Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

“Fantástico” só se dá mal com Balneário Camboriú

A Globo anda apaixonada por Balneário Camboriú, nos últimos dias fomos notícia três vezes no “Fantástico” duas delas no programa de ontem.

Dias atrás uma repórter da emissora veio à cidade para falar mal da sombra na areia da praia após 15h.

A rapaziada deitou e rolou nas redes sociais, lembrou que as pessoas que vão à praia gostam de sombra, por isso usam guarda-sol. Também foi destacado o fato evidente que sol em excesso prejudica a saúde, então das 8h às 15h é suficiente.

A repórter não encontrou ninguém –e tem- que quisesse falar mal da cidade porque nessas horas a gente se une.

Ontem, a primeira pegada foi a contaminação da areia da praia central. Coletada a amostra e analisada em laboratório o resultado foi que temos a terceira melhor areia entre as praias analisadas. Conceito “ótimo” de acordo com uma tabela adotada no Rio de Janeiro foi a conclusão.

Disse a reportagem que o perigo está em crianças comerem a areia. Bem, lá no interior as crianças comem até bosta de galinha e resultam nuns italianos fortes feito touro. É só tomar leite com hortelã para acabar com as lombrigas.

A segunda reportagem foi o prédio que balançou. Escutado o engenheiro que sabe das coisas foi enfático: prédios balançam - e isso é a mais absoluta verdade.

Vamos esperar, torcer que nossas gloriosas PM e GM continuem evitando crimes de morte no Centro porque corremos o risco da Globo vir aqui e dizer que vivemos uma guerra civil como aquela que vemos todos os dias pertinho da sede da emissora.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 05/02/2018 às 17h14 | waldemar@camboriu.com.br

Incompetência do FO abre espaço à demagogia do LP

O vereador Leonado PIruka (PP) distribuiu nota ontem nas redes sociais criticando a prefeitura por ter feito obras numa passarela elevada da Avenida Brasil em plena temporada e antecipando que apresentou projeto proibindo esta prática no Centro e nas agrestes

O projeto ainda não aparece como protocolado no portal da Câmara de Vereadores.

A proposta de Piruka é oportunista, aproveita a incompetência do governo municipal que deveria ter reformado as passarelas para pedestres durante o inverno e não o fez.

Piruka é um tanto obtuso nos seus raciocínios, o oportunismo político leva a isso. É claro que a prefeitura pode fazer obras na região central e nas praias agrestes sem que isso prejudique o fluxo turístico, depende da obra, se ele causa ou não impactos negativos.

Quem deve decidir isso é o bom senso, coisa que real e seguidamente tem faltado ao prefeito Fabrício Oliveira e ao grupo de assessores que hoje dirige a cidade.

O oportunismo do vereador Piruka tem lógica política, ele quer ser prefeito.

Penso que ele erra na dose, coloca ovo de menos e cacareja demais.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 02/02/2018 às 06h25 | waldemar@camboriu.com.br

Um voto a menos para Fabrício

O prefeito Fabrício Oliveira, seus secretários e alguns assessores estão reunidos desde hoje (26) cedo para dois dias de trabalho que irão redefinir os rumos do governo.

Chamada de realinhamento estratégico, a reunião busca encontrar soluções para uma administração que tem bons projetos, mas não consegue colocá-los em prática.

Isso era gera descontentamento popular e comparações com administrações passadas.

O prefeito, devido ao temperamento, tem dificuldade em substituir pessoas o que ao final do mandato pode acabar com a sua substituição por vontade dos eleitores.

Há erros graves de planejamento governamental como, por exemplo, não prever que escolas precisavam ser reformadas para o ano letivo.

Diante do problema consumado e sem prazo para licitar essas reformas o Sinduscon veio em socorro e as construtoras da cidade farão os reparos minimamente necessários.

Também por temperamento o prefeito nunca veio a público mostrar as péssimas condições em que recebeu do seu antecessor as creches, as escolas e as unidades de saúde.

Tirar do papel o que foi planejado e colocar em prática é o grande desafio que o governo enfrenta.

Mesmo conquistas importantes em saneamento básico, educação, saúde, meio ambiente e planejamento urbano acabam submergindo em estratégias equivocadas de comunicação e uma oposição permanente e já esperada de dois poderosos grupos políticos liderados pelo PSDB e PMDB.

Pessoalmente torço pelo Fabrício, é o primeiro prefeito na história da cidade e provavelmente do Brasil a colocar dentro da área de compras um espaço para o Observatório Social fiscalizar em nome da sociedade todas as licitações.

Transparência e honestidade, no entanto, apesar de raras na coisa pública, não passam de obrigação e não enchem as urnas no dia do voto.

Adendo: já tinha concluído esse texto quando vizinhos pediram que eu chamasse o Resgate Social para atender um cidadão argentino em situação de rua. Fui ao portal da prefeitura, peguei o número e estava errado ou não funciona.

Um voto a menos, essa é a conta que por falta de organização básica do governo as pessoas fazem diariamente.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 26/01/2018 às 12h05 | waldemar@camboriu.com.br

Luciano Havan Hang em 2018

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, concedeu entrevista coletiva hoje (5) pela manhã em Brusque e se declarou disposto a participar da próxima eleição. No entanto não declinou qual cargo pretende.

Um dos melhores marketeiros do cenário empresarial catarinense, vendedor nato, Luciano sabe como ninguém promover a si mesmo e a sua importante rede de lojas.

Suas ideias em relação à política são claras, já foram várias vezes expostas em palestras e batem com o que pensam os eleitores em geral: ele considera que governos e políticos são nefastos ao desenvolvimento do país, atrapalham quem deseja trabalhar.

Ele é contra o assistencialismo e a favor da livre iniciativa, ideias que caem como uma luva para um eleitorado como o catarinense enojado com o cenário político nacional; com bolsa-família, seguro-desemprego e outras benesses governamentais que incentivam a malandragem em vez do suor.

Seu sucesso empresarial é o melhor cartão de visitas, mas se decidir realmente concorrer enfrentará um mundo novo, cheio de armadilhas e pessoas melífluas.

Se eu voto nele? Voto sim, me parece melhor ao governo do Estado do que os nomes que surgiram até agora, muitos envolvidos na defesa do indefensável ou militando em partidos repletos de esqueletos nos armários.

Luciano deixou o MDB e não anunciou a qual partido pretende se filiar.

Não faz muita diferença, praticamente todas as siglas estão queimadas e tirando fora a máquina política do queimadíssimo MDB o que decidirá a eleição será o perfil das pessoas e não dos partidos. 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 05/01/2018 às 11h57 | waldemar@camboriu.com.br

As Papas da Tia Yolanda

 

Estava lendo no Página 3 a extraordinária entrevista que a Marlise Schneider fez com o Geninho Góes sobre adoção e entre as páginas do jornal encontrei uma folha de almaço escrita com a letra que me pareceu ser da minha mãe.

Letra de mãe a gente bate o olho e reconhece por isto me interessei, mas não era dela e sim da Tia Yolanda, já falecida.

O texto dizia isto:

Receita de Papas

Receita da vovó Tia Yolanda

1 Kg de feijão branco

1 Kg de costelinha de porco salgada

1 Kg de linguiça de porco

1 Kg de farinha de milho média

2 pés de mostarda

3 cabeças de nabo

4 batatas

Modo de fazer:

Deixar o feijão de molho de véspera e as costelinhas já cortadas para tirar o excesso de sal.

Levar ao fogo o feijão, os nabos e as batatas e fazer uma sopa. Quando estiver cozido passar no liquidificador e aumentar o caldo para dar uma boa porção.

A mostarda bem lavada e cortada miúda botar na sopa, junto com as costelas e a linguiça. Deixar cozinhar e cortar a linguiça em nacos.

15 minutos antes de servir botar a farinha de milho já inchada com um pouco d´água, colocando aos poucos para não empelotar.

Deixar cozinhar mexendo seguido para não pegar na panela.

Temperar com sal e pimenta, a consistência é de mingau mole.

Notas que não são da Tia Yolanda e sim minhas: Papas é um prato típico da cozinha portuguesa antiga, os imigrantes trouxeram e sendo nossa família uma parte portuguesa incorporamos ao cardápio, principalmente nos dias frios. Meu pai adorava.

Na falta de mostarda use couve em tiras, fica parecido, mas esqueci de reproduzir o último trecho do manuscrito da Tia Yolanda que dizia assim:

“Por favor Marzinho, não altera minhas receitas que foi a vovó que me ensinou. Abraços a todos, felicidades, Tia Yolanda”. 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 28/12/2017 às 09h08 | waldemar@camboriu.com.br

Se Caixa 3 fosse crime pegaria “todo mundo”

Está na “Folha” de hoje que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, é suspeito segundo a Polícia Federal ter receber recursos eleitorais através de “Caixa 3”.

“Caixa 3” são doações feitas por empreiteiras investigadas pela Lava Jato aos partidos políticos que por sua vez doaram os seus candidatos nas eleições.

Com todo respeito que merecem a Folha e a PF penso que estão querendo ser mais realistas que o rei.

“Caixa 2” é picaretagem, o político recebe por fora e sabe que está recebendo dinheiro frio, como ocorreu na campanha de Edson Piriquito a prefeito de Balneário Camboriú –e diga-se de passagem resultou em punição alguma.

“Caixa 3” é doação oficial e atinge centenas de pessoas, talvez a maioria em boa fé.

No exemplo municipal, para não dizerem que seguro no pé do Piriquito, Pavan recebeu recursos partidários da Odebrecht e declarou. Fabrício Oliveira recebeu da JBS e também declarou. Isso era perfeitamente legal na ocasião.

Receberam doações legais de empresas ligadas à Lava Jato diversos políticos catarinenses como Raimundo Colombo; Paulo Bauer; Cláudio Vignatti; Dário Berger; Jorge Boeira; Esperidião Amin; Mauro Mariani; Jorginho Mello; Ronaldo Benedet; João Paulo Kleinubing; João Rodrigues; Ismael dos Santos; Kennedy Nunes; Maurício Skudlark; Jean Kuhlmann; Darci de Matos; Gelson Merísio; José Nei Ascari; Narcizo Parisotto; José Milton Scheffer; Moacir Sopelsa; Valmir Comin; Sílvio Dreveck; Rodrigo MInotto; MIltom Hobus etc.

O que não pode é querer achar ilegal algo que a regra oficial do jogo dizia que era legal.

Misturar no mesmo balaio “Caixa 2” com “Caixa 3” é nublar o cenário, só não sei com qual propósito.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 26/12/2017 às 09h30 | waldemar@camboriu.com.br



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Waldemar Cezar Neto

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Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


















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