Jornal Página 3
Coluna
Crônica Semanal
Por João José Leal

Academia Catarinense de Letras. Agora, sou acadêmico!

Desde o começo do século 17, Inglaterra e França emergiram como as duas grandes potências mundiais. Se a primeira se antecipou em fazer sua revolução industrial, para alcançar o predomínio do comércio internacional, a segunda se destacou no campo da política, da filosofia e das artes geral. Não foi por acaso que, já em 1635, a França conheceu a sua Academia de Letras, reunindo seus principais escritores da época, muitos de renome universal. Apesar de seu fechamento durante a revolução de 1789, a Academia ressurgiu no ano de 1803 e hoje é uma das instituições mais antigas da França. Tem por finalidade maior cultivar o bom uso do idioma, além da complexa tarefa de regulamentar o vocabulário e a gramática da língua francesa.

Ao longo de sua secular existência, Academia Francesa de Letras tem exercido enorme influência no campo da literatura ocidental. Prova disso é a nossa Academia Brasileira, criada em julho de1897 e que teve Machado de Assis como seu primeiro presidente. Seus fundadores fizeram questão de reconhecer que a entidade brasileira inspirava-se no modelo a academia francesa.

Logo, o ideário acadêmico ganhou força em nosso Estado. Em 1920, graças à liderança e ao trabalho perseverante de José Henrique Boiteux, os catarinenses passaram a contar com a sua Academia de Letras – ACL - hoje, conhecida como a Casa José Boiteux. Nossa já quase centenária Academia tem por finalidade estatutária incentivar a produção literária e congregar os mais destacados escritores de Santa Catarina.

A exemplo da sua congênere brasileira, a ACL é integrada por 40 escritores, escolhidos mediante o voto secreto de seus integrantes, reunidos em assembleia convocada para tal fim. A investidura do novo acadêmico é de caráter perpétuo, prática que levou a crítica e a opinião pública a se referir aos seus integrantes como “imortais”. Na realidade, o se pretende é destacar a perpetuidade e a intemporalidade da arte literária universal, cujo patrimônio imaterial permanecerá vivo através dos tempos.

A nossa Academia de Letras surgiu inovando e recepcionando as novas ideias no campo político e social. Desde sua fundação, admitiu a presença feminina em seus quadros, numa época em que a mulher não tinha direito de votar nem de praticar boa parte dos atos da vida civil, sem autorização do marido, então chefe incontestável da vida familiar. Delminda Silveira e Maura de Senna Pereira, professoras e escritoras, foram as pioneiras acadêmicas da Casa de José Boiteux.

Sediada na capital do Estado, fiel à sua finalidade estatutária e, atualmente, presidida pelo acadêmico Salomão Ribas Júnior, a ACL congrega as figuras mais destacadas da Literatura e cultura de Santa Catarina.

Já aposentado de minhas funções junto ao Ministério Público de Santa Catarina e das atividades acadêmicas universitárias, sinto-me feliz e gratificado por ter sido eleito para integrar a Academia Catarinense de Letras. O grande número de amigos que me enviaram carinhosas mensagens de felicitações pela eleição, me deixaram ainda mais por essa importante conquista. A eles meu sincero agradecimento.

Agradeço, também, ao jornal Página 3 por aberto suas páginas para publicação semanal de minhas crônicas, proporcionando-me uma oportunidade para que minha obra literária se tornasse maia conhecida Isto, com certeza, foi levado em consideração pelos acadêmicos, no momento da eleição.

Sei que não sou imortal. Afinal, a morte é condição da vida humana. Porém, eterna é a minha gratidão a todos os amigos e leitores que me motivam a continuar escrevendo.

Escrito por João José Leal, 06/07/2018 às 10h34 | jjoseleal@gmail.com



João José Leal

Assina a coluna Crônica Semanal

Graduado pela Faculdade de Direito da UFSC, Mestre em Ciências Criminológicas pela Universidade de Bruxelas, Livre-Docente-Doutor pela Universidade Gama Filho - Rio de Janeiro. Promotor de Justiça aposentado e Ex-Procurador Geral de Justiça de Santa Catarina. Ex-Professor de Direito Penal, de Criminologia e Diretor de Ciências Judiciais da FURB - Blumenau. Ex-Professor de Política Criminal e Controle Social do Programa de Mestrado em Ciência Jurídica da UNIVALI.


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Academia Catarinense de Letras. Agora, sou acadêmico!

Desde o começo do século 17, Inglaterra e França emergiram como as duas grandes potências mundiais. Se a primeira se antecipou em fazer sua revolução industrial, para alcançar o predomínio do comércio internacional, a segunda se destacou no campo da política, da filosofia e das artes geral. Não foi por acaso que, já em 1635, a França conheceu a sua Academia de Letras, reunindo seus principais escritores da época, muitos de renome universal. Apesar de seu fechamento durante a revolução de 1789, a Academia ressurgiu no ano de 1803 e hoje é uma das instituições mais antigas da França. Tem por finalidade maior cultivar o bom uso do idioma, além da complexa tarefa de regulamentar o vocabulário e a gramática da língua francesa.

Ao longo de sua secular existência, Academia Francesa de Letras tem exercido enorme influência no campo da literatura ocidental. Prova disso é a nossa Academia Brasileira, criada em julho de1897 e que teve Machado de Assis como seu primeiro presidente. Seus fundadores fizeram questão de reconhecer que a entidade brasileira inspirava-se no modelo a academia francesa.

Logo, o ideário acadêmico ganhou força em nosso Estado. Em 1920, graças à liderança e ao trabalho perseverante de José Henrique Boiteux, os catarinenses passaram a contar com a sua Academia de Letras – ACL - hoje, conhecida como a Casa José Boiteux. Nossa já quase centenária Academia tem por finalidade estatutária incentivar a produção literária e congregar os mais destacados escritores de Santa Catarina.

A exemplo da sua congênere brasileira, a ACL é integrada por 40 escritores, escolhidos mediante o voto secreto de seus integrantes, reunidos em assembleia convocada para tal fim. A investidura do novo acadêmico é de caráter perpétuo, prática que levou a crítica e a opinião pública a se referir aos seus integrantes como “imortais”. Na realidade, o se pretende é destacar a perpetuidade e a intemporalidade da arte literária universal, cujo patrimônio imaterial permanecerá vivo através dos tempos.

A nossa Academia de Letras surgiu inovando e recepcionando as novas ideias no campo político e social. Desde sua fundação, admitiu a presença feminina em seus quadros, numa época em que a mulher não tinha direito de votar nem de praticar boa parte dos atos da vida civil, sem autorização do marido, então chefe incontestável da vida familiar. Delminda Silveira e Maura de Senna Pereira, professoras e escritoras, foram as pioneiras acadêmicas da Casa de José Boiteux.

Sediada na capital do Estado, fiel à sua finalidade estatutária e, atualmente, presidida pelo acadêmico Salomão Ribas Júnior, a ACL congrega as figuras mais destacadas da Literatura e cultura de Santa Catarina.

Já aposentado de minhas funções junto ao Ministério Público de Santa Catarina e das atividades acadêmicas universitárias, sinto-me feliz e gratificado por ter sido eleito para integrar a Academia Catarinense de Letras. O grande número de amigos que me enviaram carinhosas mensagens de felicitações pela eleição, me deixaram ainda mais por essa importante conquista. A eles meu sincero agradecimento.

Agradeço, também, ao jornal Página 3 por aberto suas páginas para publicação semanal de minhas crônicas, proporcionando-me uma oportunidade para que minha obra literária se tornasse maia conhecida Isto, com certeza, foi levado em consideração pelos acadêmicos, no momento da eleição.

Sei que não sou imortal. Afinal, a morte é condição da vida humana. Porém, eterna é a minha gratidão a todos os amigos e leitores que me motivam a continuar escrevendo.

Escrito por João José Leal, 06/07/2018 às 10h34 | jjoseleal@gmail.com



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Graduado pela Faculdade de Direito da UFSC, Mestre em Ciências Criminológicas pela Universidade de Bruxelas, Livre-Docente-Doutor pela Universidade Gama Filho - Rio de Janeiro. Promotor de Justiça aposentado e Ex-Procurador Geral de Justiça de Santa Catarina. Ex-Professor de Direito Penal, de Criminologia e Diretor de Ciências Judiciais da FURB - Blumenau. Ex-Professor de Política Criminal e Controle Social do Programa de Mestrado em Ciência Jurídica da UNIVALI.


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