Jornal Página 3
Coluna
Puxando Rede
Por Fabiane Diniz

Balaio do que vem em 2018

Coluna publicado no Página 3 impresso, edição 1337 - dez/2017

Lá vem 2018, vem prometendo, vem com calendário cheio, teremos Copa do Mundo que é um dos eventos que mais movimenta a massa, também teremos mais pro final do ano as  eleições para Presidente da República, Deputados Federais e Estaduais e Senadores.

Já lidamos tantas outras vezes com campanha eleitoral feita em paralelo com as redes sociais, e não deverá ser diferente. Talvez haja dessa vez uma tentativa de combate às propagações de notícias falsas, por parte do Facebook, Google e de sites que estão se aperfeiçoando e especializando em desmascarar essas notícias.

Pensando com meus botões, é bem difícil combater notícias falsas, já que vivemos na era da pós-verdade, onde muitas vezes é mais fácil achar motivos pra embasar a própria teoria do que admitir na frente de todos os amigos do círculo social que está errado. E isso fala muito sobre pessoas e suas vaidades e ego.

Ainda sobre campanhas políticas, na internet cresce a cada dia os bots (robôs) que respondem hashtags e movimentam assuntos polêmicos, um exército criando a falsa realidade da ideia pra qual foi contratada. Na campanha americana que elegeu Trumph quem fez esse trabalho controverso foram alguns hackers russos.

Por aqui os bots já começaram a ser identificados, é trabalho pra formiguinha e desativá-los é penoso. Esses bots ajudam a levantar assuntos que não deveriam ganhar destaque no debate mas que podem mudar o retrato da discussão. 

Na área dos aplicativos e tendências, na coluna do último mês de 2016 dei a letra, “façam stories” e hoje eles viraram febre, e são divertidos. Não tinha erro, quando o Facebook se comprometeu a repetir o sucesso do agora esquecido Snapchat -que na época não quis negociar o seu software com eles-, era certo o êxito.

Talvez tenhamos chegado finalmente no tempo em que a rede irá crescer pros lados e não tanto pra frente. Você consegue pensar em algo revolucionário na internet pra 2018? Posso  ver muito trabalho sendo feito com a base que já criamos e que ainda usamos muito mal, aproveitamos muito pouco o potencial.

A cada dia percebo que a área de ciência da computação, do design gráfico, da tecnologia está mais e mais democrático, as gerações avançaram e esta sim é a revolução esperada pra 2018. Muitos profissionais dessas áreas, e com muita qualidade no mercado.

Será que estamos deixando pra trás o paradigma do sobrinho que faz sites? Já não era tarde, o sobrinho se formou e tem um portifólio próprio, finalmente.

É certo que vamos avançar muito com esse profissionais. Já viram o tanto de encubadoras de tecnologia que estão ganhando patrocínio de empresas privadas na região. Em Florianóplis estão espalhadas por todos os lados. A cidade respira educação técnica.

O alivío cômico de 2018 ficará por conta da Copa do  Mundo. Sim, hoje você pode até dizer, “ah eu não ligo pra isso”, mas no dia tá pintando a casa, estentendo bandeiras, chamando os amigos para reuniões. Sei como funciona e não julgo. 

Dessa vez a Copa será na Rússia, teremos um fuso horário grande, talvez fique um pouco mais morno, por esse motivo apenas, e mesmo assim as redes sociais irão respirar futebol por 3 semanas no meio do ano.

Teremos aquela chuva de memes e piadas correndo soltas pelos grupos de whatsapp e pelas redes sociais. Adoro!

Vou ficando por aqui. Desejo a todos um 2018 de muitas alegrias, de sonhos concretizados e felicidades. Até.

Escrito por Fabiane Diniz, 09/01/2018 às 15h00 | fabdiniz@gmail.com

De que lado você está?

Video que está viralizando na internet chama atenção para abusos cometidos por homens às mulheres em diversas situações da vida.

 

Escrito por Fabiane Diniz, 08/12/2017 às 11h32 | fabdiniz@gmail.com

Ostentando o traficante

Quando penso que já vi de tudo nessa internet "lôka de môdeos" (sic), me aparecem selfies de policiais com o traficante Rogério 157 da Rocinha, preso na manhã de hoje.

Isso que chamam de prisão ostentação?

Olha o passarinho

 

Escrito por Fabiane Diniz, 06/12/2017 às 11h23 | fabdiniz@gmail.com

Gramado Hilbert

Muitas vezes evitar um hater é o que há de mais esperto a se fazer. É preciso ter coragem, segurança no trabalho que está desenvolvendo e paciência enorme para dar atenção aos que são adeptos às ofensas. Nesse caso, quando ofendido o presidente da Fundação de Cultura de Balneário Camboriú, George Varela  respondeu um facebookiano. E esse parece ser um pequeno recado aos tantos que acham que é fácil trabalhar com dinheiro curto e contado.

"Gramado (RS) é a cidade exemplo de turismo no Sul do Brasil !! Por lá, em nenhuma época do ano, se encontra índios e muito menos esses andarilhos pinguços que ficam por aqui esculachando nossa cidade... Sugiro que nossos governantes, incompetentes e sem criatividade, façam uma visitinha a Gramado para ver se conseguem aprender alguma coisa sobre como agir com visitantes indesejáveis..."

"Com certeza Gramado é uma boa referência para o Turismo Sr. Delton, mas, de comum acordo entre as Secretarias envolvidas, decidimos não gastar dinheiro público para viajar até Gramado para conhecer uma solução que está amplamente apresentada na internet.

Com relação aos indígenas a realidade entre as duas cidades é bem distinta, lá a comunidade indígena que eles atendem é apenas do Estado e faz sentido uma estrutura fixa o ano todo naquela cidade. Em Balneário Camboriú, os índios vêm de todos os cantos: SC, PR, do norte do país e muitos do RS também (mesmo com a política social indígena adotada naquele Estado). Os índios aqui são atraídos pela temporada que vai de dezembro a março.

Em Gramado, levaram 6 anos de negociação com a Funai e com as comunidades indígenas para chegarem na solução de criar uma área fixa de 115m2 e atender não mais que 12 lojas em uma área distante do centro. Em BC, a partir do início da temporada, receberemos no mínimo 150 famílias, entre Guaranis, Kaingangues e Pataxós.

Nossa proposta, após 6 meses de diálogo, é disponibilizar 200m2 + estrutura básica de alojamentos, em caráter provisório, desde que haja uma contrapartida cultural como produtos artesanais de origem, música, dança, idiomas...

Quanto a investimentos, nesse momento não dispusemos dos R$ 250.000,00 que foi investido na Serra e nossa intenção é fazer o melhor possível dentro de um limite de R$ 20.000,00.

Infelizmente, por sermos incompetentes e pouco criativos, teremos que nos limitar nessa temporada a essa tentativa de conciliação.
Esperamos um dia adquirir sua inteligência, sabedoria e acima de tudo, HUMANIDADE, para quem sabe optarmos pela solução que Gramado optou."

Escrito por Fabiane Diniz, 27/11/2017 às 09h50 | fabdiniz@gmail.com

Guia Legal BC

Tínhamos uma ideia, a vontade de empreender, a tecnologia e os espaços gerados por estarmos em uma cidade turística; e todos esses fatores nos deram a oportunidade de trabalhar na construção de um novo aplicativo para a cidade. Um aplicativo que atende os turistas, foi criado especialmente para eles sim, mas que acaba sendo um ótimo serviço também para os moradores de Balneário Camboriú. Foi desse jeito, e com muito trabalho, que nasceu o Guia Legal BC.

Recém havia desenvolvido o aplicativo do Página 3, há alguns dias tinha colocado todas as páginas do jornal online na versão responsiva (elas se adaptam automaticamente ao dispositivo do leitor), quando o Marzinho veio com a ideia do Guia Legal. Sim, ele mesmo, o próprio. Aquela cabeça é uma startup dinâmica e veloz. “Vamos nessa”, como sempre!

Minha participação seria pequena, um ajuste aqui, outro ali no que ele já vinha fazendo. Mas quem trabalha com desenvolvimento de softwares para a internet sabe que nunca fica apenas no rápido ajuste, a coisa é orgânica, cada linha se multiplica na velocidade do som. Nesse caso, do som do whatsapp com novas ideias para o app que chegavam a todo momento.

Trabalhar com alguém 100% dedicado é uma satisfação enorme, fica nítida a evolução do trabalho, dos objetivos alcançados, e cada conquista é uma comemoração. Na área de tecnologia muitas vezes é preciso criar algo do zero para atender as expectativas que nós próprios criamos, e quando funciona é mágico. Quando o robô não funciona, não é descartado, adaptamos e assim seguimos. A demanda é enorme em um trabalho desse porte. É preciso sangue nos olhos, como dizem por aí.

Trabalhamos em dois, eu e o Marzinho, em tempo recorde. Hoje o Guia Legal está publicado em três plataformas:

•Website (guialegalbc.com), •Android e •iOS -grata aqui pela ajuda do George, Diretor Dev do Grupo W-.

A gente sabe que tem muito ainda por fazer e implementar. Todo dia tem algo pra mexer e atualizar. Novas linhas estão sendo traçadas, adequações já estão planejadas.

Porém e felizmente, está entregue.

Ahhhh ... essa tal tecnologia, ela não pára! Melhor, quem não pára somos nós.

Escrito por Fabiane Diniz, 23/11/2017 às 14h30 | fabdiniz@gmail.com

A espetaculosa e midiática Lava Jato

Por Elio Gaspari, texto sobre a morte do reitor da UFSC, Luiz Cancellier e a Lava Jato.

"Morte de reitor da UFSC é um desencanto para o Brasil da Lava Jato - A morte do professor jogou nas costas dos cidadãos que o acusaram, investigaram e mandaram para a cadeia a obrigação de mostrar que fazia sentido submetê-lo ao constrangimento. Se a chamada “Operação Ouvidos Moucos” acabar em pizza, vai-se estimular a impunidade das redes de malfeitorias encravadas em dezenas de programas de bolsas de estudo do país.

Chegou-se a dizer que a operação policial na qual o professor foi preso investigava o desvio de R$ 80 milhões de um programa de educação a distância. Mentira. R$ 80 milhões foi o valor total do programa. As maracutaias não aconteceram durante a gestão de Cancellier. Havia trapaças no pedaço, envolvendo servidores e empresários, mas o reitor nunca foi acusado de ter desviado um só tostão.

Cancellier foi denunciado pelo corregedor da UFSC, doutor Rodolfo Hickel do Prado por tentar obstruir seu trabalho. Num artigo publicado depois de sua prisão, o reitor revelou que nunca foi ouvido pela auditoria interna. A Polícia Federal investigou o caso e a delegada Erika Marena, madrinha da marca Lava Jato (Flávia Alessandra no filme 'A Lei é Para Todos'), pediu a prisão do reitor. Ela também não o ouviu. Depois de solto, Cancellier ficou proibido de pôr os pés na universidade.

Nos dias de hoje, proibir um reitor afastado de pisar na universidade serve apenas para humilhá-lo. Vale lembrar que a ditadura nunca proibiu os professores que cassou de entrar nas escolas. Um bilhete encontrado na jaqueta que Cancellier vestia quando se matou diz que 'minha morte foi decretada quando fui banido da universidade' (Quando três ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal obrigam Aécio Neves a dormir em casa, produzem apenas barulho, a menos que estejam defendendo a temperança nas noites de Brasília e do Rio).

As patrulhas da polícia e do Ministério Público devem pensar pelo menos uma vez antes de pedir a prisão de um cidadão. Isso porque abundam os sinais de que se pensa mais no espetáculo da publicidade do que nos direitos dos brasileiros. Era realmente necessário prender Cancellier? Soltando-o, era necessário proibi-lo de entrar na universidade?

Guimarães Rosa ensinou: 'As pessoas não morrem, ficam encantadas'. O reitor Cancellier tornou-se um desencanto para o Brasil da Lava Jato."

Escrito por Fabiane Diniz, 11/10/2017 às 10h03 | fabdiniz@gmail.com



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Fabiane Diniz

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.. mestre ninja e tira nata do leite com garfo.


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