Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Mais uma bobagem legislativa

O vereador Roberto Souza Jr. propôs projeto de lei com o seguinte teor:

“Fica obrigatória a publicação de todos os sócios integrantes de pessoas jurídicas contratadas para fornecer serviços e produtos ao Poder Legislativo Municipal, Poder Executivo Municipal e órgãos de administração direta e indireta, independente das formas de contratação”.

Trata-se de uma bobagem, algo supérfluo porque essas informações são públicas e estão disponíveis em bancos de dados atualizados.

Vou desenhar para alguns vereadores entenderem mais fácil.

A prefeitura é obrigada a publicar a homologação das licitações, com o CNPJ da empresa.


Com o CNPJ vou à página da internet da Receita Federal

 

Obtenho a ficha da empresa na Receita e clico na opção conhecer os sócios

 

E aí está o resultado


 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 25/06/2018 às 11h31 | waldemar@camboriu.com.br

#CompredeSC, uma campanha sem pé nem cabeça

O Governo do Estado lançou a campanha “Compre de Santa Catarina”, com o objetivo de incentivar que os consumidores prefiram produtos locais, mas ela carece de lógica porque tem visão de paróquia em um mundo de consumidores globalizados.

Quase diariamente o governo do Raimundo distribui textos sobre a campanha à imprensa e no de hoje um comerciante entrevistado alega que aderiu ao projeto “porque é necessário incentivar as compras em lojas físicas, já que a concorrência com a Internet é grande”.

Se eu pudesse sugerir algo a esse comerciante seria que ele abrisse uma loja na internet porque esse é um caminho sem volta.

Qualquer compra que possa ser programada custa mais barata se feita em lojas eletrônicas, não interessa se elas estão em Turvo, Ermo, Sombrio ou São Bernardo do Campo.

Entendo que campanha como a promovida pelo governo estadual teria sentido se o próprio governo deixasse de ser olho grande e desse algum tipo de desconto na forma de incentivo fiscal.

Outro bom motivo para comprar produtos catarinenses é que alguns são realmente excelentes, como certas marcas de confecções e indústrias tradicionais como a Hemmer.

Falando em Hemmer, dia desses fui em Blumenau na Nana Hamburgueria Artesanal, competente e por isso lotada de clientes casa de sanduiches na Rua Antônio da Veiga, naquela loira cidade.

O garçom serviu os acompanhamentos e a mostarda era da Heinz, a gigante ex-norte americana do setor de conservas hoje administrada pelo fundo brasileiro 3G.

Fiquei pensando como a Hemmer é ruim de marketing, por deixar que uma empresa “alienígena” venda condimentos para sanduiches em sua cidade natal.

Os caras da Hemmer poderiam se espelhar nos marqueteiros da Eisenbahm porque em qualquer canto que se vá em Blumenau lá está uma plaquinha daquela cervejaria blumenauense.

Bem, blumenauense em termos, a Eisenbahm pertencia à japonesa Kirin que vendeu o negócio para os holandeses da Heineken.

Como se vê, é #Tudocatarinense.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 20/06/2018 às 16h53 | waldemar@camboriu.com.br

Quando o tênis importava mais que o futebol

Foto: Associação Leopoldina Juvenil.

Minha primeira lembrança de Copa do Mundo é de 1966, quando eu tinha 12 anos, mas não estava ligado em futebol e sim em tênis.

O Brasil tinha um time bagunçado, Pelé estava quebrado. Depois de passar pela Bulgária perdemos para a Hungria e veio o jogo com Portugal, o único que me ficou na memória.

Minha turma de gurizada estava toda ligada em tênis, Thomaz Koch, Edison Mandarino e Luís Felipe Tavares destroçaram os adversários na Europa e daí a três meses jogariam em Porto Alegre contra os Estados Unidos, penúltimo passo para vencer a inédita Copa Davis.

Por isso jogávamos tênis, onde tinha um campinho de terra era transformado em quadra, as raquetes fazíamos em casa, de madeira.

Foi jogando na casa do seu Emílio, meu vizinho, na quadrinha construída ao lado de um galinheiro (seu Emílio era agrimensor e complementava a renda vendendo ovos) que escutamos pelo rádio a seleção de Portugal acabar com o Brasil e nos eliminar ainda na primeira fase.

Logo o Brasil que havia ganho as duas Copas anteriores.

Mas, não doeu, a eliminação era esperada e de certa forma até desejada porque a delegação estava envolta em politicagem, afinal éramos bicampeões mundiais, imbatíveis e a ditadura militar tinha certeza que “a Copa do Mundo é nossa e com brasileiro não há quem possa”.

Espantosamente o Brasil convocou 45 jogadores e seis deles foram campeões quatro anos depois, naquela inesquecível Copa de 1970, a primeira que nós brasileiros assistimos pela TV: Carlos Alberto, Brito, Pelé, Gerson, Jairzinho e Tostão.

E o tênis? Bem, Koch e Mandarino ganharam dos Estados Unidos o que foi intensamente comemorado nas ruas da capital gaúcha.

Depois perdemos para a Índia em Calcutá, mas essa é outra história.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 18/06/2018 às 15h20 | waldemar@camboriu.com.br

20% é bastante para Bolsonaro

Mais uma vez Jair Bolsonaro aparece numa pesquisa Datafolha rondando os 20% de intenção de voto. Esse é o teto que imaginei que ele bateria e onde ficaria trancado desde que seu nome foi lançado à Presidência da República.

É difícil para um candidato com as ideias que ele representa vencer uma eleição no Brasil porque o pré-candidato não tem qualquer histórico de serviços prestado ao país, é um medíocre que monta apressadamente o discurso conforme as conveniências.

O surpreendente nessa pesquisa Datafolha não é a liderança do Lula, mas sim o fato que sem ele os indecisos, brancos e nulos superam a intenção de voto no primeiro colocado.

Imagino que o apoio de Lula será decisivo para que outro candidato bem cotado como Marina ou Ciro vença a eleição.

Conforme vão resgatando os discursos e entrevistas passadas de Bolsonaro vai emergindo a figura de um sujeito com ideias repugnantes.

Esterilizar mulheres pobres, discriminar opções sexuais e negros são posições de Bolsonaro que se tornaram asquerosamente famosas, assim como a defesa que ele faz rotineiramente da tortura.

Para Bolsonaro, um homem com visão torpe, a tortura era defensável não apenas contra os agentes que buscaram o comunismo através da luta armada, mas contra qualquer pessoa que vá contra suas ideias.

O Brasil não precisa de um personagem desses.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 11/06/2018 às 16h13 | waldemar@camboriu.com.br

Os Três Patetas e o tabelamento dos fretes

Dentre as diversas bobagens feitas por Michel Temer, Carlos Marun e Eliseu Padilha (os novos Três Patetas da história nacional) na greve dos caminhoneiros talvez a maior tenha sido aceitar uma tabela mínima para fretes.

Essa tabela, segundo ministro do próprio Temer, Blairo Maggi, da Agricultura, faz com que um frete que custava R$ 5 mil passe a custar de R$ 10 mil a R$ 15 mil.

Não existe na história econômica tabelamento de preços bem sucedido, o resultado é sempre escassez de produtos e hiperinflação.

Se os Três Patetas não aprenderam com o exemplo da Venezuela dos ditadores Chávez e Maduro poderiam ter aprendido com dois notórios idiotas, José Sarney e Collor de Mello, cujos planos econômicos incluíram tabelamento de preços e levaram o país para o buraco.

Sarney, esse Pai da Pátria, não se contentou com um Plano e fez quatro, todos fracassados: Cruzado (baseado principalmente em tabelamento de preços); Cruzado II; Bresser e Verão.

O objetivo de todos esses esforços foi normalizar a economia, afinal Sarney herdou o governo dos militares com inflação de 235% ao ano.

Entregou o país a seu sucessor com inflação de 4.853,90%.

O plano econômico mais bem sucedido na história brasileira –e um dos mais bem feitos no mundo- foi o Real, do ex-presidente Itamar e tinha como base a receita que toda dona de casa conhece, gastar menos do que ganha.

Agora, faltando quatro meses para ser varrido da história, Temer resolveu ressuscitar medidas que nunca deram certo e isso não irá acabar bem.

Por via das dúvidas encherei o tanque do carro.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 07/06/2018 às 09h51 | waldemar@camboriu.com.br

Onde estava Pinho Moreira?

Enquanto Santa Catarina entrava em colapso devido ao desabastecimento provocado pela greve dos caminhoneiros, escutei repetidas vezes a pergunta: “onde está o governador Pinho Moreira”.

Enquanto outros governadores foram proativos, em especial depois que a greve virou abusiva, Pinho Moreira ficou na moita.

Só ontem (29), com liminares já concedidas pelo judiciário, o governador elevou o tom ao dizer que as estradas precisavam ser desimpedidas.

Poderia o governador ter atuado na linha de frente quando a produção agrícola começou a estragar nas lavouras; quando a cadeia da agroindústria degringolou e as cidades ficaram desabastecidas.

Comentam nos bastidores da Capital que Pinho Moreira é candidato à reeleição como governador. Bem, meu voto ele não perdeu porque nunca teve.

Primeiro por ser do MDB, segundo por ser quem é.

Penso que os episódios dessa semana reforçarem minha convicção que Pinho Moreira não é pessoa preparada para comandar Santa Catarina. 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 30/05/2018 às 13h35 | waldemar@camboriu.com.br



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Waldemar Cezar Neto

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Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


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Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Mais uma bobagem legislativa

O vereador Roberto Souza Jr. propôs projeto de lei com o seguinte teor:

“Fica obrigatória a publicação de todos os sócios integrantes de pessoas jurídicas contratadas para fornecer serviços e produtos ao Poder Legislativo Municipal, Poder Executivo Municipal e órgãos de administração direta e indireta, independente das formas de contratação”.

Trata-se de uma bobagem, algo supérfluo porque essas informações são públicas e estão disponíveis em bancos de dados atualizados.

Vou desenhar para alguns vereadores entenderem mais fácil.

A prefeitura é obrigada a publicar a homologação das licitações, com o CNPJ da empresa.


Com o CNPJ vou à página da internet da Receita Federal

 

Obtenho a ficha da empresa na Receita e clico na opção conhecer os sócios

 

E aí está o resultado


 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 25/06/2018 às 11h31 | waldemar@camboriu.com.br

#CompredeSC, uma campanha sem pé nem cabeça

O Governo do Estado lançou a campanha “Compre de Santa Catarina”, com o objetivo de incentivar que os consumidores prefiram produtos locais, mas ela carece de lógica porque tem visão de paróquia em um mundo de consumidores globalizados.

Quase diariamente o governo do Raimundo distribui textos sobre a campanha à imprensa e no de hoje um comerciante entrevistado alega que aderiu ao projeto “porque é necessário incentivar as compras em lojas físicas, já que a concorrência com a Internet é grande”.

Se eu pudesse sugerir algo a esse comerciante seria que ele abrisse uma loja na internet porque esse é um caminho sem volta.

Qualquer compra que possa ser programada custa mais barata se feita em lojas eletrônicas, não interessa se elas estão em Turvo, Ermo, Sombrio ou São Bernardo do Campo.

Entendo que campanha como a promovida pelo governo estadual teria sentido se o próprio governo deixasse de ser olho grande e desse algum tipo de desconto na forma de incentivo fiscal.

Outro bom motivo para comprar produtos catarinenses é que alguns são realmente excelentes, como certas marcas de confecções e indústrias tradicionais como a Hemmer.

Falando em Hemmer, dia desses fui em Blumenau na Nana Hamburgueria Artesanal, competente e por isso lotada de clientes casa de sanduiches na Rua Antônio da Veiga, naquela loira cidade.

O garçom serviu os acompanhamentos e a mostarda era da Heinz, a gigante ex-norte americana do setor de conservas hoje administrada pelo fundo brasileiro 3G.

Fiquei pensando como a Hemmer é ruim de marketing, por deixar que uma empresa “alienígena” venda condimentos para sanduiches em sua cidade natal.

Os caras da Hemmer poderiam se espelhar nos marqueteiros da Eisenbahm porque em qualquer canto que se vá em Blumenau lá está uma plaquinha daquela cervejaria blumenauense.

Bem, blumenauense em termos, a Eisenbahm pertencia à japonesa Kirin que vendeu o negócio para os holandeses da Heineken.

Como se vê, é #Tudocatarinense.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 20/06/2018 às 16h53 | waldemar@camboriu.com.br

Quando o tênis importava mais que o futebol

Foto: Associação Leopoldina Juvenil.

Minha primeira lembrança de Copa do Mundo é de 1966, quando eu tinha 12 anos, mas não estava ligado em futebol e sim em tênis.

O Brasil tinha um time bagunçado, Pelé estava quebrado. Depois de passar pela Bulgária perdemos para a Hungria e veio o jogo com Portugal, o único que me ficou na memória.

Minha turma de gurizada estava toda ligada em tênis, Thomaz Koch, Edison Mandarino e Luís Felipe Tavares destroçaram os adversários na Europa e daí a três meses jogariam em Porto Alegre contra os Estados Unidos, penúltimo passo para vencer a inédita Copa Davis.

Por isso jogávamos tênis, onde tinha um campinho de terra era transformado em quadra, as raquetes fazíamos em casa, de madeira.

Foi jogando na casa do seu Emílio, meu vizinho, na quadrinha construída ao lado de um galinheiro (seu Emílio era agrimensor e complementava a renda vendendo ovos) que escutamos pelo rádio a seleção de Portugal acabar com o Brasil e nos eliminar ainda na primeira fase.

Logo o Brasil que havia ganho as duas Copas anteriores.

Mas, não doeu, a eliminação era esperada e de certa forma até desejada porque a delegação estava envolta em politicagem, afinal éramos bicampeões mundiais, imbatíveis e a ditadura militar tinha certeza que “a Copa do Mundo é nossa e com brasileiro não há quem possa”.

Espantosamente o Brasil convocou 45 jogadores e seis deles foram campeões quatro anos depois, naquela inesquecível Copa de 1970, a primeira que nós brasileiros assistimos pela TV: Carlos Alberto, Brito, Pelé, Gerson, Jairzinho e Tostão.

E o tênis? Bem, Koch e Mandarino ganharam dos Estados Unidos o que foi intensamente comemorado nas ruas da capital gaúcha.

Depois perdemos para a Índia em Calcutá, mas essa é outra história.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 18/06/2018 às 15h20 | waldemar@camboriu.com.br

20% é bastante para Bolsonaro

Mais uma vez Jair Bolsonaro aparece numa pesquisa Datafolha rondando os 20% de intenção de voto. Esse é o teto que imaginei que ele bateria e onde ficaria trancado desde que seu nome foi lançado à Presidência da República.

É difícil para um candidato com as ideias que ele representa vencer uma eleição no Brasil porque o pré-candidato não tem qualquer histórico de serviços prestado ao país, é um medíocre que monta apressadamente o discurso conforme as conveniências.

O surpreendente nessa pesquisa Datafolha não é a liderança do Lula, mas sim o fato que sem ele os indecisos, brancos e nulos superam a intenção de voto no primeiro colocado.

Imagino que o apoio de Lula será decisivo para que outro candidato bem cotado como Marina ou Ciro vença a eleição.

Conforme vão resgatando os discursos e entrevistas passadas de Bolsonaro vai emergindo a figura de um sujeito com ideias repugnantes.

Esterilizar mulheres pobres, discriminar opções sexuais e negros são posições de Bolsonaro que se tornaram asquerosamente famosas, assim como a defesa que ele faz rotineiramente da tortura.

Para Bolsonaro, um homem com visão torpe, a tortura era defensável não apenas contra os agentes que buscaram o comunismo através da luta armada, mas contra qualquer pessoa que vá contra suas ideias.

O Brasil não precisa de um personagem desses.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 11/06/2018 às 16h13 | waldemar@camboriu.com.br

Os Três Patetas e o tabelamento dos fretes

Dentre as diversas bobagens feitas por Michel Temer, Carlos Marun e Eliseu Padilha (os novos Três Patetas da história nacional) na greve dos caminhoneiros talvez a maior tenha sido aceitar uma tabela mínima para fretes.

Essa tabela, segundo ministro do próprio Temer, Blairo Maggi, da Agricultura, faz com que um frete que custava R$ 5 mil passe a custar de R$ 10 mil a R$ 15 mil.

Não existe na história econômica tabelamento de preços bem sucedido, o resultado é sempre escassez de produtos e hiperinflação.

Se os Três Patetas não aprenderam com o exemplo da Venezuela dos ditadores Chávez e Maduro poderiam ter aprendido com dois notórios idiotas, José Sarney e Collor de Mello, cujos planos econômicos incluíram tabelamento de preços e levaram o país para o buraco.

Sarney, esse Pai da Pátria, não se contentou com um Plano e fez quatro, todos fracassados: Cruzado (baseado principalmente em tabelamento de preços); Cruzado II; Bresser e Verão.

O objetivo de todos esses esforços foi normalizar a economia, afinal Sarney herdou o governo dos militares com inflação de 235% ao ano.

Entregou o país a seu sucessor com inflação de 4.853,90%.

O plano econômico mais bem sucedido na história brasileira –e um dos mais bem feitos no mundo- foi o Real, do ex-presidente Itamar e tinha como base a receita que toda dona de casa conhece, gastar menos do que ganha.

Agora, faltando quatro meses para ser varrido da história, Temer resolveu ressuscitar medidas que nunca deram certo e isso não irá acabar bem.

Por via das dúvidas encherei o tanque do carro.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 07/06/2018 às 09h51 | waldemar@camboriu.com.br

Onde estava Pinho Moreira?

Enquanto Santa Catarina entrava em colapso devido ao desabastecimento provocado pela greve dos caminhoneiros, escutei repetidas vezes a pergunta: “onde está o governador Pinho Moreira”.

Enquanto outros governadores foram proativos, em especial depois que a greve virou abusiva, Pinho Moreira ficou na moita.

Só ontem (29), com liminares já concedidas pelo judiciário, o governador elevou o tom ao dizer que as estradas precisavam ser desimpedidas.

Poderia o governador ter atuado na linha de frente quando a produção agrícola começou a estragar nas lavouras; quando a cadeia da agroindústria degringolou e as cidades ficaram desabastecidas.

Comentam nos bastidores da Capital que Pinho Moreira é candidato à reeleição como governador. Bem, meu voto ele não perdeu porque nunca teve.

Primeiro por ser do MDB, segundo por ser quem é.

Penso que os episódios dessa semana reforçarem minha convicção que Pinho Moreira não é pessoa preparada para comandar Santa Catarina. 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 30/05/2018 às 13h35 | waldemar@camboriu.com.br



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