Jornal Página 3
Coluna
Cá Pra Nós
Por Fernando Baumann

O tempo não para

 

 

É difícil se dar conta disso. Embalado pelas atribuições diárias vivemos dia após dia sem se dar conta de que o tempo não para e as coisas mudam. Aliás, de todas as certezas que tenho essa é a mais certa: tudo muda; e como!

Nunca simpatizei com espelhos, mas recentemente em rápida passada pela frente de um de grandes dimensões me ative instantes para me observar. Sim, as coisas mudam. Tive a sensação de que a imagem refletida não era a minha. Até achei que fosse uma “fake” de mim mesmo. Mas não era, aquela jaca diante dos meus olhos era eu mesmo. Eu mexia a mão, ela também. Dei pulinhos, ela também. Mostrei a língua pra ela e ela ao mesmo tempo pra mim.

Triste constatação.

Aí volta uma antiga reflexão de grande valia: qual o meu maior patrimônio, àquilo que de fato é mais importante para mim? Família, trabalho, saúde, dinheiro, sexo, amigos ou poder? Pois é, nada disso está em primeiro lugar, por mais que haja defesa contrária. Nem meu fusca ou bicicletas são tão importantes.

O mais importante, àquilo que de fato nos dá condição de exercer todas àquelas ações anteriores é o momento presente, o fato de estarmos aqui e agora. Estar vivo, isto é o mais importante, o resto é consequência.

E o que estamos fazendo com esse tempo? Qual o uso que damos ao bem mais importante que temos, a vida? Olha só, quando fazemos aniversário comemoramos por mais um ano de vida, mas quero aqui dizer que não é “mais um ano”, é “menos um ano”. É como o tanque de combustível de um automóvel. Quando nascemos o tanque está cheio, e assim que entramos na reserva e o combustível acaba Papai do céu nos chama de volta. O tempo de cada um é o tamanho do seu tanque.

Senhores da guerra, da bravata e da prepotência se encontram hoje em algum lugar esquecidos, dependendo de outros para sobreviver. Como o sal corrói o aço, o tempo corrói a vaidade, o orgulho e o egoísmo.

Sou pai e o amor que sinto pelos meus filhos não permite julgá-los. Se sou humano e pequeno diante do amor que o Criador tem por mim, então posso acreditar que ele mais que eu será incapaz de me julgar, mas certamente irá me perguntar o que fiz com o tempo que ele me concedeu, ai f....

Observe aqui a beleza da criação. O bem mais significativo que nos foi concedido por graça Divina não é necessariamente palpável. O tempo, que não é possível engarrafar ou armazenar de outra forma, esvaia-se segundo a segundo, queiramos ou não.

A prova é que tudo muda, o tempo é o senhor da mudança e o espelho é o vilão da história.

Quebrei o espelho!

 

Escrito por Fernando Baumann, 26/10/2018 às 17h02 | fernando@bba-reiki.com.br



Fernando Baumann

Assina a coluna Cá Pra Nós

Economista, empresário e militante das causas coletivas, acredita no associativismo e cooperativismo como ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa. Busca incessantemente evoluir como ser humano e social.


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O tempo não para

 

 

É difícil se dar conta disso. Embalado pelas atribuições diárias vivemos dia após dia sem se dar conta de que o tempo não para e as coisas mudam. Aliás, de todas as certezas que tenho essa é a mais certa: tudo muda; e como!

Nunca simpatizei com espelhos, mas recentemente em rápida passada pela frente de um de grandes dimensões me ative instantes para me observar. Sim, as coisas mudam. Tive a sensação de que a imagem refletida não era a minha. Até achei que fosse uma “fake” de mim mesmo. Mas não era, aquela jaca diante dos meus olhos era eu mesmo. Eu mexia a mão, ela também. Dei pulinhos, ela também. Mostrei a língua pra ela e ela ao mesmo tempo pra mim.

Triste constatação.

Aí volta uma antiga reflexão de grande valia: qual o meu maior patrimônio, àquilo que de fato é mais importante para mim? Família, trabalho, saúde, dinheiro, sexo, amigos ou poder? Pois é, nada disso está em primeiro lugar, por mais que haja defesa contrária. Nem meu fusca ou bicicletas são tão importantes.

O mais importante, àquilo que de fato nos dá condição de exercer todas àquelas ações anteriores é o momento presente, o fato de estarmos aqui e agora. Estar vivo, isto é o mais importante, o resto é consequência.

E o que estamos fazendo com esse tempo? Qual o uso que damos ao bem mais importante que temos, a vida? Olha só, quando fazemos aniversário comemoramos por mais um ano de vida, mas quero aqui dizer que não é “mais um ano”, é “menos um ano”. É como o tanque de combustível de um automóvel. Quando nascemos o tanque está cheio, e assim que entramos na reserva e o combustível acaba Papai do céu nos chama de volta. O tempo de cada um é o tamanho do seu tanque.

Senhores da guerra, da bravata e da prepotência se encontram hoje em algum lugar esquecidos, dependendo de outros para sobreviver. Como o sal corrói o aço, o tempo corrói a vaidade, o orgulho e o egoísmo.

Sou pai e o amor que sinto pelos meus filhos não permite julgá-los. Se sou humano e pequeno diante do amor que o Criador tem por mim, então posso acreditar que ele mais que eu será incapaz de me julgar, mas certamente irá me perguntar o que fiz com o tempo que ele me concedeu, ai f....

Observe aqui a beleza da criação. O bem mais significativo que nos foi concedido por graça Divina não é necessariamente palpável. O tempo, que não é possível engarrafar ou armazenar de outra forma, esvaia-se segundo a segundo, queiramos ou não.

A prova é que tudo muda, o tempo é o senhor da mudança e o espelho é o vilão da história.

Quebrei o espelho!

 

Escrito por Fernando Baumann, 26/10/2018 às 17h02 | fernando@bba-reiki.com.br



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