Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Sinuca de bico e risco de enfrentar o peso da lei

 

 

Publicado por Waldemar Cezar Neto em Quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Escrito por Waldemar Cezar Neto, 20/09/2018 às 12h30 | waldemar@camboriu.com.br

Bolsonaro que você desconhece

Não tenho mais qualquer dúvida que parte dos meus amigos quer uma ditadura, uma guinada à extrema direita e a pessoa que eles escolheram para fazer isso é Jair Bolsonaro.

Argumentar não adianta porque eles estão convictos que o Brasil só tem solução através de um regime de força.

Considerando que são almas perdidas, passei a sacaneá-los, fazer perguntas simples sobre Bolsonaro para ver se eles ao menos conhecem a pessoa em quem pretendem depositar o futuro imediato das suas vidas.

Perguntas do tipo: onde nasceu Bolsonaro; qual sua formação acadêmica; foi casado; qual suas profissões ao longo dos anos; o que fez de importante nessas profissões…

Invariavelmente, em 100% dos casos os amigos não souberam me responder o que me levou a suspeitar de um certo grau de irresponsabilidade por parte deles.

Vamos lá:

Bolsonaro não nasceu no Rio de Janeiro e sim em São Paulo, na cidade de Glicério.

Ele é formado pelo Exército em educação física.

No Exército, em 1986 começou a se rebelar por causa de salários. Foi preso; mais tarde em outro episódio (o plano de explodir bombas em instalações militares) acusado de inadequação para ser oficial e um conselho militar pediu que perdesse o posto e patente.

Julgado e inocentado por falta de provas, deixou a vida militar e entrou na política.

Depois de vereador, foi sete vezes deputado federal. Trocou de partido nove vezes. Integrou o PP que tinha como presidente de honra Paulo Maluf.

Foram 27 anos de mandato na Câmara dos Deputados, tempo em que conseguiu aprovar dois projetos de sua autoria: um que obriga as urnas eleitorais a emitirem recibo e outro que isentava de imposto um remédio para câncer que não faz efeito.

Em 2014 recebeu doação da JBS/Friboi, devolveu o valor ao partido que lhe doou os mesmos 200 mil.

Segundo o TSE, nos quatro anos entre 2010 e 2014 Jair Bolsonaro adquiriu cinco imóveis que totalizam avaliação de R$ 8 milhões.

Bolsonaro e a lógica de quem o quer

Pelas últimas pesquisas o eleitor médio de Bolsonaro tem renda e instrução mais elevada, são a classe média e os ricos sufocados pela criminalidade e/ou crise econômica.

O povão, eterna massa de manobra dos poderosos no Brasil, tende a receber uma reedição do discurso do ideólogo econômico da ditadura,. Delfim Netto: é necessário fazer o bolo crescer para depois redistribuir.

Isso causou uma concentração de riqueza no país que demorou 20 anos após o fim da ditadura para ser recuperado porque fazer o bolo crescer é dar dinheiro mais barato aos amigos do poder.

É tolice imaginar que teremos um país melhor com ditadura e relegando vastas parcelas da população à miséria.

Só se arruma as coisas pela educação, mas algum dos meus amigos já ouviu falar de algum projeto de Bolsonaro para a área educacional?

Ah esqueci, Bolsonaro casou três vezes e tem vários filhos, sendo dois deles também políticos profissionais.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 17/09/2018 às 08h01 | waldemar@camboriu.com.br

Projetinhos de neonazis e só 2%

Quem imaginava que o vergonhoso atentado à vida de Jair Bolsonaro renderia uma disparada de votos se enganou, ele se manteve no mesmo nível de dias atrás se considerada a margem de erro e uns 2% a mais para quem olha os números com o coração.

A pesquisa trouxe quatro notícias ruins para Bolsonaro: ele cresceu só 2% e isso é a margem de erro; sua rejeição é a maior entre os candidatos; Ciro e Haddad estão crescendo rapidamente e todos -menos o Haddad que empata- ganhariam do capitão reformado em segundo turno.

É a segunda vez que pesquisas mostram isso, a rejeição a Bolsonaro é tão grande que ele perde no segundo turno e aí, penso eu, reside a cova rasa da sua candidatura.

Confesso que nos últimos dias fiquei um pouco impressionado com a quantidade de gente que se manifestou bolsonarista, mas depois comecei a olhar com mais calma que são sempre os mesmos, só que fazendo mais barulho.

Correntes de WhatsApp; notícias falsas em redes sociais; destratar e chamar de comunista quem não vota em Bolsonaro não trará votos para ele, só mais rejeição.

Surgiram das frestas, inclusive aqui na cidade, projetinhos de neonazistas que exigem um posicionamento a favor de Bolsonaro.

Ora, vão chupar um carpim de turco, voto em quem quiser e nunca, jamais, votarei num cara que apoia tortura.

Não interessa o que o outro fez, tortura é hedionda a ponto de não ser admitida nem em guerras, é crime de guerra. Aí vem o Bolsonaro e quer dar medalha a torturador e isso me provoca ânsia de vômito.

Também acho que o país tem que buscar novos rumos; que precisamos de mais austeridade, mas daí a entregar meu futuro nas mãos de um Bolsonaro que até pouco tempo atrás era um completo desconhecido?

Um cara que não se destaca em conhecimento algum, só em prometer porrada e regime militar?

Qual a qualidade de planejador, executivo ou mesmo de político que você conhece em Bolsonaro? Nenhuma, ele não tem capacidade para isso.  

Não dá para engolir um cara desses e mais gente pensa como eu, na verdade mais da metade dos brasileiros pensamos assim, por isso Bolsonaro felizmente não será Presidente do Brasil.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 11/09/2018 às 06h29 | waldemar@camboriu.com.br

Bolsonaro no 1o turno e Ciro no segundo?

 

Metade dos meus amigos mais próximos diz que votará em Bolsonaro e desses a totalidade acredita que o capitão reformado ganhará de lavada no primeiro turno.

Claro, como todo eleitor apaixonado, esses amigos não fazem contas e muito menos acreditam em pesquisas, consideram que Ibope, Datafolha etc. estão a serviço do mal.

Até o momento todos os institutos de pesquisas mostram que Bolsonaro continua marcando passo em torno de 23% o que lhe garante a liderança folgada no primeiro turno, mas não a vitória nesta etapa onde precisaria de 50% mais um voto.

E na segunda etapa, as pesquisas também mostram, ele perderia para pelo menos três dos candidatos que estão disputando.

Tenho repetido, parafraseando Tom Jobim, que “o Brasil não é para principiantes”. Se contar a um escandinavo que o líder das pesquisas à Presidência está na cadeia e que o vice-líder perde para ao menos três no segundo turno, funde a cuca do cara.

A próxima semana poderá clarear um pouco mais o cenário porque o MDB tende a “cristianizar” Henrique Meirelles, abandonando seu próprio candidato em busca de espaços mais confortáveis no futuro, de preferência com quem tiver maior chance de ganhar.

É o MDB sendo MDB, ninguém pode reclamar. Menos ainda quem comete habitualmente a insensatez de votar em alguns dos filiados ao partido.

A especulação é que os emedebistas migrarão para Bolsonaro e para o candidato do PT (Haddad?). Fico imaginando o Dr.Ulysses se revirando no fundo do mar ao saber que parte do partido que ajudou a acabar com a ditadura no Brasil apoia um candidato que prega a ditadura.

Esse movimento oportunista -como sempre- do MDB, talvez decida o futuro da eleição, mas o tiro pode sair pela culatra e prejudicar os candidatos do próprio partido.

Porque a imagem dos emedebistas mais proeminentes é suja feito pau de galinheiro e a cristianização de Meirelles carregará mais nojeira para algo que naturalmente cheira mal.

Meu amigo que ganha a vida elaborando estratégias jurídicas e políticas, jura de pés juntos que o vencedor será Ciro Gomes, o voto-útil o levaria ao segundo turno e à vitória.

Pode ser, na minha consciência Ciro é melhor do que a maioria dos petistas e, claro, melhor do que Bolsonaro.

Afinal, porra-louca por porra-louca, Ciro é muito mais previsível.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 06/09/2018 às 12h08 | waldemar@camboriu.com.br

A perspectiva para o Brasil é ruim

De uns tempos para cá o Jair Bolsonaro tem me lembrado uma figura-chave da história brasileira, Carlos Lacerda, governador da Guanabara que combateu Getúlio Vargas; Juscelino Kubitschek; Jango Goulart; apoiou a ditadura, depois a repudiou e foi cassado por ela.

Bolsonaro catalisa os brasileiros decepcionados com a democracia à moda verde amarela -quase uma cleptocracia- e penso que isso não vai acabar com a eleição, independente do resultado.

Se Bolsonaro vencer, em pouco tempo dirá ao país que com esse Congresso é impossível governar com seriedade - o que provavelmente é real.

Se perder, tem tudo para se transformar num Lacerda, mesmo que não possua o dom da oratória e a inteligência brilhante daquele ex-político carioca.

Em qualquer hipótese acredito que o Brasil viverá tempos sombrios porque meus amigos falam abertamente que o país precisa de um golpe, fechar o Congresso, colocar na cadeia pencas e mais pencas de políticos e -vejam só minhas nove leitoras- muitos juízes.

É um caminho tétrico, mas receio que nos encaminhamos para ele.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 04/09/2018 às 16h52 | waldemar@camboriu.com.br

Ruim para o Bolsonaro, bom para o Brasil

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 23/08/2018 às 07h38 | waldemar@camboriu.com.br



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Waldemar Cezar Neto

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Por Waldemar Cezar Neto

Sinuca de bico e risco de enfrentar o peso da lei

 

 

Publicado por Waldemar Cezar Neto em Quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Escrito por Waldemar Cezar Neto, 20/09/2018 às 12h30 | waldemar@camboriu.com.br

Bolsonaro que você desconhece

Não tenho mais qualquer dúvida que parte dos meus amigos quer uma ditadura, uma guinada à extrema direita e a pessoa que eles escolheram para fazer isso é Jair Bolsonaro.

Argumentar não adianta porque eles estão convictos que o Brasil só tem solução através de um regime de força.

Considerando que são almas perdidas, passei a sacaneá-los, fazer perguntas simples sobre Bolsonaro para ver se eles ao menos conhecem a pessoa em quem pretendem depositar o futuro imediato das suas vidas.

Perguntas do tipo: onde nasceu Bolsonaro; qual sua formação acadêmica; foi casado; qual suas profissões ao longo dos anos; o que fez de importante nessas profissões…

Invariavelmente, em 100% dos casos os amigos não souberam me responder o que me levou a suspeitar de um certo grau de irresponsabilidade por parte deles.

Vamos lá:

Bolsonaro não nasceu no Rio de Janeiro e sim em São Paulo, na cidade de Glicério.

Ele é formado pelo Exército em educação física.

No Exército, em 1986 começou a se rebelar por causa de salários. Foi preso; mais tarde em outro episódio (o plano de explodir bombas em instalações militares) acusado de inadequação para ser oficial e um conselho militar pediu que perdesse o posto e patente.

Julgado e inocentado por falta de provas, deixou a vida militar e entrou na política.

Depois de vereador, foi sete vezes deputado federal. Trocou de partido nove vezes. Integrou o PP que tinha como presidente de honra Paulo Maluf.

Foram 27 anos de mandato na Câmara dos Deputados, tempo em que conseguiu aprovar dois projetos de sua autoria: um que obriga as urnas eleitorais a emitirem recibo e outro que isentava de imposto um remédio para câncer que não faz efeito.

Em 2014 recebeu doação da JBS/Friboi, devolveu o valor ao partido que lhe doou os mesmos 200 mil.

Segundo o TSE, nos quatro anos entre 2010 e 2014 Jair Bolsonaro adquiriu cinco imóveis que totalizam avaliação de R$ 8 milhões.

Bolsonaro e a lógica de quem o quer

Pelas últimas pesquisas o eleitor médio de Bolsonaro tem renda e instrução mais elevada, são a classe média e os ricos sufocados pela criminalidade e/ou crise econômica.

O povão, eterna massa de manobra dos poderosos no Brasil, tende a receber uma reedição do discurso do ideólogo econômico da ditadura,. Delfim Netto: é necessário fazer o bolo crescer para depois redistribuir.

Isso causou uma concentração de riqueza no país que demorou 20 anos após o fim da ditadura para ser recuperado porque fazer o bolo crescer é dar dinheiro mais barato aos amigos do poder.

É tolice imaginar que teremos um país melhor com ditadura e relegando vastas parcelas da população à miséria.

Só se arruma as coisas pela educação, mas algum dos meus amigos já ouviu falar de algum projeto de Bolsonaro para a área educacional?

Ah esqueci, Bolsonaro casou três vezes e tem vários filhos, sendo dois deles também políticos profissionais.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 17/09/2018 às 08h01 | waldemar@camboriu.com.br

Projetinhos de neonazis e só 2%

Quem imaginava que o vergonhoso atentado à vida de Jair Bolsonaro renderia uma disparada de votos se enganou, ele se manteve no mesmo nível de dias atrás se considerada a margem de erro e uns 2% a mais para quem olha os números com o coração.

A pesquisa trouxe quatro notícias ruins para Bolsonaro: ele cresceu só 2% e isso é a margem de erro; sua rejeição é a maior entre os candidatos; Ciro e Haddad estão crescendo rapidamente e todos -menos o Haddad que empata- ganhariam do capitão reformado em segundo turno.

É a segunda vez que pesquisas mostram isso, a rejeição a Bolsonaro é tão grande que ele perde no segundo turno e aí, penso eu, reside a cova rasa da sua candidatura.

Confesso que nos últimos dias fiquei um pouco impressionado com a quantidade de gente que se manifestou bolsonarista, mas depois comecei a olhar com mais calma que são sempre os mesmos, só que fazendo mais barulho.

Correntes de WhatsApp; notícias falsas em redes sociais; destratar e chamar de comunista quem não vota em Bolsonaro não trará votos para ele, só mais rejeição.

Surgiram das frestas, inclusive aqui na cidade, projetinhos de neonazistas que exigem um posicionamento a favor de Bolsonaro.

Ora, vão chupar um carpim de turco, voto em quem quiser e nunca, jamais, votarei num cara que apoia tortura.

Não interessa o que o outro fez, tortura é hedionda a ponto de não ser admitida nem em guerras, é crime de guerra. Aí vem o Bolsonaro e quer dar medalha a torturador e isso me provoca ânsia de vômito.

Também acho que o país tem que buscar novos rumos; que precisamos de mais austeridade, mas daí a entregar meu futuro nas mãos de um Bolsonaro que até pouco tempo atrás era um completo desconhecido?

Um cara que não se destaca em conhecimento algum, só em prometer porrada e regime militar?

Qual a qualidade de planejador, executivo ou mesmo de político que você conhece em Bolsonaro? Nenhuma, ele não tem capacidade para isso.  

Não dá para engolir um cara desses e mais gente pensa como eu, na verdade mais da metade dos brasileiros pensamos assim, por isso Bolsonaro felizmente não será Presidente do Brasil.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 11/09/2018 às 06h29 | waldemar@camboriu.com.br

Bolsonaro no 1o turno e Ciro no segundo?

 

Metade dos meus amigos mais próximos diz que votará em Bolsonaro e desses a totalidade acredita que o capitão reformado ganhará de lavada no primeiro turno.

Claro, como todo eleitor apaixonado, esses amigos não fazem contas e muito menos acreditam em pesquisas, consideram que Ibope, Datafolha etc. estão a serviço do mal.

Até o momento todos os institutos de pesquisas mostram que Bolsonaro continua marcando passo em torno de 23% o que lhe garante a liderança folgada no primeiro turno, mas não a vitória nesta etapa onde precisaria de 50% mais um voto.

E na segunda etapa, as pesquisas também mostram, ele perderia para pelo menos três dos candidatos que estão disputando.

Tenho repetido, parafraseando Tom Jobim, que “o Brasil não é para principiantes”. Se contar a um escandinavo que o líder das pesquisas à Presidência está na cadeia e que o vice-líder perde para ao menos três no segundo turno, funde a cuca do cara.

A próxima semana poderá clarear um pouco mais o cenário porque o MDB tende a “cristianizar” Henrique Meirelles, abandonando seu próprio candidato em busca de espaços mais confortáveis no futuro, de preferência com quem tiver maior chance de ganhar.

É o MDB sendo MDB, ninguém pode reclamar. Menos ainda quem comete habitualmente a insensatez de votar em alguns dos filiados ao partido.

A especulação é que os emedebistas migrarão para Bolsonaro e para o candidato do PT (Haddad?). Fico imaginando o Dr.Ulysses se revirando no fundo do mar ao saber que parte do partido que ajudou a acabar com a ditadura no Brasil apoia um candidato que prega a ditadura.

Esse movimento oportunista -como sempre- do MDB, talvez decida o futuro da eleição, mas o tiro pode sair pela culatra e prejudicar os candidatos do próprio partido.

Porque a imagem dos emedebistas mais proeminentes é suja feito pau de galinheiro e a cristianização de Meirelles carregará mais nojeira para algo que naturalmente cheira mal.

Meu amigo que ganha a vida elaborando estratégias jurídicas e políticas, jura de pés juntos que o vencedor será Ciro Gomes, o voto-útil o levaria ao segundo turno e à vitória.

Pode ser, na minha consciência Ciro é melhor do que a maioria dos petistas e, claro, melhor do que Bolsonaro.

Afinal, porra-louca por porra-louca, Ciro é muito mais previsível.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 06/09/2018 às 12h08 | waldemar@camboriu.com.br

A perspectiva para o Brasil é ruim

De uns tempos para cá o Jair Bolsonaro tem me lembrado uma figura-chave da história brasileira, Carlos Lacerda, governador da Guanabara que combateu Getúlio Vargas; Juscelino Kubitschek; Jango Goulart; apoiou a ditadura, depois a repudiou e foi cassado por ela.

Bolsonaro catalisa os brasileiros decepcionados com a democracia à moda verde amarela -quase uma cleptocracia- e penso que isso não vai acabar com a eleição, independente do resultado.

Se Bolsonaro vencer, em pouco tempo dirá ao país que com esse Congresso é impossível governar com seriedade - o que provavelmente é real.

Se perder, tem tudo para se transformar num Lacerda, mesmo que não possua o dom da oratória e a inteligência brilhante daquele ex-político carioca.

Em qualquer hipótese acredito que o Brasil viverá tempos sombrios porque meus amigos falam abertamente que o país precisa de um golpe, fechar o Congresso, colocar na cadeia pencas e mais pencas de políticos e -vejam só minhas nove leitoras- muitos juízes.

É um caminho tétrico, mas receio que nos encaminhamos para ele.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 04/09/2018 às 16h52 | waldemar@camboriu.com.br

Ruim para o Bolsonaro, bom para o Brasil

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 23/08/2018 às 07h38 | waldemar@camboriu.com.br



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