Jornal Página 3
Coluna
Crônica Semanal
Por João José Leal

Natal 2017

Então, como diz a conhecida canção, é Natal! Há dias que o comércio, que precisa sobreviver, vem criando esse clima de alegria festiva, em torno da festa natalina. Os bem elaborados jingles publicitários cantados nas rádios e TV, as alegres mensagens de paz e prosperidade, a simpática figura do bom Papai Noel prometendo distribuir sacos de presentes, criam uma onda de alegria contagiante e, miram, com precisão, a nossa sensível veia consumidora para nos induzir a comprar e presentear parentes e amigos. Afinal, quem não se sente bem, comprando um presente para a mãe, o filho, a esposa ou até para a sogra?

Assim, tem sido o Natal, depois que a data foi transformada no período de maior movimento de compras, no ponto culminante do calendário mercantil. Isso, no nosso mundo ocidental e cristão. No Oriente, onde predominam diferentes crenças religiosas, não devem faltar outras datas para as pessoas se presentearem com pacotes de agrados e votos de felicidade.

No entanto, Natal não é só festa de regalos. É, antes de tudo, a data mais importante cristianismo, com sua ética baseada na humildade e no amor ao próximo, virtudes tão fáceis de serem aceitas e proclamadas, tão difíceis de serem praticadas. Nem mesmo os discípulos mais próximos do Mestre foram capazes de observar seus mandamentos sem deslizes e hesitações. Assim, é compreensível que nós, homens eticamente imperfeitos, vivendo numa sociedade materializada e de tantas contradições sociais, tenhamos também os nossos pecados, as nossas fraquezas morais.

E, então, como diz um dos versos da canção, chegado o momento da reflexão de mais um tempo natalino, devemos nos perguntar, o que fizemos de bom, que atos de verdadeira solidariedade cristã praticamos no decorrer desses 365 dias, que passaram rápidos, voando. Sei, por mim. Queremos, fazemos promessas mil. Mas, não é fácil praticar os ensinamentos da ética cristã. O que nos conforta é que, se não fomos bons o suficiente e o quanto podíamos, teremos mais uma oportunidade para melhorar. No próximo Natal, seremos chamados a fazer mais um balanço de nossas ações;

De qualquer forma, é Natal. A família vai se reunir porque Natal é momento de magia, é festa dessa tribo de gente que briga e se desentende. Porém, o sangue é mais forte e todos seguem a velha tradição. Não são mais os reis, seguindo o caminho do Oriente, marcado pela grande estrela de cauda. Agora, gente fina e gente humilde, todos, atendem ao chamado da velha matriarca, seguem o caminho do antigo lar, ninho de onde um dia partiram para construir outros lares e se reunirão para cantar Noite Feliz.

Passado o Natal, nem todos visitarão a velha mãe, o irmão, o cunhado ou a sogra, porque a vida tem suas distâncias, suas cercas invisíveis e nem sempre nos dá tempo. Mas, uma coisa é certa. No próximo ano, todos estarão reunidos, atendendo ao chamado mágico do canto natalino.

Aos meus pacientes leitores, desejo um Natal de Paz.

Escrito por João José Leal, 20/12/2017 às 12h55 | jjoseleal@gmail.com



João José Leal

Assina a coluna Crônica Semanal

Graduado pela Faculdade de Direito da UFSC, Mestre em Ciências Criminológicas pela Universidade de Bruxelas, Livre-Docente-Doutor pela Universidade Gama Filho - Rio de Janeiro. Promotor de Justiça aposentado e Ex-Procurador Geral de Justiça de Santa Catarina. Ex-Professor de Direito Penal, de Criminologia e Diretor de Ciências Judiciais da FURB - Blumenau. Ex-Professor de Política Criminal e Controle Social do Programa de Mestrado em Ciência Jurídica da UNIVALI.


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Natal 2017

Então, como diz a conhecida canção, é Natal! Há dias que o comércio, que precisa sobreviver, vem criando esse clima de alegria festiva, em torno da festa natalina. Os bem elaborados jingles publicitários cantados nas rádios e TV, as alegres mensagens de paz e prosperidade, a simpática figura do bom Papai Noel prometendo distribuir sacos de presentes, criam uma onda de alegria contagiante e, miram, com precisão, a nossa sensível veia consumidora para nos induzir a comprar e presentear parentes e amigos. Afinal, quem não se sente bem, comprando um presente para a mãe, o filho, a esposa ou até para a sogra?

Assim, tem sido o Natal, depois que a data foi transformada no período de maior movimento de compras, no ponto culminante do calendário mercantil. Isso, no nosso mundo ocidental e cristão. No Oriente, onde predominam diferentes crenças religiosas, não devem faltar outras datas para as pessoas se presentearem com pacotes de agrados e votos de felicidade.

No entanto, Natal não é só festa de regalos. É, antes de tudo, a data mais importante cristianismo, com sua ética baseada na humildade e no amor ao próximo, virtudes tão fáceis de serem aceitas e proclamadas, tão difíceis de serem praticadas. Nem mesmo os discípulos mais próximos do Mestre foram capazes de observar seus mandamentos sem deslizes e hesitações. Assim, é compreensível que nós, homens eticamente imperfeitos, vivendo numa sociedade materializada e de tantas contradições sociais, tenhamos também os nossos pecados, as nossas fraquezas morais.

E, então, como diz um dos versos da canção, chegado o momento da reflexão de mais um tempo natalino, devemos nos perguntar, o que fizemos de bom, que atos de verdadeira solidariedade cristã praticamos no decorrer desses 365 dias, que passaram rápidos, voando. Sei, por mim. Queremos, fazemos promessas mil. Mas, não é fácil praticar os ensinamentos da ética cristã. O que nos conforta é que, se não fomos bons o suficiente e o quanto podíamos, teremos mais uma oportunidade para melhorar. No próximo Natal, seremos chamados a fazer mais um balanço de nossas ações;

De qualquer forma, é Natal. A família vai se reunir porque Natal é momento de magia, é festa dessa tribo de gente que briga e se desentende. Porém, o sangue é mais forte e todos seguem a velha tradição. Não são mais os reis, seguindo o caminho do Oriente, marcado pela grande estrela de cauda. Agora, gente fina e gente humilde, todos, atendem ao chamado da velha matriarca, seguem o caminho do antigo lar, ninho de onde um dia partiram para construir outros lares e se reunirão para cantar Noite Feliz.

Passado o Natal, nem todos visitarão a velha mãe, o irmão, o cunhado ou a sogra, porque a vida tem suas distâncias, suas cercas invisíveis e nem sempre nos dá tempo. Mas, uma coisa é certa. No próximo ano, todos estarão reunidos, atendendo ao chamado mágico do canto natalino.

Aos meus pacientes leitores, desejo um Natal de Paz.

Escrito por João José Leal, 20/12/2017 às 12h55 | jjoseleal@gmail.com



João José Leal

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Graduado pela Faculdade de Direito da UFSC, Mestre em Ciências Criminológicas pela Universidade de Bruxelas, Livre-Docente-Doutor pela Universidade Gama Filho - Rio de Janeiro. Promotor de Justiça aposentado e Ex-Procurador Geral de Justiça de Santa Catarina. Ex-Professor de Direito Penal, de Criminologia e Diretor de Ciências Judiciais da FURB - Blumenau. Ex-Professor de Política Criminal e Controle Social do Programa de Mestrado em Ciência Jurídica da UNIVALI.


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