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Coluna
Puxando Rede
Por Fabiane Diniz

Gramado Hilbert

Muitas vezes evitar um hater é o que há de mais esperto a se fazer. É preciso ter coragem, segurança no trabalho que está desenvolvendo e paciência enorme para dar atenção aos que são adeptos às ofensas. Nesse caso, quando ofendido o presidente da Fundação de Cultura de Balneário Camboriú, George Varela  respondeu um facebookiano. E esse parece ser um pequeno recado aos tantos que acham que é fácil trabalhar com dinheiro curto e contado.

"Gramado (RS) é a cidade exemplo de turismo no Sul do Brasil !! Por lá, em nenhuma época do ano, se encontra índios e muito menos esses andarilhos pinguços que ficam por aqui esculachando nossa cidade... Sugiro que nossos governantes, incompetentes e sem criatividade, façam uma visitinha a Gramado para ver se conseguem aprender alguma coisa sobre como agir com visitantes indesejáveis..."

"Com certeza Gramado é uma boa referência para o Turismo Sr. Delton, mas, de comum acordo entre as Secretarias envolvidas, decidimos não gastar dinheiro público para viajar até Gramado para conhecer uma solução que está amplamente apresentada na internet.

Com relação aos indígenas a realidade entre as duas cidades é bem distinta, lá a comunidade indígena que eles atendem é apenas do Estado e faz sentido uma estrutura fixa o ano todo naquela cidade. Em Balneário Camboriú, os índios vêm de todos os cantos: SC, PR, do norte do país e muitos do RS também (mesmo com a política social indígena adotada naquele Estado). Os índios aqui são atraídos pela temporada que vai de dezembro a março.

Em Gramado, levaram 6 anos de negociação com a Funai e com as comunidades indígenas para chegarem na solução de criar uma área fixa de 115m2 e atender não mais que 12 lojas em uma área distante do centro. Em BC, a partir do início da temporada, receberemos no mínimo 150 famílias, entre Guaranis, Kaingangues e Pataxós.

Nossa proposta, após 6 meses de diálogo, é disponibilizar 200m2 + estrutura básica de alojamentos, em caráter provisório, desde que haja uma contrapartida cultural como produtos artesanais de origem, música, dança, idiomas...

Quanto a investimentos, nesse momento não dispusemos dos R$ 250.000,00 que foi investido na Serra e nossa intenção é fazer o melhor possível dentro de um limite de R$ 20.000,00.

Infelizmente, por sermos incompetentes e pouco criativos, teremos que nos limitar nessa temporada a essa tentativa de conciliação.
Esperamos um dia adquirir sua inteligência, sabedoria e acima de tudo, HUMANIDADE, para quem sabe optarmos pela solução que Gramado optou."

Escrito por Fabiane Diniz, 27/11/2017 às 09h50 | fabdiniz@gmail.com

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Fabiane Diniz

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.. mestre ninja e tira nata do leite com garfo.
















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