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Coluna
Puxando Rede
Por Fabiane Diniz

A sala de guerra do Facebook para as eleições brasileiras


MBL em frente ao prédio do Facebook em São Paulo em protesto depois que páginas foram deletadas (Foto: MBL/Facebook)

O Facebook está montando uma área de guerra para monitorar a plataforma. Eles pretendem com isso manter o ambiente seguro para as eleições do Brasil e nos EUA.

Segundo Richard Nieva da Cnet foram removidos em torno de 1.3 bilhões de contas fakes entre outubro e março.

A esperança com esse investimento é não ser pego de surpresa em futuras eleições, como aconteceu na última corrida eleitoral americana, onde precisaram pedir desculpas por permitir que criminosos abusassem da plataforma.

A compania terá uma sala ‘física & digital’ em sua sede, na Califórnia, para monitorar o que está acontecendo com as próximas eleições no Brasil, disseram representantes do Facebook nessa quarta-feira (19) em conferência com jornalistas.

As equipes formadas para essa missão terão várias frentes, incluindo engenharia, inteligência de ameaça, ciência de dados e jurídica. Haverá mais de 300 pessoas no grupo.

Samidth Chakrabarti, diretor de gerencimento de produtos para campanhas eleitorais e de engajamento cívico do Facebook, explicou que a sala servirá como um centro de comando, e ali terão 20 pessoas, “Assim podemos tomar decisões em tempo real, se necessário”.

Os gigantes de Silicon Valley ainda estão envergonhados após os trolls russos terem usado suas plataformas para semear discórdia e falsas notícias entre os eleitores dos EUA nas eleições de 2016. Facebook, Google e Twitter disseram que já detectaram novas tentativas de influência da opinião pública.

Em julho, o Facebook afirmou ter descoberto uma nova rede de “comportamento não autêntico” que usava dezenas de páginas e contas e 11 mil doláres em anúncios para promover causas políticas. Então, no mês passado, a empresa disse que estava removendo 600 páginas “não autênticas”, e também grupos e contas.

No Brasil a empresa diz que é parceira de institutos de checagem de fatos e que juntos criaram dois bots para ajudar a reconhecer a desinformação antes que ela se espalhe.

Mas ainda há questões que permanecem sem respostas, por exemplo, perguntaram o que estão fazendo para evitar que noticas falsas simplesmente migrem para o Whatsapp, apenas disseram que as equipes são distintas e que essa frente não responde pelo Whatsapp.

Escrito por Fabiane Diniz, 20/09/2018 às 10h38 | fabdiniz@gmail.com



Fabiane Diniz

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.. mestre ninja e tira nata do leite com garfo.


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O Facebook está montando uma área de guerra para monitorar a plataforma. Eles pretendem com isso manter o ambiente seguro para as eleições do Brasil e nos EUA.

Segundo Richard Nieva da Cnet foram removidos em torno de 1.3 bilhões de contas fakes entre outubro e março.

A esperança com esse investimento é não ser pego de surpresa em futuras eleições, como aconteceu na última corrida eleitoral americana, onde precisaram pedir desculpas por permitir que criminosos abusassem da plataforma.

A compania terá uma sala ‘física & digital’ em sua sede, na Califórnia, para monitorar o que está acontecendo com as próximas eleições no Brasil, disseram representantes do Facebook nessa quarta-feira (19) em conferência com jornalistas.

As equipes formadas para essa missão terão várias frentes, incluindo engenharia, inteligência de ameaça, ciência de dados e jurídica. Haverá mais de 300 pessoas no grupo.

Samidth Chakrabarti, diretor de gerencimento de produtos para campanhas eleitorais e de engajamento cívico do Facebook, explicou que a sala servirá como um centro de comando, e ali terão 20 pessoas, “Assim podemos tomar decisões em tempo real, se necessário”.

Os gigantes de Silicon Valley ainda estão envergonhados após os trolls russos terem usado suas plataformas para semear discórdia e falsas notícias entre os eleitores dos EUA nas eleições de 2016. Facebook, Google e Twitter disseram que já detectaram novas tentativas de influência da opinião pública.

Em julho, o Facebook afirmou ter descoberto uma nova rede de “comportamento não autêntico” que usava dezenas de páginas e contas e 11 mil doláres em anúncios para promover causas políticas. Então, no mês passado, a empresa disse que estava removendo 600 páginas “não autênticas”, e também grupos e contas.

No Brasil a empresa diz que é parceira de institutos de checagem de fatos e que juntos criaram dois bots para ajudar a reconhecer a desinformação antes que ela se espalhe.

Mas ainda há questões que permanecem sem respostas, por exemplo, perguntaram o que estão fazendo para evitar que noticas falsas simplesmente migrem para o Whatsapp, apenas disseram que as equipes são distintas e que essa frente não responde pelo Whatsapp.

Escrito por Fabiane Diniz, 20/09/2018 às 10h38 | fabdiniz@gmail.com



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