Jornal Página 3
Coluna
Ex pressão
Por Caroline Cezar

Renascimento em Floripa #dica #cinema

Levar um documentário aos cinemas já é difícil, quem dirá um documentário independente que aborda uma realidade social vigente, comum e corriqueira que coloca o interesse econômico acima da saúde e felicidade das pessoas.

 

  


Estréia em Floripa, Curitiba e POA nessa sexta, 16 (a pré-estréia já rolou e foi um sucesso), o documentário "O Renascimento do Parto", trabalho social de fundamental importância e que merece o devido reconhecimento. Diferente do que parece, o filme não é pra "gravidinhas, mãezinhas e alternativos em geral", e sim pra todo mundo que costuma se informar sobre o que acontece ao seu redor, pois a forma de nascer afeta não só as famílias que recebem "um lindo bebezinho", mas toda uma sociedade que sofre as consequências que isso gera, dependendo da forma que acontece. A curto e longo prazo.


A distribuição nos cinemas se deu por meio do www.benfeitoria.com, através de financiamento coletivo. Foram R$ 142 mil arrecadados, enquanto a meta era R$ 65 mil. Mil e duzentas pessoas contribuíram para que o documentário percorresse as principais capitais brasileiras. Acho lindo!

É parte de uma construção que precisa ser feita, já está sendo feita. Prestigie!

 

 

 

Estréias em 16/08:

Florianópolis - Cinespaço Beira Mar
Curitiba - Espaço Itaú de Cinema
Porto Alegre - Espaço Itaú de Cinema 

(Saiba mais no site oficial do filme)

 

TRAILER:



 

Escrito por Caroline Cezar, 14/08/2013 às 09h01 | carol.jp3@gmail.com

Filho pra quê?

A pressa em mandar bebês de colo para a escola, o desespero dos pais nas férias escolares, a agenda de adulto imposta para as crianças, o excesso de atividades, a falta do simples "ficar em casa", a oferta de alternativas pra manter as crianças ocupadas enquanto os "pais têm um momento de paz"... Tudo isso que estamos sempre observando na Ex pressão esse professor traz de maneira bem pontuada no texto a seguir.

 

Vale se perguntar por que essa insistência em ter filhos se não há tempo para criá-los. 



Vale a leitura!

 

Por Rogério Beier, na Biblioteca Virtual da Antroposofia:
 

Vivemos em uma sociedade doente que odeia conviver com suas crianças?

 

Recentemente, eu e minha namorada decidimos ir até uma loja em um Shopping Center de São Paulo comprar um DVD para passarmos a noite de sábado assistindo a um bom filme, comendo pipoca e tomando vinho quando nos deparamos com um estabelecimento, ao lado de uma livraria, que parecia ser um Salão de Belezas para crianças. Neste local, uma menina que aparentava ter aproximadamente 3 ou 4 anos fazia as mãos em uma manicure, enquanto outra garotinha, com algo em torno de 6 anos, cortava os cabelos, fazia maquiagem e punha algum produto químico nas madeixas. Não vimos a presença dos pais dessas crianças no dito estabelecimento, o que nos fez julgar que, enquanto pais e mães faziam suas compras no shopping, manicures, cabeleileiros e animadores entretiam as crianças. No fim, após passarem algumas horas no shopping, os pais passavam no caixa e pagavam a conta pela comodidade de não terem que cuidar dos próprios filhos.

 

Uma das críticas que faço aqui, é voltada ao serviço dos “animadores de crianças” como símbolo de uma sociedade que não quer mais conviver com suas crianças. Eu não tenho filhos, apesar disso convivo com crianças devido a carreira que escolhi seguir como educador. Fiz estágio em escolas públicas e dei aulas de reforços para alunos da classe média-alta de São Paulo (Santo Américo, Pio XII, Miguel de Cervantes, Porto Seguro, etc. etc.). Além disso, tenho sobrinho e sobrinhas e vivo com uma pessoa que há anos dá aulas em escolas públicas, cursinhos e escolas particulares. Por isso acredito que ambos temos alguma propriedade ou conhecimento de causa quando falamos que esta sociedade não quer criar os próprios filhos. Pior que isso, é uma sociedade que não quer sequer conviver com eles.


Leia o texto na íntegra!

Escrito por Caroline Cezar, 13/08/2013 às 10h17 | carol.jp3@gmail.com

Continue Curioso!

Poucos gostam de protagonizar essa coisa de mudança. Esperam a casa desabar, o corpo adoecer, o limite dar o grito, as brigas ficarem insustentáveis. Por falta de coragem, acomodação ou conformismo, omitem-se sobre si mesmos, ficam surdos para os sinais, cegos para a amplitude, perdidos para os caminhos. Por outro lado, o excesso de mudança também denuncia a falta de equilíbrio e de um ouvir mais interno e consistente. Estamos aí para isso não é mesmo? Aprender o caminho do meio.

 

 



MUITO LINDA a história que tá aqui do Marinaldo Pegoraro -e as fotos, e o vídeo e todo trabalho e outros causos trazidos a público pelo Continue Curioso, um espaço-inspiração. Vasculhe-se! 

 

Escrito por Caroline Cezar, 08/08/2013 às 11h04 | carol.jp3@gmail.com

Quem viu? #debate

Debate ontem no Roda Viva da mudança social que já é: Coletivo Mídia Ninja, representado por Bruno Torturra e Pablo Cabilé, entrevistados por jornalistas da velha guarda. O início do programa gira todo em torno da questionação sobre modelo de negócio, ou "de onde vocês tiram dinheiro", já que os ninjas obviamente já estão sendo associados a grupos políticos e financiamentos por parte desse ou daquele, uma forma usual de colocar na mesma caixa do que vem sendo praticado há décadas pelos grandes imperadores da comunicação. 

Existe uma dificuldade de compreensão nítida sobre esse novo momento, esse novo fazer, que não foca no dinheiro - e isso em todas as áreas.

Entre os comentários dá pra ver que a crítica vencida de mídia parcial (quase durmo!) parece que também está em alta por quem não sabe mais como atacar quem é independente, tem e faz questão de deixar clara sua opinião, diferente de quem tem (é possível alguém não ter opinião?) e prefere se fazer de chapa branca pra manipular (e ganhar com) os outros.     

 

Mas assistam, vale a pena:

 

Escrito por Caroline Cezar, 06/08/2013 às 08h36 | carol.jp3@gmail.com

Aratemiolé! #dica

Em yourubá "ara temi olé" significa "meu corpo vai bem". Vejo como uma tradução perfeita para a energia dessa gente boa que trabalha há muitos anos com a pesquisa das danças africanas e afro-brasileiras aqui na Ilha, Floripa nego! Vale a pena prestigiar o espetáculo do Teatro Álkmico, que está percorrendo nove cidades para levar um pouco dessa cultura maravilhosa a que pertencemos (alou, você também, mesmo que não saiba). "Aratemiolé" mistura dança, teatro, voz, música, e faz esse diálogo entre raiz e contemporaneidade.

 

Eu vou! E recomendo! No Teatro Municipal de Itajaí, de graça, a partir das 20h dessa sexta-feira. (02/08)

 

Escrito por Caroline Cezar, 01/08/2013 às 08h54 | carol.jp3@gmail.com

Visitinha de médico

Renovando o atestado médico pra piscina:

 

- Boa tarde.
- Boa tarde.
- Tudo bem com sua saúde?
- Tudo bem sim.
- Tem algum problema de pele?
- Não.
(sitsisitsi - barulho de assinatura)
- Passar bem então jovem!


Isso é uma aberração chamada de "consulta médica". E o senhor com cheiro de cigarro que "atende" o paciente por dois minutos tem a petulância de autodenominar-se "doutor". 
 

 

Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que balança cai.

Escrito por Caroline Cezar, 31/07/2013 às 08h54 | carol.jp3@gmail.com



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Caroline Cezar

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É curiosa e encantada com manifestações da natureza, incluindo a humana. Tem resistência a currículos e títulos. Tenta exercitar a entrega cotidiana. Discorda da própria opinião. É apaixonada. Não sabe, nem quer, separar nada de coisa alguma.














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Renascimento em Floripa #dica #cinema

Levar um documentário aos cinemas já é difícil, quem dirá um documentário independente que aborda uma realidade social vigente, comum e corriqueira que coloca o interesse econômico acima da saúde e felicidade das pessoas.

 

  


Estréia em Floripa, Curitiba e POA nessa sexta, 16 (a pré-estréia já rolou e foi um sucesso), o documentário "O Renascimento do Parto", trabalho social de fundamental importância e que merece o devido reconhecimento. Diferente do que parece, o filme não é pra "gravidinhas, mãezinhas e alternativos em geral", e sim pra todo mundo que costuma se informar sobre o que acontece ao seu redor, pois a forma de nascer afeta não só as famílias que recebem "um lindo bebezinho", mas toda uma sociedade que sofre as consequências que isso gera, dependendo da forma que acontece. A curto e longo prazo.


A distribuição nos cinemas se deu por meio do www.benfeitoria.com, através de financiamento coletivo. Foram R$ 142 mil arrecadados, enquanto a meta era R$ 65 mil. Mil e duzentas pessoas contribuíram para que o documentário percorresse as principais capitais brasileiras. Acho lindo!

É parte de uma construção que precisa ser feita, já está sendo feita. Prestigie!

 

 

 

Estréias em 16/08:

Florianópolis - Cinespaço Beira Mar
Curitiba - Espaço Itaú de Cinema
Porto Alegre - Espaço Itaú de Cinema 

(Saiba mais no site oficial do filme)

 

TRAILER:



 

Escrito por Caroline Cezar, 14/08/2013 às 09h01 | carol.jp3@gmail.com

Filho pra quê?

A pressa em mandar bebês de colo para a escola, o desespero dos pais nas férias escolares, a agenda de adulto imposta para as crianças, o excesso de atividades, a falta do simples "ficar em casa", a oferta de alternativas pra manter as crianças ocupadas enquanto os "pais têm um momento de paz"... Tudo isso que estamos sempre observando na Ex pressão esse professor traz de maneira bem pontuada no texto a seguir.

 

Vale se perguntar por que essa insistência em ter filhos se não há tempo para criá-los. 



Vale a leitura!

 

Por Rogério Beier, na Biblioteca Virtual da Antroposofia:
 

Vivemos em uma sociedade doente que odeia conviver com suas crianças?

 

Recentemente, eu e minha namorada decidimos ir até uma loja em um Shopping Center de São Paulo comprar um DVD para passarmos a noite de sábado assistindo a um bom filme, comendo pipoca e tomando vinho quando nos deparamos com um estabelecimento, ao lado de uma livraria, que parecia ser um Salão de Belezas para crianças. Neste local, uma menina que aparentava ter aproximadamente 3 ou 4 anos fazia as mãos em uma manicure, enquanto outra garotinha, com algo em torno de 6 anos, cortava os cabelos, fazia maquiagem e punha algum produto químico nas madeixas. Não vimos a presença dos pais dessas crianças no dito estabelecimento, o que nos fez julgar que, enquanto pais e mães faziam suas compras no shopping, manicures, cabeleileiros e animadores entretiam as crianças. No fim, após passarem algumas horas no shopping, os pais passavam no caixa e pagavam a conta pela comodidade de não terem que cuidar dos próprios filhos.

 

Uma das críticas que faço aqui, é voltada ao serviço dos “animadores de crianças” como símbolo de uma sociedade que não quer mais conviver com suas crianças. Eu não tenho filhos, apesar disso convivo com crianças devido a carreira que escolhi seguir como educador. Fiz estágio em escolas públicas e dei aulas de reforços para alunos da classe média-alta de São Paulo (Santo Américo, Pio XII, Miguel de Cervantes, Porto Seguro, etc. etc.). Além disso, tenho sobrinho e sobrinhas e vivo com uma pessoa que há anos dá aulas em escolas públicas, cursinhos e escolas particulares. Por isso acredito que ambos temos alguma propriedade ou conhecimento de causa quando falamos que esta sociedade não quer criar os próprios filhos. Pior que isso, é uma sociedade que não quer sequer conviver com eles.


Leia o texto na íntegra!

Escrito por Caroline Cezar, 13/08/2013 às 10h17 | carol.jp3@gmail.com

Continue Curioso!

Poucos gostam de protagonizar essa coisa de mudança. Esperam a casa desabar, o corpo adoecer, o limite dar o grito, as brigas ficarem insustentáveis. Por falta de coragem, acomodação ou conformismo, omitem-se sobre si mesmos, ficam surdos para os sinais, cegos para a amplitude, perdidos para os caminhos. Por outro lado, o excesso de mudança também denuncia a falta de equilíbrio e de um ouvir mais interno e consistente. Estamos aí para isso não é mesmo? Aprender o caminho do meio.

 

 



MUITO LINDA a história que tá aqui do Marinaldo Pegoraro -e as fotos, e o vídeo e todo trabalho e outros causos trazidos a público pelo Continue Curioso, um espaço-inspiração. Vasculhe-se! 

 

Escrito por Caroline Cezar, 08/08/2013 às 11h04 | carol.jp3@gmail.com

Quem viu? #debate

Debate ontem no Roda Viva da mudança social que já é: Coletivo Mídia Ninja, representado por Bruno Torturra e Pablo Cabilé, entrevistados por jornalistas da velha guarda. O início do programa gira todo em torno da questionação sobre modelo de negócio, ou "de onde vocês tiram dinheiro", já que os ninjas obviamente já estão sendo associados a grupos políticos e financiamentos por parte desse ou daquele, uma forma usual de colocar na mesma caixa do que vem sendo praticado há décadas pelos grandes imperadores da comunicação. 

Existe uma dificuldade de compreensão nítida sobre esse novo momento, esse novo fazer, que não foca no dinheiro - e isso em todas as áreas.

Entre os comentários dá pra ver que a crítica vencida de mídia parcial (quase durmo!) parece que também está em alta por quem não sabe mais como atacar quem é independente, tem e faz questão de deixar clara sua opinião, diferente de quem tem (é possível alguém não ter opinião?) e prefere se fazer de chapa branca pra manipular (e ganhar com) os outros.     

 

Mas assistam, vale a pena:

 

Escrito por Caroline Cezar, 06/08/2013 às 08h36 | carol.jp3@gmail.com

Aratemiolé! #dica

Em yourubá "ara temi olé" significa "meu corpo vai bem". Vejo como uma tradução perfeita para a energia dessa gente boa que trabalha há muitos anos com a pesquisa das danças africanas e afro-brasileiras aqui na Ilha, Floripa nego! Vale a pena prestigiar o espetáculo do Teatro Álkmico, que está percorrendo nove cidades para levar um pouco dessa cultura maravilhosa a que pertencemos (alou, você também, mesmo que não saiba). "Aratemiolé" mistura dança, teatro, voz, música, e faz esse diálogo entre raiz e contemporaneidade.

 

Eu vou! E recomendo! No Teatro Municipal de Itajaí, de graça, a partir das 20h dessa sexta-feira. (02/08)

 

Escrito por Caroline Cezar, 01/08/2013 às 08h54 | carol.jp3@gmail.com

Visitinha de médico

Renovando o atestado médico pra piscina:

 

- Boa tarde.
- Boa tarde.
- Tudo bem com sua saúde?
- Tudo bem sim.
- Tem algum problema de pele?
- Não.
(sitsisitsi - barulho de assinatura)
- Passar bem então jovem!


Isso é uma aberração chamada de "consulta médica". E o senhor com cheiro de cigarro que "atende" o paciente por dois minutos tem a petulância de autodenominar-se "doutor". 
 

 

Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que balança cai.

Escrito por Caroline Cezar, 31/07/2013 às 08h54 | carol.jp3@gmail.com



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É curiosa e encantada com manifestações da natureza, incluindo a humana. Tem resistência a currículos e títulos. Tenta exercitar a entrega cotidiana. Discorda da própria opinião. É apaixonada. Não sabe, nem quer, separar nada de coisa alguma.