Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Resposta a Cesar Augusto Arenhart

O engenheiro Cesar Augusto Arenhart escreveu e publicou no grupo de Facebook “Rio Marambaia Vivo” resposta a reportagem publicada pelo Página 3 adjetivando que as informações são “ irresponsáveis e maldosas”.

A reportagem não é uma coisa nem outra e sim a posição muito clara minha e do jornal Página 3 do qual sou editor contra a ideia de Arenhart e do grupo “Rio Marambaia Vivo” que a cidade invista vários milhões de reais para tratar um trecho daquele rio, sem atacar as causas da sua poluição.

Cesar Augusto Arenhart foi consultor da Emasa entre 2017 e 2018, período em que sua empresa recebeu da autarquia municipal de saneamento R$ 266.145,00.

É dessa época a ideia de instalar uma estação de tratamento de esgotos no trecho final do Canal do Marambaia, com custo entre R$ 25 e R$ 28 milhões.

Pode parecer maluquice imaginar que a Emasa investiria um terço de toda sua receita de 2017 numa estação para tratar um canal, mas durante um tempo a coisa andou sendo discutida como se séria fosse.

Quem conhece Balneário Camboriú sabe que o principal problema do Canal do Marambaia é a própria Emasa, seu sistema que traz esgoto desde a Barra Norte em direção ao tratamento no Nova Esperança não dá mais conta do recado.

Por isso foi planejado um novo emissário ao custo inicial de R$ 12 milhões, recalculado para R$ 7 milhões depois que um engenheiro da prefeitura teve a excelente ideia de trazer o tubo por dentro da galeria da Atlântica.

Em seu artigo no Facebook, Cesar Augusto Arenhart define a proposta como “gambiarra” o que é irônico partindo de um sujeito que em vez de atacar a causa da poluição do canal prefere tratar seu efeito a um custo milionário.

A ideia da estação de tratamento no Marambaia é uma estupidez porque ela só funcionaria quando não chovesse e na época que mais precisamos, no verão, às vezes chove todos os dias.

A balneabilidade da praia na área próxima ao pontal norte, mesmo com o Canal do Marambaia poluído, será resolvida de maneira forçada e não ideal com o molhe que está prestes a ser construído, exatamente como ocorreu na Barra Sul.

O mundo das consultorias e das obras feitas com dinheiro do povo tem coisas surpreendentes: agora apareceu uma nova proposta para a estação de tratamento do Canal ao custo de R$ 10,7 milhões, menos da metade do estimado um ano atrás.

Em seu artigo Cesar Augusto Arenhart diz que “lamentavelmente o jornalista é tolo ou se faz de tolo… e presta um desserviço à sociedade”,

Não passa de prepotência de quem acha que o dinheiro público deve ser gasto da forma que ele, Cesar Augusto Arenhart, quer e não da maneira como o corpo técnico de carreira da Emasa recomenda.

E os técnicos da Emasa dizem que primeiro deve ser feito o emissário novo; depois tapar as fugas de esgoto no emissário antigo, além das obras de reforço pontuais que sejam necessárias. Aí sim, se o problema persistir, pensar em outras alternativas.

Não sou tolo nem presto desserviço a Balneário Camboriú, defendo intransigentemente que os engenheiros de carreira do município sejam ouvidos, porque eles são um patrimônio intelectual da cidade.

Defendo também e igualmente de forma intransigente que o dinheiro público seja investido com cautela, seguindo um plano municipal de saneamento.

CONCLUINDO

O que custaria R$ 25 a  R$ 28 milhões de reais de investimento mais R$ 1 milhão de manutenção por ano...  

 

... caiu para R$ 10, 7 milhões de investimento enquanto a manutenção subiu para R$ 2 milhões no primeiro ano e R$ 3 milhões no segundo e possivelmente nos anos seguintes. É tolo quem não percebe ou presta desserviço à cidade quem propõe negócios desse tipo. 


 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 05/10/2018 às 18h56 | waldemar@camboriu.com.br

Bem e mal nas urnas

Se Leonardo Piruka fizer boa votação a deputado federal, ficará mais próximo seu sonho de ser prefeito e se for mal habilitará por tabela o “decano” do seu partido, Fábio Flôr.

O vice Carlos Humberto se for bem fica cacifado para concorrer a prefeito e se for mal se cacifa também porque pode jogar a culpa no desempenho do governo FO, pular fora e engrossar a oposição desde agora. Não esqueci que o PR vale três votos, é fiel da balança na Câmara e tem tradição de trair.

Edson Piriquito indo bem na votação se torna candidato ainda mais natural à prefeitura e indo mal será candidato da mesma forma porque não teria outra alternativa em 2020.

De quebra, indo bem Piriquito pode transformar o MDB que hoje faz oposição “leve” a FO em tambor barulhento para infernizar a vida do prefeito.

Pavan Jr. com boa votação vira o vice óbvio na chapa do Piriquito, indo mal volta para a construtora da família e nunca mais se mete em política.

Lucas Gotardo tem votos? Se as urnas responderem sim ganha força dentro do partido e pode ser um alternativa de vice em chapa pura. Se for mal está em primeiro mandato, vai à reeleição como vereador e tudo bem, se sacrificou pelo partido.

A eleição é nacional, mas seus desdobramento serão no município, podem crer minhas nove leitoras.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 05/10/2018 às 09h56 | waldemar@camboriu.com.br

Profissionalizem a prefeitura

Hoje acordei muito cedo, tenho revisão anual do encanamento no médico em Blumenau e eles marcaram cedinho, então ou dorme lá ou madruga aqui.

Ainda tive o sono interrompido à meia noite porque parecia que estavam jogando pedras e era chuva de gelo mesmo.

Ontem fui dormir contente porque servidores públicos encontraram e estão projetando solução para despoluir o canal do Marambaia.

Quando o prefeito me disse que nomearia mais um que não entende nada de saneamento para dirigir a Emasa respondi a ele que aquela autarquia poderia ser um orgulho para a cidade, modelo em saneamento para o Brasil, e isso inicia por uma política empresarial séria que comprometa e valorize em primeiro lugar os servidores de carreira.

Fabrício me disse que a sugestão era boa, que o sujeito que seria nomeado entraria em contato para aprofundar a conversa de profissionalizar a área de RH e, claro, isso não aconteceu.

Porque a administração do Fabrício desconhece palavras como RH, profissionalização, gestão empresarial etc.; ele sempre viveu no mundo político e é em torno desse mundinho que sua cabeça gira.

Entre o mérito e o favorzinho político ele sempre escolhe a segunda alternativa.

Não existe solução para uma empresa com 6.000 empregados, travada, mal sucedida em seus objetivos e de baixa produtividade como a prefeitura de Balneário Camboriú que não seja a profissionalização dos recursos humanos.

Na reforma administrativa que está na Câmara o governo Fabrício se preocupou em criar a Secretaria de Recursos Humanos? Não, a opção foi criar a Secretaria de Imprensa e a de Direitos Humanos, aumentar o cabide de empregos.

Fabricio não é o primeiro a fazer errado nessa área, todos seus antecessores fizeram e até o mais lúcido deles, Rubens Spernau, pode ter desistido de mexer no vespeiro do pessoal devido à enormidade da tarefa.

Vespeiro porque não basta aplicar o figurino mais ou menos padrão que funciona bem nas empresas,  é necessário conquistar corações e mentes de um funcionalismo onde se misturam pessoas sérias e comprometidas com outras que não têm o menor interesse pelo trabalho.

Indemissíveis em princípio, muitos desses servidores de carreira deitam e rolam sem que as chefias tenham qualquer moral para puni-los.

Sim, falta moral para exigir porque são chefes às dezenas nomeados por motivação política e não por mérito.

Muitos desses chefes também não querem nada com o trabalho, estão ali pelo ganho fácil, às vezes nem aparecem para trabalhar, afinal são amigos dos homens.

Assessores nomeados politicamente não têm interesse em profissionalizar gestão porque se o fizerem provavelmente serão os primeiros demitidos.

Sempre que olho para um desses chefes na prefeitura, cheio de arrogância (eles até dão aulas de jornalismo a jornalistas minhas nove leitoras, Tigrão e eu fomos agraciados com isso, acreditem) me pergunto o que o sujeito fazia na iniciativa privada, qual seu sucesso no mundo de verdade, o empresarial, qual seu salário na competição para valer que é aqui nas ruas?

Mudar essas coisas é novas ideias, o resto é mais do mesmo e o mesmo não é bom.

O brasileiro faz tempo que anda desesperado por mudanças na forma dos políticos agirem, a eleição do Fabrício foi um exemplo disso aqui em Balneário; o favoritismo de Bolsonaro também em nível nacional.

A frustração ocorre quando o eleito não dá resposta ao anseio do eleitor.

Compreender isso é complicado para o homem público que passa os dias sendo elogiado pelos caras que ele nomeou, afinal puxar o saco do dono da caneta é comportamento padrão nesses ambientes.

O cara, o reizinho da Dinamarca, corre o risco de só perceber que não agradou o verdadeiro chefe, o eleitor, quando a casa cair, mas aí será tarde.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 04/10/2018 às 05h50 | waldemar@camboriu.com.br

Piriquito estourando e a perda de oportunidades

Ontem dois candidatos aqui da cidade me disseram que Edson Piriquito tende a estourar a urna e muitos desses votos serão produto do desencanto com o grupo político que hoje dirige Balneário Camboriú.

Eles enxergam isso nas ruas, pedindo votos aos eleitores.

Se isso ocorrer Piriquito se habilita a ser prefeito em 2021.

E, se a urna estiver cheia de votos mesmo, ele pode focar sua atenção não no município e sim em vôos mais altos até mesmo Câmara dos Deputados ou Senado.

Não custa lembrar que o ex-prefeito queria uma vaga ao Senado, mas os caciques do MDB cortaram suas asas.

Quanto ao desencanto com o governo municipal ele existe e está nas ruas, basta puxar assunto para as críticas surgirem.

O prefeito conta tempo batendo com os pés no mesmo lugar, maquiando velhas e repudiadas ideias (empreguismo é uma delas), rodeado por assessores ineptos.

Quando alguém insiste em fazer da mesma forma algo que já deu errado, o resultado será a repetição do erro.

Peças importantes da equipe de governo não funcionam e mantê-las é afundar um pouco a cada dia.

Alguns desses assessores me detestam, não gostam de ler quando escrevo essas coisas, mas não me preocupa, o malefício que eles causam à cidade tem que ser combatido abertamente.

Enxergo ainda alguma chance do governo Fabrício se recuperar usando como apoio áreas em que os assessores ineptos não podem se meter, obras e planejamento.

Está no forno um bom conjunto de obras para o ano que vem e isso pode mudar sim o humor dos eleitores.

No entanto o governo continuará travado. Hoje para um secretário gastar mil reais ele não olha no orçamento se pode ou não fazê-lo, precisa da autorização de um comitê composto em parte pelos ineptos que citei antes.

Se empresas funcionassem não na base do orçamento e sim dos comitês, iriam à falência rapidamente.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 03/10/2018 às 09h13 | waldemar@camboriu.com.br

Quem tem mais chance de se eleger?

Ao contrário do que alguns pensam não conheço bem a política estadual, ela não me interessa, mas alguns caras acham que eu entendo e ficam me perguntando sobre as chances dos candidatos locais.

Palpite todos podem dar, então darei os meus:

Penso que não elegeremos nenhum deputado federal. Só elegemos uma vez, o Pavan, que saiu com 71% dos votos da cidade. Não enxergo no cenário local alguém que tenha essa capacidade de angariar tantos apoios.

Também não é grande coisa nossa chance de eleger deputado estadual. Afinal somos uma cidade que -a exemplo de Itajaí- lançou diversos candidatos individualmente fortes, mas que perdem força porque repartem os votos.

Imagino, com base na eleição de 2014, que Edson Piriquito precisa de 36 mil votos para se eleger. Então, se ele tem em Balneário 15 mil votos como falam nas ruas, precisa buscar mais de 20 mil fora e isso não é fácil. Também pode surpreender porque anda capitalizando o desencanto com o governo Fabrício que parece crescente.

A vida de Ary Souza é complicada, precisa arrumar uns 32 mil votos para chegar à Assembleia. E isso me parece difícil.

Ouço falar que Carlos Humberto tem uma campanha forte fora de Balneário, inclusive em Floripa onde muitos parentes trabalham para ele.

Não acredito nessas coisas a não ser em casos muito específicos como o de Dado Cherem que na sua última eleição saiu da secretaria estadual da saúde para pegar voto em tudo que foi cidade e acabou o quinto mais votado.

Voto em Floripa… eles votam fechado, candidatos de fora em 2014 não conseguiram mais do que 3 mil votos na ilha.

De qualquer forma a chance de Carlos Humberto chegar pode ser até maior do que a de Piriquito, porque com uns 22 mil votos ele pode conseguir a vaga, mas...

Talvez a maior chance de chegar à Assembleia Legislativa seja de Gustavo Horst, o candidato surdo que representa o eleitorado com deficiència auditiva e de outros tipos.

Vejo chance por causa do nicho, são poucos candidatos com esse perfil num eleitorado bastante expressivo.

Porém, não sei qual foi a intensidade da sua campanha e nem sua representatividade nesse segmento.

Se fosse um produto para vender eu escolheria ele.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 01/10/2018 às 16h33 | waldemar@camboriu.com.br

Avisei e estou avisando de novo

Nessa confusão de demitir os comissionados fui talvez o único jornalista da cidade a bater pé que para manter os ocupantes nos cargos extintos por decisão judicial não bastava protocolar um novo projeto na Câmara de Vereadores.

Até os assessores do prefeito Fabrício contestaram, alguns educadamente e outros me chamando disso e daquilo pelos corredores.

Eu estava certo e eles errados, o prefeito teve que demitir os ocupantes dos cargos e isso lançou a cidade numa crise político-administrativa como não se via desde o tempo de Luiz Vilmar de Castro.

Quando um governante delega poder a incompetentes, o resultado da colheita só pode ser incompetência.

E é isso que Fabrício tem feito há um ano e quase dois, gerando uma crise atrás da outra, tipo distribuir durante meses água suja nas torneiras dos consumidores, arranjar desculpas esfarrapadas e achar que isso é normal.

Ou a incapacidade até comovente de implantar um estacionamento rotativo após a terceira ou quarta tentativa mal sucedida nesse sentido.

Então vou dar de graça um aviso ao prefeito: cuidado com a água.

Em 2016, Kelli Dacol, diretora da Emasa, planejou com antecedência uma operação de guerra para a virada do ano.

O trabalho foi acompanhado por Carlos Haacke, o sucessor de Kelli no governo Fabrício que viu o que era necessário providenciar com antecedência e aplicou isso tudo na virada de 2017 para 2018.

Hoje nenhum diretor da Emasa tem essa experiência, não sabem o que é trabalhar com o estoque do rio dependendo da dança da chuva e com as máquinas a plena carga.

Já ficou provado que no governo Fabrício e de seu assessor Douglas Costa Bebber (que ajudou a elaborar a estúpida estratégia dos cargos comissionados e hoje dirige a Emasa) uma das leis de Murphy sempre funciona: “Se alguma coisa pode dar errado, dará”. 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 29/09/2018 às 08h51 | waldemar@camboriu.com.br



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Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


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Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Resposta a Cesar Augusto Arenhart

O engenheiro Cesar Augusto Arenhart escreveu e publicou no grupo de Facebook “Rio Marambaia Vivo” resposta a reportagem publicada pelo Página 3 adjetivando que as informações são “ irresponsáveis e maldosas”.

A reportagem não é uma coisa nem outra e sim a posição muito clara minha e do jornal Página 3 do qual sou editor contra a ideia de Arenhart e do grupo “Rio Marambaia Vivo” que a cidade invista vários milhões de reais para tratar um trecho daquele rio, sem atacar as causas da sua poluição.

Cesar Augusto Arenhart foi consultor da Emasa entre 2017 e 2018, período em que sua empresa recebeu da autarquia municipal de saneamento R$ 266.145,00.

É dessa época a ideia de instalar uma estação de tratamento de esgotos no trecho final do Canal do Marambaia, com custo entre R$ 25 e R$ 28 milhões.

Pode parecer maluquice imaginar que a Emasa investiria um terço de toda sua receita de 2017 numa estação para tratar um canal, mas durante um tempo a coisa andou sendo discutida como se séria fosse.

Quem conhece Balneário Camboriú sabe que o principal problema do Canal do Marambaia é a própria Emasa, seu sistema que traz esgoto desde a Barra Norte em direção ao tratamento no Nova Esperança não dá mais conta do recado.

Por isso foi planejado um novo emissário ao custo inicial de R$ 12 milhões, recalculado para R$ 7 milhões depois que um engenheiro da prefeitura teve a excelente ideia de trazer o tubo por dentro da galeria da Atlântica.

Em seu artigo no Facebook, Cesar Augusto Arenhart define a proposta como “gambiarra” o que é irônico partindo de um sujeito que em vez de atacar a causa da poluição do canal prefere tratar seu efeito a um custo milionário.

A ideia da estação de tratamento no Marambaia é uma estupidez porque ela só funcionaria quando não chovesse e na época que mais precisamos, no verão, às vezes chove todos os dias.

A balneabilidade da praia na área próxima ao pontal norte, mesmo com o Canal do Marambaia poluído, será resolvida de maneira forçada e não ideal com o molhe que está prestes a ser construído, exatamente como ocorreu na Barra Sul.

O mundo das consultorias e das obras feitas com dinheiro do povo tem coisas surpreendentes: agora apareceu uma nova proposta para a estação de tratamento do Canal ao custo de R$ 10,7 milhões, menos da metade do estimado um ano atrás.

Em seu artigo Cesar Augusto Arenhart diz que “lamentavelmente o jornalista é tolo ou se faz de tolo… e presta um desserviço à sociedade”,

Não passa de prepotência de quem acha que o dinheiro público deve ser gasto da forma que ele, Cesar Augusto Arenhart, quer e não da maneira como o corpo técnico de carreira da Emasa recomenda.

E os técnicos da Emasa dizem que primeiro deve ser feito o emissário novo; depois tapar as fugas de esgoto no emissário antigo, além das obras de reforço pontuais que sejam necessárias. Aí sim, se o problema persistir, pensar em outras alternativas.

Não sou tolo nem presto desserviço a Balneário Camboriú, defendo intransigentemente que os engenheiros de carreira do município sejam ouvidos, porque eles são um patrimônio intelectual da cidade.

Defendo também e igualmente de forma intransigente que o dinheiro público seja investido com cautela, seguindo um plano municipal de saneamento.

CONCLUINDO

O que custaria R$ 25 a  R$ 28 milhões de reais de investimento mais R$ 1 milhão de manutenção por ano...  

 

... caiu para R$ 10, 7 milhões de investimento enquanto a manutenção subiu para R$ 2 milhões no primeiro ano e R$ 3 milhões no segundo e possivelmente nos anos seguintes. É tolo quem não percebe ou presta desserviço à cidade quem propõe negócios desse tipo. 


 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 05/10/2018 às 18h56 | waldemar@camboriu.com.br

Bem e mal nas urnas

Se Leonardo Piruka fizer boa votação a deputado federal, ficará mais próximo seu sonho de ser prefeito e se for mal habilitará por tabela o “decano” do seu partido, Fábio Flôr.

O vice Carlos Humberto se for bem fica cacifado para concorrer a prefeito e se for mal se cacifa também porque pode jogar a culpa no desempenho do governo FO, pular fora e engrossar a oposição desde agora. Não esqueci que o PR vale três votos, é fiel da balança na Câmara e tem tradição de trair.

Edson Piriquito indo bem na votação se torna candidato ainda mais natural à prefeitura e indo mal será candidato da mesma forma porque não teria outra alternativa em 2020.

De quebra, indo bem Piriquito pode transformar o MDB que hoje faz oposição “leve” a FO em tambor barulhento para infernizar a vida do prefeito.

Pavan Jr. com boa votação vira o vice óbvio na chapa do Piriquito, indo mal volta para a construtora da família e nunca mais se mete em política.

Lucas Gotardo tem votos? Se as urnas responderem sim ganha força dentro do partido e pode ser um alternativa de vice em chapa pura. Se for mal está em primeiro mandato, vai à reeleição como vereador e tudo bem, se sacrificou pelo partido.

A eleição é nacional, mas seus desdobramento serão no município, podem crer minhas nove leitoras.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 05/10/2018 às 09h56 | waldemar@camboriu.com.br

Profissionalizem a prefeitura

Hoje acordei muito cedo, tenho revisão anual do encanamento no médico em Blumenau e eles marcaram cedinho, então ou dorme lá ou madruga aqui.

Ainda tive o sono interrompido à meia noite porque parecia que estavam jogando pedras e era chuva de gelo mesmo.

Ontem fui dormir contente porque servidores públicos encontraram e estão projetando solução para despoluir o canal do Marambaia.

Quando o prefeito me disse que nomearia mais um que não entende nada de saneamento para dirigir a Emasa respondi a ele que aquela autarquia poderia ser um orgulho para a cidade, modelo em saneamento para o Brasil, e isso inicia por uma política empresarial séria que comprometa e valorize em primeiro lugar os servidores de carreira.

Fabrício me disse que a sugestão era boa, que o sujeito que seria nomeado entraria em contato para aprofundar a conversa de profissionalizar a área de RH e, claro, isso não aconteceu.

Porque a administração do Fabrício desconhece palavras como RH, profissionalização, gestão empresarial etc.; ele sempre viveu no mundo político e é em torno desse mundinho que sua cabeça gira.

Entre o mérito e o favorzinho político ele sempre escolhe a segunda alternativa.

Não existe solução para uma empresa com 6.000 empregados, travada, mal sucedida em seus objetivos e de baixa produtividade como a prefeitura de Balneário Camboriú que não seja a profissionalização dos recursos humanos.

Na reforma administrativa que está na Câmara o governo Fabrício se preocupou em criar a Secretaria de Recursos Humanos? Não, a opção foi criar a Secretaria de Imprensa e a de Direitos Humanos, aumentar o cabide de empregos.

Fabricio não é o primeiro a fazer errado nessa área, todos seus antecessores fizeram e até o mais lúcido deles, Rubens Spernau, pode ter desistido de mexer no vespeiro do pessoal devido à enormidade da tarefa.

Vespeiro porque não basta aplicar o figurino mais ou menos padrão que funciona bem nas empresas,  é necessário conquistar corações e mentes de um funcionalismo onde se misturam pessoas sérias e comprometidas com outras que não têm o menor interesse pelo trabalho.

Indemissíveis em princípio, muitos desses servidores de carreira deitam e rolam sem que as chefias tenham qualquer moral para puni-los.

Sim, falta moral para exigir porque são chefes às dezenas nomeados por motivação política e não por mérito.

Muitos desses chefes também não querem nada com o trabalho, estão ali pelo ganho fácil, às vezes nem aparecem para trabalhar, afinal são amigos dos homens.

Assessores nomeados politicamente não têm interesse em profissionalizar gestão porque se o fizerem provavelmente serão os primeiros demitidos.

Sempre que olho para um desses chefes na prefeitura, cheio de arrogância (eles até dão aulas de jornalismo a jornalistas minhas nove leitoras, Tigrão e eu fomos agraciados com isso, acreditem) me pergunto o que o sujeito fazia na iniciativa privada, qual seu sucesso no mundo de verdade, o empresarial, qual seu salário na competição para valer que é aqui nas ruas?

Mudar essas coisas é novas ideias, o resto é mais do mesmo e o mesmo não é bom.

O brasileiro faz tempo que anda desesperado por mudanças na forma dos políticos agirem, a eleição do Fabrício foi um exemplo disso aqui em Balneário; o favoritismo de Bolsonaro também em nível nacional.

A frustração ocorre quando o eleito não dá resposta ao anseio do eleitor.

Compreender isso é complicado para o homem público que passa os dias sendo elogiado pelos caras que ele nomeou, afinal puxar o saco do dono da caneta é comportamento padrão nesses ambientes.

O cara, o reizinho da Dinamarca, corre o risco de só perceber que não agradou o verdadeiro chefe, o eleitor, quando a casa cair, mas aí será tarde.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 04/10/2018 às 05h50 | waldemar@camboriu.com.br

Piriquito estourando e a perda de oportunidades

Ontem dois candidatos aqui da cidade me disseram que Edson Piriquito tende a estourar a urna e muitos desses votos serão produto do desencanto com o grupo político que hoje dirige Balneário Camboriú.

Eles enxergam isso nas ruas, pedindo votos aos eleitores.

Se isso ocorrer Piriquito se habilita a ser prefeito em 2021.

E, se a urna estiver cheia de votos mesmo, ele pode focar sua atenção não no município e sim em vôos mais altos até mesmo Câmara dos Deputados ou Senado.

Não custa lembrar que o ex-prefeito queria uma vaga ao Senado, mas os caciques do MDB cortaram suas asas.

Quanto ao desencanto com o governo municipal ele existe e está nas ruas, basta puxar assunto para as críticas surgirem.

O prefeito conta tempo batendo com os pés no mesmo lugar, maquiando velhas e repudiadas ideias (empreguismo é uma delas), rodeado por assessores ineptos.

Quando alguém insiste em fazer da mesma forma algo que já deu errado, o resultado será a repetição do erro.

Peças importantes da equipe de governo não funcionam e mantê-las é afundar um pouco a cada dia.

Alguns desses assessores me detestam, não gostam de ler quando escrevo essas coisas, mas não me preocupa, o malefício que eles causam à cidade tem que ser combatido abertamente.

Enxergo ainda alguma chance do governo Fabrício se recuperar usando como apoio áreas em que os assessores ineptos não podem se meter, obras e planejamento.

Está no forno um bom conjunto de obras para o ano que vem e isso pode mudar sim o humor dos eleitores.

No entanto o governo continuará travado. Hoje para um secretário gastar mil reais ele não olha no orçamento se pode ou não fazê-lo, precisa da autorização de um comitê composto em parte pelos ineptos que citei antes.

Se empresas funcionassem não na base do orçamento e sim dos comitês, iriam à falência rapidamente.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 03/10/2018 às 09h13 | waldemar@camboriu.com.br

Quem tem mais chance de se eleger?

Ao contrário do que alguns pensam não conheço bem a política estadual, ela não me interessa, mas alguns caras acham que eu entendo e ficam me perguntando sobre as chances dos candidatos locais.

Palpite todos podem dar, então darei os meus:

Penso que não elegeremos nenhum deputado federal. Só elegemos uma vez, o Pavan, que saiu com 71% dos votos da cidade. Não enxergo no cenário local alguém que tenha essa capacidade de angariar tantos apoios.

Também não é grande coisa nossa chance de eleger deputado estadual. Afinal somos uma cidade que -a exemplo de Itajaí- lançou diversos candidatos individualmente fortes, mas que perdem força porque repartem os votos.

Imagino, com base na eleição de 2014, que Edson Piriquito precisa de 36 mil votos para se eleger. Então, se ele tem em Balneário 15 mil votos como falam nas ruas, precisa buscar mais de 20 mil fora e isso não é fácil. Também pode surpreender porque anda capitalizando o desencanto com o governo Fabrício que parece crescente.

A vida de Ary Souza é complicada, precisa arrumar uns 32 mil votos para chegar à Assembleia. E isso me parece difícil.

Ouço falar que Carlos Humberto tem uma campanha forte fora de Balneário, inclusive em Floripa onde muitos parentes trabalham para ele.

Não acredito nessas coisas a não ser em casos muito específicos como o de Dado Cherem que na sua última eleição saiu da secretaria estadual da saúde para pegar voto em tudo que foi cidade e acabou o quinto mais votado.

Voto em Floripa… eles votam fechado, candidatos de fora em 2014 não conseguiram mais do que 3 mil votos na ilha.

De qualquer forma a chance de Carlos Humberto chegar pode ser até maior do que a de Piriquito, porque com uns 22 mil votos ele pode conseguir a vaga, mas...

Talvez a maior chance de chegar à Assembleia Legislativa seja de Gustavo Horst, o candidato surdo que representa o eleitorado com deficiència auditiva e de outros tipos.

Vejo chance por causa do nicho, são poucos candidatos com esse perfil num eleitorado bastante expressivo.

Porém, não sei qual foi a intensidade da sua campanha e nem sua representatividade nesse segmento.

Se fosse um produto para vender eu escolheria ele.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 01/10/2018 às 16h33 | waldemar@camboriu.com.br

Avisei e estou avisando de novo

Nessa confusão de demitir os comissionados fui talvez o único jornalista da cidade a bater pé que para manter os ocupantes nos cargos extintos por decisão judicial não bastava protocolar um novo projeto na Câmara de Vereadores.

Até os assessores do prefeito Fabrício contestaram, alguns educadamente e outros me chamando disso e daquilo pelos corredores.

Eu estava certo e eles errados, o prefeito teve que demitir os ocupantes dos cargos e isso lançou a cidade numa crise político-administrativa como não se via desde o tempo de Luiz Vilmar de Castro.

Quando um governante delega poder a incompetentes, o resultado da colheita só pode ser incompetência.

E é isso que Fabrício tem feito há um ano e quase dois, gerando uma crise atrás da outra, tipo distribuir durante meses água suja nas torneiras dos consumidores, arranjar desculpas esfarrapadas e achar que isso é normal.

Ou a incapacidade até comovente de implantar um estacionamento rotativo após a terceira ou quarta tentativa mal sucedida nesse sentido.

Então vou dar de graça um aviso ao prefeito: cuidado com a água.

Em 2016, Kelli Dacol, diretora da Emasa, planejou com antecedência uma operação de guerra para a virada do ano.

O trabalho foi acompanhado por Carlos Haacke, o sucessor de Kelli no governo Fabrício que viu o que era necessário providenciar com antecedência e aplicou isso tudo na virada de 2017 para 2018.

Hoje nenhum diretor da Emasa tem essa experiência, não sabem o que é trabalhar com o estoque do rio dependendo da dança da chuva e com as máquinas a plena carga.

Já ficou provado que no governo Fabrício e de seu assessor Douglas Costa Bebber (que ajudou a elaborar a estúpida estratégia dos cargos comissionados e hoje dirige a Emasa) uma das leis de Murphy sempre funciona: “Se alguma coisa pode dar errado, dará”. 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 29/09/2018 às 08h51 | waldemar@camboriu.com.br



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