Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Evaldo copiando o Pimenta

Dezoito anos atrás quando a Mercedes começou a fabricar o Classe A no Brasil o Pimenta, conhecido fora do bar como Dr. Antônio Carlos Cenzi Pimentel, me disse que o prefeito da época, o Pavan, deveria comprar vários daqueles charmosos veículos e doar para a Polícia Militar patrulhar a cidade no verão.

Claro, cidade glamourosa, carro de polícia glamouroso, como fazem em outros destinos turísticos pelo mundo.

Nesta sexta-feira pintou nas redes a foto de um Camaro (ou Maverick?) com as cores do 12o Batalhão e logo os cabeças de osso para sopa passaram a questionar que é um absurdo gastar tanto com carro de polícia.

Em Balneário Camboriú floresceu uma parcela de moradores com complexo de vira-latas. Somos uma das melhores cidades do Brasil para viver, mas não falta gente que veio de lugares que são uma verdadeira bosta e aqui chegando reclama o tempo todo de tudo.

Por motivos mesquinhos, interesses escusos ou frustração consigo mesmo esculhamba Balneário Camboriú e consegue uma plateia de idiotas (o Face é uma paraíso) para bater palmas.

Bem, me explicou o Coronel Evaldo, comandante do 12o Batalhão, que o carrão (Camaro ou Maverick?) é 2013, era usado por bandidos, foi apreendido e doado à polícia pelo judiciário.

É usado em ocasiões especiais como hoje que tem formatura do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd).

E tem mais coisa boa: a PM recebeu também duas ou 3 motos daquelas de parar o comércio e elas andarão por aí durante a temporada o que é muito bom para imagem da nossa cidade.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 30/11/2018 às 16h59 | waldemar@camboriu.com.br

Presidência da Câmara tem vários pretendentes

(WALDEMAR CEZAR NETO/JP3) - Vários vereadores trabalham nos bastidores para ganhar a eleição de presidente da Câmara que acontecerá no próximo dia 20. Também serão eleitos o vice-presidente, primeiro e segundo secretários.

É uma situação curiosa onde até os que dizem não desejar a presidência também desejam.

O prêmio para o vencedor é um orçamento quase pornográfico de R$ 20 milhões no próximo ano; o poder de definir o que será ou não votado; a oportunidade de assumir a prefeitura quando o prefeito e o vice viajarem e a garantia de receber convites para todos os convescotes realizados na cidade e redondezas.

No lado do ônus é preciso passar dois anos atendendo pedidos de empregos para afilhados, as pressões dos servidores, dos demais vereadores e do prefeito.

O atual presidente Roberto Souza Jr. acredita que será reeleito com 11 votos. Um desafeto diz que “quase a unanimidade não gosta dele”.

Outro que também tem certeza de possuir 11 votos é Omar Tomalih. Segundo a rádio corredor, o canal extra oficial de fofocas do Legislativo, ele tem o apoio do prefeito e do pastor da igreja de ambos.

Correndo por fora, mas também acreditando possuir 11 votos, o vereador Gelson Rodrigues, considerado por alguns dos seus pares o mais ponderado e confiável.

Gelson, por profissão advogado, lembra um rábula mineiro à moda antiga, comendo quieto e pelas beiradas.

ANO PRÉ-ELEITORAL

A variável que entrou na discussão é que os oposicionistas têm maioria (o PMDB por exemplo possui cinco votos), mas “visando o melhor para a cidade” esses votos flutuam de um lado para outro, normalmente atrelados a nomeações na máquina pública.

Um empreguinho aqui e outro ali garantem ao governo a aprovação de seus interesses na Câmara durante um tempo, mas o prêmio maior é a prefeitura e isso pode levar oposicionistas a quererem já o poder no Legislativo.

Porque é essa mesa a ser eleita no dia 20 que estará dirigindo a casa quando vierem as eleições de 2020.

As contas passam também pela avaliação do prefeito, se ele tem condições de se reeleger será mais escutado na hora de negociar a mesa da Câmara, se é “mico” com certeza os votos serão dirigidos de outra forma.

Uma dificuldade para prever o que pode ocorrer é que quando conversam com jornalistas todos estão sendo sinceros, desinteressados e altaneiros, fica a impressão que deveriam ser canonizados.

Vamos esperar mais uns dias, daqui um pouco eles colocam as unhas à mostra. 
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 29/11/2018 às 12h29 | waldemar@camboriu.com.br

Poluir a cidade pode ser bom

Nos 32 anos que moro em Balneário Camboriú escuto falarem que falta profissionalizar nosso turismo e a frase que me parece verdadeira continua atual.

O melhor secretário de turismo que tivemos não entendia nada do assunto, mas sabia tudo sobre dinheiro.

Em 1993, com a lógica do dinheiro em mente ele elaborou o raciocínio de quanto vale para um patrocinador ter seu nome estampado em faixas penduradas em todos os postes das avenidas Atlântica e Brasil.

Quanto vale? Não sei, mas com certeza muita grana, provavelmente o suficiente para promover Natal, Virada do Ano, Páscoa e Carnaval.

Esse ex-secretário, Luizinho Hasselmann (o belo rapaz da foto acima), construtor por profissão pegou no ar ideias que seu ex-sócio, o Grupo Tedesco, já havia colocado em prática, com enorme sucesso, no passado.

Durante vários anos, na época em que a Barra Sul bombava, as principais atrações da temporada eram promovidas pelo Grupo Tedesco e sem gastar nada. Fabricantes de cigarros e de bebidas pagavam a conta.

Luizinho ficou pouco tempo no cargo, mas suas ideias nunca me saíram da cabeça porque é muito fácil fazer as coisas queimando dinheiro público, difícil é elaborar planos auto-sustentáveis, objetivo que deveria ser o primeiro de qualquer governo.

No ano passado, ao revisar e atualizar um projeto de despoluição visual a pedido do atual prefeito, inclui artigos que permitiam fazer exatamente o contrário, poluir a cidade visualmente.

Não sei o que ele fez com o projeto e nessa altura do campeonato nem me interessa mais porque você faz um, faz dois, faz três e depois cansa.

Minha proposta é poluir fortemente, por períodos curtos, com publicidade nos postes, nos quiosques em tudo que for possível pendurar uma faixa e cobrar por isto. Carnaval Skol; Natal Angeloni; Páscoa Havan; Virada do Ano Hering…

Escandaloso não é verdade minhas nove leitoras? Pois olhem para os alambrados de qualquer espaço esportivo e vejam se o que enxergam não são faixas e mais faixas.

Que tal olhar com mais cuidado a foto abaixo, que retrata um dos natais mais famosos do planeta, em Times Square…

Nivea, nunca pensei na marca como potencial patrocinadora… Virada do Ano Nivea.

Projetos desse tipo necessitam de leis, um arcabouço jurídico de longo prazo construído com a sociedade objetivando propósitos que transcendam uma administração ou outra.

Necessitam, resumindo, profissionalismo.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 23/11/2018 às 13h38 | waldemar@camboriu.com.br

Vivandeiras bulindo com o Cel. Evaldo


***
“São muitos deles os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias ao Poder Militar".
***

A frase é do marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro ditador do golpe militar de 1964, um sujeito inteligentíssimo (primeiro lugar na sua turma na Escola de Comando e Estado Maior) que acreditava poder pacificar o país e devolver o poder aos civis.

Errou nas duas pretensões, o país não foi pacificado e a ditadura durou duas décadas.

Castelo, assim como a maioria dos militares sérios, considerava extravagância quartéis governarem o país e reconhecia em quem pedia intervenção das forças armadas os mesmos que desde a revolução de 1930 incentivavam golpes.

Muitos para se aproveitarem do regime de exceção onde o povão tinha poucos direitos e a alta burguesia grandes privilégios.

Como é hoje, onde vozes desse tipo ressurgiram com força, mas acredito que sem chance de prosperar porque quem defende arbítrio é minoria.

Rodei essa história toda porque aqui em Balneário as vivandeiras andam bulindo com um granadeiro, o Coronel Evaldo Hoffmann, comandante do 12 BPM.

Querem ele candidato a prefeito.

Eu sei -e qualquer um que tenha convivido um pouco com militares sabe- que a prioridade de um coronel da PM é ser o comandante geral da sua instituição.

E isso será definido pelo próximo governador dentro de alguns dias, os coronéis em topo de carreira estão todos com TPN (tensão pré-nomeação) porque secreta ou abertamente todos sonham com a honra de chefiar a tropa.

Evaldo, sem militância na politica convencional, é um bom nome para prefeito na onda Bolsonaro, mas dentro de dois anos, quando das eleições municipais, essa onda pode nem existir ou ter virado maré contrária.

O tempo responde tudo, vamos esperar.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 14/11/2018 às 11h04 | waldemar@camboriu.com.br

Na prefeitura não fazem o básico

Ainda no governo Edson Piriquito sugeri que a Emasa montasse um sistema de alerta à população no caso de incidentes graves no saneamento básico como um colapso na rede de esgotos ou de água.

Claro, não me deram atenção nenhuma.

Em final de 2016, antes mesmo de Fabrício Oliveira assumir, sugeri a mesma coisa, mas também não deram a menor bola.

Ontem às 23h houve um incidente grave, rompeu a adutora que abastece a maior parte da cidade e como não existe este sistema de comunicação e tampouco os veículos de imprensa foram avisados, somente hoje às 8h a administração municipal se deu ao trabalho de avisar o povo.

Comércios, serviços, indústrias, escolas etc. estão sendo afetados e se houvesse aviso imediato os consumidores poderiam economizar ou montar soluções alternativas.

Os recursos tecnológicos para montar sistemas de alerta à população são banais e baratos, a própria Defesa Civil poderia desfrutar desse serviço, mas não fazem porque são desleixados, teimosos e pouco atentos às necessidades dos munícipes.

A Polícia Militar sabe fazer, seu sistema de comunicação denominado Rede de Vizinhos é um sucesso, então qual a dificuldade da prefeitura, que tem milhares de empregados (e quase duas dezenas de jornalistas), executar algo semelhante?

O governo Fabrício foi eleito com a promessa de ser inovador, mas tem se revelado o oposto disso, desatento e retrógrado.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 07/11/2018 às 11h02 | waldemar@camboriu.com.br

Super onda Bolsonaro não se confirmou

Nos últimos dias o otimismo dos eleitores de Bolsonaro nas redes sociais e nas rodas de conversas em Balneário Camboriú era tão grande que escutei diversas pessoas criticando os números divulgados pelos institutos de pesquisas e garantindo que seu candidato venceria com 80% dos votos.

As críticas ao Ibope e ao Datafolha se acentuaram quando esses mostraram nos últimos dias que Haddad conquistava espaço.

Abertas as urnas a realidade apareceu: Bolsonaro venceu com a terceira pior diferença percentual de votos desde a redemocratização.

Com seu percentual ele superou apenas Dilma na reeleição e o nefasto Collor em 1989.

Porém, Fernando Henrique duas vezes, Lula da Silva duas vezes e Dilma uma vez tiveram votações mais expressivas do que Bolsonaro.

A verdade dos números é que até Dilma, em algum momento da sua carreira, foi mais popular do que Bolsonaro.

Por sua vez o Datafolha deveria receber um pedido oficial de desculpas por parte de Bolsonaro e seus torcedores.

Na véspera da eleição a pesquisa TV Globo/Datafolha previu que Bolsonaro teria 55% e Haddad 45%. Contadas as urnas deu 55,13% para um e 44.87% para outro, erro de 0,13%.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 29/10/2018 às 08h39 | waldemar@camboriu.com.br



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Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


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Evaldo copiando o Pimenta

Dezoito anos atrás quando a Mercedes começou a fabricar o Classe A no Brasil o Pimenta, conhecido fora do bar como Dr. Antônio Carlos Cenzi Pimentel, me disse que o prefeito da época, o Pavan, deveria comprar vários daqueles charmosos veículos e doar para a Polícia Militar patrulhar a cidade no verão.

Claro, cidade glamourosa, carro de polícia glamouroso, como fazem em outros destinos turísticos pelo mundo.

Nesta sexta-feira pintou nas redes a foto de um Camaro (ou Maverick?) com as cores do 12o Batalhão e logo os cabeças de osso para sopa passaram a questionar que é um absurdo gastar tanto com carro de polícia.

Em Balneário Camboriú floresceu uma parcela de moradores com complexo de vira-latas. Somos uma das melhores cidades do Brasil para viver, mas não falta gente que veio de lugares que são uma verdadeira bosta e aqui chegando reclama o tempo todo de tudo.

Por motivos mesquinhos, interesses escusos ou frustração consigo mesmo esculhamba Balneário Camboriú e consegue uma plateia de idiotas (o Face é uma paraíso) para bater palmas.

Bem, me explicou o Coronel Evaldo, comandante do 12o Batalhão, que o carrão (Camaro ou Maverick?) é 2013, era usado por bandidos, foi apreendido e doado à polícia pelo judiciário.

É usado em ocasiões especiais como hoje que tem formatura do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd).

E tem mais coisa boa: a PM recebeu também duas ou 3 motos daquelas de parar o comércio e elas andarão por aí durante a temporada o que é muito bom para imagem da nossa cidade.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 30/11/2018 às 16h59 | waldemar@camboriu.com.br

Presidência da Câmara tem vários pretendentes

(WALDEMAR CEZAR NETO/JP3) - Vários vereadores trabalham nos bastidores para ganhar a eleição de presidente da Câmara que acontecerá no próximo dia 20. Também serão eleitos o vice-presidente, primeiro e segundo secretários.

É uma situação curiosa onde até os que dizem não desejar a presidência também desejam.

O prêmio para o vencedor é um orçamento quase pornográfico de R$ 20 milhões no próximo ano; o poder de definir o que será ou não votado; a oportunidade de assumir a prefeitura quando o prefeito e o vice viajarem e a garantia de receber convites para todos os convescotes realizados na cidade e redondezas.

No lado do ônus é preciso passar dois anos atendendo pedidos de empregos para afilhados, as pressões dos servidores, dos demais vereadores e do prefeito.

O atual presidente Roberto Souza Jr. acredita que será reeleito com 11 votos. Um desafeto diz que “quase a unanimidade não gosta dele”.

Outro que também tem certeza de possuir 11 votos é Omar Tomalih. Segundo a rádio corredor, o canal extra oficial de fofocas do Legislativo, ele tem o apoio do prefeito e do pastor da igreja de ambos.

Correndo por fora, mas também acreditando possuir 11 votos, o vereador Gelson Rodrigues, considerado por alguns dos seus pares o mais ponderado e confiável.

Gelson, por profissão advogado, lembra um rábula mineiro à moda antiga, comendo quieto e pelas beiradas.

ANO PRÉ-ELEITORAL

A variável que entrou na discussão é que os oposicionistas têm maioria (o PMDB por exemplo possui cinco votos), mas “visando o melhor para a cidade” esses votos flutuam de um lado para outro, normalmente atrelados a nomeações na máquina pública.

Um empreguinho aqui e outro ali garantem ao governo a aprovação de seus interesses na Câmara durante um tempo, mas o prêmio maior é a prefeitura e isso pode levar oposicionistas a quererem já o poder no Legislativo.

Porque é essa mesa a ser eleita no dia 20 que estará dirigindo a casa quando vierem as eleições de 2020.

As contas passam também pela avaliação do prefeito, se ele tem condições de se reeleger será mais escutado na hora de negociar a mesa da Câmara, se é “mico” com certeza os votos serão dirigidos de outra forma.

Uma dificuldade para prever o que pode ocorrer é que quando conversam com jornalistas todos estão sendo sinceros, desinteressados e altaneiros, fica a impressão que deveriam ser canonizados.

Vamos esperar mais uns dias, daqui um pouco eles colocam as unhas à mostra. 
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 29/11/2018 às 12h29 | waldemar@camboriu.com.br

Poluir a cidade pode ser bom

Nos 32 anos que moro em Balneário Camboriú escuto falarem que falta profissionalizar nosso turismo e a frase que me parece verdadeira continua atual.

O melhor secretário de turismo que tivemos não entendia nada do assunto, mas sabia tudo sobre dinheiro.

Em 1993, com a lógica do dinheiro em mente ele elaborou o raciocínio de quanto vale para um patrocinador ter seu nome estampado em faixas penduradas em todos os postes das avenidas Atlântica e Brasil.

Quanto vale? Não sei, mas com certeza muita grana, provavelmente o suficiente para promover Natal, Virada do Ano, Páscoa e Carnaval.

Esse ex-secretário, Luizinho Hasselmann (o belo rapaz da foto acima), construtor por profissão pegou no ar ideias que seu ex-sócio, o Grupo Tedesco, já havia colocado em prática, com enorme sucesso, no passado.

Durante vários anos, na época em que a Barra Sul bombava, as principais atrações da temporada eram promovidas pelo Grupo Tedesco e sem gastar nada. Fabricantes de cigarros e de bebidas pagavam a conta.

Luizinho ficou pouco tempo no cargo, mas suas ideias nunca me saíram da cabeça porque é muito fácil fazer as coisas queimando dinheiro público, difícil é elaborar planos auto-sustentáveis, objetivo que deveria ser o primeiro de qualquer governo.

No ano passado, ao revisar e atualizar um projeto de despoluição visual a pedido do atual prefeito, inclui artigos que permitiam fazer exatamente o contrário, poluir a cidade visualmente.

Não sei o que ele fez com o projeto e nessa altura do campeonato nem me interessa mais porque você faz um, faz dois, faz três e depois cansa.

Minha proposta é poluir fortemente, por períodos curtos, com publicidade nos postes, nos quiosques em tudo que for possível pendurar uma faixa e cobrar por isto. Carnaval Skol; Natal Angeloni; Páscoa Havan; Virada do Ano Hering…

Escandaloso não é verdade minhas nove leitoras? Pois olhem para os alambrados de qualquer espaço esportivo e vejam se o que enxergam não são faixas e mais faixas.

Que tal olhar com mais cuidado a foto abaixo, que retrata um dos natais mais famosos do planeta, em Times Square…

Nivea, nunca pensei na marca como potencial patrocinadora… Virada do Ano Nivea.

Projetos desse tipo necessitam de leis, um arcabouço jurídico de longo prazo construído com a sociedade objetivando propósitos que transcendam uma administração ou outra.

Necessitam, resumindo, profissionalismo.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 23/11/2018 às 13h38 | waldemar@camboriu.com.br

Vivandeiras bulindo com o Cel. Evaldo


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“São muitos deles os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias ao Poder Militar".
***

A frase é do marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro ditador do golpe militar de 1964, um sujeito inteligentíssimo (primeiro lugar na sua turma na Escola de Comando e Estado Maior) que acreditava poder pacificar o país e devolver o poder aos civis.

Errou nas duas pretensões, o país não foi pacificado e a ditadura durou duas décadas.

Castelo, assim como a maioria dos militares sérios, considerava extravagância quartéis governarem o país e reconhecia em quem pedia intervenção das forças armadas os mesmos que desde a revolução de 1930 incentivavam golpes.

Muitos para se aproveitarem do regime de exceção onde o povão tinha poucos direitos e a alta burguesia grandes privilégios.

Como é hoje, onde vozes desse tipo ressurgiram com força, mas acredito que sem chance de prosperar porque quem defende arbítrio é minoria.

Rodei essa história toda porque aqui em Balneário as vivandeiras andam bulindo com um granadeiro, o Coronel Evaldo Hoffmann, comandante do 12 BPM.

Querem ele candidato a prefeito.

Eu sei -e qualquer um que tenha convivido um pouco com militares sabe- que a prioridade de um coronel da PM é ser o comandante geral da sua instituição.

E isso será definido pelo próximo governador dentro de alguns dias, os coronéis em topo de carreira estão todos com TPN (tensão pré-nomeação) porque secreta ou abertamente todos sonham com a honra de chefiar a tropa.

Evaldo, sem militância na politica convencional, é um bom nome para prefeito na onda Bolsonaro, mas dentro de dois anos, quando das eleições municipais, essa onda pode nem existir ou ter virado maré contrária.

O tempo responde tudo, vamos esperar.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 14/11/2018 às 11h04 | waldemar@camboriu.com.br

Na prefeitura não fazem o básico

Ainda no governo Edson Piriquito sugeri que a Emasa montasse um sistema de alerta à população no caso de incidentes graves no saneamento básico como um colapso na rede de esgotos ou de água.

Claro, não me deram atenção nenhuma.

Em final de 2016, antes mesmo de Fabrício Oliveira assumir, sugeri a mesma coisa, mas também não deram a menor bola.

Ontem às 23h houve um incidente grave, rompeu a adutora que abastece a maior parte da cidade e como não existe este sistema de comunicação e tampouco os veículos de imprensa foram avisados, somente hoje às 8h a administração municipal se deu ao trabalho de avisar o povo.

Comércios, serviços, indústrias, escolas etc. estão sendo afetados e se houvesse aviso imediato os consumidores poderiam economizar ou montar soluções alternativas.

Os recursos tecnológicos para montar sistemas de alerta à população são banais e baratos, a própria Defesa Civil poderia desfrutar desse serviço, mas não fazem porque são desleixados, teimosos e pouco atentos às necessidades dos munícipes.

A Polícia Militar sabe fazer, seu sistema de comunicação denominado Rede de Vizinhos é um sucesso, então qual a dificuldade da prefeitura, que tem milhares de empregados (e quase duas dezenas de jornalistas), executar algo semelhante?

O governo Fabrício foi eleito com a promessa de ser inovador, mas tem se revelado o oposto disso, desatento e retrógrado.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 07/11/2018 às 11h02 | waldemar@camboriu.com.br

Super onda Bolsonaro não se confirmou

Nos últimos dias o otimismo dos eleitores de Bolsonaro nas redes sociais e nas rodas de conversas em Balneário Camboriú era tão grande que escutei diversas pessoas criticando os números divulgados pelos institutos de pesquisas e garantindo que seu candidato venceria com 80% dos votos.

As críticas ao Ibope e ao Datafolha se acentuaram quando esses mostraram nos últimos dias que Haddad conquistava espaço.

Abertas as urnas a realidade apareceu: Bolsonaro venceu com a terceira pior diferença percentual de votos desde a redemocratização.

Com seu percentual ele superou apenas Dilma na reeleição e o nefasto Collor em 1989.

Porém, Fernando Henrique duas vezes, Lula da Silva duas vezes e Dilma uma vez tiveram votações mais expressivas do que Bolsonaro.

A verdade dos números é que até Dilma, em algum momento da sua carreira, foi mais popular do que Bolsonaro.

Por sua vez o Datafolha deveria receber um pedido oficial de desculpas por parte de Bolsonaro e seus torcedores.

Na véspera da eleição a pesquisa TV Globo/Datafolha previu que Bolsonaro teria 55% e Haddad 45%. Contadas as urnas deu 55,13% para um e 44.87% para outro, erro de 0,13%.
 

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