Jornal Página 3
Coluna
Cá Pra Nós
Por Fernando Baumann

Marcas do Que Ficou

 Em dezembro passado fez 48 anos que chegamos em Balneário Camboriú. Aproveitando para fazer o balanço do ano que se encerrava e planos para o ano que vinha, num flash me veio a tela mental momentos e fatos passados em todos esses anos. Um misto de saudosismo, perplexidade e dúvidas: o tempo passa ou simplesmente “avoa”? Nós mudamos ou somos mudados?

Lembrei de uma pescaria que fiz com meus irmãos em uma canoa atrás da casa do tio Kinas, que ficava na avenida Atlântica esquina com rua Alvin Bauer, onde hoje é o edifício Oasis. Do pontilhão de madeira que tinha ali. Do parque de diversões que todo ano se instalava do outro lado do rio já na avenida Brasil. Da agência da volkswagen na curva da avenida Central e da rodoviária na mesma avenida esquina com rua 600. Também lembrei da delegacia no final da rua 800, defronte onde nós morávamos. Dali meus irmão iam a pé para o colégio João Goulart por trilhas no meio do mato. Das “peladas” e raladas no Guadalajara com piso de cimento rugoso.

Naquela época conhecíamos as pessoas pela placa do carro. A nossa era a BB 0015. Um fato curioso é que o sr Aroldo gostava de placas com final 13, mas ele não tinha a 0013, uma joia que pertencia ao dr. Spósito. Este último, num gesto ímpar, lhe deu de presente em seu aniversário.

Lembrei do dia que acordamos com a notícia de que durante a madrugada máquinas da prefeitura derrubaram muros na avenida Atlântica de casas cujos proprietários não aceitavam o seu alargamento, e da coragem do sr Meirinho em peitar tal iniciativa. Também da morte prematura de seu filho.

Da igreja Luterana a rua 2.300, onde fiz meu ensino confirmatório e casei. Da inauguração da Tuti’s Pão onde antes o sr Wegner tinha uma loja de móveis ou algo parecido. Dos filmes de domingo no Cinerama da avenida Brasil. Da Moustache, do Baturité, do Whiskadão e do Fantástico Clube. E do salão 33 na rua 3300, uma estrutura gigante de madeira cujo acesso por ruas esburacadas, dependendo da época, era quase impossível.

Relatando assim em ordem cronológica lembro de muitos fatos que poderiam encher várias páginas. Talvez entre eles existam coisas apenas vistas por mim, que sejam fruto da imaginação de uma criança e que contenham alguma imprecisão. Mas posso afirmar que eu vi e vivi este filme, pois meu intervalo na história de Balneário Camboriú teve início no final de 1969.

Ah, lembrei que fui na inauguração do edifício Imperador e no almoço de lançamento da pedra fundamental do edifício Imperatriz, e também...

 

Escrito por Fernando Baumann, 01/02/2018 às 16h31 | fernando@bba-reiki.com.br



Fernando Baumann

Assina a coluna Cá Pra Nós

Economista, empresário e militante das causas coletivas, acredita no associativismo e cooperativismo como ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa. Busca incessantemente evoluir como ser humano e social.


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br

Página 3
Cá Pra Nós
Por Fernando Baumann

Marcas do Que Ficou

 Em dezembro passado fez 48 anos que chegamos em Balneário Camboriú. Aproveitando para fazer o balanço do ano que se encerrava e planos para o ano que vinha, num flash me veio a tela mental momentos e fatos passados em todos esses anos. Um misto de saudosismo, perplexidade e dúvidas: o tempo passa ou simplesmente “avoa”? Nós mudamos ou somos mudados?

Lembrei de uma pescaria que fiz com meus irmãos em uma canoa atrás da casa do tio Kinas, que ficava na avenida Atlântica esquina com rua Alvin Bauer, onde hoje é o edifício Oasis. Do pontilhão de madeira que tinha ali. Do parque de diversões que todo ano se instalava do outro lado do rio já na avenida Brasil. Da agência da volkswagen na curva da avenida Central e da rodoviária na mesma avenida esquina com rua 600. Também lembrei da delegacia no final da rua 800, defronte onde nós morávamos. Dali meus irmão iam a pé para o colégio João Goulart por trilhas no meio do mato. Das “peladas” e raladas no Guadalajara com piso de cimento rugoso.

Naquela época conhecíamos as pessoas pela placa do carro. A nossa era a BB 0015. Um fato curioso é que o sr Aroldo gostava de placas com final 13, mas ele não tinha a 0013, uma joia que pertencia ao dr. Spósito. Este último, num gesto ímpar, lhe deu de presente em seu aniversário.

Lembrei do dia que acordamos com a notícia de que durante a madrugada máquinas da prefeitura derrubaram muros na avenida Atlântica de casas cujos proprietários não aceitavam o seu alargamento, e da coragem do sr Meirinho em peitar tal iniciativa. Também da morte prematura de seu filho.

Da igreja Luterana a rua 2.300, onde fiz meu ensino confirmatório e casei. Da inauguração da Tuti’s Pão onde antes o sr Wegner tinha uma loja de móveis ou algo parecido. Dos filmes de domingo no Cinerama da avenida Brasil. Da Moustache, do Baturité, do Whiskadão e do Fantástico Clube. E do salão 33 na rua 3300, uma estrutura gigante de madeira cujo acesso por ruas esburacadas, dependendo da época, era quase impossível.

Relatando assim em ordem cronológica lembro de muitos fatos que poderiam encher várias páginas. Talvez entre eles existam coisas apenas vistas por mim, que sejam fruto da imaginação de uma criança e que contenham alguma imprecisão. Mas posso afirmar que eu vi e vivi este filme, pois meu intervalo na história de Balneário Camboriú teve início no final de 1969.

Ah, lembrei que fui na inauguração do edifício Imperador e no almoço de lançamento da pedra fundamental do edifício Imperatriz, e também...

 

Escrito por Fernando Baumann, 01/02/2018 às 16h31 | fernando@bba-reiki.com.br



Fernando Baumann

Assina a coluna Cá Pra Nós

Economista, empresário e militante das causas coletivas, acredita no associativismo e cooperativismo como ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa. Busca incessantemente evoluir como ser humano e social.


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade