Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Grêmio, 22 anos depois


Desde criança sou gremista, por influência do meu tio Roberto, já falecido, que me levou ao Olímpico ver um jogo contra o Palmeiras.

Depois passei a ir sempre ao estádio, era meu programa obrigatório de domingo.

Em 1983 o Grêmio ganhou a Libertadores sobre o Penharol e em 1995 repetiu a dose, dessa vez contra o Atlético Nacional, esse clube colombiano que hoje está no coração de todos os brasileiros pela solidariedade demonstrada na fatalidade da Chapecoense.

Em 2007 uma decepção daquelas: fui a Porto Alegre ver a final em companhia do Auri Pavoni, do seu filho Felipe e do Carlos Humberto, pai do nosso vice-prefeito.

O Grêmio havia perdido o jogo de ida por 3 x 0, o Boca Juniors tinha um gênio chamado Riquelme, mas havia esperança porque torcedor não é racional.

Não deu, Riquelme fez os dois gols da vitória argentina e ainda desperdiçou um pênalti. O clima em Porto Alegre após o jogo era de velório.

Hoje é contra o também argentino Lanús que quase derrotou o Grêmio no jogo de vinda, fomos salvos por um goleiro milagroso e por um gol de chiripa no finalzinho.

O Lanús é um time surpreendente, virou o jogo de maneira heroica contra o River Plate, portanto o Grêmio tem uma parada indigesta.

Sempre é indigesto em finais envolvendo brasileiros e argentinos ou uruguaios, temos uma rivalidade histórica, felizmente hoje em dia limitada aos gramados.

Renato, nosso treinador, disse que o Grêmio vai para cima, então poderá ser um dos melhores jogos do ano para quem gosta de futebol. 

Acho que vou dormir e pedir à minha mulher que me acorde no fim do jogo se o Grêmio estiver ganhando. Fiz isso outro dia e funcionou.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 29/11/2017 às 11h28 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


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Desde criança sou gremista, por influência do meu tio Roberto, já falecido, que me levou ao Olímpico ver um jogo contra o Palmeiras.

Depois passei a ir sempre ao estádio, era meu programa obrigatório de domingo.

Em 1983 o Grêmio ganhou a Libertadores sobre o Penharol e em 1995 repetiu a dose, dessa vez contra o Atlético Nacional, esse clube colombiano que hoje está no coração de todos os brasileiros pela solidariedade demonstrada na fatalidade da Chapecoense.

Em 2007 uma decepção daquelas: fui a Porto Alegre ver a final em companhia do Auri Pavoni, do seu filho Felipe e do Carlos Humberto, pai do nosso vice-prefeito.

O Grêmio havia perdido o jogo de ida por 3 x 0, o Boca Juniors tinha um gênio chamado Riquelme, mas havia esperança porque torcedor não é racional.

Não deu, Riquelme fez os dois gols da vitória argentina e ainda desperdiçou um pênalti. O clima em Porto Alegre após o jogo era de velório.

Hoje é contra o também argentino Lanús que quase derrotou o Grêmio no jogo de vinda, fomos salvos por um goleiro milagroso e por um gol de chiripa no finalzinho.

O Lanús é um time surpreendente, virou o jogo de maneira heroica contra o River Plate, portanto o Grêmio tem uma parada indigesta.

Sempre é indigesto em finais envolvendo brasileiros e argentinos ou uruguaios, temos uma rivalidade histórica, felizmente hoje em dia limitada aos gramados.

Renato, nosso treinador, disse que o Grêmio vai para cima, então poderá ser um dos melhores jogos do ano para quem gosta de futebol. 

Acho que vou dormir e pedir à minha mulher que me acorde no fim do jogo se o Grêmio estiver ganhando. Fiz isso outro dia e funcionou.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 29/11/2017 às 11h28 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

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