Jornal Página 3
Coluna
Cá Pra Nós
Por Fernando Baumann

De Cristo a Cristo - 1ª parte de 2

 No ano anterior eu e o Zoanir havíamos feito de bicicleta Balneário a São Paulo “sem parar”. Então pensávamos num novo desafio nos mesmos moldes, que também fosse desafiador e realizável. Também queríamos inverter o sentido, ou seja, chegar em Balneário ao invés de sair daqui, pois descobrimos que o maior significado de sair é poder voltar. Da outra vez a chegada na frente do MASP foi emocionante, mas vazia pela falta da família. A nossa casa é onde está a nossa verdade, então chegar é melhor que partir.

Decidimos manter o ritmo de 300,0 km a cada 24h. Este era nosso objetivo. Pensando em várias alternativas decidimos escolher Rio a Balneário, praticamente o dobro do desafio anterior. Adão e Luiz convidados decidimos a data da partida. Seriam necessários seis dias, sendo um para a viagem de carro, um para o descanso e quatro para o retorno.

Ninguém acreditava, mas coube tudo num carro. Três bicicletas(uma reserva), bagagens e mantimentos para quatro adultos. Fomos pela Rio-Santos, exatamente o caminho contrário ao que percorreríamos,  para reconhecimento das dificuldades. Eu já tinha noção, pois em 2004 já havia feito este caminho de bicicleta.

Nosso desejo era sair da base da estátua do Cristo Redentor, e para isto foi necessário ir na sede da administração localizada dentro do Parque Nacional da Tijuca. Pelas informações obtidas seria difícil conseguir tal autorização. Após uma hora de espera o responsável nos atendeu e de imediato concedeu a referida autorização. Nem acreditamos!

No dia seguinte logo cedo subimos de carro até o último ponto possível, daí retiramos nossas bicicletas do porta-malas e as montamos, colocando rodas e selim. Bicicletas prontas carregamos elas até a base da estátua do Cristo Redentor. Como era cedo o parque ainda não estava aberto ao público. Uma forte emoção nos acometeu naquele momento. Uma das sete novas maravilhas nas nossas costas e um mundo para ser conquistado aos nossos pés(ou pedais).

O primeiro dia foi difícil para mim, pois havia comido algo no dia anterior que embaralhou o estômago. Pedalei o dia inteiro sem conseguir me alimentar. Final da tarde após passar Angra dos Reis parei minha bicicleta no canto da estrada e consegui pôr para fora àquilo que me incomodava. Dali para frente as coisas começaram a fluir melhor. Por volta da meia noite paramos para dormir um pouco num posto de gasolina no trevo de Paraty.

A rodovia Rio-Santos tem trechos muito acidentados com subidas e descidas íngremes e constantes. Na bicicleta speed que utilizamos a troca da marcha se dá num movimento lateral com a mão. Ao final de 24h pedalando, após um rápido descanso, percebi a perda do movimento da mão direita, bem como os dedos não esticavam e não encostavam mais uns aos outros, me obrigando a partir dali trocar as marchas apenas com o punho. A recuperação total demorou mais de 30 dias. Essa é a tal da LER(lesão por esforço repetitivo).

A passagem por Santos na madrugada do segundo dia foi um tanto tensa, num longo trecho desabitado e sem iluminação, pois a região é conhecida por muitos roubos e assaltos. Já na rodovia Padre Manoel da Nóbrega perto de Peruíbe, num movimento brusco consegui entortar o aro traseiro da minha bicicleta, o que nos tomou muito tempo para o conserto, a encargo do Luiz.

..segunda parte na publicação de 22/06.

Escrito por Fernando Baumann, 19/06/2018 às 12h31 | fernando@bba-reiki.com.br



Fernando Baumann

Assina a coluna Cá Pra Nós

Economista, empresário e militante das causas coletivas, acredita no associativismo e cooperativismo como ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa. Busca incessantemente evoluir como ser humano e social.


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De Cristo a Cristo - 1ª parte de 2

 No ano anterior eu e o Zoanir havíamos feito de bicicleta Balneário a São Paulo “sem parar”. Então pensávamos num novo desafio nos mesmos moldes, que também fosse desafiador e realizável. Também queríamos inverter o sentido, ou seja, chegar em Balneário ao invés de sair daqui, pois descobrimos que o maior significado de sair é poder voltar. Da outra vez a chegada na frente do MASP foi emocionante, mas vazia pela falta da família. A nossa casa é onde está a nossa verdade, então chegar é melhor que partir.

Decidimos manter o ritmo de 300,0 km a cada 24h. Este era nosso objetivo. Pensando em várias alternativas decidimos escolher Rio a Balneário, praticamente o dobro do desafio anterior. Adão e Luiz convidados decidimos a data da partida. Seriam necessários seis dias, sendo um para a viagem de carro, um para o descanso e quatro para o retorno.

Ninguém acreditava, mas coube tudo num carro. Três bicicletas(uma reserva), bagagens e mantimentos para quatro adultos. Fomos pela Rio-Santos, exatamente o caminho contrário ao que percorreríamos,  para reconhecimento das dificuldades. Eu já tinha noção, pois em 2004 já havia feito este caminho de bicicleta.

Nosso desejo era sair da base da estátua do Cristo Redentor, e para isto foi necessário ir na sede da administração localizada dentro do Parque Nacional da Tijuca. Pelas informações obtidas seria difícil conseguir tal autorização. Após uma hora de espera o responsável nos atendeu e de imediato concedeu a referida autorização. Nem acreditamos!

No dia seguinte logo cedo subimos de carro até o último ponto possível, daí retiramos nossas bicicletas do porta-malas e as montamos, colocando rodas e selim. Bicicletas prontas carregamos elas até a base da estátua do Cristo Redentor. Como era cedo o parque ainda não estava aberto ao público. Uma forte emoção nos acometeu naquele momento. Uma das sete novas maravilhas nas nossas costas e um mundo para ser conquistado aos nossos pés(ou pedais).

O primeiro dia foi difícil para mim, pois havia comido algo no dia anterior que embaralhou o estômago. Pedalei o dia inteiro sem conseguir me alimentar. Final da tarde após passar Angra dos Reis parei minha bicicleta no canto da estrada e consegui pôr para fora àquilo que me incomodava. Dali para frente as coisas começaram a fluir melhor. Por volta da meia noite paramos para dormir um pouco num posto de gasolina no trevo de Paraty.

A rodovia Rio-Santos tem trechos muito acidentados com subidas e descidas íngremes e constantes. Na bicicleta speed que utilizamos a troca da marcha se dá num movimento lateral com a mão. Ao final de 24h pedalando, após um rápido descanso, percebi a perda do movimento da mão direita, bem como os dedos não esticavam e não encostavam mais uns aos outros, me obrigando a partir dali trocar as marchas apenas com o punho. A recuperação total demorou mais de 30 dias. Essa é a tal da LER(lesão por esforço repetitivo).

A passagem por Santos na madrugada do segundo dia foi um tanto tensa, num longo trecho desabitado e sem iluminação, pois a região é conhecida por muitos roubos e assaltos. Já na rodovia Padre Manoel da Nóbrega perto de Peruíbe, num movimento brusco consegui entortar o aro traseiro da minha bicicleta, o que nos tomou muito tempo para o conserto, a encargo do Luiz.

..segunda parte na publicação de 22/06.

Escrito por Fernando Baumann, 19/06/2018 às 12h31 | fernando@bba-reiki.com.br



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