Jornal Página 3
Coluna
Ex pressão
Por Caroline Cezar

Evoluiaê


Trabalho bacana de Os Gêmeos, grafiteiros paulistas com renome mundial, que destoa e combina com a frase recente do jornalista Nilson Lage:


"Impressionante a quantidade de lixo cultural, ressentimentos e estupidez que aflorou quando a onda de protestos chegou às ruas".

 

São as três dicas de hoje para seguir nas redes sociais: @osgemeos e @instagrafite, no Instagram; e @nilsonlage, no twitter.


 

Escrito por Caroline Cezar, 24/06/2013 às 10h26 | carol.jp3@gmail.com

Mané manifestante #mudabrasil

Tão falando em golpe, mas tô achando que é mais coisa de desmiolado mesmo. Porque quando um monte de desmiolado vai pra rua porque a rua é a festa da vez, uma espécie de "copa antecipada", não pode dar bom: é geral de carinha pintada, geral cantando hino, geral dirigindo bêbada e azarando, gritando contra tudo e todos e impedindo passagem de quem precisa chegar a algum lugar: trabalho, casa, hospital ou ter o simples direito de ir e vir. "Colocaram mentos na geração coca-cola?" Por favor, me incluam fora dessa!

 

É triste, mas o que é vazio não se sustenta por muito tempo: temos muito a reclamar, mas frase pronta de facebook não resolve problema, e sim educação, politização, informação, curiosidade, inteligência, análise. Coisa que grande parte dos que trocaram o sofá pelo festerê ao ar livre, só faltou a pipoca, ainda não descobriram. Enfiar o dedo na orelha do Caco Barcelos, que sacrificou a vida pessoal ao escrever Rota 66, livro "antigo" que denuncia a polícia assassina? Piraram galera? Quem dos coxinhas faria o que ele fez? Ah, ele é empregado da Globo! Mané manifestante! Isso é uma incoerência completa!

 

Olha que fofo, um tumblr só de cartazes pra passeiata!

 

É um primeiro passo? Sem, dúvida! Mas não cagando na chegada, please. Vi muita desconfiança de pessoas realmente atentas ao que acontece em sua volta: em Floripa, em São Paulo, em Manaus. Que não se sentem parte do movimento "coxinha" que tá muito preocupado é em compartilhar fotinha no instagram pra dizer que fez parte da história. Ainda pior: que não se sentem iguais a quem ofende e age com violência contra quem tem uma bandeira diferente; quem quer passar. "Livre manifestação" não é só a manifestação que a gente quer. Humor pode? Pode claro, dá um tom, mas não é a essência. Violência pode? Não, não pode, só em legítima defesa. Mas o melhor é sebo nas canelas.

 

Aqui ó, de uma amiga de Floripa ontem (ela foi tá, ninguém 'plantou' a informação):

"Em Floripa: acabamos de chegar da passeata em Floripa e estamos sentindo exatamente a mesma sensação estranha e ruim relatada por amigos e companheiros em outras cidades.... Por alguns momentos, ainda tentando entender o porquê, me senti no "Ensaio sobre a cegueira" de Saramago, como que entre tantos cegos o perigo está latente ali, bem ao lado. Ao chegarmos lá, ficamos na dúvida se estavamos na passeata errada. Vimos uns brutamontes arrancando a bandeira de uma moça do PCB violentamente e jogando da ponte no mar. Vimos placas de gente vestido de exercito contra o estatuto do desarmamento, dizendo que carros matam mais que armas. Vimos placas de salvem os animais. E uma galera cantando musicas de um nacionalismo da TV, descolado da realidade. Caras pintadas sem conteúdo e sem memória/ensino de história, que não fazem idéia o quão reacionário e perigoso é ser contra a bandeira de partidos e não contra essas outras placas. O Ato Institucional 2 em 1965 extinguiu os partidos políticos em nome de uma Revolução, isso está escrito no documento, é só olhar. Nem sabem mais o que foram os atos institucionais da década de 60. Ambulantes vendendo a bandeira do Brasil e a máscara do anonymus, e clima de festa e perseguição interna. Confuso. Perigoso. Sou historiadora, professora, sociologa. E ali, na rua hj, pensei que aquele civismo nacionalista é exatamente o que queriam de nós nas aulas de moral e civica, mas em uma turma mais jovem que não precisou ter essa matéria em sala de aula para expressar tal conteúdo. Saímos cedo, frustrados, essa marcha não me representou. Oxala estejamos enganados. Mas o que aconteceu entre quinta e segunda-feira, já virou outra coisa estranha..."

 

E aqui ó, do deputado Jean Wyllys sobre a bagunça. Segue ele no facebook. Essa é uma boa dica! Escolha quem seguir, não seja gado.


"Acho legítimo não se identificar com partidos, mas, daí, querer expulsá-los de manifestações populares sem centro nem líderes é fascismo! Acho legítimo gritar que não se identifica com nenhum dos partidos disponíveis, mas querer o monopólio do grito é totalitarismo!

Se você acha que, numa manifestação política, partidos não podem se expressar, você não é "apartidário": é analfabeto político! Se você reclama da violência policial contra manifestantes, mas usa de violência contra militantes de partidos, você é um babaca incoerente! Se você se chama de "apartidário", mas ataca apenas um dos dois grandes partidos que se opõe, desculpe-me, você tem partido sim!

Manifestação popular ou festa da democracia é aquela em que apartidários, partidos, simpatizantes e imprensa podem se expressar livremente!"

Escrito por Caroline Cezar, 21/06/2013 às 08h09 | carol.jp3@gmail.com

Tô contigo e não abro!

 

"É importante que todos possam manifestar-se pelo direito de expressar publicamente a opinião. Fiz este desenho lembrando uma charge genial do Glauco, de 1978 - quando, talvez pela primeira vez, se colocou em pauta o policial como parte da população. Que possa ajudar, hoje!" Laerte. (A propósito: você segue ele no facebook? Segue lá!)

 

 

 

E olha que lindo o registro da manifestação dessa terça-feira, em Balneário Camboriú:




(foto de Guilherme Hartmann, via facebook Robson Dias)

Escrito por Caroline Cezar, 19/06/2013 às 08h38 | carol.jp3@gmail.com

Adorei!

Ontem quando cheguei em casa meu marido e filho estavam assistindo as manifestações nas capitais pela tevê - e (importante ressaltar!) - pelo computador simultaneamente. Nos juntamos a eles, eu e a filha, e deixamos a janta pra depois porque como diz o Gui, o movimento começa dentro. E com amor.

 

Como co-editora desse noticiário on line por muitos anos estive desmotivada profissional e socialmente, pelo baixo nível de discussão e análise, principalmente nesse meio internet. Os levantadores de bandeirinhas, muitos que nem conhecem o trabalho desse semanário de duas décadas, a não ser entre-calores-eleitorais, sempre consideravam qualquer tipo de denúncia uma briga partidária, ou de classe, ou de "levar algum", que, sabemos, é uma prática corriqueira: entre os colegas de imprensa, entre os políticos, entre os cargos comissionados, e sim senhor, entre os eleitores. É comum julgar o outro por nós mesmos, mesmo estando a denúncia comprovada com folhas e folhas de documentação -e não sugestão, como é o comum- e eles liam o primeiro parágrafo e classificavam. Claro, texto muito comprido. Talvez exigente. Não conseguiam enxergar que eram denúncias contra a corrupção e sem vergonhice de forma generalizada. E isso independe de partidos, fala pra todo mundo.

 

"Vem pra rua que a rua é a maior arquibancada do Brasil?"
Tomar as ruas -e com certeza tem gente organizada e que sabe o que está fazendo- é a melhor maneira de fazer muito tapado se questionar, discutir, pensar sobre. Talvez passar a olhar em volta, na sua cidade (aqui não faltam motivos), no seu bairro e até mesmo dentro da sua casa... Analisar como se comporta nas redes sociais -on line e off line-, resgatar o sentido da expressão, priorizar o respeito, agir com menos impulso e mais consciência... Pensar em como educa, para que educa, como se comporta, como se comporta em relação ao outro, se tenta tirar vantagem, se é honesto, se é justo... nas pequenas coisas, coisas "bobas"... Se tem honra, palavra em extinção.

 

 

       

 

 

E agora?

A Dilma foi eleita por voto popular, numa democracia, assim como Collor, Lula, Piriquito, Pavan e todos os outros "representantes do povo" que aproveitam seus postos para se auto-beneficiar. Voto PO-PU-LAR gente! Adoro ver a reação desse povo, adoro ver todo mundo com câmera na mão, vi até cartazes de "impeachment" e coisa e tal... Mas vem cá, sem nenhum pessimismo, e sim esperança, fico me perguntando "e agora, o que acontece?" Porque está claro que esse não é só trocar os peões, seis por meia dúzia, botar outro no lugar. Está óbvio que o sistema está minado, datou, não tem mais jeito, não funciona, não cabe mais, porque é um sistema que favorece exclusivamente corruptores, é literalmente um vandalismo praticado há anos pelos engravatados contra nós, os bobões que gostam de futebol, samba, cerveja e sofá. Como faz? O que vem por aí? Qual o próximo passo?
 

Tô ansiosa pra saber.

   
 

Escrito por Caroline Cezar, 18/06/2013 às 06h42 | carol.jp3@gmail.com

Alguém segue?

...o Lobão no tumblr? Eu adoro a postura dele, é extremamente acessível aos fãs e responde a críticas e elogios da mesma forma, educado e coerente, mas sempre com o jeitão lobão de ser. Faz tempo que ele está por ali e tem um estilo inconfundível, nos diálogos e imagens. 

 

Ele tem uma visão diferente das manifestações que estão acontecendo; e muitos jovens tem o consultado sobre.

Veja lá e diz o que acha: http://josoylobon.tumblr.com/ 

 

 

Escrito por Caroline Cezar, 17/06/2013 às 09h33 | carol.jp3@gmail.com

Elevando a imbecilidade #transitoBC

Travessias elevadas, faz-me rir, dois anos de obras inacabadas e mau planejamento, principalmente nas sinalizações. Ontem entrei na Alvin Bauer - da Terceira Avenida em direção à Quarta, e chegando lá estava fechada para o trânsito. Nenhuma placa lá na esquina avisando, como de praxe. Eu, que estava de bicicleta, fiquei só olhando a balbúrdia. O motorista chegava na Quarta, ficava puto, fazia a volta e vinha em contramão, encontrando de frente com quem entrava da Terceira desavisado. "É pra frente que se anda!", diz o slogan, não importa o que se encontre.

 

 

Lembrando que estamos num regime democrático e os governantes (???) são eleitos por voto popular, muitos creditados por esses motoristas que ficam possessos ao depararem-se com o real estilo de governar de gente que nem no apelido escreve certo. Mas nao foi falta de sinalização dessa vez. Uó!

 

 

Escrito por Caroline Cezar, 06/06/2013 às 08h23 | carol.jp3@gmail.com



9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19

Caroline Cezar

Assina a coluna Ex pressão

É curiosa e encantada com manifestações da natureza, incluindo a humana. Tem resistência a currículos e títulos. Tenta exercitar a entrega cotidiana. Discorda da própria opinião. É apaixonada. Não sabe, nem quer, separar nada de coisa alguma.














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Trabalho bacana de Os Gêmeos, grafiteiros paulistas com renome mundial, que destoa e combina com a frase recente do jornalista Nilson Lage:


"Impressionante a quantidade de lixo cultural, ressentimentos e estupidez que aflorou quando a onda de protestos chegou às ruas".

 

São as três dicas de hoje para seguir nas redes sociais: @osgemeos e @instagrafite, no Instagram; e @nilsonlage, no twitter.


 

Escrito por Caroline Cezar, 24/06/2013 às 10h26 | carol.jp3@gmail.com

Mané manifestante #mudabrasil

Tão falando em golpe, mas tô achando que é mais coisa de desmiolado mesmo. Porque quando um monte de desmiolado vai pra rua porque a rua é a festa da vez, uma espécie de "copa antecipada", não pode dar bom: é geral de carinha pintada, geral cantando hino, geral dirigindo bêbada e azarando, gritando contra tudo e todos e impedindo passagem de quem precisa chegar a algum lugar: trabalho, casa, hospital ou ter o simples direito de ir e vir. "Colocaram mentos na geração coca-cola?" Por favor, me incluam fora dessa!

 

É triste, mas o que é vazio não se sustenta por muito tempo: temos muito a reclamar, mas frase pronta de facebook não resolve problema, e sim educação, politização, informação, curiosidade, inteligência, análise. Coisa que grande parte dos que trocaram o sofá pelo festerê ao ar livre, só faltou a pipoca, ainda não descobriram. Enfiar o dedo na orelha do Caco Barcelos, que sacrificou a vida pessoal ao escrever Rota 66, livro "antigo" que denuncia a polícia assassina? Piraram galera? Quem dos coxinhas faria o que ele fez? Ah, ele é empregado da Globo! Mané manifestante! Isso é uma incoerência completa!

 

Olha que fofo, um tumblr só de cartazes pra passeiata!

 

É um primeiro passo? Sem, dúvida! Mas não cagando na chegada, please. Vi muita desconfiança de pessoas realmente atentas ao que acontece em sua volta: em Floripa, em São Paulo, em Manaus. Que não se sentem parte do movimento "coxinha" que tá muito preocupado é em compartilhar fotinha no instagram pra dizer que fez parte da história. Ainda pior: que não se sentem iguais a quem ofende e age com violência contra quem tem uma bandeira diferente; quem quer passar. "Livre manifestação" não é só a manifestação que a gente quer. Humor pode? Pode claro, dá um tom, mas não é a essência. Violência pode? Não, não pode, só em legítima defesa. Mas o melhor é sebo nas canelas.

 

Aqui ó, de uma amiga de Floripa ontem (ela foi tá, ninguém 'plantou' a informação):

"Em Floripa: acabamos de chegar da passeata em Floripa e estamos sentindo exatamente a mesma sensação estranha e ruim relatada por amigos e companheiros em outras cidades.... Por alguns momentos, ainda tentando entender o porquê, me senti no "Ensaio sobre a cegueira" de Saramago, como que entre tantos cegos o perigo está latente ali, bem ao lado. Ao chegarmos lá, ficamos na dúvida se estavamos na passeata errada. Vimos uns brutamontes arrancando a bandeira de uma moça do PCB violentamente e jogando da ponte no mar. Vimos placas de gente vestido de exercito contra o estatuto do desarmamento, dizendo que carros matam mais que armas. Vimos placas de salvem os animais. E uma galera cantando musicas de um nacionalismo da TV, descolado da realidade. Caras pintadas sem conteúdo e sem memória/ensino de história, que não fazem idéia o quão reacionário e perigoso é ser contra a bandeira de partidos e não contra essas outras placas. O Ato Institucional 2 em 1965 extinguiu os partidos políticos em nome de uma Revolução, isso está escrito no documento, é só olhar. Nem sabem mais o que foram os atos institucionais da década de 60. Ambulantes vendendo a bandeira do Brasil e a máscara do anonymus, e clima de festa e perseguição interna. Confuso. Perigoso. Sou historiadora, professora, sociologa. E ali, na rua hj, pensei que aquele civismo nacionalista é exatamente o que queriam de nós nas aulas de moral e civica, mas em uma turma mais jovem que não precisou ter essa matéria em sala de aula para expressar tal conteúdo. Saímos cedo, frustrados, essa marcha não me representou. Oxala estejamos enganados. Mas o que aconteceu entre quinta e segunda-feira, já virou outra coisa estranha..."

 

E aqui ó, do deputado Jean Wyllys sobre a bagunça. Segue ele no facebook. Essa é uma boa dica! Escolha quem seguir, não seja gado.


"Acho legítimo não se identificar com partidos, mas, daí, querer expulsá-los de manifestações populares sem centro nem líderes é fascismo! Acho legítimo gritar que não se identifica com nenhum dos partidos disponíveis, mas querer o monopólio do grito é totalitarismo!

Se você acha que, numa manifestação política, partidos não podem se expressar, você não é "apartidário": é analfabeto político! Se você reclama da violência policial contra manifestantes, mas usa de violência contra militantes de partidos, você é um babaca incoerente! Se você se chama de "apartidário", mas ataca apenas um dos dois grandes partidos que se opõe, desculpe-me, você tem partido sim!

Manifestação popular ou festa da democracia é aquela em que apartidários, partidos, simpatizantes e imprensa podem se expressar livremente!"

Escrito por Caroline Cezar, 21/06/2013 às 08h09 | carol.jp3@gmail.com

Tô contigo e não abro!

 

"É importante que todos possam manifestar-se pelo direito de expressar publicamente a opinião. Fiz este desenho lembrando uma charge genial do Glauco, de 1978 - quando, talvez pela primeira vez, se colocou em pauta o policial como parte da população. Que possa ajudar, hoje!" Laerte. (A propósito: você segue ele no facebook? Segue lá!)

 

 

 

E olha que lindo o registro da manifestação dessa terça-feira, em Balneário Camboriú:




(foto de Guilherme Hartmann, via facebook Robson Dias)

Escrito por Caroline Cezar, 19/06/2013 às 08h38 | carol.jp3@gmail.com

Adorei!

Ontem quando cheguei em casa meu marido e filho estavam assistindo as manifestações nas capitais pela tevê - e (importante ressaltar!) - pelo computador simultaneamente. Nos juntamos a eles, eu e a filha, e deixamos a janta pra depois porque como diz o Gui, o movimento começa dentro. E com amor.

 

Como co-editora desse noticiário on line por muitos anos estive desmotivada profissional e socialmente, pelo baixo nível de discussão e análise, principalmente nesse meio internet. Os levantadores de bandeirinhas, muitos que nem conhecem o trabalho desse semanário de duas décadas, a não ser entre-calores-eleitorais, sempre consideravam qualquer tipo de denúncia uma briga partidária, ou de classe, ou de "levar algum", que, sabemos, é uma prática corriqueira: entre os colegas de imprensa, entre os políticos, entre os cargos comissionados, e sim senhor, entre os eleitores. É comum julgar o outro por nós mesmos, mesmo estando a denúncia comprovada com folhas e folhas de documentação -e não sugestão, como é o comum- e eles liam o primeiro parágrafo e classificavam. Claro, texto muito comprido. Talvez exigente. Não conseguiam enxergar que eram denúncias contra a corrupção e sem vergonhice de forma generalizada. E isso independe de partidos, fala pra todo mundo.

 

"Vem pra rua que a rua é a maior arquibancada do Brasil?"
Tomar as ruas -e com certeza tem gente organizada e que sabe o que está fazendo- é a melhor maneira de fazer muito tapado se questionar, discutir, pensar sobre. Talvez passar a olhar em volta, na sua cidade (aqui não faltam motivos), no seu bairro e até mesmo dentro da sua casa... Analisar como se comporta nas redes sociais -on line e off line-, resgatar o sentido da expressão, priorizar o respeito, agir com menos impulso e mais consciência... Pensar em como educa, para que educa, como se comporta, como se comporta em relação ao outro, se tenta tirar vantagem, se é honesto, se é justo... nas pequenas coisas, coisas "bobas"... Se tem honra, palavra em extinção.

 

 

       

 

 

E agora?

A Dilma foi eleita por voto popular, numa democracia, assim como Collor, Lula, Piriquito, Pavan e todos os outros "representantes do povo" que aproveitam seus postos para se auto-beneficiar. Voto PO-PU-LAR gente! Adoro ver a reação desse povo, adoro ver todo mundo com câmera na mão, vi até cartazes de "impeachment" e coisa e tal... Mas vem cá, sem nenhum pessimismo, e sim esperança, fico me perguntando "e agora, o que acontece?" Porque está claro que esse não é só trocar os peões, seis por meia dúzia, botar outro no lugar. Está óbvio que o sistema está minado, datou, não tem mais jeito, não funciona, não cabe mais, porque é um sistema que favorece exclusivamente corruptores, é literalmente um vandalismo praticado há anos pelos engravatados contra nós, os bobões que gostam de futebol, samba, cerveja e sofá. Como faz? O que vem por aí? Qual o próximo passo?
 

Tô ansiosa pra saber.

   
 

Escrito por Caroline Cezar, 18/06/2013 às 06h42 | carol.jp3@gmail.com

Alguém segue?

...o Lobão no tumblr? Eu adoro a postura dele, é extremamente acessível aos fãs e responde a críticas e elogios da mesma forma, educado e coerente, mas sempre com o jeitão lobão de ser. Faz tempo que ele está por ali e tem um estilo inconfundível, nos diálogos e imagens. 

 

Ele tem uma visão diferente das manifestações que estão acontecendo; e muitos jovens tem o consultado sobre.

Veja lá e diz o que acha: http://josoylobon.tumblr.com/ 

 

 

Escrito por Caroline Cezar, 17/06/2013 às 09h33 | carol.jp3@gmail.com

Elevando a imbecilidade #transitoBC

Travessias elevadas, faz-me rir, dois anos de obras inacabadas e mau planejamento, principalmente nas sinalizações. Ontem entrei na Alvin Bauer - da Terceira Avenida em direção à Quarta, e chegando lá estava fechada para o trânsito. Nenhuma placa lá na esquina avisando, como de praxe. Eu, que estava de bicicleta, fiquei só olhando a balbúrdia. O motorista chegava na Quarta, ficava puto, fazia a volta e vinha em contramão, encontrando de frente com quem entrava da Terceira desavisado. "É pra frente que se anda!", diz o slogan, não importa o que se encontre.

 

 

Lembrando que estamos num regime democrático e os governantes (???) são eleitos por voto popular, muitos creditados por esses motoristas que ficam possessos ao depararem-se com o real estilo de governar de gente que nem no apelido escreve certo. Mas nao foi falta de sinalização dessa vez. Uó!

 

 

Escrito por Caroline Cezar, 06/06/2013 às 08h23 | carol.jp3@gmail.com



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É curiosa e encantada com manifestações da natureza, incluindo a humana. Tem resistência a currículos e títulos. Tenta exercitar a entrega cotidiana. Discorda da própria opinião. É apaixonada. Não sabe, nem quer, separar nada de coisa alguma.