Jornal Página 3
Coluna
Cá Pra Nós
Por Fernando Baumann

Coisas Que Não Entendo

 Tem coisas sobre as quais eu penso e, por mais que tento, não consigo entender. E olha que já busquei auxílio com especialistas e profissionais da área, que me explicaram de todas as formas. Mesmo assim não deu.

Eu não entendo porque tratamos os eleitos para cargos legislativo e executivo como autoridades, dando-lhes destaque, atenção e reverência diferenciados. Se eles foram escolhidos para cumprir um mandato,  então a eles é que cabe cortejar. A autoridade é de quem assina o cheque, não de quem recebe. E o cheque é o voto.

Eu não entendo porque as mesmas autoridades precisam se deslocar em veículos de luxo com placa preta e motorista. Porque não andam a pé, de bicicleta, de ônibus, de aplicativo ou carro próprio como a maioria dos que os elegeu?

Eu não entendo porque existem “cargos de confiança”. Os demais são o que, de desconfiança? Se o trabalho é técnico e exige conhecimento, porque esses cargos algumas vezes são ocupados por pessoas de fora, da cota pessoal de alguém ou partido e sem comprovada capacidade?

Eu não entendo porque a secretaria de Educação tem esse nome, se o que ela oferece é conhecimento, informação, cultura e alguma disciplina.  Educação não compete aos pais, a família? Talvez por isso tantos transferem para as escolas a responsabilidade de educar seus filhos. Educação é princípio, valor e limite, e isso vem de casa.

Eu não entendo porque não temos políticas e campanhas permanentes de orientação ao trânsito visando a boa convivência entre pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas. É ali que todos se encontram e a socialização acontece de fato, independentemente da condição econômica e cultural de cada um. Por que não é uma disciplina curricular do ensino fundamental? E salve-se quem puder!

Eu não entendo porque falamos tanto em mobilidade urbana se o que se move são as pessoas, não a cidade. Será por isso é tão confuso?

Pois é, acho que estou ficando velho e chato, talvez por isso não entenda.

Escrito por Fernando Baumann, 19/01/2018 às 08h25 | fernando@bba-reiki.com.br



Fernando Baumann

Assina a coluna Cá Pra Nós

Economista, empresário e militante das causas coletivas, acredita no associativismo e cooperativismo como ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa. Busca incessantemente evoluir como ser humano e social.


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br

Página 3
Cá Pra Nós
Por Fernando Baumann

Coisas Que Não Entendo

 Tem coisas sobre as quais eu penso e, por mais que tento, não consigo entender. E olha que já busquei auxílio com especialistas e profissionais da área, que me explicaram de todas as formas. Mesmo assim não deu.

Eu não entendo porque tratamos os eleitos para cargos legislativo e executivo como autoridades, dando-lhes destaque, atenção e reverência diferenciados. Se eles foram escolhidos para cumprir um mandato,  então a eles é que cabe cortejar. A autoridade é de quem assina o cheque, não de quem recebe. E o cheque é o voto.

Eu não entendo porque as mesmas autoridades precisam se deslocar em veículos de luxo com placa preta e motorista. Porque não andam a pé, de bicicleta, de ônibus, de aplicativo ou carro próprio como a maioria dos que os elegeu?

Eu não entendo porque existem “cargos de confiança”. Os demais são o que, de desconfiança? Se o trabalho é técnico e exige conhecimento, porque esses cargos algumas vezes são ocupados por pessoas de fora, da cota pessoal de alguém ou partido e sem comprovada capacidade?

Eu não entendo porque a secretaria de Educação tem esse nome, se o que ela oferece é conhecimento, informação, cultura e alguma disciplina.  Educação não compete aos pais, a família? Talvez por isso tantos transferem para as escolas a responsabilidade de educar seus filhos. Educação é princípio, valor e limite, e isso vem de casa.

Eu não entendo porque não temos políticas e campanhas permanentes de orientação ao trânsito visando a boa convivência entre pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas. É ali que todos se encontram e a socialização acontece de fato, independentemente da condição econômica e cultural de cada um. Por que não é uma disciplina curricular do ensino fundamental? E salve-se quem puder!

Eu não entendo porque falamos tanto em mobilidade urbana se o que se move são as pessoas, não a cidade. Será por isso é tão confuso?

Pois é, acho que estou ficando velho e chato, talvez por isso não entenda.

Escrito por Fernando Baumann, 19/01/2018 às 08h25 | fernando@bba-reiki.com.br



Fernando Baumann

Assina a coluna Cá Pra Nós

Economista, empresário e militante das causas coletivas, acredita no associativismo e cooperativismo como ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa. Busca incessantemente evoluir como ser humano e social.


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade