Jornal Página 3
Coluna
Falando Nisso
Por Marlise Schneider

Voto consciente

No dia 10 de agosto escrevi neste espaço um texto com o título (QUASE) 60 DIAS DE DÚVIDAS, sobre a campanha eleitoral que estava começando.

Na antevéspera da eleição continuo com dúvidas.

Não sobre em QUEM votar, mas sobre o cenário triste que estamos vivendo, quando este deveria ser um momento de alegria, de responsabilidade, de olhar pra frente, de imaginar que uma eleição pode arrumar o que está torto e devolver a esperança para quem ainda acredita que tem jeito.

Tenho dúvidas sobre a estabilidade do país, dos brasileiros, principalmente a estabilidade emocional que está seriamente afetada, porque parece que as pessoas estão 'duelando' seu voto - quem vota nesse não vota naquele ou quem vota naquele não vota nesse e ponto final. Não tem discussão. É um radicalismo à esquerda e à direita. Coisa desastrosa para um país em desequilibrio.

O radicalismo afetou os defensores do bolsonarismo e os seguidores do lulismo. E só isso. Não parecem preocupados em conhecer as figuras, ler e estudar sobre esses candidatos. E sobre seus vices também, afinal ultimamente os vices têm chegado lá...socorro!!!!

De um modo geral as pessoas lêem pouco, cada vez menos. Então esta eleição está girando na internet, no celular, nas redes e ali todo mundo fala o que quer, estão dizendo e escrevendo horrores, coisa nunca vista antes.

O que mais ouvi nestes dias de campanha é os filhotes de Bolsonaro dizendo que votam nele porque não querem o PT de Lula voltar para transformar o Brasil numa Venezuela. E os filhotes petistas dizendo que Lula precisa voltar para fazer o Brasil feliz de novo e impedir que aqui se instale uma ditadura militar ou que acabem com o décimo terceiro e por aí vai.

O ambiente está pesado.

E aí residem as minhas maiores dúvidas: o que vai rolar porque alguém vai perder, não vai?

De resto, fico torcendo para que nestas poucas horas que faltam até o dia da urna, as pessoas parem para pensar com sobriedade, com inteligência, que votem no candidato que realmente consideram o melhor, naquele que tem um plano de trabalho convincente, que não votem com raiva, com ódio, isso nunca deu certo e nunca vai dar.

Quem já viveu uma ditadura, vai saber do que estou falando. Ninguém que já viveu uma ditadura quer um negócio desses de volta. Quem é mais 'antigo' lembra do maior movimento que esse país já viveu 'Diretas Já'. A reconquista pelo voto, a liberdade de escolher quem vai governar, a liberdade de expressão e a volta da democracia, hoje seriamente ameaçada.

Vamos jogar tudo isso fora gente?

A pergunta também vale para aqueles que defendem que só a volta do PT pode salvar o país. Nunca na historia desse país vivemos tantos escândalos, nunca fomos tão escandalosamente roubados e nunca na historia desse país vimos tantos 'colarinhos brancos' atrás das grades.

Vamos jogar tudo isso fora gente?

Por isso, o mais importante nesse momento é votar com consciência. Votar com convicção, naquilo que você acredita e nunca para tirar do páreo um outro candidato. Isso em outras palavras significa cada um ser dono da sua vontade.

Ainda tem tempo.

Vote consciente. E fique de bem com você mesmo. 

Escrito por Marlise Schneider, 05/10/2018 às 14h16 | lisi@pagina3.com.br

Como fica isso?

Há mais de duas semanas, uma senhora bateu na porta para pedir licença e colocar seu lixo (galhos,folhas etc) na caçamba cheia de lixo de construção. Expliquei que não podia colocar nada ali, além desse lixo de obra,porque tudo isso vai para um destino específico. Ela não entendeu.

Perguntou então se podia jogar seu lixo no terreno em frente à nossa casa. Expliquei que não, porque aquele terreno tem dono e tem uma lei municipal que proíbe jogar lixo em terrenos baldios. Ela não entendeu. Falei que havia uma lei municipal nesse sentido. Ela respondeu: Mas o terreno tá cheio de mato...e eu respondi com uma pergunta: 'A senhora gostaria que jogassem lixo no seu terreno?"

Então ela perguntou o que fazer para se desfazer daquele lixo. Aconselhei a colocar em um saco, fechar e colocar na lixeira, para o caminhão levar para o aterro.

Ela virou as costas. Foi embora. Decidiu colocar o lixo na calçada em frente à casa onde trabalhou. Os donos moram em outro estado, só vem de vez em quando.

Faz mais de duas semanas e a coisa está ali sobre o passeio. Os pedestres precisam desviar. Outros sugismundos vão colocando mais lixo em cima.

A pergunta é: quem vai tirar aquele lixo dali?

Escrito por Marlise Schneider, 12/09/2018 às 11h30 | lisi@pagina3.com.br

(Quase) 60 dias de dúvidas

Estamos prontos para os próximos (quase) 60 dias ouvir aquele blá-blá-blá de candidatos? Confesso que não estou e vou viver mais um conflito, porque quero cumprir com meu compromisso de cidadania, mas não sei de que forma.

O primeiro debate não acrescentou. Ouvi aquelas mesmas coisas de sempre, promessas de boa saúde, boa educação, transporte adequado, moradia pra todo mundo, acabar com a insegurança e cortar pela raiz tudo que se relaciona com corrupção. É como 'Alice no país das maravilhas'...

Então acho que 'perdi' algumas horas de sono e acordei com as mesmas dúvidas, algumas até maiores, sem saber como colaborar para que esse país tome jeito.

Desde criança ouço meus avós, depois meus pais, injetando esperança...as coisas vão mudar, vão melhorar, tem terra pra todo mundo, comida não vai faltar...cresci escutando isso e hoje continuamos com o mesmo cenário, até pior, porque nunca se roubou tanto nesse país, nunca se enganou tanto nesse país, e o que me fará mudar de ideia? Se não vejo uma luz no túnel.

Lembro da felicidade de poder votar depois da ditadura, meus tempos de adolescente. Quanta esperança! Era como se tivesse conquistado o maior prêmio da vida. Como analisar essa felicidade nesse contexto de hoje? Não cabe. Não é admissível. Ou perdemos tudo que tanto lutamos para conseguir naquela época?

Por essas e outras acredito que os próximos (quase) 60 dias exigirão um grande esforço de mim, de nós que estamos preocupados, que ainda arrastamos uma luzinha fraca de esperança de que as coisas entrem nos trilhos, Confesso que ando indignada, nem curto mais falar em política, mas isso não apaga a nossa cidadania, nosso dever de tentar mudar isso que aí está. Então seguirei estudando as oportunidades de mudança que foram lançadas para o povo brasileiro. São (quase) 60 dias para acalmar as dúvidas e achar uma luz. Será que vou conseguir?   

Escrito por Marlise Schneider, 10/08/2018 às 09h46 | lisi@pagina3.com.br

(Quase) 60 dias de dúvidas

Estamos prontos para os próximos (quase) 60 dias ouvir aquele blá-blá-blá de candidatos? Confesso que não estou e vou viver mais um conflito, porque quero cumprir com meu compromisso de cidadania, mas não sei de que forma.

O primeiro debate não acrescentou. Ouvi aquelas mesmas coisas de sempre, promessas de boa saúde, boa educação, transporte adequado, moradia pra todo mundo, acabar com a insegurança e cortar pela raiz tudo que se relaciona com corrupção. É como 'Alice no país das maravilhas'...

Então acho que 'perdi' algumas horas de sono e acordei com as mesmas dúvidas, algumas até maiores, sem saber como colaborar para que esse país tome jeito.

Desde criança ouço meus avós, depois meus pais, injetando esperança...as coisas vão mudar, vão melhorar, tem terra pra todo mundo, comida não vai faltar...cresci escutando isso e hoje continuamos com o mesmo cenário, até pior, porque nunca se roubou tanto nesse país, nunca se enganou tanto nesse país, e o que me fará mudar de ideia? Se não vejo uma luz no túnel.

Lembro da felicidade de poder votar depois da ditadura, meus tempos de adolescente. Quanta esperança! Era como se tivesse conquistado o maior prêmio da vida. Como analisar essa felicidade nesse contexto de hoje? Não cabe. Não é admissível. Ou perdemos tudo que tanto lutamos para conseguir naquela época?

Por essas e outras acredito que os próximos (quase) 60 dias exigirão um grande esforço de mim, de nós que estamos preocupados, que ainda arrastamos uma luzinha fraca de esperança de que as coisas entrem nos trilhos, Confesso que ando indignada, nem curto mais falar em política, mas isso não apaga a nossa cidadania, nosso dever de tentar mudar isso que aí está. Então seguirei estudando as oportunidades de mudança que foram lançadas para o povo brasileiro. São (quase) 60 dias para acalmar as dúvidas e achar uma luz. Será que vou conseguir? Estamos prontos para os próximos (quase) 60 dias ouvir aquele blá-blá-blá de candidatos? Confesso que não estou e vou viver mais um conflito, porque quero cumprir com meu compromisso de cidadania, mas não sei de que forma.

O primeiro debate não acrescentou. Ouvi aquelas mesmas coisas de sempre, promessas de boa saúde, boa educação, transporte adequado, moradia pra todo mundo, acabar com a insegurança e cortar pela raiz tudo que se relaciona com corrupção. É como 'Alice no país das maravilhas'...

Então acho que 'perdi' algumas horas de sono e acordei com as mesmas dúvidas, algumas até maiores, sem saber como colaborar para que esse país tome jeito.

Desde criança ouço meus avós, depois meus pais, injetando esperança...as coisas vão mudar, vão melhorar, tem terra pra todo mundo, comida não vai faltar...cresci escutando isso e hoje continuamos com o mesmo cenário, até pior, porque nunca se roubou tanto nesse país, nunca se enganou tanto nesse país, e o que me fará mudar de ideia? Se não vejo uma luz no túnel.

Lembro da felicidade de poder votar depois da ditadura, meus tempos de adolescente. Quanta esperança! Era como se tivesse conquistado o maior prêmio da vida. Como analisar essa felicidade nesse contexto de hoje? Não cabe. Não é admissível. Ou perdemos tudo que tanto lutamos para conseguir naquela época?

Por essas e outras acredito que os próximos (quase) 60 dias exigirão um grande esforço de mim, de nós que estamos preocupados, que ainda arrastamos uma luzinha fraca de esperança de que as coisas entrem nos trilhos, Confesso que ando indignada, nem curto mais falar em política, mas isso não apaga a nossa cidadania, nosso dever de tentar mudar isso que aí está. Então seguirei estudando as oportunidades de mudança que foram lançadas para o povo brasileiro. São (quase) 60 dias para acalmar as dúvidas e achar uma luz. Será que vou conseguir?  

Escrito por Marlise Schneider, 10/08/2018 às 09h46 | lisi@pagina3.com.br

BONS 27 ANOS

A primeira coisa que lembrei hoje quando acordei foi agradecer e comemorar a alegria de estar aqui neste dia, porque são 27 anos fazendo o que gosto de fazer...aliás minha família sempre conta que desde muito pequena, eu costumava sentar na frente da casa, perguntando para todo mundo que passava por ali, 'onde tu vais, o que vais fazer, quem mora lá' e assim por diante...quase um 'lead' como aprendi mais tarde na faculdade de jornalismo (Quem?Como?Quando?Onde?Por quê?).

Hoje nem sei se ainda existe isso, porque os tempos são outros. Desde que os cursos de jornalismo tiraram a Língua Portuguesa da grade curricular, a coisa ficou estranha...e os jornalistas vão se formando assim mesmo. Talvez hoje nem seja mais importante mesmo, porque é bem mais fácil aquele movimento que a internet trouxe 'control C control V' e prontinho, a notícia está feita, igualzinha a de todos os outros veículos.
Aqui em Balneário, ao longo destes 27 anos, conseguimos trabalhar a notícia na fonte, 'in natura', colhendo informações, correndo atrás e desta forma, nos tornando um veículo confiável.

Meu velho professor Marcelo, lá do primeiro ano de faculdade, já dizia, jornal bom só vive se tiver credibilidade e foi em busca dessa base que sempre trabalhamos.E aqui chegamos.

Nestes 27 anos crescemos como cidade,crescemos como família, crescemos como referência e isso tudo é motivo de alegria.

...Se lembro que nossas filhas há 27 anos eram aborrecentes (uma com 13 e outra com 10 anos) e hoje temos seis netos...
...Se lembro que a cidade tinha 27 anos quando o Página3 nasceu e esse mês fechou 54 anos cheios de mudanças e cada vez mais linda e encantadora...
...Se lembro daquele computador sozinho dando conta de um jornal inteiro...e apenas o Marzinho sabendo mexer com ele...isso há 27 anos, não faz tanto tempo...
...Se lembro das máquinas fotográficas, fotos em papel, revelações na Real Color, depois no Gorila...
...Se lembro da diagramação, as matérias eram impressas e depois recortadas e coladas, exigia muita coordenação motora...o diagramador vinha de Florianópolis,..
...Se lembro que a reportagem estava presente em tudo que rolava na cidade, desde reuniões em bairros até grandes shows.
...Se lembro de quanta coisa escrevemos, de quantas entrevistas fizemos, perdi a conta.
...Se lembro de tudo isso bate uma saudade no peito, a emoção mexe forte, mas dizem que não se deve olhar pra trás...

Então vamos olhar pra frente e agradecer por estes 27 anos com vocês. E dizer que continuamos juntos, acompanhando a historia desta cidade, que aprendemos a amar e que adotamos em 1988, quando aqui chegamos.

Galeria de fotos antigas do jornal

História Página 3 em fotos

Escrito por Marlise Schneider, 26/07/2018 às 10h27 | lisi@pagina3.com.br

27 ANOS

Em julho de 1991, uma equipe de meia dúzia de sonhadores idealistas estava trabalhando na composição da primeira edição do jornal Página3, uma novidade marcada para nascer como um presente no dia 20 de julho, quando Balneário Camboriú comemorava seus 27 anos de emancipação política.
A equipe se enrolou em tempos, prazos e o fechamento acabou não acontecendo como previsto. O nascimento do semanário foi adiado uma semana: 26 de julho. Sem modéstia, até hoje continuo achando que assim mesmo, fora do tempo previsto, foi um presentão para Balneário Camboriú.
Tudo começou em uma pequena salinha da dona Rosa, na Rua 600, quase na vizinhança com a antiga rodoviária do seu Carlinhos da Rosa. A placa era (quase) maior que a sala...tinha máquinas de escrever, uma máquina fotográfica e apenas um computador na redação. Era tudo meio precário...mas tinha fartura de vontade de trabalhar, de 'fome' de fazer um bom jornal e ajudar no desenvolvimento da praia.
Neste 26 de julho de 2018 é o Página3 que comemora 27 anos. E Balneário Camboriú, uma semana antes, neste 20 de julho, comemora o dobro: 54 anos.
O que aconteceu nestes 27 anos na cidade?
O que aconteceu nestes 27 anos no jornal?
O que aconteceu nestes 27 anos em nossas vidas?
É muita coisa, muita mudança em tão pouco tempo.
A cidade 27 anos atrás? Tinha 40 mil habitantes. Estava deixando de ser uma praia de final de semana. Era o segundo principal polo turístico do Estado. A política local passava por fortes mudanças. Leonel Pavan reinava nos altos da Dinamarca. Uma semana antes do Página3 nascer, a cidade ganhava sua primeira escola pública de tempo integral e o 'pai' da ideia, Leonel Brizola, veio inaugurar.
Naquele julho de 1991, Chitãozinho e Xororó lotaram a Santur. 'As Tartarugas Ninja' estavam entre os filmes mais procurados e Kevin Costner com seu 'Dança com Lobos' ganhava o Oscar de melhor filme e estava em cartaz no nosso Cine Itália.
A equipe de largada da primeira edição, tablóide, com 12 página PB, tinha nove pessoas: os jornalistas Bola Teixeira, Waldemar Marzinho Cezar Neto e Marlise Schneider Cezar (responsáveis pela Redação), Gelci Veit (Comercial), Kiko Novaes (chargista) e os colunistas Luiz Alberto Cavalcanti, José Juca Neves de Souza, Oliveira Brandão e Rogério Faísca.
Desde então, escrevemos a história dos últimos 27 anos desta cidade. E em todos esses anos, em todas as entrevistas que publicamos, nunca ouvi alguém dizer que não gosta de Balneário Camboriú.

Tem presente melhor?
 

Escrito por Marlise Schneider, 18/07/2018 às 10h25 | lisi@pagina3.com.br



1 2 3 4 5 6

Marlise Schneider

Assina a coluna Falando Nisso

... curiosa desde guria, ligada, discreta, caseira, sonhadora. Jornalista, chefe de jornalismo do Jornal Página 3.


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br

Página 3
Falando Nisso
Por Marlise Schneider

Voto consciente

No dia 10 de agosto escrevi neste espaço um texto com o título (QUASE) 60 DIAS DE DÚVIDAS, sobre a campanha eleitoral que estava começando.

Na antevéspera da eleição continuo com dúvidas.

Não sobre em QUEM votar, mas sobre o cenário triste que estamos vivendo, quando este deveria ser um momento de alegria, de responsabilidade, de olhar pra frente, de imaginar que uma eleição pode arrumar o que está torto e devolver a esperança para quem ainda acredita que tem jeito.

Tenho dúvidas sobre a estabilidade do país, dos brasileiros, principalmente a estabilidade emocional que está seriamente afetada, porque parece que as pessoas estão 'duelando' seu voto - quem vota nesse não vota naquele ou quem vota naquele não vota nesse e ponto final. Não tem discussão. É um radicalismo à esquerda e à direita. Coisa desastrosa para um país em desequilibrio.

O radicalismo afetou os defensores do bolsonarismo e os seguidores do lulismo. E só isso. Não parecem preocupados em conhecer as figuras, ler e estudar sobre esses candidatos. E sobre seus vices também, afinal ultimamente os vices têm chegado lá...socorro!!!!

De um modo geral as pessoas lêem pouco, cada vez menos. Então esta eleição está girando na internet, no celular, nas redes e ali todo mundo fala o que quer, estão dizendo e escrevendo horrores, coisa nunca vista antes.

O que mais ouvi nestes dias de campanha é os filhotes de Bolsonaro dizendo que votam nele porque não querem o PT de Lula voltar para transformar o Brasil numa Venezuela. E os filhotes petistas dizendo que Lula precisa voltar para fazer o Brasil feliz de novo e impedir que aqui se instale uma ditadura militar ou que acabem com o décimo terceiro e por aí vai.

O ambiente está pesado.

E aí residem as minhas maiores dúvidas: o que vai rolar porque alguém vai perder, não vai?

De resto, fico torcendo para que nestas poucas horas que faltam até o dia da urna, as pessoas parem para pensar com sobriedade, com inteligência, que votem no candidato que realmente consideram o melhor, naquele que tem um plano de trabalho convincente, que não votem com raiva, com ódio, isso nunca deu certo e nunca vai dar.

Quem já viveu uma ditadura, vai saber do que estou falando. Ninguém que já viveu uma ditadura quer um negócio desses de volta. Quem é mais 'antigo' lembra do maior movimento que esse país já viveu 'Diretas Já'. A reconquista pelo voto, a liberdade de escolher quem vai governar, a liberdade de expressão e a volta da democracia, hoje seriamente ameaçada.

Vamos jogar tudo isso fora gente?

A pergunta também vale para aqueles que defendem que só a volta do PT pode salvar o país. Nunca na historia desse país vivemos tantos escândalos, nunca fomos tão escandalosamente roubados e nunca na historia desse país vimos tantos 'colarinhos brancos' atrás das grades.

Vamos jogar tudo isso fora gente?

Por isso, o mais importante nesse momento é votar com consciência. Votar com convicção, naquilo que você acredita e nunca para tirar do páreo um outro candidato. Isso em outras palavras significa cada um ser dono da sua vontade.

Ainda tem tempo.

Vote consciente. E fique de bem com você mesmo. 

Escrito por Marlise Schneider, 05/10/2018 às 14h16 | lisi@pagina3.com.br

Como fica isso?

Há mais de duas semanas, uma senhora bateu na porta para pedir licença e colocar seu lixo (galhos,folhas etc) na caçamba cheia de lixo de construção. Expliquei que não podia colocar nada ali, além desse lixo de obra,porque tudo isso vai para um destino específico. Ela não entendeu.

Perguntou então se podia jogar seu lixo no terreno em frente à nossa casa. Expliquei que não, porque aquele terreno tem dono e tem uma lei municipal que proíbe jogar lixo em terrenos baldios. Ela não entendeu. Falei que havia uma lei municipal nesse sentido. Ela respondeu: Mas o terreno tá cheio de mato...e eu respondi com uma pergunta: 'A senhora gostaria que jogassem lixo no seu terreno?"

Então ela perguntou o que fazer para se desfazer daquele lixo. Aconselhei a colocar em um saco, fechar e colocar na lixeira, para o caminhão levar para o aterro.

Ela virou as costas. Foi embora. Decidiu colocar o lixo na calçada em frente à casa onde trabalhou. Os donos moram em outro estado, só vem de vez em quando.

Faz mais de duas semanas e a coisa está ali sobre o passeio. Os pedestres precisam desviar. Outros sugismundos vão colocando mais lixo em cima.

A pergunta é: quem vai tirar aquele lixo dali?

Escrito por Marlise Schneider, 12/09/2018 às 11h30 | lisi@pagina3.com.br

(Quase) 60 dias de dúvidas

Estamos prontos para os próximos (quase) 60 dias ouvir aquele blá-blá-blá de candidatos? Confesso que não estou e vou viver mais um conflito, porque quero cumprir com meu compromisso de cidadania, mas não sei de que forma.

O primeiro debate não acrescentou. Ouvi aquelas mesmas coisas de sempre, promessas de boa saúde, boa educação, transporte adequado, moradia pra todo mundo, acabar com a insegurança e cortar pela raiz tudo que se relaciona com corrupção. É como 'Alice no país das maravilhas'...

Então acho que 'perdi' algumas horas de sono e acordei com as mesmas dúvidas, algumas até maiores, sem saber como colaborar para que esse país tome jeito.

Desde criança ouço meus avós, depois meus pais, injetando esperança...as coisas vão mudar, vão melhorar, tem terra pra todo mundo, comida não vai faltar...cresci escutando isso e hoje continuamos com o mesmo cenário, até pior, porque nunca se roubou tanto nesse país, nunca se enganou tanto nesse país, e o que me fará mudar de ideia? Se não vejo uma luz no túnel.

Lembro da felicidade de poder votar depois da ditadura, meus tempos de adolescente. Quanta esperança! Era como se tivesse conquistado o maior prêmio da vida. Como analisar essa felicidade nesse contexto de hoje? Não cabe. Não é admissível. Ou perdemos tudo que tanto lutamos para conseguir naquela época?

Por essas e outras acredito que os próximos (quase) 60 dias exigirão um grande esforço de mim, de nós que estamos preocupados, que ainda arrastamos uma luzinha fraca de esperança de que as coisas entrem nos trilhos, Confesso que ando indignada, nem curto mais falar em política, mas isso não apaga a nossa cidadania, nosso dever de tentar mudar isso que aí está. Então seguirei estudando as oportunidades de mudança que foram lançadas para o povo brasileiro. São (quase) 60 dias para acalmar as dúvidas e achar uma luz. Será que vou conseguir?   

Escrito por Marlise Schneider, 10/08/2018 às 09h46 | lisi@pagina3.com.br

(Quase) 60 dias de dúvidas

Estamos prontos para os próximos (quase) 60 dias ouvir aquele blá-blá-blá de candidatos? Confesso que não estou e vou viver mais um conflito, porque quero cumprir com meu compromisso de cidadania, mas não sei de que forma.

O primeiro debate não acrescentou. Ouvi aquelas mesmas coisas de sempre, promessas de boa saúde, boa educação, transporte adequado, moradia pra todo mundo, acabar com a insegurança e cortar pela raiz tudo que se relaciona com corrupção. É como 'Alice no país das maravilhas'...

Então acho que 'perdi' algumas horas de sono e acordei com as mesmas dúvidas, algumas até maiores, sem saber como colaborar para que esse país tome jeito.

Desde criança ouço meus avós, depois meus pais, injetando esperança...as coisas vão mudar, vão melhorar, tem terra pra todo mundo, comida não vai faltar...cresci escutando isso e hoje continuamos com o mesmo cenário, até pior, porque nunca se roubou tanto nesse país, nunca se enganou tanto nesse país, e o que me fará mudar de ideia? Se não vejo uma luz no túnel.

Lembro da felicidade de poder votar depois da ditadura, meus tempos de adolescente. Quanta esperança! Era como se tivesse conquistado o maior prêmio da vida. Como analisar essa felicidade nesse contexto de hoje? Não cabe. Não é admissível. Ou perdemos tudo que tanto lutamos para conseguir naquela época?

Por essas e outras acredito que os próximos (quase) 60 dias exigirão um grande esforço de mim, de nós que estamos preocupados, que ainda arrastamos uma luzinha fraca de esperança de que as coisas entrem nos trilhos, Confesso que ando indignada, nem curto mais falar em política, mas isso não apaga a nossa cidadania, nosso dever de tentar mudar isso que aí está. Então seguirei estudando as oportunidades de mudança que foram lançadas para o povo brasileiro. São (quase) 60 dias para acalmar as dúvidas e achar uma luz. Será que vou conseguir? Estamos prontos para os próximos (quase) 60 dias ouvir aquele blá-blá-blá de candidatos? Confesso que não estou e vou viver mais um conflito, porque quero cumprir com meu compromisso de cidadania, mas não sei de que forma.

O primeiro debate não acrescentou. Ouvi aquelas mesmas coisas de sempre, promessas de boa saúde, boa educação, transporte adequado, moradia pra todo mundo, acabar com a insegurança e cortar pela raiz tudo que se relaciona com corrupção. É como 'Alice no país das maravilhas'...

Então acho que 'perdi' algumas horas de sono e acordei com as mesmas dúvidas, algumas até maiores, sem saber como colaborar para que esse país tome jeito.

Desde criança ouço meus avós, depois meus pais, injetando esperança...as coisas vão mudar, vão melhorar, tem terra pra todo mundo, comida não vai faltar...cresci escutando isso e hoje continuamos com o mesmo cenário, até pior, porque nunca se roubou tanto nesse país, nunca se enganou tanto nesse país, e o que me fará mudar de ideia? Se não vejo uma luz no túnel.

Lembro da felicidade de poder votar depois da ditadura, meus tempos de adolescente. Quanta esperança! Era como se tivesse conquistado o maior prêmio da vida. Como analisar essa felicidade nesse contexto de hoje? Não cabe. Não é admissível. Ou perdemos tudo que tanto lutamos para conseguir naquela época?

Por essas e outras acredito que os próximos (quase) 60 dias exigirão um grande esforço de mim, de nós que estamos preocupados, que ainda arrastamos uma luzinha fraca de esperança de que as coisas entrem nos trilhos, Confesso que ando indignada, nem curto mais falar em política, mas isso não apaga a nossa cidadania, nosso dever de tentar mudar isso que aí está. Então seguirei estudando as oportunidades de mudança que foram lançadas para o povo brasileiro. São (quase) 60 dias para acalmar as dúvidas e achar uma luz. Será que vou conseguir?  

Escrito por Marlise Schneider, 10/08/2018 às 09h46 | lisi@pagina3.com.br

BONS 27 ANOS

A primeira coisa que lembrei hoje quando acordei foi agradecer e comemorar a alegria de estar aqui neste dia, porque são 27 anos fazendo o que gosto de fazer...aliás minha família sempre conta que desde muito pequena, eu costumava sentar na frente da casa, perguntando para todo mundo que passava por ali, 'onde tu vais, o que vais fazer, quem mora lá' e assim por diante...quase um 'lead' como aprendi mais tarde na faculdade de jornalismo (Quem?Como?Quando?Onde?Por quê?).

Hoje nem sei se ainda existe isso, porque os tempos são outros. Desde que os cursos de jornalismo tiraram a Língua Portuguesa da grade curricular, a coisa ficou estranha...e os jornalistas vão se formando assim mesmo. Talvez hoje nem seja mais importante mesmo, porque é bem mais fácil aquele movimento que a internet trouxe 'control C control V' e prontinho, a notícia está feita, igualzinha a de todos os outros veículos.
Aqui em Balneário, ao longo destes 27 anos, conseguimos trabalhar a notícia na fonte, 'in natura', colhendo informações, correndo atrás e desta forma, nos tornando um veículo confiável.

Meu velho professor Marcelo, lá do primeiro ano de faculdade, já dizia, jornal bom só vive se tiver credibilidade e foi em busca dessa base que sempre trabalhamos.E aqui chegamos.

Nestes 27 anos crescemos como cidade,crescemos como família, crescemos como referência e isso tudo é motivo de alegria.

...Se lembro que nossas filhas há 27 anos eram aborrecentes (uma com 13 e outra com 10 anos) e hoje temos seis netos...
...Se lembro que a cidade tinha 27 anos quando o Página3 nasceu e esse mês fechou 54 anos cheios de mudanças e cada vez mais linda e encantadora...
...Se lembro daquele computador sozinho dando conta de um jornal inteiro...e apenas o Marzinho sabendo mexer com ele...isso há 27 anos, não faz tanto tempo...
...Se lembro das máquinas fotográficas, fotos em papel, revelações na Real Color, depois no Gorila...
...Se lembro da diagramação, as matérias eram impressas e depois recortadas e coladas, exigia muita coordenação motora...o diagramador vinha de Florianópolis,..
...Se lembro que a reportagem estava presente em tudo que rolava na cidade, desde reuniões em bairros até grandes shows.
...Se lembro de quanta coisa escrevemos, de quantas entrevistas fizemos, perdi a conta.
...Se lembro de tudo isso bate uma saudade no peito, a emoção mexe forte, mas dizem que não se deve olhar pra trás...

Então vamos olhar pra frente e agradecer por estes 27 anos com vocês. E dizer que continuamos juntos, acompanhando a historia desta cidade, que aprendemos a amar e que adotamos em 1988, quando aqui chegamos.

Galeria de fotos antigas do jornal

História Página 3 em fotos

Escrito por Marlise Schneider, 26/07/2018 às 10h27 | lisi@pagina3.com.br

27 ANOS

Em julho de 1991, uma equipe de meia dúzia de sonhadores idealistas estava trabalhando na composição da primeira edição do jornal Página3, uma novidade marcada para nascer como um presente no dia 20 de julho, quando Balneário Camboriú comemorava seus 27 anos de emancipação política.
A equipe se enrolou em tempos, prazos e o fechamento acabou não acontecendo como previsto. O nascimento do semanário foi adiado uma semana: 26 de julho. Sem modéstia, até hoje continuo achando que assim mesmo, fora do tempo previsto, foi um presentão para Balneário Camboriú.
Tudo começou em uma pequena salinha da dona Rosa, na Rua 600, quase na vizinhança com a antiga rodoviária do seu Carlinhos da Rosa. A placa era (quase) maior que a sala...tinha máquinas de escrever, uma máquina fotográfica e apenas um computador na redação. Era tudo meio precário...mas tinha fartura de vontade de trabalhar, de 'fome' de fazer um bom jornal e ajudar no desenvolvimento da praia.
Neste 26 de julho de 2018 é o Página3 que comemora 27 anos. E Balneário Camboriú, uma semana antes, neste 20 de julho, comemora o dobro: 54 anos.
O que aconteceu nestes 27 anos na cidade?
O que aconteceu nestes 27 anos no jornal?
O que aconteceu nestes 27 anos em nossas vidas?
É muita coisa, muita mudança em tão pouco tempo.
A cidade 27 anos atrás? Tinha 40 mil habitantes. Estava deixando de ser uma praia de final de semana. Era o segundo principal polo turístico do Estado. A política local passava por fortes mudanças. Leonel Pavan reinava nos altos da Dinamarca. Uma semana antes do Página3 nascer, a cidade ganhava sua primeira escola pública de tempo integral e o 'pai' da ideia, Leonel Brizola, veio inaugurar.
Naquele julho de 1991, Chitãozinho e Xororó lotaram a Santur. 'As Tartarugas Ninja' estavam entre os filmes mais procurados e Kevin Costner com seu 'Dança com Lobos' ganhava o Oscar de melhor filme e estava em cartaz no nosso Cine Itália.
A equipe de largada da primeira edição, tablóide, com 12 página PB, tinha nove pessoas: os jornalistas Bola Teixeira, Waldemar Marzinho Cezar Neto e Marlise Schneider Cezar (responsáveis pela Redação), Gelci Veit (Comercial), Kiko Novaes (chargista) e os colunistas Luiz Alberto Cavalcanti, José Juca Neves de Souza, Oliveira Brandão e Rogério Faísca.
Desde então, escrevemos a história dos últimos 27 anos desta cidade. E em todos esses anos, em todas as entrevistas que publicamos, nunca ouvi alguém dizer que não gosta de Balneário Camboriú.

Tem presente melhor?
 

Escrito por Marlise Schneider, 18/07/2018 às 10h25 | lisi@pagina3.com.br



1 2 3 4 5 6

Marlise Schneider

Assina a coluna Falando Nisso

... curiosa desde guria, ligada, discreta, caseira, sonhadora. Jornalista, chefe de jornalismo do Jornal Página 3.


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade