Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Foi cantar o Hino que nos deixou tão salafrários?

Nada contra nem a favor de cantar o Hino Nacional onde queiram, embora tenha absoluta certeza que metade não sabe o que é lábaro e a outra o que significa impávido.

Ir ao colégio para cantar hino é estupidez de movimento político, seja ele de direita ou esquerda porque escola é local de estudo.

Aliás, os mesmos que querem proibir professores de discutir política em classe defendem que os alunos batam continência a um movimento político chinfrim, o bolsonarismo.

Aos 11 anos de idade eu estava num colégio na periferia onde perfilávamos, cantávamos hino e hasteávamos a bandeira nacional.

No intervalo das aulas bebíamos leite fornecido pela USAID (US Agency for International Development) que tinha um acordo -daquele tipo que minhas nove leitoras imaginam- com a ditadura militar.

Sete anos depois, das dezenas de alunos que estudaram, cantaram hino e hastearam bandeira comigo apenas um foi aprovado num vestibular de universidade federal.

Agora, mais de 50 anos depois -e vários sob ditadura-, vejo que essas práticas que nacionalistas consideram forjadoras de bom caráter resultaram em nada.

Geramos, além de uma população que mal sabe ler e escrever, uma notável quantidade de vagabundos, ladrões de dinheiro público etc.

Se cantar hino e jurar bandeira gerasse bons cidadãos e boas sociedades, Hitler não teria se criado.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 26/02/2019 às 09h14 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


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Foi cantar o Hino que nos deixou tão salafrários?

Nada contra nem a favor de cantar o Hino Nacional onde queiram, embora tenha absoluta certeza que metade não sabe o que é lábaro e a outra o que significa impávido.

Ir ao colégio para cantar hino é estupidez de movimento político, seja ele de direita ou esquerda porque escola é local de estudo.

Aliás, os mesmos que querem proibir professores de discutir política em classe defendem que os alunos batam continência a um movimento político chinfrim, o bolsonarismo.

Aos 11 anos de idade eu estava num colégio na periferia onde perfilávamos, cantávamos hino e hasteávamos a bandeira nacional.

No intervalo das aulas bebíamos leite fornecido pela USAID (US Agency for International Development) que tinha um acordo -daquele tipo que minhas nove leitoras imaginam- com a ditadura militar.

Sete anos depois, das dezenas de alunos que estudaram, cantaram hino e hastearam bandeira comigo apenas um foi aprovado num vestibular de universidade federal.

Agora, mais de 50 anos depois -e vários sob ditadura-, vejo que essas práticas que nacionalistas consideram forjadoras de bom caráter resultaram em nada.

Geramos, além de uma população que mal sabe ler e escrever, uma notável quantidade de vagabundos, ladrões de dinheiro público etc.

Se cantar hino e jurar bandeira gerasse bons cidadãos e boas sociedades, Hitler não teria se criado.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 26/02/2019 às 09h14 | waldemar@camboriu.com.br



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