Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

A imprensa não morreu, neo-idiotas

Durante um curto período antes e após as eleições os cabeças de bagre que constituem expressiva parcela da população, decretaram que a imprensa brasileira tinha acabado.

É gente que na maioria nunca leu um livro ou jornal e entendeu o que estava lendo, mas ao longo de 2018 encontrou clima propício a raciocinar merda e se considerar doutor.

Sentenciaram os asininos (poupo sua ida ao Google, significa jumento, jegue ou asno) que haveria uma nova imprensa, uma forma inovadora e só deles de distribuir informação, através de redes sociais, nas quais quem ousasse divergir era comunista, petralha, corno, ladrão etc.

No seu relatório mundial para 2019, a Human Rights Watch ressaltou que os autocratas atuais (esses que eu chamo de neo-idiotas) “buscam enfraquecer a democracia demonizando minorias vulneráveis e as usando de bode expiatório, a fim de ganhar apoio popular... enfraquecem os mecanismos de freios e contrapesos contra os poderes do governo, incluindo o judiciário independente, a liberdade de imprensa, e a sociedade civil vigorosa…”.

Aí vem o choque de realidade: o PSL de verdade, o partido político do homem que iria mudar o Brasil, emerge pelo trabalho qualificado de jornalistas profissionais, e não de neo-idiotas do facebook, como um grupo que usa laranjas para chegar ao poder.

Nada diferente do que todos os outros fizeram, mas o problema é que o PSL do Bolsonaro prometeu não fazer e o povo acreditou.

Foi um mecanismo de contra-freio à neo-idiotice, a liberdade de imprensa, que mostrou em seis semanas que o filho do presidente que mudaria o Brasil é um sujeito boquirroto, enrolado com dinheiro que não consegue explicar, homenageando milicianos bandidos e coisas do tipo.

E aí enquanto a ilusão sobre o PSL e a família Bolsonaro se desmancha por força da realidade (o nome disso vocês ainda não sabem, mas é desilusão), morre o Boechat e o Brasil presta rasgadas homenagens a um legítimo representante daquela imprensa que iria acabar.

Nunca vi taxista fazendo carreata para defunto que não fosse da classe, pois para Boechat fizeram porque depois de velho ele foi se comunicar pelo rádio, a mídia que fala direto aos motoristas de táxi.

A imprensa feita pelo Boechat era dedo na cara de político ladrão e questionamento social permanente a todos, ladrões ou não.

Malafaia, um dos ídolos dos neo-idiotas, Boechat mandou “chupar uma rola”. Ao vivo, eu estava escutando a Band News como fazia todos os dias.

Para desgosto de quem acha que o Brasil não deveria ser uma democracia, a imprensa não acabou e não acabará, continuará perguntando o motivo do ministro receber 60 mil para fazer uma mudança de residência que custa 7 mil.

Comecem a ler neo-idiotas, se não gostam dos jornais leiam os clássicos, aprender um pouco sobre economia, filosofia e história pode ajudá-los a votar melhor.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 14/02/2019 às 15h55 | waldemar@camboriu.com.br

Corto a árvore ou alargo a calçada?

Fui intimado hoje a colocar piso podotátil na minha calçada, pela qual nunca vi passar um deficiente visual.

E se um tentasse passar, certamente seria vítima das dezenas de armadilhas para quem não enxerga que estão espalhadas pela cidade.

É lei, considero lei burra, mas vou cumprir. O fiscal pode passar aqui que antes de vencer o prazo de 30 dias colarei sobre o petit-pavet o piso podotátil.

Ah, minhas nove leitoras acharam que era necessário trocar toda a calçada? Não, basta atender as normas e a de petit-pavet atende, exceto pela ausência do podotátil, lei que veio depois, idealizada pelo à época vereador Edson Piriquito.

Piriquito quando vereador fez a lei e quando prefeito nunca a fiscalizou, de forma que a cidade tem o sistema podotátil mais estúpido do planeta.

Porém meu problema não é o Piriquito e sim que para colocar o podotáti preciso cortar uma árvore que está aqui há 16 anos.

Foi plantada por uma amiga já falecida, a minha sogra

Esse trecho da minha rua só tem essa árvore na calçada, mais na esquina um vizinho tem alguns coqueiros.

Tempos atrás a prefeitura alargou calçadas em alguns pontos, para evitar o corte de árvores e ao mesmo tempo possibilitar a passagem de pedestres.

Parece ser a solução e se me autorizarem eu alargo um pouco a calçada, a quem devo pedir a licença?

Ou, se não for permitido, a quem peço autorização para cortar a árvore?

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 11/02/2019 às 16h44 | waldemar@camboriu.com.br

Falta colégio para essa gente

Hoje o Página 3 publicou que o prefeito Fabrício enviou à Câmara projeto para que a guarda de Balneário Camboriú passe a ter entre suas atribuições a fiscalização das posturas municipais.

Foi o que bastou para alguns avacalharem o prefeito, afinal onde já se viu fiscalizar posturas?

A maioria dos brasileiros não estuda, não lê, não se informa e por isto é ignorante.

E a ignorância leva a imaginar que postura tem a ver com a posição do corpo.

O Código de Posturas é uma das leis mais antigas da cidade. Atualizado em 1974 diz, em sua primeira versão, datada de 1967, que é proibido atirar nas ruas cacos de vidro, latas, cascas de frutas, animais doentes ou mortos, lixos ou quaisquer outros resíduos. 

A leitura desse Código é fascinante, remete a uma época onde a ignorância -será que isso é possível?- imperava na cidade.  

Antes do celular os ignorantes só tinham voz num círculo restrito, mas agora eles falam em redes, ostentam sua burrice com ares professorais.

O corcunda de Notre Dame não tinha postura?
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 06/02/2019 às 09h15 | waldemar@camboriu.com.br

Sanear a praia é mais importante do que alargá-la

Escuto cada vez mais moradores alegando que sanear a praia central de Balneário Camboriú, seriamente afetada por esgotos e arribação de algas e outros organismos, é mais importante do que o alargamento da faixa de areia e para mim não restam dúvidas que essa posição é correta.

Não custa lembrar que é falsa a tese que a faixa de areia encolheu, fotografias de décadas atrás mostram que a largura é a mesma.

E é verdadeira a tese que na Barra Sul precisamos de alargamento, para proteger a linha costeira, aquilo mesmo que o Spernau fez antes que o mar terminasse de levar avenida, calçadas e tudo o mais.

Todos os moradores mais antigos sabem que sempre tivemos uma faixa de areia mixuruca e para agravar os insensatos liquidaram com a restinga, a Avenida Atlântica foi construída sobre ela.

Por outro lado, se a praia central não for saneada Balneário Camboriú morrerá como destino turístico.

É questão não sei de quanto de tempo, mas morrerá porque praia e poluição não combinam.

Os exemplos de balneários que morreram se multiplicam pelo mundo.

Renovar a praia central, fazer um “lifting”, seria ótimo, mas penso que não é prioridade quando comparada com a necessidade de despoluição.

E é possível fazer o “lifting” sem alargar e investindo menos.

O problema maior é que despoluir não é tarefa fácil. Temos 80.000 pessoas cagando na nossa cabeça aí em Camboriú, além de uma enorme quantidade de irregularidades aqui mesmo.

Se eu fosse o prefeito daqui iria à justiça para tentar impedir que o prefeito de Camboriú emitisse alvarás de construção enquanto seu município não tiver esgoto.

Isso foi feito com sucesso numa praia do Rio Grande do Sul e o resultado foi que o prefeito atingido tratou rapidinho de implantar o saneamento.

O povo de Camboriú pode até não gostar de ler o que escrevo, porque a maioria nem percebe que foi vítima de uma imoralidade, o município concedeu à iniciativa privada o filé mignon (o fornecimento de água) e ficou para si com o osso (o tratamento do esgoto), um negócio que num mundo normal seria tratado como caso de polícia.

Exemplo próximo: no ano passado a justiça federal proibiu o prefeito de Porto Belo de conceder novos alvarás de construção pelo mesmo motivo, falta de esgoto.

Sei que minha opinião não vale nada, o prefeito de Balneário Camboriú irá alargar a praia porque quer se reeleger e acha que esse é o caminho.

Pode ser, mas ele corre o risco de alargar e não se reeleger.

Lembro que uma obra vital para a despoluição, um novo emissário de esgoto ligando a Barra Sul à ponte do rio Camboriú, teve sua licitação cancelada em julho e nunca mais tocaram no assunto, mesmo com o governo apanhando diariamente da opinião pública por causa do canal do Marambaia.

Esse nível de despreocupação com coisas prioritárias chega a assustar.

Além disso, quando bota ovo nosso prefeito não cacareja: no final do ano entregou a rede de esgoto na Barra e no São Judas, sem fazer sequer um discurso.

Vai entender político que pensa assim...

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 23/01/2019 às 09h41 | waldemar@camboriu.com.br

Temporada foi fraca, mas poderia ter sido muito pior

Desde o Carnaval do ano passado eu hospedo turistas captados através de Booking e Airbnb.

Então, por minha própria experiência, posso afirmar que a temporada é fraca.

Obtive quase 100% de ocupação em janeiro, mas em fevereiro será um deserto, todos os meios de hospedagem estão jogando o preço lá embaixo para os quartos não ficarem ociosos.

Posso conseguir 100% de ocupação novamente em fevereiro, mas o faturamento cairá pela metade e todos pagamos nossas contas com lucro, não com quarto ou restaurante cheio.

A temporada deverá ser financeiramente péssima em fevereiro é o que mostram relatórios de gerenciamento de mercado que as plataformas de hospedagem me fornecem diariamente.

Exigente, o turista brasileiro quer roupas de cama e banho impecáveis (R$ 8,00 a lavanderia por casal); café da manhã de primeira (R$ 8,00 por pessoa); ar-condicionado trincando de frio (R$ 6,00 em média por dia); TV a cabo, Netflix etc. e quer pagar preço de pensão de rodoviária.

Além de exigente o brasileiro se hospeda por períodos menores, diferentemente dos estrangeiros que vêm para passar semana ou mais.

As aulas no Brasil começam na primeira semana de fevereiro e as dos argentinos na primeira semana de março. Eles poderiam nos salvar como fazem todos os anos, mas dessa vez também estão precisando de salvação.

O prefeito Fabrício Oliveira não gostou de manifestação dos hoteleiros sobre a temporada ruim porque, equivocadamente, ele acha que temporadas dependem dele, portanto todas precisam ser um sucesso.

Não dependem em nada de prefeito algum e sim da economia no Brasil e nos países emissores de turistas.

Ao prefeito cabe tão somente a obrigação -e não o favor- de manter a infraestrutura funcionando.

Infraestrutura esta que não foi feita por este prefeito e sim por todos que já repousaram seus glúteos naquela estofada cadeira da rua Dinamarca.

Aliás, no quesito qualidade das águas, regredimos terrivelmente, em decorrência principalmente da má gestão por parte do prefeito anterior e de um certo avança e recua do atual que às vezes parece mais indeciso do que poderia ser.

Por outro lado tem razão o prefeito Fabrício Oliveira quando diz que nossa cidade é ótima, todas as pessoas que hospedei, todos os turistas com quem conversei ao longos desses muitos anos ficaram maravilhadas.

Nesse ano, porém, a todos os meus hóspedes avisei que evitassem a praia central porque a qualidade da água é ruim, sugeri que fossem à Brava ou Interpraias.

O secretário do turismo, Miro Teixeira, também não gostou das críticas à temporada e foi menos habilidoso, jogou a culpa nos hoteleiros, alegando que eles não trabalharam de maneira apropriada o mercado interno.

Temporadas ruins não são novidade, ocorrem ciclicamente e sempre em decorrência de recessão econômica aqui ou na Argentina.

Dessa vez esses dois mercados estão estropiados, ou esqueceram que o Brasil ainda tem milhões de desempregados, crise fiscal das mais graves da sua história e crescimento pífio do PIB?

Com tudo isso, é justo dizer que foi ruim, mas poderia ter sido muito pior.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 17/01/2019 às 13h36 | waldemar@camboriu.com.br

Evaldo copiando o Pimenta

Dezoito anos atrás quando a Mercedes começou a fabricar o Classe A no Brasil o Pimenta, conhecido fora do bar como Dr. Antônio Carlos Cenzi Pimentel, me disse que o prefeito da época, o Pavan, deveria comprar vários daqueles charmosos veículos e doar para a Polícia Militar patrulhar a cidade no verão.

Claro, cidade glamourosa, carro de polícia glamouroso, como fazem em outros destinos turísticos pelo mundo.

Nesta sexta-feira pintou nas redes a foto de um Camaro (ou Maverick?) com as cores do 12o Batalhão e logo os cabeças de osso para sopa passaram a questionar que é um absurdo gastar tanto com carro de polícia.

Em Balneário Camboriú floresceu uma parcela de moradores com complexo de vira-latas. Somos uma das melhores cidades do Brasil para viver, mas não falta gente que veio de lugares que são uma verdadeira bosta e aqui chegando reclama o tempo todo de tudo.

Por motivos mesquinhos, interesses escusos ou frustração consigo mesmo esculhamba Balneário Camboriú e consegue uma plateia de idiotas (o Face é uma paraíso) para bater palmas.

Bem, me explicou o Coronel Evaldo, comandante do 12o Batalhão, que o carrão (Camaro ou Maverick?) é 2013, era usado por bandidos, foi apreendido e doado à polícia pelo judiciário.

É usado em ocasiões especiais como hoje que tem formatura do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd).

E tem mais coisa boa: a PM recebeu também duas ou 3 motos daquelas de parar o comércio e elas andarão por aí durante a temporada o que é muito bom para imagem da nossa cidade.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 30/11/2018 às 16h59 | waldemar@camboriu.com.br



1 2 3 4 5 6

Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br

Página 3
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

A imprensa não morreu, neo-idiotas

Durante um curto período antes e após as eleições os cabeças de bagre que constituem expressiva parcela da população, decretaram que a imprensa brasileira tinha acabado.

É gente que na maioria nunca leu um livro ou jornal e entendeu o que estava lendo, mas ao longo de 2018 encontrou clima propício a raciocinar merda e se considerar doutor.

Sentenciaram os asininos (poupo sua ida ao Google, significa jumento, jegue ou asno) que haveria uma nova imprensa, uma forma inovadora e só deles de distribuir informação, através de redes sociais, nas quais quem ousasse divergir era comunista, petralha, corno, ladrão etc.

No seu relatório mundial para 2019, a Human Rights Watch ressaltou que os autocratas atuais (esses que eu chamo de neo-idiotas) “buscam enfraquecer a democracia demonizando minorias vulneráveis e as usando de bode expiatório, a fim de ganhar apoio popular... enfraquecem os mecanismos de freios e contrapesos contra os poderes do governo, incluindo o judiciário independente, a liberdade de imprensa, e a sociedade civil vigorosa…”.

Aí vem o choque de realidade: o PSL de verdade, o partido político do homem que iria mudar o Brasil, emerge pelo trabalho qualificado de jornalistas profissionais, e não de neo-idiotas do facebook, como um grupo que usa laranjas para chegar ao poder.

Nada diferente do que todos os outros fizeram, mas o problema é que o PSL do Bolsonaro prometeu não fazer e o povo acreditou.

Foi um mecanismo de contra-freio à neo-idiotice, a liberdade de imprensa, que mostrou em seis semanas que o filho do presidente que mudaria o Brasil é um sujeito boquirroto, enrolado com dinheiro que não consegue explicar, homenageando milicianos bandidos e coisas do tipo.

E aí enquanto a ilusão sobre o PSL e a família Bolsonaro se desmancha por força da realidade (o nome disso vocês ainda não sabem, mas é desilusão), morre o Boechat e o Brasil presta rasgadas homenagens a um legítimo representante daquela imprensa que iria acabar.

Nunca vi taxista fazendo carreata para defunto que não fosse da classe, pois para Boechat fizeram porque depois de velho ele foi se comunicar pelo rádio, a mídia que fala direto aos motoristas de táxi.

A imprensa feita pelo Boechat era dedo na cara de político ladrão e questionamento social permanente a todos, ladrões ou não.

Malafaia, um dos ídolos dos neo-idiotas, Boechat mandou “chupar uma rola”. Ao vivo, eu estava escutando a Band News como fazia todos os dias.

Para desgosto de quem acha que o Brasil não deveria ser uma democracia, a imprensa não acabou e não acabará, continuará perguntando o motivo do ministro receber 60 mil para fazer uma mudança de residência que custa 7 mil.

Comecem a ler neo-idiotas, se não gostam dos jornais leiam os clássicos, aprender um pouco sobre economia, filosofia e história pode ajudá-los a votar melhor.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 14/02/2019 às 15h55 | waldemar@camboriu.com.br

Corto a árvore ou alargo a calçada?

Fui intimado hoje a colocar piso podotátil na minha calçada, pela qual nunca vi passar um deficiente visual.

E se um tentasse passar, certamente seria vítima das dezenas de armadilhas para quem não enxerga que estão espalhadas pela cidade.

É lei, considero lei burra, mas vou cumprir. O fiscal pode passar aqui que antes de vencer o prazo de 30 dias colarei sobre o petit-pavet o piso podotátil.

Ah, minhas nove leitoras acharam que era necessário trocar toda a calçada? Não, basta atender as normas e a de petit-pavet atende, exceto pela ausência do podotátil, lei que veio depois, idealizada pelo à época vereador Edson Piriquito.

Piriquito quando vereador fez a lei e quando prefeito nunca a fiscalizou, de forma que a cidade tem o sistema podotátil mais estúpido do planeta.

Porém meu problema não é o Piriquito e sim que para colocar o podotáti preciso cortar uma árvore que está aqui há 16 anos.

Foi plantada por uma amiga já falecida, a minha sogra

Esse trecho da minha rua só tem essa árvore na calçada, mais na esquina um vizinho tem alguns coqueiros.

Tempos atrás a prefeitura alargou calçadas em alguns pontos, para evitar o corte de árvores e ao mesmo tempo possibilitar a passagem de pedestres.

Parece ser a solução e se me autorizarem eu alargo um pouco a calçada, a quem devo pedir a licença?

Ou, se não for permitido, a quem peço autorização para cortar a árvore?

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 11/02/2019 às 16h44 | waldemar@camboriu.com.br

Falta colégio para essa gente

Hoje o Página 3 publicou que o prefeito Fabrício enviou à Câmara projeto para que a guarda de Balneário Camboriú passe a ter entre suas atribuições a fiscalização das posturas municipais.

Foi o que bastou para alguns avacalharem o prefeito, afinal onde já se viu fiscalizar posturas?

A maioria dos brasileiros não estuda, não lê, não se informa e por isto é ignorante.

E a ignorância leva a imaginar que postura tem a ver com a posição do corpo.

O Código de Posturas é uma das leis mais antigas da cidade. Atualizado em 1974 diz, em sua primeira versão, datada de 1967, que é proibido atirar nas ruas cacos de vidro, latas, cascas de frutas, animais doentes ou mortos, lixos ou quaisquer outros resíduos. 

A leitura desse Código é fascinante, remete a uma época onde a ignorância -será que isso é possível?- imperava na cidade.  

Antes do celular os ignorantes só tinham voz num círculo restrito, mas agora eles falam em redes, ostentam sua burrice com ares professorais.

O corcunda de Notre Dame não tinha postura?
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 06/02/2019 às 09h15 | waldemar@camboriu.com.br

Sanear a praia é mais importante do que alargá-la

Escuto cada vez mais moradores alegando que sanear a praia central de Balneário Camboriú, seriamente afetada por esgotos e arribação de algas e outros organismos, é mais importante do que o alargamento da faixa de areia e para mim não restam dúvidas que essa posição é correta.

Não custa lembrar que é falsa a tese que a faixa de areia encolheu, fotografias de décadas atrás mostram que a largura é a mesma.

E é verdadeira a tese que na Barra Sul precisamos de alargamento, para proteger a linha costeira, aquilo mesmo que o Spernau fez antes que o mar terminasse de levar avenida, calçadas e tudo o mais.

Todos os moradores mais antigos sabem que sempre tivemos uma faixa de areia mixuruca e para agravar os insensatos liquidaram com a restinga, a Avenida Atlântica foi construída sobre ela.

Por outro lado, se a praia central não for saneada Balneário Camboriú morrerá como destino turístico.

É questão não sei de quanto de tempo, mas morrerá porque praia e poluição não combinam.

Os exemplos de balneários que morreram se multiplicam pelo mundo.

Renovar a praia central, fazer um “lifting”, seria ótimo, mas penso que não é prioridade quando comparada com a necessidade de despoluição.

E é possível fazer o “lifting” sem alargar e investindo menos.

O problema maior é que despoluir não é tarefa fácil. Temos 80.000 pessoas cagando na nossa cabeça aí em Camboriú, além de uma enorme quantidade de irregularidades aqui mesmo.

Se eu fosse o prefeito daqui iria à justiça para tentar impedir que o prefeito de Camboriú emitisse alvarás de construção enquanto seu município não tiver esgoto.

Isso foi feito com sucesso numa praia do Rio Grande do Sul e o resultado foi que o prefeito atingido tratou rapidinho de implantar o saneamento.

O povo de Camboriú pode até não gostar de ler o que escrevo, porque a maioria nem percebe que foi vítima de uma imoralidade, o município concedeu à iniciativa privada o filé mignon (o fornecimento de água) e ficou para si com o osso (o tratamento do esgoto), um negócio que num mundo normal seria tratado como caso de polícia.

Exemplo próximo: no ano passado a justiça federal proibiu o prefeito de Porto Belo de conceder novos alvarás de construção pelo mesmo motivo, falta de esgoto.

Sei que minha opinião não vale nada, o prefeito de Balneário Camboriú irá alargar a praia porque quer se reeleger e acha que esse é o caminho.

Pode ser, mas ele corre o risco de alargar e não se reeleger.

Lembro que uma obra vital para a despoluição, um novo emissário de esgoto ligando a Barra Sul à ponte do rio Camboriú, teve sua licitação cancelada em julho e nunca mais tocaram no assunto, mesmo com o governo apanhando diariamente da opinião pública por causa do canal do Marambaia.

Esse nível de despreocupação com coisas prioritárias chega a assustar.

Além disso, quando bota ovo nosso prefeito não cacareja: no final do ano entregou a rede de esgoto na Barra e no São Judas, sem fazer sequer um discurso.

Vai entender político que pensa assim...

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 23/01/2019 às 09h41 | waldemar@camboriu.com.br

Temporada foi fraca, mas poderia ter sido muito pior

Desde o Carnaval do ano passado eu hospedo turistas captados através de Booking e Airbnb.

Então, por minha própria experiência, posso afirmar que a temporada é fraca.

Obtive quase 100% de ocupação em janeiro, mas em fevereiro será um deserto, todos os meios de hospedagem estão jogando o preço lá embaixo para os quartos não ficarem ociosos.

Posso conseguir 100% de ocupação novamente em fevereiro, mas o faturamento cairá pela metade e todos pagamos nossas contas com lucro, não com quarto ou restaurante cheio.

A temporada deverá ser financeiramente péssima em fevereiro é o que mostram relatórios de gerenciamento de mercado que as plataformas de hospedagem me fornecem diariamente.

Exigente, o turista brasileiro quer roupas de cama e banho impecáveis (R$ 8,00 a lavanderia por casal); café da manhã de primeira (R$ 8,00 por pessoa); ar-condicionado trincando de frio (R$ 6,00 em média por dia); TV a cabo, Netflix etc. e quer pagar preço de pensão de rodoviária.

Além de exigente o brasileiro se hospeda por períodos menores, diferentemente dos estrangeiros que vêm para passar semana ou mais.

As aulas no Brasil começam na primeira semana de fevereiro e as dos argentinos na primeira semana de março. Eles poderiam nos salvar como fazem todos os anos, mas dessa vez também estão precisando de salvação.

O prefeito Fabrício Oliveira não gostou de manifestação dos hoteleiros sobre a temporada ruim porque, equivocadamente, ele acha que temporadas dependem dele, portanto todas precisam ser um sucesso.

Não dependem em nada de prefeito algum e sim da economia no Brasil e nos países emissores de turistas.

Ao prefeito cabe tão somente a obrigação -e não o favor- de manter a infraestrutura funcionando.

Infraestrutura esta que não foi feita por este prefeito e sim por todos que já repousaram seus glúteos naquela estofada cadeira da rua Dinamarca.

Aliás, no quesito qualidade das águas, regredimos terrivelmente, em decorrência principalmente da má gestão por parte do prefeito anterior e de um certo avança e recua do atual que às vezes parece mais indeciso do que poderia ser.

Por outro lado tem razão o prefeito Fabrício Oliveira quando diz que nossa cidade é ótima, todas as pessoas que hospedei, todos os turistas com quem conversei ao longos desses muitos anos ficaram maravilhadas.

Nesse ano, porém, a todos os meus hóspedes avisei que evitassem a praia central porque a qualidade da água é ruim, sugeri que fossem à Brava ou Interpraias.

O secretário do turismo, Miro Teixeira, também não gostou das críticas à temporada e foi menos habilidoso, jogou a culpa nos hoteleiros, alegando que eles não trabalharam de maneira apropriada o mercado interno.

Temporadas ruins não são novidade, ocorrem ciclicamente e sempre em decorrência de recessão econômica aqui ou na Argentina.

Dessa vez esses dois mercados estão estropiados, ou esqueceram que o Brasil ainda tem milhões de desempregados, crise fiscal das mais graves da sua história e crescimento pífio do PIB?

Com tudo isso, é justo dizer que foi ruim, mas poderia ter sido muito pior.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 17/01/2019 às 13h36 | waldemar@camboriu.com.br

Evaldo copiando o Pimenta

Dezoito anos atrás quando a Mercedes começou a fabricar o Classe A no Brasil o Pimenta, conhecido fora do bar como Dr. Antônio Carlos Cenzi Pimentel, me disse que o prefeito da época, o Pavan, deveria comprar vários daqueles charmosos veículos e doar para a Polícia Militar patrulhar a cidade no verão.

Claro, cidade glamourosa, carro de polícia glamouroso, como fazem em outros destinos turísticos pelo mundo.

Nesta sexta-feira pintou nas redes a foto de um Camaro (ou Maverick?) com as cores do 12o Batalhão e logo os cabeças de osso para sopa passaram a questionar que é um absurdo gastar tanto com carro de polícia.

Em Balneário Camboriú floresceu uma parcela de moradores com complexo de vira-latas. Somos uma das melhores cidades do Brasil para viver, mas não falta gente que veio de lugares que são uma verdadeira bosta e aqui chegando reclama o tempo todo de tudo.

Por motivos mesquinhos, interesses escusos ou frustração consigo mesmo esculhamba Balneário Camboriú e consegue uma plateia de idiotas (o Face é uma paraíso) para bater palmas.

Bem, me explicou o Coronel Evaldo, comandante do 12o Batalhão, que o carrão (Camaro ou Maverick?) é 2013, era usado por bandidos, foi apreendido e doado à polícia pelo judiciário.

É usado em ocasiões especiais como hoje que tem formatura do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd).

E tem mais coisa boa: a PM recebeu também duas ou 3 motos daquelas de parar o comércio e elas andarão por aí durante a temporada o que é muito bom para imagem da nossa cidade.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 30/11/2018 às 16h59 | waldemar@camboriu.com.br



1 2 3 4 5 6

Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade