Jornal Página 3
Coluna
Crônica Semanal
Por João José Leal

Governo Bolsonaro, Idas, Vindas e muita Indefinição

Ao votar em Jair Bolsonaro, o eleitor expressou um generalizado sentimento de insatisfação e de rejeição ao petismo, que levou a nação à desgraça na área econômica e fiscal. O alto custo da administração pública é um grave problema financeiro, difícil de ser enfrentado. Divide a sociedade em duas classes, a do funcionalismo, com elevada média salarial e a do trabalhador da iniciativa privada que, em regra, recebe baixos salários e está sujeito ao drama do desemprego.

Outros candidatos estavam no páreo eleitoral. Mas, mesmo com um discurso medíocre, marcado por promessas vagas, messiânicas e vazias, Jair Bolsonaro soube aproveitar as redes sociais para se colocar como a opção anti-PT mais clara e segura. Soube se apresentar como alternativa à prática da corrupção que se intensificou, durante os governos petistas e como o candidato de mãos limpas, o novo cavaleiro da esperança e da ética, na batalha contra o indevassável castelo da corrupção em que foi confinada a administração pública brasileira. Porisso, o voto conferido ao candidato do PSL foi a opção que pareceu mais apropriada, entre as demais candidaturas.

E, assim, Bolsonaro chegou ao Planalto como alternativa menos ruim para marcar a rejeição ao PT, sem ter apresentado um plano ou, mesmo, propostas de governo claras e objetivas das reformas necessárias ao desenvolvimento econômico e social sustentável, que coloque a nação brasileira no rumo certo para a construção de uma sociedade de bem-estar social.

Agora, passado quase um mês de governo bolsonarista, o que se tem visto é um bater de cabeças entre ministros, seu vice-presidente e o próprio Bolsonaro. Até agora, há um desencontro de informações, de opiniões e afirmações sobre os projetos que o governo pretende apresentar à nação e ao Congresso Nacional, cada um emitindo opiniões contraditórias.

O principal projeto, a inadiável reforma da previdência, tem sido objeto de informações e desmentidos. Ninguém parece saber o fazer para reformar a previdência. A única certeza é que os militares não querem reforma e, sim, manter o privilégio de continuar se aposentando mais cedo e com remuneração maior do que os demais. Na própria bancada do PSL, deputados dizem que é preciso reformar a previdência, mas não são a favor de nenhum projeto de reforma. É um prato cheio para a oposição, que está aguardando fevereiro para sair às ruas.

Pelo jeito, tudo vai continuar como antes. O governo Bolsonaro pode se transformar num blefe doloroso para a nação e conseguir a proeza de levantar o PT da lona.

Escrito por João José Leal, 24/01/2019 às 15h00 | jjoseleal@gmail.com



João José Leal

Assina a coluna Crônica Semanal

Membro da Academia Catarinense de Letras. Graduado pela Faculdade de Direito da UFSC, Mestre em Ciências Criminológicas pela Universidade de Bruxelas, Livre-Docente-Doutor pela Universidade Gama Filho - Rio de Janeiro. Promotor de Justiça aposentado e Ex-Procurador Geral de Justiça de Santa Catarina. Ex-Professor de Direito Penal, de Criminologia e Diretor de Ciências Judiciais da FURB - Blumenau. Ex-Professor de Política Criminal e Controle Social do Programa de Mestrado em Ciência Jurídica da UNIVALI.


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Governo Bolsonaro, Idas, Vindas e muita Indefinição

Ao votar em Jair Bolsonaro, o eleitor expressou um generalizado sentimento de insatisfação e de rejeição ao petismo, que levou a nação à desgraça na área econômica e fiscal. O alto custo da administração pública é um grave problema financeiro, difícil de ser enfrentado. Divide a sociedade em duas classes, a do funcionalismo, com elevada média salarial e a do trabalhador da iniciativa privada que, em regra, recebe baixos salários e está sujeito ao drama do desemprego.

Outros candidatos estavam no páreo eleitoral. Mas, mesmo com um discurso medíocre, marcado por promessas vagas, messiânicas e vazias, Jair Bolsonaro soube aproveitar as redes sociais para se colocar como a opção anti-PT mais clara e segura. Soube se apresentar como alternativa à prática da corrupção que se intensificou, durante os governos petistas e como o candidato de mãos limpas, o novo cavaleiro da esperança e da ética, na batalha contra o indevassável castelo da corrupção em que foi confinada a administração pública brasileira. Porisso, o voto conferido ao candidato do PSL foi a opção que pareceu mais apropriada, entre as demais candidaturas.

E, assim, Bolsonaro chegou ao Planalto como alternativa menos ruim para marcar a rejeição ao PT, sem ter apresentado um plano ou, mesmo, propostas de governo claras e objetivas das reformas necessárias ao desenvolvimento econômico e social sustentável, que coloque a nação brasileira no rumo certo para a construção de uma sociedade de bem-estar social.

Agora, passado quase um mês de governo bolsonarista, o que se tem visto é um bater de cabeças entre ministros, seu vice-presidente e o próprio Bolsonaro. Até agora, há um desencontro de informações, de opiniões e afirmações sobre os projetos que o governo pretende apresentar à nação e ao Congresso Nacional, cada um emitindo opiniões contraditórias.

O principal projeto, a inadiável reforma da previdência, tem sido objeto de informações e desmentidos. Ninguém parece saber o fazer para reformar a previdência. A única certeza é que os militares não querem reforma e, sim, manter o privilégio de continuar se aposentando mais cedo e com remuneração maior do que os demais. Na própria bancada do PSL, deputados dizem que é preciso reformar a previdência, mas não são a favor de nenhum projeto de reforma. É um prato cheio para a oposição, que está aguardando fevereiro para sair às ruas.

Pelo jeito, tudo vai continuar como antes. O governo Bolsonaro pode se transformar num blefe doloroso para a nação e conseguir a proeza de levantar o PT da lona.

Escrito por João José Leal, 24/01/2019 às 15h00 | jjoseleal@gmail.com



João José Leal

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Membro da Academia Catarinense de Letras. Graduado pela Faculdade de Direito da UFSC, Mestre em Ciências Criminológicas pela Universidade de Bruxelas, Livre-Docente-Doutor pela Universidade Gama Filho - Rio de Janeiro. Promotor de Justiça aposentado e Ex-Procurador Geral de Justiça de Santa Catarina. Ex-Professor de Direito Penal, de Criminologia e Diretor de Ciências Judiciais da FURB - Blumenau. Ex-Professor de Política Criminal e Controle Social do Programa de Mestrado em Ciência Jurídica da UNIVALI.


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