Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

#CompredeSC, uma campanha sem pé nem cabeça

O Governo do Estado lançou a campanha “Compre de Santa Catarina”, com o objetivo de incentivar que os consumidores prefiram produtos locais, mas ela carece de lógica porque tem visão de paróquia em um mundo de consumidores globalizados.

Quase diariamente o governo do Raimundo distribui textos sobre a campanha à imprensa e no de hoje um comerciante entrevistado alega que aderiu ao projeto “porque é necessário incentivar as compras em lojas físicas, já que a concorrência com a Internet é grande”.

Se eu pudesse sugerir algo a esse comerciante seria que ele abrisse uma loja na internet porque esse é um caminho sem volta.

Qualquer compra que possa ser programada custa mais barata se feita em lojas eletrônicas, não interessa se elas estão em Turvo, Ermo, Sombrio ou São Bernardo do Campo.

Entendo que campanha como a promovida pelo governo estadual teria sentido se o próprio governo deixasse de ser olho grande e desse algum tipo de desconto na forma de incentivo fiscal.

Outro bom motivo para comprar produtos catarinenses é que alguns são realmente excelentes, como certas marcas de confecções e indústrias tradicionais como a Hemmer.

Falando em Hemmer, dia desses fui em Blumenau na Nana Hamburgueria Artesanal, competente e por isso lotada de clientes casa de sanduiches na Rua Antônio da Veiga, naquela loira cidade.

O garçom serviu os acompanhamentos e a mostarda era da Heinz, a gigante ex-norte americana do setor de conservas hoje administrada pelo fundo brasileiro 3G.

Fiquei pensando como a Hemmer é ruim de marketing, por deixar que uma empresa “alienígena” venda condimentos para sanduiches em sua cidade natal.

Os caras da Hemmer poderiam se espelhar nos marqueteiros da Eisenbahm porque em qualquer canto que se vá em Blumenau lá está uma plaquinha daquela cervejaria blumenauense.

Bem, blumenauense em termos, a Eisenbahm pertencia à japonesa Kirin que vendeu o negócio para os holandeses da Heineken.

Como se vê, é #Tudocatarinense.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 20/06/2018 às 16h53 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br

Página 3
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

#CompredeSC, uma campanha sem pé nem cabeça

O Governo do Estado lançou a campanha “Compre de Santa Catarina”, com o objetivo de incentivar que os consumidores prefiram produtos locais, mas ela carece de lógica porque tem visão de paróquia em um mundo de consumidores globalizados.

Quase diariamente o governo do Raimundo distribui textos sobre a campanha à imprensa e no de hoje um comerciante entrevistado alega que aderiu ao projeto “porque é necessário incentivar as compras em lojas físicas, já que a concorrência com a Internet é grande”.

Se eu pudesse sugerir algo a esse comerciante seria que ele abrisse uma loja na internet porque esse é um caminho sem volta.

Qualquer compra que possa ser programada custa mais barata se feita em lojas eletrônicas, não interessa se elas estão em Turvo, Ermo, Sombrio ou São Bernardo do Campo.

Entendo que campanha como a promovida pelo governo estadual teria sentido se o próprio governo deixasse de ser olho grande e desse algum tipo de desconto na forma de incentivo fiscal.

Outro bom motivo para comprar produtos catarinenses é que alguns são realmente excelentes, como certas marcas de confecções e indústrias tradicionais como a Hemmer.

Falando em Hemmer, dia desses fui em Blumenau na Nana Hamburgueria Artesanal, competente e por isso lotada de clientes casa de sanduiches na Rua Antônio da Veiga, naquela loira cidade.

O garçom serviu os acompanhamentos e a mostarda era da Heinz, a gigante ex-norte americana do setor de conservas hoje administrada pelo fundo brasileiro 3G.

Fiquei pensando como a Hemmer é ruim de marketing, por deixar que uma empresa “alienígena” venda condimentos para sanduiches em sua cidade natal.

Os caras da Hemmer poderiam se espelhar nos marqueteiros da Eisenbahm porque em qualquer canto que se vá em Blumenau lá está uma plaquinha daquela cervejaria blumenauense.

Bem, blumenauense em termos, a Eisenbahm pertencia à japonesa Kirin que vendeu o negócio para os holandeses da Heineken.

Como se vê, é #Tudocatarinense.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 20/06/2018 às 16h53 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade