Jornal Página 3
Coluna
Puxando Rede
Por Fabiane Diniz

Os domínios quando não havia Google

Quinze anos atrás a indexação da internet simplesmente não existia, sites como o brasileiro “Cadê” eram programados em uma espécie de cadastro por categoria.

Hoje o robô de indexação dos buscadores passa correndo por toda a web de hora em hora buscando novas informações, dados e sites. E quando queremos achar um endereço virtual, basta uma chegada no Google ou no Bing e facilmente obtemos a ‘www’ correspondente.

A internet não era indexada e por esse motivo os domínios eram muito importantes para as empresas. Ainda são, mas de uma forma diferente. É importante você ter domínio da sua marca, pessoa jurídica, mas quando não é possível os navegadores estão aí para ajudar.

Esse novos e modernos robôs não dão preferência por nome, mas sim por volume, tempo na rede, atualização constante e conteúdo único. Uma série de fatores que faz com que apareça com certo destaque na busca.

E os buscadores tem sistema de correlação, exemplo + função, atualmente não tem como ficar invisível na internet.

Também pode-se pagar um “ad-word”, mas a dedicação ao site continua necessária.

O trabalho dos CEOs faz com que domínios óbvios como “www.exemplo.com.br” que hipoteticamente não recebe atualizações com certa frequência, estático, que é provedor de informações defasadas e com poucos acessos sejam sobrepostos nas buscas por domínios não tão óbvios  como “www.maisumexemplo.com.br”, mas que é trabalhado e gerenciado de forma que atenda as exigências dos robôs indexadores.

Lá no início da internet e falo isso para os leitores mais novinhos que não acompanharam esse momento da história, houve uma corrida para registrar domínios, verdade, foi uma espécie de corrida ao tesouro. 

O conteúdo do site não era o mais importante, o domínio sim. Quem registrou nomes como “cocacola” e “apple”, teve oportunidade de negociar com os donos das marcas. Uma maneira ortodoxa de se fazer negócios, mas completamente legal. 

Domínios ainda são negociados, existem até leilões online.  Nomes de programas televisos ou sinônimos de demanda de mercado foram negociados recentemente, os valores vão de 20 a 300 mil doláres, e o custo? Trinta reais. É fácil ter um domínio; entrou no registro.br, comprou um nome.

O negócio basicamente é esse, comprar um domínio e guardar até que apareçam interessados, até que uma boa oferta chegue.

No Brasil se ouve falar pouco sobre esse comércio, mas nos EUA existem empresas especializadas no setor, grandes bancos de apostas de que um dia aqueles domínios sejam interessantes para alguém.

Isso quando não saem atrás de empresas que podem se interessar por aquele registro web; valor mínimo é de 1 mil doláres.

O próprio registro.br faz leilões de domínios que estão sem pagamento e que possuem uma lista de interessados.

Existe uma estimativa de que três em cada quatro domínios são deixados de lado, abandonados antes da anuidade.

Dessa forma os registros congelados são listados e você pode entrar e olhar se tem algum que possa ser interessante comprar.

Não há limites, não há restrições nessas compras, você pode comprar uma marca ou o nome de uma empresa que não é sua, de um concorrente, de alguém que não gosta e permanecer com ele. Dependendo pode ser processado e obrigado a devolver a marca ao proprietário. É sempre mais fácil um acordo.

Há formas de não ser processado, basta criar uma identificação para aquele domínio, dar uma conteúdo alusivo àquele registro. Pode muito bem ser feito e era isso, não existe mais motivação para processo.

Então é sempre melhor, caso a  caso, negociar ou fazer um acordo para se ter a marca da própria empresa.

E após aquisição, e isso é importante, não deixar caducar o registro do qual é dono.

Apesar de hoje tratarmos domínios com indexação de buscadores, não custa repetir, é importante sim ser dono do registro da própria empresa.

A negociação mais cara da história de compra e venda de registros na internet foi a oferta feita pelo domínio “VacationsRentals.com”. Brian Sharples, fundador da HomeAway, fez aquisição do registro em 2007, e o valor do compra foi a bagatela de 35 milhões de dólares.

Escrito por Fabiane Diniz, 24/10/2016 às 16h16 | fabdiniz@gmail.com



Fabiane Diniz

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.. mestre ninja e tira nata do leite com garfo.














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Os domínios quando não havia Google

Quinze anos atrás a indexação da internet simplesmente não existia, sites como o brasileiro “Cadê” eram programados em uma espécie de cadastro por categoria.

Hoje o robô de indexação dos buscadores passa correndo por toda a web de hora em hora buscando novas informações, dados e sites. E quando queremos achar um endereço virtual, basta uma chegada no Google ou no Bing e facilmente obtemos a ‘www’ correspondente.

A internet não era indexada e por esse motivo os domínios eram muito importantes para as empresas. Ainda são, mas de uma forma diferente. É importante você ter domínio da sua marca, pessoa jurídica, mas quando não é possível os navegadores estão aí para ajudar.

Esse novos e modernos robôs não dão preferência por nome, mas sim por volume, tempo na rede, atualização constante e conteúdo único. Uma série de fatores que faz com que apareça com certo destaque na busca.

E os buscadores tem sistema de correlação, exemplo + função, atualmente não tem como ficar invisível na internet.

Também pode-se pagar um “ad-word”, mas a dedicação ao site continua necessária.

O trabalho dos CEOs faz com que domínios óbvios como “www.exemplo.com.br” que hipoteticamente não recebe atualizações com certa frequência, estático, que é provedor de informações defasadas e com poucos acessos sejam sobrepostos nas buscas por domínios não tão óbvios  como “www.maisumexemplo.com.br”, mas que é trabalhado e gerenciado de forma que atenda as exigências dos robôs indexadores.

Lá no início da internet e falo isso para os leitores mais novinhos que não acompanharam esse momento da história, houve uma corrida para registrar domínios, verdade, foi uma espécie de corrida ao tesouro. 

O conteúdo do site não era o mais importante, o domínio sim. Quem registrou nomes como “cocacola” e “apple”, teve oportunidade de negociar com os donos das marcas. Uma maneira ortodoxa de se fazer negócios, mas completamente legal. 

Domínios ainda são negociados, existem até leilões online.  Nomes de programas televisos ou sinônimos de demanda de mercado foram negociados recentemente, os valores vão de 20 a 300 mil doláres, e o custo? Trinta reais. É fácil ter um domínio; entrou no registro.br, comprou um nome.

O negócio basicamente é esse, comprar um domínio e guardar até que apareçam interessados, até que uma boa oferta chegue.

No Brasil se ouve falar pouco sobre esse comércio, mas nos EUA existem empresas especializadas no setor, grandes bancos de apostas de que um dia aqueles domínios sejam interessantes para alguém.

Isso quando não saem atrás de empresas que podem se interessar por aquele registro web; valor mínimo é de 1 mil doláres.

O próprio registro.br faz leilões de domínios que estão sem pagamento e que possuem uma lista de interessados.

Existe uma estimativa de que três em cada quatro domínios são deixados de lado, abandonados antes da anuidade.

Dessa forma os registros congelados são listados e você pode entrar e olhar se tem algum que possa ser interessante comprar.

Não há limites, não há restrições nessas compras, você pode comprar uma marca ou o nome de uma empresa que não é sua, de um concorrente, de alguém que não gosta e permanecer com ele. Dependendo pode ser processado e obrigado a devolver a marca ao proprietário. É sempre mais fácil um acordo.

Há formas de não ser processado, basta criar uma identificação para aquele domínio, dar uma conteúdo alusivo àquele registro. Pode muito bem ser feito e era isso, não existe mais motivação para processo.

Então é sempre melhor, caso a  caso, negociar ou fazer um acordo para se ter a marca da própria empresa.

E após aquisição, e isso é importante, não deixar caducar o registro do qual é dono.

Apesar de hoje tratarmos domínios com indexação de buscadores, não custa repetir, é importante sim ser dono do registro da própria empresa.

A negociação mais cara da história de compra e venda de registros na internet foi a oferta feita pelo domínio “VacationsRentals.com”. Brian Sharples, fundador da HomeAway, fez aquisição do registro em 2007, e o valor do compra foi a bagatela de 35 milhões de dólares.

Escrito por Fabiane Diniz, 24/10/2016 às 16h16 | fabdiniz@gmail.com



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