligação é gratuita!

Escrito por Daniele Sisnandes, 27/08/2018 às 17h29 | danikahc@gmail.com

Mimo vence festival da canção

A música autoral da região escreveu mais um belo capítulo neste final de semana.

O grupo Mimo, de Itajaí/Porto Belo, foi o grande vencedor da 32ª edição do Moenda da Canção, festival em Santo Antônio da Patrulha, no Rio Grande do Sul.

Formado por Giana Cervi, Vê Domingos e Bruno Kohl, o Mimo concorreu com a música Transbordar e emplacou como melhor música e melhor melodia.

A Moenda da Canção é um dos maiores e mais tradicionais festivais da canção do estado gaúcho. Foi criado em 1978 e tem edições ininterruptas desde 1986.

A edição deste ano contou com nada menos que 645 músicas inscritas. 16 foram selecionadas, apenas eram duas catarinenses.

Para quem quiser ver de perto o talento desse trio transbordar, no dia 1º de setembro o Mimo volta a se reunir no palco, desta vez durante a 21ª edição do Festival de Música de Itajaí, no Teatro Municipal. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) ou R$ 10 (meia).

Confira um trecho da apresentação:

Crédito das imagens: Schibian Philemonn Oliveira Costa

 Fique por dentro de tudo aqui.

Escrito por Daniele Sisnandes, 15/08/2018 às 17h17 | danikahc@gmail.com



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Daniele Sisnandes

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Ama a música, as letras e gargalhadas. Sonhadora com os pés no chão. Jornalista. Editoria do Página 3 Online. Quer ir além da pirâmide invertida, mas que seja frente e verso.


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